Lovesong
69 Capítulo 69
Notas iniciais
A família Mills estava apreensiva em relação ao estado de Zelena. Cora, assim que soube o que estava acontecendo ligou para a fazenda e pediu que Helena viesse ajuda-la até que a ruiva tivesse os bebês. A pedido de Elsa o quarto delas foi transferido para quarto de hóspedes que fica no térreo, assim a ruiva não se esforça subindo as escadas, como Elsa ligou para Cora enquanto ainda estava no hospital, assim que Zelena chegou a mansão o quarto do térreo já estava pronto.
A loira foi com Zelena para seu novo quarto e a ajudou a tomar banho, em seguida pegou uma calcinha que não apertava muito e uma camisola para a ruiva, escolheu essas roupas para que sua ruivinha ficasse confortável. Acomodou Zelena na cama apoiando alguns travesseiros nas costas de sua namorada.
— Está confortável? – perguntou Elsa sentando na beirada da cama.
— Está sim amor, obrigada. – falou Zelena forçando um sorriso.
A ruiva estava muito triste, para falar a verdade estava apavorada. Desde que soube o diagnóstico, o seu pesadelo do outro dia não sai de sua cabeça, e se uma das suas princesinhas fosse tirada dela como aconteceu no tal sonho? E se ela fosse a culpada por isso está acontecendo? A ruiva estava tão perdida em suas indagações que não percebeu que chorava, só voltou a si quando sentiu o toque delicado de Elsa em seu rosto.
— Amor, está sentindo alguma coisa? – perguntou Elsa secando suas lágrimas.
— Não El. Estou bem. – forçou um sorriso.
— Descanse um pouco, vou trazer alguma coisa para você comer. – Disse a loira dando um beijo delicado nos lábios de Zelena.
Elsa sabia que sua namorada estava bastante abalada, afinal, seus anjinhos estão em perigo e a loira sabia como Zelena era insegura em relação a maternidade. Elsa também está bastante triste e se não desabou ainda foi por causa de Zelena, ela tinha que ser forte para dar força a sua mulher.
Elsa chegou a cozinha e encontrou Cora e Helena preparando o jantar, ela se juntou as mulheres e foi preparar a comida de sua amada.
[...]
Regina estava com o corpo encostado ao peito de Emma, elas estavam aproveitando a banheira para namorar um pouco mais, já que Cora atrapalhou o momento delas na cozinha. Emma a abraçava por trás e tinha o queixo apoiado no ombro da morena que deslizava os dedos pelas pernas de Swan.
— O caso de Zelena é muito sério, amor? – pergunta Emma beijando o pescoço de morena.
— É delicado. Precisa de muitos cuidados e conhecendo a Zel, sei que não será fácil fazer ela ficar deitada por tanto tempo. – confessou Regina de olhos fechados.
— A Elsa está arrasada. Mesmo ela tentando demonstrar segurança a Zelena, minha irmã está prestes a desmoronar. – Emma aperta o corpo de Regina contra o seu. – Ela é tão nova para passar por isso tudo, tenho medo que ela não suporte toda essa pressão. – diz emocionada.
— A Elsa é forte Emma. – diz Regina virando o rosto para olha-la. – Todos nós estamos sofrendo, mas dará tudo certo. Você só precisa dar apoio a sua irmã e fazer ela ver que estará lá para ajuda-la como sempre fez. – Beijou o rosto da loira.
— Eu acho que enlouqueceria se fosse conosco. – confessou Emma. – Com o nosso bebê... ver você nessa situação me destruiria de tal forma... – fechou os olhos que já estavam marejados.
— Ei, não pensa nisso. – beijou o rosto de Swan. – Isso pode acontecer com qualquer gestação, mas quando tivermos o nosso anjinho aqui. – pegou a mão de Swan e pôs em sua barriga. – Ficará tudo bem, faremos ficar tudo bem.
[...]
