Lovesong
79 Capitulo 79
Notas iniciais
Os dias passaram tranquilos. Agora as famílias Mills e Swan estavam tendo paz. Emma cada dia mias atenciosa com sua morena e seu príncipe, que estava eufórico com a chegada de um irmãozinho.
Elsa e Zelena depois da noite de amor que tiveram, se agarravam em todo lugar. As gêmeas estavam menos manhosas e Meghan, mesmo sentindo falta de Elsa, estava chorando menos quando a loira estava longe e Henry era um dos responsáveis por essa mudança, o garotinho estava sempre perto das primas que se acalmavam quando ele lhe contava histórias.
Emma sempre que podia ia a fazenda para deixá-la perfeita para o dia especial.
Duas semanas haviam se passado e o grande dia finalmente havia chegado.
Emma acordou naquela manhã bem cedo e abriu um enorme sorriso ao ver sua morena dormindo agarrada em seu corpo. Era a sensação mais perfeita ter Regina em seus braços. Em um dia normal, a loira jamais cogitaria sair daquele abraço, mas esse não seria um dia comum e contra a sua vontade a loira se desvencilhou do agarre da morena que virou para o outro lado apertando o macio travesseiro em seus braços.
Emma depositou um beijo nos cabelos de Regina e seguiu para o banheiro. Após um banho relaxante, a loira vestiu uma roupa confortável e foi em direção a cozinha onde encontrou Helena.
— Bom dia, Lena! – disse a loira dando um beijo no rosto da senhora.
— Bom dia dona Emma. – respondeu a senhora sorridente.
— Já disse que é Emma. Você é da família Lena. – falou carinhosa.
— Tá certo, Emma. – falou e sorriu.
— Assim está melhor. Você faria um favor para mim? – perguntou a loira.
— Claro Don.... – sorriu. – Emma.
— Podia preparar um café da manhã reforçado para Regina? Ela anda muito enjoada ultimamente e não está se alimentando direito.
— Claro menina.
— Vou dar uma saidinha e quando eu voltar levo o café para ela. – disse sorrindo. – Agora tenho que ir. – falou a loira e saiu.
Emma seguiu em seu fusca para o Granny’s e alguns minutos depois já estava sentada em frente a Sidney.
— Muito obrigada Sidney. – disse Emma emocionada enquanto lia os papeis.
— Não precisa agradecer, Emma. Estou muito feliz em dar essa alegria a Regina. Ela ficará muito emocionada.
— Sim, irá. – falou sorrindo. – Eu só vou te pedir mais um favor. Fique com esse documento e só me entregue a tarde. Se eu chegar com ele e Regina estiver acordada vai querer saber o que é e eu não consigo dizer não a ela. – disse e os dois sorriram.
Depois de tudo preparado a loira voltou para casa e Lena informou que Regina ainda estava dormindo.
A loira pôs na bandeja a rosa que havia comprado no caminho e seguiu para o quarto. Adentrou o local com cuidado e constatou que sua morena ainda dormia na mesma posição que a deixara.
Ela, então, pôs a bandeja no criado mudo e pegou a rosa indo em direção a cama. Ficou alguns segundos admirando sua mulher.
Lentamente a loira deslizou as pétalas macias da rosa do rosto de Regina que começou a despertar.
— Bom dia minha vida! – disse Emma sorrindo e em seguida beijou a barriga da morena. – Bom dia filho.
— Emm... – pronunciou Regina ainda de olhos fechados.
— Mas como está dorminhoca essa minha mulher. – brincou Emma e Regina sorriu.
— Diz de novo. – pediu Regina abrindo os olhos.
— Minha mulher mais linda que existe. – falou Emma pondo a rosa em frente ao rosto de Regina.
— É linda, amor. – falou Regina pegando a rosa e sentindo seu perfume.
— Não mais que você, te garanto.
— Boba. – falou a morena sorrindo.
— Como está o enjôo?
— Magicamente não estou sentindo hoje.
— Que bom. – disse Emma se levantando. – Por que te trouxe seu café da manhã do jeito que você gosta. – falou pegando a bandeja e indo em direção a cama.
Regina sentou se encostando na cama e a loira pôs a bandeja em seu colo. Tomaram o café em meio a muitos carinhos e declarações de amor.
Regina não poderia estar mais feliz. Tinha uma noiva que a amava incondicionalmente, um filho lindo e carinhoso e agora tinha em seu ventre mais um serzinho que já amava muito.
Assim que terminaram a refeição, elas foram para o banheiro tomar banho. E como sempre fazia, Emma pôs a banheira para encher e em seguida despiu sua morena e assim que se livrou das próprias roupas entraram na banheira com a loira sentada por trás de Regina que sem demora apoiou as costas no peito de Emma.
