Lovesong
66 Capítulo 66
Notas iniciais
Já se passou quase dois meses que Daniel chegou a Storybrooke e não conseguiu separar Emma de Regina, ele já fez de tudo para fazer ciúmes em Emma e a loira continua com Regina, que sempre desculpa tais crises, mesmo confessando ao médico que não gosta dessas atitudes da namorada.
Ele terá que mudar suas táticas se quiser recuperar a morena, continuando assim está apenas sendo um bom amigo da médica. Ele tem uma ideia assim que vê Belle entrando no Granny. O rapaz faz sinal para ela que vem prontamente. Eles se tornaram bastante próximos com a convivência.
— Olá Dr. – diz Belle sentando-se a sua frente.
— Como vai Belle. – cumprimenta.
— Tá de folga hoje? – pergunta sorrindo.
— Meu plantão só começa a noite. – sorri. – Belle, fiquei sabendo que você já foi casada com a Swan. – diz ele como quem não quer nada.
— Sim, por que a pergunta?
— Você ainda a ama? – quer saber ele.
— Sim, fui muito boba em deixa-la. – fala com pesar.
— Por que não luta por ela?
— Ela ama aquela médica sem graça, não liga mais para mim.
— E se não existisse a Regina? Você acha que ela voltaria para você? – perguntou e a mulher olhou com uma sobrancelha arqueada.
— Porque está perguntando isso?
— Eu sempre fui apaixonado pela Regina e sei que ela também já me amou. O que acha de me ajudar a separar elas duas? – pergunta sorridente.
— Não sei. – pensou Belle. – O que você tem em mente? – perguntou Belle interessada, afinal, o que poderia acontecer era ela levar mais um não.
Daniel contou tudo o que estava tramando e não foi difícil convencer a mulher a ajuda-lo.
[...]
Ruby chega a delegacia com os pedidos de almoço de Emma e David. Como havia muito trabalho acumulado os irmãos resolveram não sair para almoçar enquanto Mulan e Killian faziam a ronda pela cidade.
— Loira, chegou nosso almoço. – Gritou Ruby entrando na sala do xerife.
— E quem te convidou para almoçar conosco? – brincou Emma.
— Deixa de ser chata. É um privilégio para vocês ter minha companhia. – disse Ruby pondo os pratos em frente aos detetives.
Começaram a comer e por a conversa em dia. Ruby falando sobre as maravilhas que sua fadinha fazia com ela e David reclamando que Mary não gostava quando ele queria inventar algo mais ousado. Emma ficou calada, mesmo não brigando tanto assim com sua morena, as coisas não estavam nada bem.
— O que foi Emma? Não vai contar os encantos da Dra boazuda? – perguntou Ruby gargalhando.
— Mais respeito com a minha mulher sua loba fedida. – disse Emma jogando um fatia de cebola em Ruby.
— Ah! Qual é Swan? Vou ficar fedendo. – reclamou fazendo David sorrir e negar com a cabeça achando as duas mulheres infantis demais para a idade.
— Mais? – ironizou a loira e Ruby lhe mostrou a língua.
— As duas crianças podem parar? – falou David sorrindo.
— OK papai. – falaram as duas.
— Mas agora é serio Emma. Como vocês estão? – perguntou Ruby.
— Nada bem. – soltou a respiração. – Aquele idiota fica me provocando e quando estamos perto de Regina ele se faz de santo e ela sempre diz que estou exagerando.
— E você cai nessas provocações? Nem parece você Emma Swan. – fala Ruby mordendo seu hambúrguer.
— Eu queria saber o que você faria se ele te falasse que já “comeu” a Tinker? Ou que ela é gostosa boa de cama? – disse Emma entredentes.
— Ele não foi capaz de dizer isso? – perguntou David incrédulo.
— E muito mais. Mas eu não quero falar sobre isso. – falou com raiva.
— Você não pode deixar ele te afetar assim Loira. Por que você não diz isso a Regina? – perguntou Ruby.
