Lovesong
68 Capítulo 68
Notas iniciais
Cora havia terminado de arrumar a cozinhas após o jantar e foi para a sala ficar perto de Emma, Regina e Henry. Chegando lá viu todos dormindo e abriu um sorriso de satisfação ao ver Emma deitada por cima de Regina com a cabeça descansando no peito da morena.
Cora sempre achou que Emma era a pessoa certa para sua filha e sempre a agradecia por fazer Regina tão feliz. Quando ela ficou sabendo dos ciúmes da loira para com Daniel, sabia que algum dia elas poderia brigar, afinal, Regina sempre gostou muito do médico e mesmo depois que ela se casou com o Robin eles continuaram muito amigos e rezava todos os dias para que isso não acontecesse.
Ficou bastante chocada quando soube o que havia acontecido com a detetive e mais uma vez agradeceu aos céus por Regina não ficar cega de ciúmes e ter ido averiguar a situação na pensão, graças a Regina a loira está bem, pois, conhecendo sobre a medicação utilizada, ela como médica sabe o que poderia ter acontecido a Emma.
A Senhora Mills, pega seu neto nos braços e o leva para o quarto, em seguida vai ao quarto de Regina e pega uma coberta e volta para a sala. Ela cobre as mulheres delicadamente e nesse momento Emma se move nos braços de Regina fazendo a morena abrir os olhos.
— Mamãe! – fala com a voz rouca.
— Oh meu amor. Eu não queria te acordar. – falou sorrindo.
— Tudo bem. A Emma se mexe muito, já estou acostumada. – fala baixinho.
— Não acha melhor vocês irem para o quarto? Irão ficar doloridas ai nesse sofá. – falou gentilmente.
— Não quero acordá-la. – falou e acariciou os fios loiros em seu peito.
Ficaram um tempo em silencio. Regina afastou os cabelos do rosto de Emma e ficou admirando os traços delicados do rosto de Emma. Cora encantada com tanto amor sentou-se na poltrona perto das mulheres.
— Essa loira abusada te ama demais minha filha. – falou Cora sorrindo.
— Eu sei mamãe e eu a amo com todas as minhas forças. – Falou sorrindo.
— Por esse amor minha filha... vale a penar findar qualquer amizade. – confessou Cora e saiu da sala.
Regina sabia muito bem que sua mãe estava falando sobre Daniel, e Regina também achava que por sua loira valeria qualquer coisa e assim, ela decidiu que se afastaria de Daniel. Iria ter uma conversa com ele e pediria para não tentar se aproximar dela novamente. E com esses pensamentos a morena se entregou ao sono tranquilo sentindo o calor do corpo de Emma no seu.
[...]
Emma acorda sentindo o corpo dolorido, aos abrir os olhos ela percebe que está deitada sobre sua morena. Emma abre um sorriso apaixonado e lentamente sai de cima de Regina para não acordá-la. Ela senta na ponta do sofá e acaricia a face da morena que apenas se mexe. – “Como pode ser tão linda?” – pensa Emma.
A loira olha para as janelas e ainda está escuro, pega o celular na mesinha de centro e vê que ainda são três da manhã, então a loira se abaixa trazendo o corpo de Regina de encontro ao seu e carinhosamente ergue sua morena em seus braços. Regina põe a cabeça no vão do pescoço de Emma, mas continua dormindo.
Swan anda com cautela para evitar trombar em algo ou evitar acordar sua morena. Ao chegar ao quarto a loira deita Regina na cama e em seguida a cobre com uma coberta e segue para o banheiro. Minutos depois a loira volta usando apenas uma calcinha e uma blusa folgada, entra em baixo da coberta e puxa Regina para seu peito fazendo o corpo da morena ficar quase que completamente por cima do seu, Emma adora sentir esse calor do corpo de sua morena, ela beija os fios negros e prende o corpo de Regina em um abraço aconchegante.
— Eu te amo minha vida. – diz de olhos fechados.
— Eu também te amo, meu amor. – sussurra Regina com a voz rouca devido ao sono.
— Desculpa se te acordei amor. – pediu Emma apertando mais Regina contra si.
— Senti falta do seu calor, por isso acordei. – falou manhosa escondendo o rosto na curva do pescoço da amada.