— Emm, as vezes fico me perguntando se eu realmente te mereço. – disse Regina de olhos fechados.
— Por que não me mereceria, meu amor?
— É que eu cheguei aqui tão quebrada, amargurada e você me amou desde o princípio. Eu só ... eu nem sempre fui boa para você, eu sei que muitas vezes te magoei com minhas inseguranças e meus ciúmes e mesmo assim ... você me amou. – falou a morena emocionada. Ela não estava com duvidas nessa altura do campeonato, ela só não entendia como Emma sempre foi tão perfeita com ela.
— Minha rainha. – chama Emma acariciando o rosto de Regina que vira a cabeça lhe fitando. – Eu amo você do jeitinho que você é. – disse e deu um beijo no nariz de Regina. – Amo seu jeitinho marrento. – mais um beijo no nariz. – Seu ciúmes. – mais um beijo, agora no rosto da morena que sorriu. – Amo sua insegurança, pois sei que você me ama de tal forma que tem medo de me perder. – beijou o outro lado da face da morena. – Mesmo eu lhe dizendo que você é e sempre será a única mulher que quero para o resto de meus dias. – disse e capturou os lábios de Regina dando inicio a um beijo cheio de amor. – Então, amor da minha vida. – disse a loira ao fim do beijo. – Nunca duvide de mim. Eu amo você com tudo que você tem.
— Eu te amo, minha Emm. – falou Regina emocionada e beijou sua loira perfeita.
O beijo que começou calmo, agora era cheio de desejo, de luxuria. Sem conter a vontade de sentir sua loira completamente, Regina se vira se senta sobre as pernas de Emma ficando de frente para ela. As duas soltam um gemido contido quando sentem seus sexos roçarem.
— Eu quero você. – sussurra Regina sobre os lábios da loira.
— Você já me tem. – responde Emma com a voz rouca pelo desejo.
Elas voltam a se beijar e Regina desliza as mãos pelo corpo alvo da loira que geme manhosa. Emma aperta a cintura de Regina quando sente uma de suas mãos acariciar seu sexo molhado.
— Hummm... amor... – geme Emma sentindo os movimentos lentos que Regina fazia em seu clitóris.
Regina sorri ao ver sua loira com os olhos fechados e a boca entreaberta enquanto gemia seu nome. Ela adorava ter Emma assim, tão entregue em suas mãos. Os gemidos que a loira soltava para ela eram perfeitos e a morena ficava mais excitada a cada som que Emma emitia.
Regina aumentou a intensidade de seus movimentos e deslizava os dedos por toda extensão do sexo da loira. A cada movimento, Regina sentia a lubrificação da loira aumentar. Emma era exageradamente gostosa.
Quando Emma não estava mais agüentando aquela sensação maravilhosa ela começou a mover seu quadril em busca de mais contato.
Regina levou seus lábios ao pescoço da loira começou a lamber e morder a pele delicada da sua loira, mas não parou os movimentos um só segundo.
— Amor.... – gemeu Emma. – eu preciso de você dentro de mim. – pediu manhosa.
— O que exatamente você quer que eu faça, Emm. – sussurrou no ouvido da noiva de uma forma provocante, o que fez Emma gemer. – É só me pedir. – sussurrou mais uma vez e lambeu o pescoço da loira lentamente.
— Eu quero... que você me... foda... – respondeu Emma com a voz entre cortada.
Após o apelo da loira, Regina se afastou sentando no lado oposto da loira e com o dedo indicador chamou Emma que sem demora sentou em seu colo e tomou os lábios carnudos para si.
Em um movimento firme Regina penetrou três dedos em Emma que soltou um grito cheio de prazer e apertou as bordas da banheira com força. Regina começou a estocar a loira com força, ela sabia que não estava machucando sua loira, pois ela estava tão lubrificada que seus dedos deslizavam com facilidade.
— Amor.... Ahhhh... – gemeu a loira alto.
Regina estava tão maravilhada por ter sua loira daquele jeito que sentiu seu sexo também encharcado. Fazer amor com Emma sempre fora maravilhoso, na maioria das vezes era a loira que tinha o controle e sempre a levava a loucura, mas nas vezes que Regina controlava sempre deixava Emma completamente a mercê de suas atitudes.
— Assim está bom, Emm? – perguntou Regina só para ouvir a loira admitir, pois ela sabia que estava indo bem como sempre.
— Per... perfei...to. Ahhh.... – respondeu Emma enlouquecida.