Era noite e Elsa estava deitada na cama abraçada a Zelena. Elas já haviam jantado, mesmo Zelena dizendo que estava sem fome, mas Elsa como sempre a convenceu a comer dizendo que suas princesinhas precisavam ficar fortes para que tudo desse certo.
Zelena mesmo cansada não conseguia dormir e Elsa estava se esforçando para não cair no sono para não deixar sua namorada sozinha.
— Será que nossas princesas serão parecidas? – perguntou Elsa tentando espantar o sono.
— Serão sim. Elas compartilham a mesma placenta, são univitelinas. – falou Zel de olhos fechados aproveitando as caricias que recebia da amada.
— Acho que serão idênticas a você, cabelinhos ruivos, um lindo sorriso e o carisma que só você tem amor. – disse a loira beijando os cabelos de Zelena.
— Mas elas podem vir loirinhas, com essa carinha inocente que você tem e sua fé de que tudo sempre dará certo. – sorriram. – só espero que não herdem de você o ciúme. – brincou e recebeu mais um beijo carinhoso.
— Temos que escolher o nome da nossa outra princesinha, não é justo só a Meghan ter um nome. – falou Elsa encarando Zelena.
— Você já tem algum nome em mente? – perguntou Zelena.
— Não, acho que quem deve escolher é você, eu já escolhi o nome de uma princesinha. – disse Elsa passando o dedo no nariz de Zelena.
A ruiva abriu um enorme sorriso, sua loira era perfeita. Zelena até tinha um nome em mente, desde que atendeu uma garotinha muito forte e alegre seu nome não saiu de sua mente, e como Elsa a deixou escolher ela poderia batizar sua filha com esse nome.
— Bem, a alguns anos eu atendi uma linda garotinha que apesar de sua doença nunca perdeu a alegria e essa pequenina buscou forças e conseguiu vencer, fiquei tão orgulhosa por sua força de vontade e alegria que acho que nossa princesinha será muito agraciada por receber seu nome. – falou Zel sorrindo por lembrar da garotinha.
— E como se chamará nossa garotinha?
— Olivia. – disse Zelena tentando perceber as reações de sua loira ao escutar o nome.
— Olivia Swan Mills e Meghan Swan Mills. – abriu um enorme sorriso ao pronunciar os nomes de suas filhas.
— Você gostou? – perguntou Zelena.
— Amei amor. – beijou os lábios de Zelena com paixão e muito amor.
O beijo foi quebrado pelo barulho do celular de Elsa tocando. Zelena arqueou uma sobrancelha, já era tarde da noite não tinha por que alguém ligar para sua loira se não fosse algo sério.
— Quem está te ligando a essa hora? Será que aconteceu alguma coisa? – perguntou a ruiva.
— Calma amor, é só o alarme me lembrando que está na hora de sua medicação. – Disse Elsa levantando para pegar o remédio.
— Você é a melhor mulher de todas, minha menina. – disse Zelena com um enorme sorriso por todo cuidado de sua loira para consigo.
[...]
Emma acordou e sentiu falta de sua morena na cama, ela sentou-se e coçou os olhos que estavam incomodados com a luz do sol que entrava pela janela.
— Amor. – chamou Emma ao ver a luz do banheiro acesa.
Segundos depois Regina sai do banheiro pronta para ir ao trabalho. A morena foi em direção a cama e selou os lábios de Emma.
— Já está pronta? Que horas são? – perguntou Emma ao fim do beijo.
— Você tem uma hora para se aprontar e sair. – disse Regina indo em direção ao closet calçar seus saltos.
— Mas já? Aqui está tão bom. – disse Emma manhosamente.
— Já senhorita preguiçosa. – falou Regina voltando para perto de sua loira.
— Almoçaremos juntas hoje? – perguntou Emma sentando na beirada da cama.
Regina olhou sua noiva por alguns segundos e soltando um suspiro sentou-se a seu lado.