— Manhosa. – falou a loira sorrindo, ela amava o jeito manhoso da noiva.
— Amor. – chamou Regina após uns minutos de silencio.
— Hum. – respondeu a loira ainda de olhos fechados.
— Me desculpa por não ter me afastado do Daniel quando você pediu. – disse Regina ainda com o rosto escondido no pescoço da loira.
— Tudo bem linda.
— Não tá tudo bem... eu quase te perdi. – falou com a voz embargada e Emma percebeu.
— Ei. – chamou Emma afastando Regina para olhar em seus olhos. – Está tudo bem amor. Não chora. – pediu ao ver os olhos da médica marejados.
— Eu fiquei com tanto medo... – disse Regina deixando as lágrimas saírem.
— Shii... eu estou bem graças a você que não duvidou de mim. – passou os dedos enxugando as lágrimas da morena. – Eu estou aqui com você. – deu um selinho na morena. – estamos juntas e assim será para sempre. – mais um selinho. –enfrentaremos tudo. – falou e deu inicio a um beijo apaixonado.
O beijo era calmo, doce, delicado. Do jeito que Emma gostava, sentindo todo amor que sua morena sentia por ela. As línguas se encontravam em uma dança suave, erótica, fazendo as duas soltarem gemidos arrastados.
Conforme o beijo prosseguia os corpos das mulheres se acendiam, o desejo aumentava a cada segundo transformando o beijo que outrora era suave em um beijo urgente, necessitado, faminto. Dominada pelo desejo Regina sentou sobre o corpo de Emma sem quebrar o beijo. A loira ao sentir Regina começar a rebolar lentamente sobre si levou as mãos para a cintura da médica e começou a apertar o local, fazer o desejo acender ainda mais. Emma começou a deslizar as mãos pelas laterais do corpo moreno levando com elas a camisola de Regina até que a tirou por completo, deixando a mostra os seios da morena.
Em um movimento rápido Emma inverteu as posições fazendo Regina soltar um gritinho surpresa. A loira abriu um sorriso safado e retirou sua própria blusa, em seguida deitou seu corpo por cima da sua morena que gemeu ao sentir os seios de Emma tocar os seus em uma pressão deliciosa. Emma voltou a capturar os lábios de Regina enquanto movia seu corpo contra o da morena.
— Hum... – gemeu Regina sentindo o atrito delicioso de seus sexos sob o tecido das calcinhas.
Emma abandonou os lábios carnudos e deslizou os seus pelo pescoço da morena, dando leves mordidas por todo local. Regina gemia baixinho extasiada pela sensação de sua noiva sobre si. Emma continuou seu caminho até alcançar os seios macios de Regina, ela deslizou a língua por eles.
— Emm.... – gemeu Regina assim que a loira abocanhou o seio direito o sugando com desejo enquanto sua mão direita massageava o seio esquerdo.
A loira chupava os seios sedenta, quando se viu saciada desceu dando leve mordidas pela barriga da morena que se remexia por baixo do corpo malhado de Emma. A loira marcou todo o abdômen da médica que gemia enlouquecida.
Emma já estava completamente molhada só em sentir o sabor delicioso que a pele macia de Regina possuía. A loira passou o nariz sobre o sexo de Regina que ainda estava coberto pela delicada renda da calcinha que ela usava, era incrível como o cheiro de Regina era perfeito, delicioso.
Emma mordeu a parte interna das coxas da morena que estava prestes a atingir o clímax.
— Amor... por favor... – suplicou Regina que movia os quadris na tentativa de obter mais contato.
Ao ouvir a súplica de sua morena, Emma abriu um sorriso e deslizou a peça de renda até que esta estava jogada em algum lugar do quarto. Sem mais delongas a loira deslizou sua língua agilmente por toda extensão do sexo completamente encharcado de Regina.
— Amor... – gritou Regina ao sentir a língua quente de sua loira em seu clitóris.
Emma lambia, chupava, mordiscava o nervo rijo com volúpia. Fazia alguns dias que não fazia amor com sua morena e isso a estava enlouquecendo. A loira levava a língua para a entrada completamente molhada dando a entender que iria penetrá-la, mas votava para o clitóris da morena a provocando. Regina rebolava e gemia descontrolada, ansiosa por ser invadida por sua loira gostosa.