— Rebola para mim, meu amor. – pediu Regina e a loira obedeceu no mesmo segundo.
Emma rebolava e gemia cada vez mais alto totalmente em êxtase. Regina sorria maravilhada com cada movimento de sua mulher. Ela já havia estado dessa mesma forma várias vezes, mas nesse dia tudo parecia mais perfeito do que em todos os outros.
Mesmo estando dentro da banheira seus corpos suavam e pareciam que esquentavam a água da banheira. Os seios da loira chamou a atenção de Regina e enquanto Emma subia e descia nos dedos habilidosos da morena, Regina não se segurou e capturou o seio direito da loira e o sugou com vontade.
— Pelos céus, Regina.... ahhh.... você vai me enlouquecer.... – falou Emma sentindo seu corpo tremer.
A morena castigava os seios de sua amada, enquanto Emma continuava cavalgando nos dedos da sua mulher.
Emma diminuiu o ritmo quando sentiu seu interior pressionar os dedos de Regina. Aquele era o sinal de que o ápice estava perto. Ao perceber que sua loira estava perto do gozo, Regina envolveu a cintura de Emma com o braço livre e começou a estocar com força enquanto sentia o corpo de Emma tremer.
— Vem para mim, meu amor. – pediu Regina.
— Amor... ahhh.... AHHHHH – gritou Emma se derramando nos dedos de Regina e em seguida abraçou o corpo da morena que lentamente diminuía o ritmo das estocadas.
— Você é tudo para mim, Emma. – disse Regina retirando os dedos de dentro da loira que continuava abraçada a ela com a cabeça apoiada no ombro da amada. – Você é meu amor verdadeiro, minha salvação. – disse beijando o ombro da loira que ainda tinha leves tremores pelo corpo. – Você é o meu felizes para sempre. E eu pertenço a você por toda vida e em todas as vidas que existir. – disse a morena abraçando forte o corpo da loira e se entregando ao choro.
— Eu amo você, minha rainha. – disse Emma se afastando o suficiente para olhar sua morena nos olhos. – Por que está chorando? – perguntou secando as lágrimas de Regina.
— São esses malditos hormônios. – Disse Regina sorrindo timidamente e Emma sorriu de volta.
Elas terminam o banho e vão para o quarto se arrumar. Emma ajuda Regina a vestir a roupa o que faz a morena sorrir.
— O que foi? – pergunta Emma ao ver o sorriso da morena.
— Você sabe que sei me vestir não é? – pergunta ainda sorrindo.
— Sei, mas eu quero fazer isso com você. – fala Emma e continua a ajudar a morena.
— Boba, mas eu te amo assim mesmo. – brinca Regina e abraça a loira lhe dando um beijo calmo.
Quando Regina já está devidamente vestida, Emma pega sua calça jeans, sua inseparável jaqueta vermelha e Regina franze o cenho.
— Onde você vai?
— Preciso ir a delegacia. – diz Emma continuando a se vestir.
— Mas hoje é domingo, Emm. E não é dia de seu plantão. – fala a morena com um bico o que faz Emma sorrir.
— Eu sei, linda. – Ela se aproxima. – Mas o Dave precisa de mim hoje. – fala e dá um beijo na testa da morena.
— Até que horas você precisa ficar por lá? – pergunta triste.
— Não sei ainda, mas farei o possível para voltar logo. – diz e beija os lábios de Regina. – Agora eu tenho que ir, qualquer coisa me liga ta. – pede e quando Regina assente ela sai.
A loira chega a sala e encontra Zelena e Elsa com as meninas.
— Bom dia. – diz a loira sorrindo e beijando as cabecinhas de suas sobrinhas.
— Pelos gritos que ouvimos agora a pouco, deve ser um ótimo dia mesmo. – brinca Zelena e Emma fica envergonhada.
— Idiota. – fala a loira a as mulheres caem na gargalhada. – Deixei o presente com Cora. Cuidem bem da minha noiva viu. – pede Emma sorrindo.
— Com tudo o que você programou ela será muito bem cuidada cunhadinha. – disse Zelena pondo Meghan que havia dormido no carrinho.
— Bem, já estou indo e lembrem-se todas de branco para ela não desconfiar. – disse a loira e saiu sorrindo por imaginar a reação da noiva.
[...]
Regina estava em seu quarto vendo um filme qualquer, quando a porta é aberta por um garotinho coçando os olhos e com cara de sono.
— Mamãe! – falou ele manhoso e Regina abriu um enorme sorriso.
— Meu amor. Deita aqui com a mamãe. – pediu e o pequeno subiu na cama e beijou a barriga da morena.
