Lovesong
67 Capítulo 67
Notas iniciais
Regina estava há alguns minutos encarando a imagem que veio na mensagens, imagem essa que mostrava Emma, sua Emma completamente nua dormindo em uma cama abraçada a Belle que estava com roupas íntimas e possuía um sorriso cínico ao tirar a foto.
Regina não estava acreditando naquela imagem, Emma não faria isso com ela, não a sua Emma, não a mulher que sempre jurou e fez de tudo para vê-la feliz. Regina desabou na cama em um pranto compulsivo. Não era possível. Nesse momento ela recorda uma das conversas que teve com sua loira a algum tempo atrás depois de uma de suas crises de ciúmes.
— Amor, por favor entende que você é a única mulher da minha vida. – dizia Emma acariciando o rosto molhado pelas lágrimas.
— Eu sei, desculpa Emm. – pediu Regina.
— Confia em mim, meu amor.
— Eu confio. – respondeu de olhos fechados.
— Me promete que se algum dia você estiver insegura e mesmo que você tiver todas as razões do mundo de duvidar você conversa comigo antes de tomar alguma atitude. – perguntou docemente.
— Eu prometo.
— Mesmo que os fatos te levem a acreditar que não lhe fui fiel, me prometa que irá confiar em mim e conversar comigo antes de qualquer atitude.
— Eu prometo amor.
— Eu prometo Emma. – disse Regina se levantando da cama, enxugando as lágrimas e indo trocar de roupa.
A morena entra na pensão feito um furacão, ela irá fazer o que prometeu a sua noiva. Quando estava chegando nas escadas Ruby ia descendo com a maior cara de ressaca.
— Regina? Aconteceu alguma coisa? – perguntou Ruby vendo a cara de poucos amigos da morena.
— Eu preciso da chave do quarto da Belle. – disse séria.
— Regina eu não posso fazer is....
— Eu PRECISO da chave Ruby! – falou empurrando a garota contra a parede.
Ruby percebendo que tinha alguma coisa muito errada não negou mais, correu em uma das gavetas, pegou a chave e subiu na frente de Regina. Temendo o que poderia encontrar la dentro a garota abriu a porta e Regina entrou as pressas travando no meio do caminho. Ruby entrou em seguida e ficou sem reação ao ver Emma nua abraçada a Belle. Ela não estava acreditando na imagem a sua frente. Emma não seria capaz de trair Regina assim, ela tinha certeza disso, principalmente com a Belle. O que estava a sua frente não fazia sentido, depois de tudo o que a ex de Emma fez não estava certo a loira estar ali. Ruby volta a realidade ao ouvir um grito de Regina.
— EMMA! – Gritou a morena e Belle sentou na cama assustada.
Regina voltou a chorar com o que estava vendo, mesmo Emma lhe jurando que nunca seria capaz de traí-la, mesmo a loira a fazendo prometer que não acreditaria em uma possível traição, era demais para ela ver sua loira nos braços de outra pessoa. A morena se apoiou em uma cadeira para não cair. Chamou mais uma vez sua loira, mas Emma não se movia.
— O que vocês estão fazendo no meu quarto? – perguntou Belle que vestia um robe. – Isso é invasão de privacidade.
— Cala a boca sua desgraçada. – falou Regina que caminhou em direção a cama e se ajoelhou ao lado de Emma.
— Acho melhor você sair Belle. – disse Ruby ainda desacreditada.
— Eu estou em meu quarto, acho que quem tem que sair são vocês. – falou fingindo irritação, mas estava festejando por dentro, afinal, o plano deu certo.
Sem prestar atenção na discursão entre Belle e Ruby, Regina continuava chamando por Emma que continuava apagada.
— Emma! – chamou mais uma vez Regina com a voz embargada. Lentamente e com as mãos tremendo ela tocou o rosto de Swan que estava gelado.
Nesse momento ela teve certeza que algo estava errado. Ela então pôs as mãos nos ombros da loira e a sacudiu, mas Emma não esboçou nenhuma reação.
— Amor. – a balançou mais uma vez com o desespero tomando conta de seu corpo. – O QUE VOCÊ FEZ COM ELA? – gritou mas sem tirar os olhos de Emma.
— Você não vai querer que eu descreva a noite que tivemos não é? – disse Belle debochada e desencadeou a ira de Regina.
— O QUE VOCÊ DEU A ELA SUA DESGRAÇADA! – gritou Regina indo em direção a Belle lhe disferindo um tapa no rosto e em seguida a empurrando contra a parede.
—Como ousa...