— Amor.... eu pre...ciso de você dentro... dentro Emm... – gemia de olhos fechados e com a boca entreaberta.
Sem querer provocar mais, Emma invadiu Regina com a língua fazendo a morena gritar. Regina estava tão molhada que Emma resolveu satisfazer sua morena e assim abocanhou o clitóris de Regina e a penetrou com dois dedos indo até onde era possível.
— Emma... – gritou Regina se agarrando ao lençol da cama.
Emma estocava rápido sentindo seus dedos roçando as paredes internas da morena que pronunciava palavras desconexas. Emma investia rápido e com força levando Regina a loucura, Emma estava completamente encharcada e não demoraria muito para chegar ao orgasmo. Quando a loira sentiu seus dedos serem pressionados indicando que sua morena estava prestes a chegar ao orgasmo ela retirou os dedos de dentro de Regina que protestou, afinal, ela estava quase gozando.
— Fica de quatro amor. – pediu Emma e Regina atendeu prontamente.
Quando Emma viu aquela bunda deliciosa exposta e empinada em sua direção teve que se segurar para não gozar, a loira beijou as nádegas perfeitas de sua mulher em seguida mordeu fazendo Regina gemer. A loira admirava aquela vagina completamente encharcada e esperando para ser tomada mais uma vez e seus olhos escureceram tamanho o prazer da visão a sua frente e mais uma vez ela penetrou Regina, agora com três dedos que deslizaram facilmente para dentro de Regina devido a grande lubrificação.
— Rebola para mim, vida. – mordeu mais uma vez a bunda da morena. – Rebola essa delicia só pra mim. – pediu e foi atendida prontamente.
Conforme Regina rebolava, Emma a estocava cada vez mais rápido e forte. A loira levou a mão livre para o seio da morena e começou a massageá-lo enquanto ia fundo em sua morena.
— Amor... eu vou... Ahhh... – gemia Regina sentindo seu corpo todo contrair anunciando que não tardaria para explodir em um orgasmo.
Emma sentindo as paredes de Regina contrair levou sua mão que estava no seio da morena para seu clitóris e começou a masturba-la e aumentou a intensidade das estocadas. O corpo da morena começou a ter espasmos.
— Emma... – gritou Regina se desfazendo nos dedos da loira e em seguida desabando sobre o colchão sentindo seu corpo convulsionar.
Emma virou o corpo de Regina fazendo ela deitar de costas para o colchão, em seguida se pôs no meio das pernas da morena e sugou todo o gozo de Regina que gemia manhosamente. Emma deslizava sua língua lentamente limpando todo o sexo da morena. Regina estava tão sensível que com os movimentos da língua de Emma gozou mais uma vez fazendo a loira abrir um sorriso de satisfação. Ela amava deixar sua morena assim, entregue, satisfeita.
A loira subiu pelo corpo de Regina distribuindo beijos molhados por todo o corpo da morena. Chegou próximo ao rosto de Regina sorrindo. A morena ainda tinha os olhos fechados enquanto aguardava a sensação de êxtase se dissipar. Emma deitou ao lado da morena a como sempre fazia após o sexo a puxou para seu braços, onde a morena repousou a cabeça na curva do seu pescoço e ali ficou com o corpo trêmulo devido ao prazer intenso que sua loira a proporcionou.
— Eu te amo Regina Mills e não saberia viver sem você. – sussurrou Emma beijando os cabelos negros e alisando as costas nuas de Regina.
— Eu te amo minha Emm. – beijou o pescoço da loira. – Você é minha vida.
Elas ficaram ali, trocando carinhos e juras de amor até que Regina se recuperou e voltaram a se amar até atingirem a exaustão.
[...]
David chegou cedo a delegacia, estava ansioso para interrogar Belle, ela teria que lhe dizer como fez para drogar Emma e quem a ajudou. Ele já tinha em mãos os exames que identificaram a droga no sangue da irmã e pelo que foi lhe informado por Tinker, a tal substancia não é disponibilizada tão facilmente, por isso ele sabia que ela teve ajuda.
Ao entrar no departamento encontrou Killian dormindo em sua cadeira. Olhou para a cela e Belle também dormia.
— Jones. – gritou o xerife e Killian acordou assustado e ficou em pé desajeitadamente.