— Bom dia Irmão. – disse ele imitando o que a mãe loira sempre fazia e Regina abriu um enorme sorriso. — Cadê a mãe Emma? – perguntou ele aconchegando nos braços da mãe.
— Sua mãe foi trabalhar, amor. – disse ela acariciando os cabelos do filho.
— Mas hoje é domingo.
— Eu disse isso a ela. – falou sorrindo. – Quer ver desenho?
— Quero, a senhora vai ficar comigo?
— Claro meu príncipe. – respondeu e pegando o controle no criado mudo mudou para o canal de desenhos que Henry gostava.
Eles ficaram ali por vários minutos entre risadas e muitos carinhos. Henry sempre foi muito carinhoso, mas desde que soube que ganharia um irmãozinho isso se intensificou e nesse momento ele estava abraçado a morena e com o dedinho indicador enrolava os fios negros da mãe. Mais alguns minutos se passaram e sem perceber eles adormeceram abraçados.
Zelena que havia ido chamar a irmã e por em pratica os planos de Emma, estava parada na porta admirando a cena. Ela agradecia todos os dias por Emma ter entrado na vida da irmã, Regina sempre fora quieta, reservada e depois que se casou com Robin isso só piorou, mas desde que ela e Emma começaram o relacionamento, Regina mudou e mudou para melhor. E vendo ela ali abraçada ao filho sentiu seu coração de irmã ficar em paz. Regina agora tinha tudo o que sempre mereceu.
Mesmo sem querer atrapalhar o sono de mãe e filho ela tinha que acordar a morena, senão não daria tempo para tudo o que a loira havia planejado.
— Sis. – chamou baixo para não assusta-la.
— Zel. Aconteceu alguma coisa? – perguntou Regina ao despertar.
— Nada demais. – sorriu. – Só vim te acordar, pois temos que sair.
— Ah não, Zel. Só quero ficar aqui com meu príncipe. – disse Regina fechando os olhos novamente.
— Nada disso. Vamos levantar. Henry, meu amor acorda. – disse Zelena balançando de leve o sobrinho.
— Deixa ele dormir. – pediu Regina.
Sem ligar para os protestos da morena, Zelena conseguiu tirar os dois da cama. E depois de muito insistir Regina aceitou ir com a irmã e a mãe para o tal lugar que Emma havia reservado para ela relaxar.
[...]
— Loira, isso aqui é maravilhoso! – disse Ruby maravilhada com o lugar.
— Você acha que ela vai gostar?– perguntou Emma nervosa.
— Se ela não gostar e te der um pé na bunda eu caso com você. – Disse Tinker também encantada.
— Ei fadinha. Eu estou aqui. – Brincou Ruby.
— Calma minha loba. Não trocaria você por nada. – disse Tinker sorrindo.
Emma seguiu mostrando a fazenda para as suas madrinhas de casamento que não paravam de elogiar o local. Ela queria que tudo ficasse perfeito, afinal, seria seu casamento e Regina merecia o melhor.
Após ter mostrado tudo as amigas, Emma se encarregou dos preparativos, na verdade ela apenas dizia como queria cada coisa e a equipe responsável a obedecia.
Em alguns momentos as moças da ornamentação ficavam irritada com a loira, pois, Emma nunca foi boa em decoração e sempre que as meninas concluíam seu pedido e loira mudava de idéia dizendo que Regina não iria gostar.
— Emma, pelos céus! – chamou Ruby. – Está ficando tudo ótimo, ficar mudando de idéia não ajudará em nada. As meninas sabem o que estão fazendo. – disse Ruby e Emma soltou o ar com força.
— Eu nunca fui boa com essas coisas. Regina é que sempre decide sobre a decoração. – disse ela cansada.
— Vamos fazer o seguinte. Tinker fica aqui com as meninas e você e eu vamos ver como está o restante das coisas. – disse Ruby e a loira aceitou.
[...]
Elsa estava terminando de arrumar as suas coisas e das filhas quando a campainha toca. Como Helena estava cuidando das gêmeas ela mesma vai abrir a porta.
— Mark? – diz sorrindo e abraça o rapaz. – O que faz aqui?
— Você acha que eu iria perder o casamento da gostosa Mills. – brinca ele.
— Deixa Emma te escutar. – Elsa sorri e eles voltam para o quarto onde a loira estava arrumando a pequena mala.
— Vai viajar? – pergunta divertido.
— Eu tenho duas filhas com a Zelena, esqueceu? Aquela minha ruiva já está acostumando minhas princesas a andar com bastante coisa. – Brinca e elas caem na risada.