— FALA! – Gritou e mais uma vez acertou o rosto de Belle.
Ruby ainda atordoada com tudo o que estava acontecendo foi em direção as duas e puxou Belle a empurrando para fora do quarto.
— Espero que a Emma esteja bem, para o seu próprio bem. – disse a garçonete e fechou a porta.
Em seguida Ruby foi para perto da cama e cobriu o corpo desnudo de Emma com um lençol.
— Amor fala comigo. – pedia Regina tentando acordar a loira, mas sem sucesso. – Emma, acorda por favor. – pediu aos prantos verificando o pulso da loira que estava fraco.
Ruby vendo que Emma não reagia pegou o telefone e ligou para o hospital. Dez minutos depois a loira estava sendo levada em uma maca para fora da pensão.
[...]
Depois que Belle viu Emma saindo da pensão em uma maca correu para o quarto de Daniel desesperada. Quando o médico abriu a porta ela entrou a fechando em seguida.
— O que você está fazendo aqui? Não podem te ver no meu quarto. – disse o rapaz irritado.
— Alguma coisa deu errado Daniel. – disse ela assustada.
— O quê?!
— A Regina chegou no quarto e nos viu na cama. – disse ela andando de um lado para o outro.
— Mais esse era o plano. – falou o obvio.
— Mas a Emma não acordou, Regina tentou acordá-la mais não deu em nada.
Ele olhou para o chão e ficou assim por alguns segundos até que pensou em algo que fez seu sangue gelar, lentamente eu ergueu os olhos para Belle.
— Quando do frasco você pôs na bebida dela. – perguntou com receio.
— O frasco todo.
— TODO! Você enlouqueceu? Eram apenas algumas gotas Belle. – falou ele irritado.
— Eu fiquei nervosa na hora.
— Sua idiota! Ela pode morrer.
— Meu Deus! – ela começou a chorar.
— Se isso acontecer a Regina nunca vai me deixar chegar perto de novo. – Daniel estava nervoso.
— E agora? – perguntou ela assustada.
— E agora? E AGORA! – Eles vão fazer exames e achar a droga no sangue dela sua imbecil.
— Você será presa sua idiota!
— Você tem que me ajudar, você estava comigo nessa.
— Nunca mais repita isso. Eu não fiz tudo para conseguir a Regina de volta para ir preso, se você abrir essa boca eu te mato. Está me ouvindo? EU MATO VOCÊ!
[...]
Emma chegou ao hospital e recebeu todo os procedimentos necessários para seu estado e Regina sempre ao lado da loira, por ser sua noiva não pode ajudar nos procedimentos, mas se recusou a sair de seu lado um segundo sequer. Agora a Regina estava no quarto segurando sua mão e observando sua loira ali tão frágil com aquele tubo na garganta. Os médicos acharam melhor entubá-la para evitar qualquer complicação respiratória.
Já fazia algumas horas que a loira estava desacordada e esse tempo sem ver qualquer reação de sua loira estava sendo excruciante para Regina.
— Amor, acorda logo tá. – dizia a morena acariciando o rosto de Emma. – Eu estou aqui te esperando, ouviu? – a morena tinha os olhos marejados.
Minutos depois a porta do quarto a aberta e Tinker entra com alguns exames nas mãos.
— Alguma mudança? – perguntou Tinker.
— Ainda não. – disse Regina olhando para a amiga.
— Eu trouxe os exames Toxicológicos. – Tinker entregou os papéis para Regina que os analisou cautelosamente.
Segundos se passaram com Regina lendo os resultados, em seguida virou para Tinker assustada.
— Cloridiazepóxido? – perguntou assustada.
— Em grande quantidade. – completou Tinker.
— Meu Deus! Tinker ela poderia.... – a médica não quis terminar a frase.
— Eu sei, mas ela foi atendida a tempo. – disse Tinker pondo a mão no ombro de Regina. – Ela ficará bem e logo acordará. – Falou com um sorriso doce.
Regina olhou para sua loira e agradeceu aos céus por não ter agido por ciúmes e ter ido atrás dela na pensão. Tinker disse que voltaria depois e foi em direção a porta.
— Ah! O xerife já foi avisado. – falou antes de sair do quarto.
[...]
Belle estava arrumando suas malas, ela teria que sair da cidade já que Daniel não a ajudaria, depois de tudo pronto pegou a mala e foi em direção a porta, quando a abriu deu de cara com David e Mulan.
— Pensando em viajar? – perguntou Mulan. Belle olhou assustada para os dois.
— Belle, você está presa por tentativa de assassinato a Emma Swan. – Disse David com a maior satisfação do mundo.