— Xe...xerife. – falou ofegante o que fez David segurar o riso.
— Bonito, meu único detetive de plantão dormindo. – falou ele pondo as mãos na cintura.
— desculpe David. – falou o rapaz com a respiração ainda descompassada.
— Tudo bem Killian. – sorriu. – Já pode ir para casa, a Mulan logo chega. – disse o xerife e foi para sua sala.
David ficou revendo alguns documentos referentes ao caso de Belle, Mulan estava interrogando duas testemunhas que viram Emma saindo com Belle do Rabbit Holle e David pediu que assim que Belle estivesse na sala ela fosse chama-lo.
Quase uma hora depois David escuta batidas na porta e assim que da ordem para entrar vê a oriental adentrar a sala.
— Ela já está na sala David. – disse a moça.
David pegou a pasta que estava analisando e saíram em direção a sala de interrogação. Ele entrou e sentou-se a frente de Belle que estava algemada a mesa.
— É necessário me algemar a mesa David? – perguntou Belle incomodada.
— Bem, você é suspeita de um crime. Acha que iremos facilitar para você? – perguntou abrindo a pasta.
— Mas você me conhece, sabe que não faria nada contra a Emma.
— Não, eu não sei quem você é desde o que fez a Emma anos atrás.
— Mas eu não fiz nada. – falou cansada.
— Então por que a Emma foi encontrada em seu quarto quase sem vida? – perguntou ele a encarando.
— Eu a encontrei no bar. Bebemos um pouco e depois eu a chamei para ir comigo a pousada relembrar os velhos tempos. – Ela falava nervosa enquanto David fazia algumas anotações.
— Você já estava lá quando ela chegou?
— Sim.
— Você foi sentar perto dela assim que a viu entrar?
— Sim, fiz isso antes que alguém chegasse perto dela. Não novidade para ninguém que minha intenção é recuperar o amor de Emma.
— Desde que vocês começaram a beber, você saiu de perto dela?
— Não, ela estava muito bêbada e eu não queria deixa-la sozinha. E não demoramos muito no bar, logo que percebi seu estado a chamei para ir comigo. – Belle mexia os dedos para David não perceber que ela estava tremendo.
— E quando foi que você pôs a droga na bebida dela?
— Eu não coloquei nada na bebida dela, já disse isso. – se alterou.
David pegou um dos papeis da pasta e colocou em frente a mulher. – Aqui está a prova de que Emma foi drogada. – falou ele e ficou observando Belle analisar o papel.
— Não fui eu David. – devolveu o documento ao xerife. – Pode ter sido qualquer um até mesmo o garçom. – Belle falou rápido tentando desviar o foco para outro suspeito.
— Com certeza o garçom não foi, mesmo porque Emma bebe cerveja e as garrafas são entregues com a tampa, o cliente é quem a retira. – Belle olhava para as mãos sem saber o que dizer. – Eu lhe darei uma chance de amenizar sua situação. Você me fala a verdade, diz o nome do seu comparsa e eu ponho no relatório que você contribuiu para o caso e quem sabe sua pena seja diminuída.
— Eu estou falando a verdade David. – Falou elevando a voz.
— Tem certeza que tudo o que foi dito aqui é a pura verdade? – perguntou o xerife e viu a garota engolir com dificuldade.
— Absoluta certeza.
— Engraçado. – disse ele pegando outro papel. – Aqui, eu tenho dois depoimentos que dizem que viu você entrar no Rabbit Holle assim que Emma havia entrado, mas você disse que já estava lá. – afirmou encarando a mulher a sua frente.
— Eu...
— E ontem. – diz ele levando a mão ao bolso da jaqueta e tirando de lá um vidrinho. – Encontraram isso no lixo do quarto em que você estava. – Dizia ele olhando para o vidro em sua mão. Na hora que a garota viu o recipiente nas mãos de David perdeu a cor. – Só para critério de investigação, já que você é a principal suspeita, mandei analisar o conteúdo e sabe o que é mais engraçado? – perguntou ele olhando para a garota. – Encontraram vestígios de Cloridiazepóxido aqui dentro.