Nesse momento Helena chega empurrando o carrinho onde as duas menininhas estavam lindas trajando vestidinhos rosa e um laço delicado nos cabelos.
— Ai meu Deus! Como estão lindas minhas afilhadas! – disse Mark se ajoelhando em frente ao carrinho.
— Para de babar em cima das minhas filhas e vamos logo. – disse Elsa sorrindo e todos seguiram para o carro.
[...]
— Um spa? – Pergunta Regina assim que Zelena estaciona em frente a grande construção.
— Foi idéia de sua loira. – Responde Zelena. – Ela disse que você estava precisando relaxar.
— Sei que estou, mas eu não esperava por isso. – disse sorrindo.
— A Emma sempre pensando em seu bem estar minha filha. – disse Cora saindo do carro.
Elas foram recebidas por uma senhora muito sorridente chamada Mercedes, era a dona do lugar e já havia conversado com Emma sobre o que Regina faria durante aquele dia.
Elas foram levadas para um dos quartos onde puderam guardar seus pertences. A primeira atividade que tiveram foi uma aula de ioga. A principio Regina não queria participar, mas quem tem uma irmã como Zelena nunca consegue recusar nada.
Mesmo reclamando durante toda a aula, Regina sentiu o corpo relaxar um pouco, mas nunca confessaria isso para Zelena.
Em seguida foram para a hidroginástica. Mais uma vez Regina queira recusar, mas Mercedes disse que essa atividade foi Emma quem escolheu e era para a morena fazer e Regina aceitou sem reclamar.
— Ah! Só porque foi a Emma quem escolheu você aceita né? – Disse Zelena chateada.
— A minha loira sabe o que faz. – disse convencida.
E uma implicando com a outra seguiram para a aula que durou uma hora. Mesmo não querendo admitir, Regina estava adorando estar ali, estava conseguindo relaxar um pouco, seus dias estavam sendo cansativos por conta dos enjôos, as dores de cabeça e tudo o que esses primeiros meses de gravidez estava lhe causando.
Após uma refeição muito saudável, as mulheres ficaram deitadas em redes na varanda.
— Como está se sentindo minha filha? – perguntou Cora vendo Regina digitar alguma coisa no telefone.
— Estou bem mãe. – disse ela sem tirar a atenção do aparelho.
— E o que tanto você digita nesse telefone? – Perguntou Cora.
— A Emma. Ela não me responde. – disse chateada.
— Ah! Sis. Ela deve estar muito ocupada. – disse Zelena que tinha os olhos fechados.
— Mas ela disse que eu ligasse se algo acontecesse. E agora não me responde.
— É porque nada aconteceu. – disse Zelena despreocupada.
— Mas se tivesse acontecido?
— Deixa de ser dramática mulher! Deixa sua loira trabalhar. – falou Zelena olhando para ela.
Quando Regina iria responder, Mercedes apareceu para dizer que a hora da massagem havia chegado. E assim elas seguiram a senhora.
— Ah... Que mãos deliciosas você tem. – disse Zelena recebendo massagem nas costas.
— Deixa Elsa ouvir isso. – zombou Regina que também estava adorando a massagem.
— Deixa de ser safada que eu sei que você também está adorando as mãos dessa morena em você. – disse Zelena e Cora sorriu com as duas irmãs.
— Está ótima a massagem, mas eu não fico gemendo e elogiando o trabalho da moça.
— Parem as duas. Eu quero silencio enquanto essa loirinha faz a massagem. – disse Cora e as irmãs sorriem.
No final da tarde as mulheres seguiram para o quarto onde poderiam tomar banho e voltar para casa.
Assim que entraram no como Zelena correu para o banheiro enquanto Regina e Cora ficaram conversando.
— A Emma foi maravilhosa em nos mandar para cá. – disse Cora mexendo em sua bolsa.
— A Emma é maravilhosa mamãe. – disse Regina sorrindo.
— E você uma boba apaixonada. – sorriram.
O telefone de Regina tocou e ela sorriu para mãe e foi a varanda atender. Pelo sorriso dado, Cora teve certeza que era Emma.
Enquanto Regina conversava com a loira, Zelena saiu do banheiro e Cora foi tomar seu banho. Assim que Regina volta ao quarto encontra a mãe saindo do banheiro. Ela então, pegou suas coisas e foi tomar banho.
Aproveitando que Regina estava no banheiro, Zelena correu ao carro para pegar o presente que Emma havia mandado.
Minutos depois Regina saiu secando os cabelos com a toalha e parou o que estava fazendo quando olhou para sua mãe e irmã.