— Amor, hoje eu vou conversar com o Daniel. – disse e viu sua loira fechar a cara.
— Não quero você perto dele Regina. – disse séria.
— Eu sei, mas preciso conversar com ele e dizer que teremos que nos afastar, pedir que ele respeite minha decisão e pensei em fazer isso na hora do almoço. – disse a morena segurando as mãos de Emma.
— Tudo bem. – fez um bico enorme o que fez Regina sorrir. – Mas depois não quero ele se engraçando para você. – disse Emma se levantando e indo para o banheiro.
[...]
Emma chegou a delegacia e encontrou Killian e Mulan sorrindo com alguma piada sem graça que o detetive contou. Ela cumprimentou os dois e foi para sua mesa, após alguns minutos de conversas sobre o estado da loira e sobre o caso de Belle, Killian foi embora, já que ele havia ficado de plantão.
David chegou em seguida e pediu para que Emma fosse a sua sala.
— Como você está? – perguntou David sentando-se a sua cadeira.
— Vou sobreviver. – respondeu Emma também sentando.
— E como está a Zelena?
— Bem, na medida do possível. – falou Emma preocupada. – Elsa é que me preocupa um pouco.
— Por quê? O que aconteceu?
— Com ela nada. É que nos sabemos como ela é em situações assim. Sempre tão insegura, tão necessitada de nosso apoio e ... ela ainda não veio conversar comigo como sempre faz, ela ser tornou o apoio de Zelena, está segurando tudo “sozinha”, ela é tão nova Dave. – desabafou a loira.
— Eu sei o que você está querendo dizer minha irmã, mas a Elsa não é mais aquela garotinha insegura como você pensa, após o inicio do relacionamento com Zelena ela amadureceu, ela será mãe em breve e ama muito sua família. – falou orgulhoso. – Não se preocupe que nossa garotinha não irá quebrar. – E se isso acontecer estaremos aqui para ajuda-la.
— É você tem razão, mas é que não quero ver nossa irmã sofrer. – falou e recebeu um sorriso de conforto do irmão. – Mas você me chamou aqui para falar sobre a Elsa ou tem mais alguma coisa?
— Bem, sobre o seu caso... foi realmente a Belle que pôs a droga em sua bebida.
— A desgraçada confessou? – perguntou com raiva.
— Não, mas foram encontradas provas em seu quarto na pensão e ouvimos algumas testemunhas que confirmaram ela mentiu em seu depoimento.
— Ele disse como conseguiu a droga?
— Não, desde que apresentei as provas ela não falou mais nada. – disse David percebendo Emma se mexer incomodada na cadeira.
— Eu quero falar com ela. – disse Emma se levantando.
— Você sabe que não pode. – disse David também ficando de pé.
— Ela tentou me separar da Regina, David. – falou alterada. – E eu quase morri por isso.
— Eu sei, mas você foi a vítima e só falará com ela quando for necessário. – foi firme.
Emma o olhou por alguns segundos e sem dizer nada ela saiu da sala batendo a porta. Ao invés de voltar para sua mesa, Emma saiu da delegacia ela precisava se acalmar senão iria direto para a cela de Belle obriga-la a falar toda a verdade. A loira se dirigiu para o Granny’s precisava urgentemente de um café forte.
[...]
A manhã de Regina no hospital agitada, alguns pós operatórios para visitar e mais algumas vítimas de um acidente de carro na cidade vizinha que foram encaminhados para o hospital. Ela não teve muito contato com Daniel, apenas se viram quando a morena estava chegando para seu plantão e nessa ocasião a médica disse que precisava conversar e marcaram de almoçar juntos.
No meio da manhã o médico recebeu a visita de Mulan, a detetive foi lhe fazer algumas perguntas sobre o seu recente envolvimento com Belle, ele como era de se esperar negou qualquer contato maior com a suspeita, disse apenas que a conheceu no Granny’s e se tornaram amigos. Mulan fez suas perguntas e não ficou totalmente satisfeita com as respostas ela sentiu que ele estava escondendo algo, mas como não tinha nada que provasse essas suas desconfianças resolveu voltar para a delegacia, mas deixou claro que voltaria a procura-lo.