Belle estava paralisada, porque ela foi tão burra de jogar esse frasco no próprio lixo, burra, muito burra. – ela se xingava mentalmente. – Estava tudo acabado, ela iria ser presa e teria que pagar por isso sozinha, se denunciasse Daniel ele a mataria e ela sabe que suas ameaças nunca são da boca para fora. A mulher tinha seus olhos marejados.
— Eu só quero entender mais uma coisa Belle. – disse David tirando ela do transe. – Como você conseguiu essa substância? – Ela não respondeu nada. – Afinal não é uma substancia de fácil acesso. – afirmou o xerife, mas a garota não falou mais nada.
David fez outras perguntas, mas não obteve nenhuma resposta de Belle. Essa seria a tática dela dali por diante. O silencio. Depois de mais perguntas sem respostas David decidiu encerrar o interrogatório por hora.
— Acho bom você ter um ótimo advogado, por que tenho certeza que ficará muitos anos na prisão. – disse ele abrindo as algemas da garota e a guiando para sua cela.
[...]
Regina acordou primeiro que sua loira e decidiu fazer um café reforçado para repor as energias, fez tudo o que Emma gostava, panquecas, ovos mexidos com bacon, chocolate quente com canela e para ela, apenas torras e seu café forte.
Pôs tudo em uma bandeja e seguiu para o quarto. Ao adentrar o cômodo se permitiu sorrir com a visão de sua loira dormindo de bruços abraçada a seu travesseiro. Regina colocou a bandeja no criado-mudo e deitou por cima do corpo da amada distribuindo beijos por toda a extensão de suas costas.
Emma acordou sentindo um peso por sobre seu corpo e abriu um sorriso ao sentir o deslizar dos lábios da morena por sua pele.
— Bom dia meu amor. – falou a loira com a voz rouca.
— Bom dia vida. – disse Regina com os lábios próximo ao ouvido da loira.
Emma virou na cama ficando de frente para a morena e capturou os lábios carnudos em um beijo apaixonado.
— Já está vestida linda? – falou a loira ao fim do beijo.
— Já, inclusive já fiz seu café. – apontou para o criado-mudo onde Emma pode ver a bandeja com as suas comidas favoritas.
— Hum.. então vamos comer que eu estou faminta. – Falou sentando na cama e puxando o lençol para cobrir os seios.
Elas comiam aos sorrisos e brincadeiras. A muito tempo que não ficavam assim, uma paparicando a outra e com sorrisos fáceis. Emma estava terminando de devorar mais uma panqueca quando um furacãoznho entra no quarto correndo.
Emma tenta cobrir seu corpo o máximo possível, mas Henry é um ótimo observador apesar da idade.
— Tá com calor de novo mãe? – pergunta na inocência fazendo Regina sorrir e Emma ficar vermelha.
— Oi meu amor. – falou sem graça. – A mamãe está sim com calor. – disse sorrindo.
— Quer uma panqueca meu príncipe? – pergunta Regina dando a última panqueca para o filho.
— Ei, essa panqueca é minha. – protesta Swan, não de verdade é só para irritar a morena.
— Emma Swan! Você está negando comida a seu filho? – pergunta a morena com o semblante sério.
— É mãe, seu filho! – disse Henry com a boca cheia já terminando a panqueca e sorrindo da loira.
— Henry Swan Mills! Não fale de boca cheia. – Fala da mesma forma para o filho que baixa a cabeça e Emma dá uma gargalhada irritando o garoto que mostra a língua para a mãe loira.
Regina amava estar com seus dois amores, principalmente quando um implicava com o outro. Ela sempre dizia que tinha duas crianças em casa. A família continuou comendo cercada de alegria e implicâncias até que Regina teve uma ideia que sabia que agradaria aos dois.
— O que vocês acham de passarmos o dia na piscina? – perguntou na expectativa.
— Ebaaaaa – gritou Emma e Henry ao mesmo tempo tirando uma gargalhada gostosa da morena.
— Então vamos minhas crianças que eu quero aproveitar ao máximo vocês hoje. – Regina se levantou retirando a bandeja da cama.
Pediu que Emma fosse tomar banho e saiu com seu pequeno para dar banho nele e pôr a roupa de banho.
[...]