— Combinaram de usar branco hoje? – perguntou a morena divertida.
— Deixa de ser idiota. – disse Zelena pegando uma caixa e entregando para a morena.
— O que é isso? – perguntou Regina segurando a caixa.
— Abra e descubra filha. É um presente da Emma. – disse Cora sorrindo docemente.
Tomada pela curiosidade, Regina deixou a toalha em uma cadeira e abriu a caixa. Foi inevitável não sorrir com o que havia dentro. Um lindo vestido branco com. A morena o tirou da caixa com cuidado e levou junto ao corpo emocionada.
— O que está acontecendo aqui? – perguntou ela com a voz baixa.
— Bem. – Cora começou. – Mary e David tem um anuncio importante a fazer e resolveram organizar uma festa para a família e amigos. – disse a senhora se contendo para não chorar em ver sua filha segurando aquele vestido. – Emma sabendo disso resolveu não lhe dizer nada por que sei como você é e com certeza se encarregaria de sua roupa, mas a Emma queria lhe dar esse vestido de presente. – explicou a senhora tentando convencer a filha.
— E por que todo mundo de branco? – perguntou ela se vestindo.
— Coisa daqueles dois. – disse Zelena terminando sua maquiagem.
Regina resolveu se calar, não iria julgar as atitudes do cunhado e sua esposa.
— Você está linda, filha. – disse Cora com os olhos marejados.
Regina usava um vestido tomara que caia que possuía um pequeno decote, era justo até a cintura e solto na parte de baixo, deixando seu corpo perfeito do jeito que Emma havia imaginado quando comprou a peça.
— Ei mamãe, eu também estou aqui. – disse Zelena percebendo que a irmã olhava desconfiada para a mãe.
— Eu sei minha filha. – disse Cora se recompondo. – Você também está maravilhosa, eu já te disse a pouco.
— Ciúmes, irmãzinha? – brincou Regina.
— Jamais, eu sempre fui mais bonita que você. – falou a ruiva sorrindo.
Elas terminaram de se vestir e seguiram para o carro, onde Cora era quem dirigia agora, já que ela sabia o caminho.
[...]
Emma estava uma pilha de nervos. Estava quase na hora de Regina chegar e ela ainda não tinha terminado de se arrumar. Antes de subir para o quarto a loira passou por todos os lugares da fazenda para ter certeza de que tudo estava perfeito.
— Você ainda está assim, Emma? – perguntou Elsa entrando no quarto da irmã.
— Elsa. Eu estou tão nervosa. – disse a loira abraçando a irmã.
— Eu sei, eu também estou quase desmaiando. – disse e sorriram.
— Eu nem acredito que é nosso casamento. – disse encarando a mais nova que sorriu.
— Pois acredite. – disse Elsa pegando o terninho que Emma iria usar. – Agora termine logo de se vestir e não ouse chorar para não borrar a maquiagem.
Emma enfim, terminou de se vestir e segurando a mão de Elsa seguiu para p altar, pois Zelena tinha acabado de mandar uma mensagem para a namorada dizendo que já estavam chegando. E ali estavam as duas irmãs Swan, em pé em frente ao altar, esperando ansiosas por suas noivas que nem imaginavam o que iria acontecer.
A idéia era Zelena e Regina não saber de nada, mas Emma conhecendo a sua noiva sabia que precisava de ajuda e quem melhor para essa tarefa, senão Zelena. Então decidiram contar sobre a surpresa para Regina, mas esconderam a informação que Zelena também seria uma das noivas. Apenas Cora sabia de tudo e não podia estar mais feliz.
[...]
— Para onde estamos indo? – perguntou Regina aflita, pois o caminho tomado por Cora era o mesmo que seguia para a fazenda Mills.
— Calma, minha filha. Não estamos indo para lá. – disse Cora amavelmente.
— Certo.
— David escolheu uma fazenda para a reunião, mas não fica perto da nossa Sis. – disse Zelena segurando a mão da morena.
Seguiram viagem em silencio e Regina sentiu seu corpo relaxar quando o carro entrou em uma rua de terra muito antes da fazenda Mills. Mais alguns minutos se passaram e elas puderam ver a grande fazenda a sua frente.
— Que lugar lindo. – disse Regina.
— É maravilhoso. – falou Zelena igualmente encantada.
Haviam alguns carros no local. Pessoas com roupas iguais transitando. Provavelmente integrantes da empresa que organizava festa.
— Não era só uma reunião? – perguntou Regina.
— Você hoje ta que ta em? – disse Zelena ao sair do carro.
— Boa tarde! Senhoras! – disse o rapaz sorridente.