Após a saída da detetive, Daniel ficou inquieto ele percebeu que a oriental estava desconfiando de algo e se ele não tomasse as providencias rapidamente iriam chegar a ele. Daniel então decidiu que teria de dar um jeito em Belle e não poderia demorar. O médico fechou a porta de seu consultório e pegou seu telefone no bolso do jaleco.
— Alô. – respondeu uma voz sonolenta.
— Isso é hora de está dormindo? Você é um incompetente mesmo. – disse ele bravo.
— Diz logo o que você quer? – o homem do outro lado da linha estava irritado.
— Você tem que dar um jeito na Belle. – ordenou.
— Um jeito?
— Sim imbecil, você tem que matar aquela inútil, eu não vou para a cadeia por conta da incompetência daquela idiota. – esbravejou.
— Eu não posso mata-la, ela esta presa ou você esqueceu? Como farei para mata-la em uma delegacia? – O rapaz estava cada vez mais irritado.
— Dê seu jeito. – gritou. – mas eu quero ela morta hoje ainda. Ou você vai querer que eu conte ao xerife tudo o que sei sobre você? – perguntou com ironia. – E não será difícil lhe entregar como meu cúmplice. – escutou o outro bufar. – porque se eu for preso você será o primeiro nome que irei citar. – falou e desligou o telefone antes de receber resposta.
O médico ficou alguns minutos sentado em sua cadeira tentando se acalmar, ele tinha que estar tranquilo quando fosse falar com a Mills, provavelmente ela iria questioná-lo sobre o beijo e nada poderia fugir de seu controle ao todo esforço teria sido por água a baixo.
Logo assim que Daniel chegou a cantina avistou Regina em uma mesa mais ao fundo do salão. Ele abriu um sorriso e foi de encontro a médica. Ele sentou-se em uma cadeira em frente a Regina que lhe sorriu timidamente.
— Faz tempo que você está aqui? – perguntou ele.
— Alguns minutos.
— Vamos pedir? – perguntou ele fazendo sinal para um dos atendentes.
Fizeram seus pedidos e assim que o atendente saiu o médico se pronunciou.
— Como está a Swan?
— Bem. – Respondeu Regina e ele percebeu que ela estava diferente.
— Você está bem?
— Estou sim, eu... – foi interrompida pelo atendente da lanchonete que trouxe os pedidos.
— Eu queria me desculpar pelo que aconteceu na casa de show. – começou Daniel antes que Regina voltasse a falar. – Eu sei que passei dos limites, me desculpe.
— Você realmente não deveria ter feito o que fez. Desde que terminamos sempre deixei claro que só poderíamos ser amigos. – falou ela tomando um gole de seu suco.
— Eu sei, mas eu sempre te amei Regina e ficou difícil me conter com você tão perto. Desde o dia que te encontrei aqui eu senti que poderíamos ter mais uma chance, você já me amou e talvez poderíamos reviver esse sentimento. – falou ele sorrindo.
— Não Daniel, não há nada para revivermos. – suspirou. – eu amo a Emma, irei me casar com ela e não existe ninguém que fará esse amor morrer, então tire isso de sua cabeça.
— Mas...
— Não existe mais, Daniel. –disse interrompendo a fala do médico. – E foi por isso que te chamei aqui, nós temos que nos afastar. – Daniel iria falar algo mais ela continuou. – Não irei ficar sem falar com você, mas será apenas aqui no hospital e quando estivermos trabalhando em algum caso juntos.
— Tudo isso por causa de um beijo Regina? – falou um pouco alto.
— Não foi apenas o beijo. É por tudo, suas investidas veladas, suas provocações...
— Provocações? – interrompeu a médica.