Zelena estava mais uma vez deitada na maca da sala de Daniel. A ruiva voltou a sentir fortes cólicas e o medico a deixou descansando em sua sala enquanto os exames ficavam prontos. A ruiva estava preocupada com essas dores que estava sentindo ultimamente, a alguns dias ela sentiu pequenas cólicas, mas não falou para ninguém principalmente para Elsa para não preocupa-la, porém, a dor de hoje foi muito forte e ela pediu a Daniel para fazer exames. A ruiva é tirada de seus pensamentos quando escuta a porta ser aberta com certa urgência e sua loira vir correndo em sua direção.
— Amor está tudo bem? – perguntou Elsa preocupada.
— El, não precisava ter vindo e seu trabalho? – Zelena estava feliz por ter sua loirinha ali, mas também se preocupava com o trabalho da namorada, ela era uma estagiária e poderia se prejudicar com essas saídas.
— Precisava sim Zelena. – Falou Elsa com um tom mais sério. – Você e nossas princesas são mais importantes que qualquer trabalho. – beijou os lábios da ruiva. – Agora me diz o que você está sentindo. – pediu sentando ao lado da ruiva.
— Senti umas cólicas e Daniel pediu alguns exames para ver se está tudo bem. – falou fechando os olhos aproveitando o carinho que Elsa fazia em sua cabeça.
— Calma ruivinha vai ficar tudo bem. – disse Elsa tentando acalmar sua namorada.
Elsa ficou dando toda a atenção e carinho a sua ruiva, ela estava nervosa e preocupada, mas não queria deixar transparecer seu nervosismo. A loira acariciava a barrida de Zelena que já estava bem desenvolvida, a ruiva estava com cinco meses de gestação, mas como havia duas vidinhas ali dentro a barriga estava maior que o esperado para uma gestação de cinco meses.
Daniel entrou no consultório e Elsa ficou em pé ao lado da cama, mas sem soltar a mão da ruiva.
— Então Daniel, como ela está? – perguntou Elsa.
— Bem Zelena, sua pressão está um pouco alta, mas não é nada que devemos nos preocupar por enquanto. Precisamos verificar diariamente para descartar problemas. – disse ele ao lado das mulheres.
— E as dores? – perguntou mais uma vez Elsa fazendo Zelena sorrir com a preocupação da namorada.
— Antes de falar sobre minhas suspeitas precisamos fazer uma ultrassonografia. – disse ele.
Zelena já estava deitada na maca, preparada para iniciar o procedimento e Elsa estava a seu lado segurando sua mão.
— Vamos começar? – perguntou Daniel.
O rapaz passou o gel na barriga de Zelena e logo em seguida começou o exame. Ele estava concentrado na tela, os fetos estavam bem, no tamanho normal, com os batimentos normais o que fez ele esboçar um sorriso, mas logo o desfez ao constatar que suas suspeitas estavam certas. Elsa estava prestando atenção nas reações do médico, ela amava ver seus bebês, mas hoje algo lhe dizia que tinha alguma coisa errada, e ela percebeu o quanto ele estava preocupado o que fez seu coração acelerar, mas não falou nem perguntou nada.
— Vocês querem saber o sexo dos bebês? – perguntou ele sorrindo.
— Sim. – as duas falaram ao mesmo tempo.
Daniel olhou por alguns minutos para o monitor enquanto deslizava o aparelho sobre a barriga da ruiva.
— Bem... – fez suspense. – vocês terão duas lindas meninas.
— Eu sabia. – disse Elsa beijando a ruiva. – eu te disse minha vida. – ela sorria boba.
— Eu sei que você sabia. – sorriu entre lágrimas. – até comprou dois vestidinhos.
Daniel terminou o exame e após a ruiva se trocar foram em direção a sala do obstetra. Elas agora estavam sentadas em frente a mesa de Daniel que não tinha um semblante muito feliz.
— Que cara é essa Daniel? – perguntou Zelena. – Me diz que não é o que eu estou pensando? – pediu já deixando algumas lágrimas saírem.
— Bem Zelena, você teve um descolamento de placenta.
— Não! – sussurrou a ruiva, mas o suficiente para Elsa escutar.
— O que está acontecendo? – perguntou Elsa já sendo tomada pelo desespero.
Daniel olhou para a ruiva que tinha a cabeça baixa. E percebendo que a Zelena não falaria nada naquele momento ele resolveu explicar a situação para a ruiva.