— Boa tarde! – responderam em uníssono.
— A recepção é logo a frente. – disse indicando com a mão.
As três seguiram calmamente. Antes de chegarem ao local indicado, Mary apareceu sorrindo como sempre.
— Que bom que chegaram. – disse dando um beijo no rosto das mulheres. – Cora, preciso que venha comigo e vocês duas podem ir na frente. – disse Mary segurando a mão da mais velha.
Regina sem entender nada seguiu o caminho sugerido, mas após alguns passos ouviu a voz de Mary novamente.
— Dêem as mãos. Todos tem que entrar de mãos dadas. – disse e levantou sua mão com a de Cora.
As duas filhas da Mills reviraram os olhos e seguiram de mãos dadas. Quando estavam próximas a entrada foi iniciada a marcha nupcial e Regina diminuiu os passos sentindo seu coração acelerar. Não era possível, ou era? Pensou ela. Zelena percebendo a reação da irmã lhe sorriu carinhosamente e a puxou de leve para que continuasse.
Assim que ultrapassaram a cortina da entrada, Regina sentiu seus olhos inundarem. Sua Emma estava em frente ao altar lhe mostrando o mais perfeito sorriso que ela já viu. Ela estava linda com um terninho branco, justo ao corpo que mostrava todas as curvas que Regina ama e a morena pode perceber que Emma tinha os olhos úmidos.
Assim que deu o primeiro passo em direção a sua loira sentiu Zelena lhe segurar com força e quando ela olhou para a irmã percebeu que ela olhava para frente e também tinha os olhos marejados. Regina voltou a olhar para frente e percebeu o que estava acontecendo. Elsa também estava no altar e igual a Emma ela vestia um terninho branco e encarava a ruiva com admiração.
— Vamos Zel. Nossas noivas nos esperam. – sussurrou Regina e Zelena sorriu e enfim, seguiram caminho ao altar.
Todos os convidados estavam de pé enquanto elas passavam. Muitos a cumprimentavam e outros apenas sorriam. Elas não sabiam como estavam conseguindo dar cada passo em direção a suas noivas. Elas tremiam apertavam a mão como se assim uma desse força a outra.
Quando chegaram ao altar Emma e Elsa foram encontrá-las e cada uma segurou a mão de suas respectivas noivas.
— Emm. – disse Regina emocionada.
— O dia chegou, minha rainha. – disse Emma e depositou um beijo na testa da noiva.
Zelena olhava ainda em choque para Elsa que sorriu com os olhos marejados.
— Você aceita ser minha esposa. – sussurrou Elsa ao abraçar a ruiva.
— É tudo o que mais quero. – disse Zelena de depositou um selinho nos lábios trêmulos da loira.
Quando elas já estavam em seus lugares o juiz de paz deu inicio a cerimônia. Elas escutavam atentamente cada palavra dita pelo homem. Algumas vezes elas se olhavam e sorriam. Elsa e Emma decidiram que não haveria votos, pois, suas noivas não sabiam da cerimônia e assim ocorreu. O homem fez um sinal com a cabeça e Henry vestido com seu terno preto entrou trazendo as alianças em duas cestinhas.
Regina sorriu emocionada ao ver seu pequeno príncipe vestido como um homenzinho. Assim que ele parou no meio dos dois casais o homem se pronunciou.
— Regina Mills, pegue a aliança e ponha do dedo de sua esposa e repita comigo. – disse ele.
— Eu, Regina Mills, recebo você, Emma Swan para amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que morte nos separe. – disse Regina emocionada podo a aliança no dedo de Emma.
Emma da mesma forma repetiu o que o juiz falava e pôs a aliança no dedo trêmulo da morena e em seguida depositou um beijo na jóia.
O Juiz virou-se para Elsa e Zelena e falou:
— Elsa Swan, pegue a aliança e ponha no dedo de sua esposa e repita comigo. – falou ele mais uma vez.
— Eu, Elsa Swan, recebo você Zelena Mills para amar e respeitar na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte nos separe. – repetiu Elsa e fazendo como sua irmã, beijou a jóia no dedo da ruiva.
Zelena também repetiu as palavras do juiz, estava tão nervosa que quase não conseguiu pôr a aliança no dedo de Elsa, o que fez as pessoas sorrirem. Assim que conseguiu fazê-lo beijou a mão da loira.
—Emma Swan e Regina Mills, Elsa Swan e Zelena Mills ninguém além de vocês mesmos detém o poder de proclamá-las esposas e companheiras. Porém, vocês nos escolheram como anunciantes desta boa nova. E assim, tendo testemunhado sua troca de alianças diante de todos que estão aqui hoje e também com base nesta certidão de casamento que vocês assinarão em seguida, é com grande alegria que nós declaramos que vocês estão casadas. Podem se beijar. – disse o juiz dando por encerrada a cerimônia.