— Sim, ou você acha que não percebi suas provocações direcionadas a Emma aquela noite? E não venha dizer que você não fez isso, porque eu vi.
— Você não pode acabar uma amizade por causa da insegurança de sua namoradinha. – disse Daniel irônico, ele estava se segurando para não ser estourar ali.
— É noiva. – disse ela mostrando a aliança no dedo. – E sim, eu posso. Entenda que pela Emma eu faço tudo inclusive acabar amizades.
— Você não pode fazer isso! – disse ele segurando o braço de Regina que estava em cima da mesa.
— Me solta! – ordenou ela tentando puxar o braço, mas ele estava apertando com força.
— Você me trocou por aquele idiota e agora está me dispensando sem nem ao menos tentarmos. – falou ele entredentes.
— Você está me machucando. – disse ela puxando o braço mais uma vez e se soltando do agarre. – Não há o que tentar Daniel. Entenda que Emma é o amor da minha vida e isso não vai mudar. – disse ela se levantando.
— Regina! Ok desculpa. – pediu ele passando as mãos nos cabelos. – É que você é muito importante para mim e ....
— Nossa conversa acaba aqui Daniel e espero que você respeite minha decisão. – disse Regina e saiu da cantina.
Assim que a médica saiu da cantina Daniel deu um soco na mesa chamando a atenção dos outros e em seguida passou as mãos mais uma vez nos cabelos tentado se acalmar. Ele teria que ter calma e pensar em uma maneira de ter Regina de volta.
[...]
Emma acabou o expediente na delegacia e foi buscar Regina no hospital, preferiu esperar a noiva no carro para não ter que encontrar Daniel. Minutos depois a médica entrou no fusca e seguiram para a mansão.
Elas jantaram, em seguida foram para o quarto de Zelena onde ficaram um bom tempo conversando, Emma sempre tentando fazer a ruiva sorrir com suas brincadeiras e idiotices. Henry que estava nos braços de Regina falava sobre as priminhas que ele chamava de Mag e Liv fazendo todos sorrirem com carinho pela forma amorosa que o garoto chamava as primas, ele estava muito animado com a chegada das garotinhas dizendo que iria proteger elas e que emprestaria todos os seus brinquedos. Henry foi a alegria daquele quarto.
Zelena havia passado o dia muito bem e talvez por isso e as palhaçadas de Emma e a alegria do sobrinho ela estava sorrindo mais. O despertador de Elsa tocou informando a hora do remédio e a loira mais nova praticamente expulsou as cunhadas e o sobrinho do quarto, alegando que suas mulheres deveriam descansar.
Emma e Regina levaram o filho para o quarto, contaram uma história para ele dormir e em seguida foram para o quarto do casal.
Já tomadas banho e devidamente vestidas para dormir elas se aconchegaram na cama abraçadas como todas as noites.
— A Zel está mais sorridente hoje não é? – perguntou Emma.
— Está sim e isso é muito bom. — falou Regina abraçada a Emma embalada as batidas do coração da loira.
— Como foi a conversa com aquele traste? – Emma fez a pergunta que estava lhe incomodando desde que pegou Regina no hospital.
— Difícil, mas deixei claro que só nos falaremos de assuntos relacionados ao hospital. – falou ela mansamente quase entregue ao sono.
Emma percebendo que sua morena estava quase dormindo resolveu não falar mais, dava para perceber o quanto a médica estava cansada. Ela então beijou os cabelos de Regina e fechou os olhos sendo lentamente tomada pelo sono.
Durante a madrugada o celular de Emma começa a tocar e ela acorda assustada e pega o aparelho que estava no criado mudo. Ela vê que da delegacia e automaticamente ver as horas e se pergunta mentalmente por que estariam ligando as três e meia da manha da delegacia.
— Espero que seja importante. –disse com a voz rouca.
— A delegacia foi atacada. –Era David. –A Belle fugiu.
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