Desde que Belle fez o que fez com Emma no passado o xerife estava louco para pegá-la e nada melhor do que prendê-la.
— Mas eu não fiz nada. – disse assustada.
— Isso é o que vamos ver. – disse Mulan a algemando e guiando ela para fora da pensão.
— Reze para Emma se recuperar ou acabo com você. – disse Ruby assim que a garota desceu as escadas.
[...]
Já era noite e Regina não havia saído um minuto sequer daquele quarto mesmo com a insistência de Tinker para ela comer alguma coisa. Cora e Mary passaram a tarde com ela e isso fez a morena relaxar um pouco na medida do possível. Ela ficou mais aliviada por saber que Belle estava presa.
— Sis, trouxe um lanche. – disse Zelena entrando na sala.
— Estou sem fome. – disse Regina.
— Mas vai comer. Não quero ter que te internar também. – falou a ruiva entregando o sanduíche natural e um copo de suco para a irmã.
Regina pegou o lanche e começou a comer, só depois de saborear o primeiro pedaço ela percebeu que estava com fome.
— Como está o Henry? – Quis saber do filho.
— Perguntou por vocês e dissemos que estavam trabalhando e Mary levou ele para a casa dela.
— Assim é melhor. – disse Regina terminando de comer.
Já que Zelena havia terminado seu plantão ela resolveu fazer companhia a irmã enquanto esperava por Elsa. Em determinado momento Zelena percebe Emma abrir os olhos e sorrindo avisa a Regina que corre em direção a cama.
— Amor, que bom que acordou. – falou emocionada.
Emma olhou em volta e sentindo um incômodo na garganta levou a mão ao tubo na intenção de tirá-lo. Mas Regina segurou sua mão.
— Calma, não pode tirar ainda. – acariciou os cabelos loiros.
Zelena saiu para chamar o médico que minutos depois adentrou o quarto. Emma olha todos assustada, não estava entendendo por que estava no hospital com um tubo na garganta. O médico fez algumas perguntas para a loira e em seguida removeu o tudo fazendo Emma tossir um pouco.
— Você teve muita sorte Srta Swan. – disse o médico. – Agora vou deixa-las a sós e depois votarei para ver sua evolução, mas você ficará bem. – falou e se retirou em seguida.
— Também vou indo para vocês conversarem. Que bom acordou cunhadinha. – disse Zelena e em seguida se retirou.
Regina voltou sua atenção para Emma. A morena tinha os olhos marejados e delicadamente selou os lábios da loira.
— Como se sente? – perguntou a morena acariciando o rosto de Swan.
— Bem. – sorriu. – O que aconteceu? Porque eu estou no hospital?
— Nós encontramos você desacordada no quarto da Belle. – falou Regina fechando os olhos para espantar as imagens de sua loira nos braços daquela infeliz.
— O que? Como?
— Ela me enviou uma foto de vocês... bem... – Emma entendendo o que sua morena iria falar não permitiu que ela continuasse.
— Eu não trai você. – disse com medo. – Eu juro amor, eu não seria capaz, por favor acredita em mim. – Emma já tinha os olhos marejados com medo de Regina não acreditar nela.
— Calma, eu sei que você são seria capaz. – beijou os lábios de Emma para ela acreditar nas sua palavras. – Por isso eu fui para pensão e ainda bem que cheguei a tempo.
— Por que a tempo? O que aconteceu?
— Ela te drogou e se eu demorasse mais um pouco você.... – voltou a chorar só em pensar na hipótese de perder a loira.
— Não chora eu to bem. – disse a loira segurando firme a mão da medica. – Deita aqui, eu preciso te sentir em meus braços. – Pediu e Regina deitou ao lado de Emma que a abraçou carinhosamente. – Me perdoa por te saído daquele jeito. – beijou os cabelos da morena. – Eu sei que você não quis beijar aquele traste. Mas agora você entende que ele quer nos separar? Entende por que de toda minha implicância? – perguntou Emma acariciando as costas de Regina.
— Sim meu amor, me desculpe por isso. – Mills beijou o pescoço de Emma. – Agora descansa tá.
Após alguns minutos sentindo o corpo de sua morena grudado ao seu, Emma adormeceu. No dia seguinte ela teve alta do hospital e Regina a levou para casa. A morena pediu dois dias de afastamento para ficar paparicando sua loira como ela merece.
Mesmo ela gostando da amizade de Daniel, não concordou com as atitudes dele para com Emma e assim decidiu que se afastaria do rapaz para que pudesse viver em paz com sua loira.
Fale com o autor