Os casais trocavam beijos cheios de amor enquanto os convidados gritavam e aplaudiam felizes.
As noivas estavam sendo cumprimentadas pelos convidados quando Mary e Cora chegaram com Meghan e Olivia que choravam, assim que as mães viram as filhas as pegaram e começaram a niná-las para que se acalmassem. Vendo que eles choravam de fome elas seguiram para um lugar mais calmo para amamentar as pequenas.
Regina e Emma ficaram e falaram com todos os convidados que foram lhes dar felicitações. Quando o ultimo convidado se afastou Emma abraçou Regina e lhe deu um beijo apaixonado.
— Você me enganou direitinho. – disse Regina ao fim do beijo.
— Foi por uma boa causa. – disse Emma sapeca.
— A melhor que eu poderia imaginar. – disse Regina e voltaram a se beijar.
Estavam abraçadas curtindo a festa quando Sidney se aproximou.
— Fico feliz por vocês. – disse o homem educado.
— Obrigado Sidney. – respondeu Regina.
— Emma isso é seu. – disse ele entregando um envelope a loira e se retirando.
— O que é isso Emm? – perguntou Regina curiosa.
— Vem cá. – disse Emma puxando a morena pela mão.
A loira levou Regina para conhecer algumas partes da fazenda. Não mostrou muito, só o que ficava próximo a casa grande. Quando chegou na parte de traz da casa onde tinha a piscina, um pequeno parque para as crianças e algumas árvores ela levou Regina até um dos bancos que ficava em baixo de uma macieira, tal arvore foi o que fez a loira decidir pela propriedade, já que ela sabia que sua morena amava tal fruto.
— Emm, o que está acontecendo? – perguntou Regina um pouco nervosa.
— Nada, amor. – disse Emma abrindo o envelope. – Agora me diz, você gostou da fazenda? – perguntou mexendo nos papeis.
— Adorei, é perfeita acho que eu iria adorar morar aqui. – disse e Emma abriu um sorriso. – mas não muda de assunto. O que está acontecendo? Que papeis são esses?
— Nesses papeis tem o seu presente. – disse a loira entregando um papel para a morena.
Regina olhou mais uma vez antes de ler o conteúdo do papel. Passou os olhos pelas linhas e sentiu eles se inundarem. Ela não poderia acreditar no que estava lendo, não seria possível.
— Emm... – sussurrou emocionada.
— Sabe. – começou Emma. – Eu sei que você ama a vida na fazenda. Ama cavalgar em Rocinante e faz isso divinamente. – sorriu e viu Regina sorrir também. – Eu nunca tinha visto você tão radiante como pude ver quando estávamos na fazenda da sua mãe. Ali eu consegui ver a Regina Mills que eu quero para sempre, a Regina com sorriso fácil, a Regina descontraída quando está passeando com seu amigo de quatro patas, a mãe maravilhosa que você é correndo com nosso filho por baixo das sombras das árvores, a filha, irmã, namorada, noiva e agora esposa dedicada quando vai a horta pegar ingredientes para preparar seus pratos e alegrar a família. – soltou uma risadinha. – Não entenda mal, eu amo você em qualquer lugar, amo você de todas as formas, mas sei que você se transforma quando está na fazenda. – falou segurando as mãos trêmulas da esposa.
— Amor... você comprou essa fazenda como presente de casamento? – disse emocionada.
— Não...
— Mas..? – perguntou Regina apontando para o papel em suas mãos.
— Comprei essa fazenda para nossa familia. – disse entregando o outro papel nas mãos da morena. – Esse é seu presente de casamento. – falou Emma com os olhos marejados.
Regina com o cenho franzido pegou o outro papel e começou a ler. Imediatamente lágrimas desciam de seu rosto, foi impossível segurar os soluços quando Emma a abraçou.
— Calma amor. – dizia Emma acariciando os cabelos da morena.
—Ele... ele... – não conseguia falar.
— Sim, minha rainha. Ele é totalmente nosso. – disse afastando um pouco para olhá-la nos olhos.
Regina olhou mais uma vez para o papel e sorrindo falou em voz alta: — Henry Swan Mills. Nosso Henry. Obrigada, obrigada meu amor. – disse Regina e capturou os lábios de Emma com paixão e muito amor.
Aquele era, sem duvidas nenhuma o melhor dia da vida de Regina.
Fale com o autor