— Quando ocorre o descolamento de placenta o suprimento de oxigênio e nutrientes para os bebes pode ficar comprometidos. Mas no caso de Zelena esse descolamento foi pequeno e pelo que ela falou não percebeu nenhum sangramento. – respirou fundo. – Mas a partir de agora todo cuidado é pouco, Zelena já tem mais de trinta anos e está grávida de gêmeos e nesses casos é mais comum acorrer esses descolamentos.
— E o que faremos agora? – perguntou Elsa com os olhos marejados.
— Agora ela tem que ficar em repouso absoluto, de preferencia deitada sempre, levantando apenas quando for necessário, não pode fortes emoções, nada de sexo até que tudo esteja bem e tem que se alimentar bem.
— Me encarregarei pessoalmente disso. – disse Elsa apertando a mão da ruiva.
— Irei prescrever alguns medicamentos que deverá ser tomados nos horários certos. – continuou ele. — E vocês terão que voltar aqui em quinze dias, mas qualquer dor, ou sangramento, enfim, qualquer coisa que acharem diferente venham imediatamente para cá. – disse Daniel entregando as receitas dos remédios para a loira.
Zelena chorava silenciosamente acariciando a barriga e Elsa a abraçou carinhosamente.
— Zelena. – chamou Daniel. – Como medica você sabe que terá que se cuidar, mas também sabe que se fizer tudo o que eu lhe falei ficará tudo bem. – sorriu para a ruiva.
[...]
Regina estava na cozinha preparando o almoço para seus amores. Ela estava feliz por estar tudo bem com sua loira e por elas ter se entendido. Sorriu boba por lembrar da noite de amor que teve com sua noiva e teve uma ideia que parecia loucura, mas tinha certeza que sua loira estaria com ela e iria adorar a surpresa.
Emma entra na cozinha e para na porta admirando sua morena cozinhando, Regina sem dúvidas nenhuma é a mulher mais linda da face da terra fazendo qualquer coisa, mas ela cozinhando usando apenas um biquíni é de tirar o fôlego.
A morena estava tão concentrada em seus pensamentos que não percebeu a loira se aproximar. Só voltou a realidade quando sentiu os braços da loira rodear sua cintura e um doce beijo em seu ombro.
— Que susto amor. – disse a morena sorrindo.
— Você está tão gostosa cozinhando com essa roupa que não me contive. – beijou o pescoço da morena. – Acho que vou querer você cozinhando assim sempre que eu estiver em casa. – disse deslizando as mãos pela barriga da morena.
— Idiota. – brincou Regina.
— Sua idiota que você ama. – mordeu o pescoço de Regina. Ver sua morena daquela forma a estava excitando.
— Emm... hum... – gemeu ao sentir a mão da loira entrar em sua calcinha.
— Shii... continua cozinhando. – sussurrou Emma deslizando o dedo pelo sexo já molhado de Regina.
— Amor... – gemeu Regina se deliciando com os movimentos circulares que a loira fazia em seu clitóris.
— Você é tão gostosa amor... hum... – sussurrou Emma aumentando a velocidade de seus movimentos sentindo Regina estremecer.
O clima na cozinha estava esquentando cada vez mais, Regina nem sabia mais o que fazer com as verduras e legumes que estava cortando para a salada. Regina estava totalmente entregue e poderia jurar que não aguentaria muito tempo para se entregar ao clímax. Porém, o momento foi quebrado pela voz de Cora.
— Eu não acredito que vocês estão fazendo o que eu acho que estão fazendo. – disse Cora ao entrar na cozinha.
— Mamãe! Cora! – gritaram as duas se afastando bruscamente.
— Procurem um quarto, por favor. – disse Cora segurando o riso. – Eu que não vou comer dessa salada. – disse ela sorrindo com as caras de assustadas das duas.
— Não é o que você está pensando. – disse Emma.
— Eu não estou pensando nada. E vá logo lavar essa mão Srta Swan. – disse ela e gargalhou assim que Emma saiu correndo da cozinha.
— Da próxima vez procurem um quarto. – disse saindo da cozinha.
Mesmo Cora tendo atrapalhado seu orgasmo, Regina sorria, ela definitivamente estava perdida com sua loira gostosa. A morena respirou fundo e voltou a fazer a salada.
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