— Ela não iria acreditar. – falou o óbvio.
— Como você pode saber? Ela te ama Emma. Pensa nisso. – disse Ruby.
Continuaram o almoço e Emma ficou pensando no que Ruby falou. Ela realmente deveria conversar com sua morena.
[...]
Regina estava se aprontando para ir embora, seu plantão estava chegando ao fim e faltava poucos minutos para Emma ir lhe buscar. Ao pensar em Emma ela sentou em uma poltrona da sala dos médicos e recostou no assento fechando os olhos. Ela já não estava mais suportando esses ciúmes da loira, ela percebeu como Emma sofria quando era ela que tinha essas crises e também se recorda como sua loira teve paciência para aturá-la, por isso que Regina sempre fazia de tudo para acalmar sua namorada, mas não sabia mais o que fazer para que Emma confiasse nela.
— Eu quero minha Emma de volta. – sussurrou baixinho.
— O que está acontecendo entre vocês Regina? – perguntou Tinker que ouviu o sussurro da amiga.
— Ai Tinker, eu não sei mais o que fazer. – choramingou. – Emma sempre se excede quando Daniel está perto de mim. Eu já fiz de tudo para mostrar que ele é apenas meu amigo.
— Mas ele também é teu ex. – disse Tinker sentando em uma cadeira próxima a poltrona.
— É meu ex, mas agora somos só amigos. – disse a morena olhando para a amiga.
— Se põe no lugar dela. – falou segurando a mão de Regina. – O que você faria se ela ficasse toda sorrisos para a Belle?
Regina não respondeu a essa pergunta. Ela fechou os olhos e começou a refletir sobre as palavras da amiga. Ela realmente não iria gostar de ver Emma sendo amiga de Belle. Com esse pensamento ela decidiu que se afastaria de Daniel, mesmo gostando de sua amizade, mas sua loira era mais importante.
[...]
Elsa chegou em casa no inicio da noite e foi direto para o banho. Ao entrar no quarto encontrou Zelena dormindo abraçada ao travesseiro. A loira sorriu apaixonada e delicadamente depositou um beijo nos lábios da amada, em seguida foi para o banheiro. Ficou um bom tempo em baixo do chuveiro deixando a água quente relaxar seu corpo, ultimamente o escritório estava com muitos casos e estava exigindo muito de todos. A loira terminou o banho e vestiu um roupão. Ao voltar para o quarto seu coração quase parou com a visão de sua ruiva.
Zelena estava completamente nua deitada na cama e olhava para Elsa maliciosamente. A loira estava completamente hipnotizada com aquela visão. Zelena estava perfeita, completamente linda com aquela barriga de cinco meses, que para Elsa estava maior do que devia estar.
— Está tudo bem minha menina? – perguntou Zelena tirando sua loira do transe.
— Você está linda. – disse sorrindo e indo em direção a cama.
Elsa deitou ao lado de Zelena e capturou os lábios da ruiva em um beijo apaixonado ao mesmo tempo em que suavemente deslizava uma das mãos pelo corpo perfeito de sua namorada. O beijo começou a se tornar urgente e Zelena desfez o laço do roupão e em seguida Elsa se livrou da peça ficando igualmente nua.
— Eu quero você amor. – sussurrou Zelena levando a mão ao membro da loira que já dava sinal de vida.
A ruiva começou a masturbar sua menina que gemia contidamente, a loira fez um esforço fora do normal para não ceder, ela sabia que Zelena não podia fazer nenhum esforço, Daniel havia recomendado que evitassem ao máximo fazer amor porque da ultima vez Zelena sentiu muitas dores após o ato.
— Amor... não podemos. – disse Elsa tirando a mão de Zelena de seu membro.
— O que foi Elsa? – perguntou Zelena irritada e com os olhos marejados.
— Ruivinha não faz assim. – pediu Elsa quando viu Zelena virar para o outro lado chorando.
— Você não me ama mais é isso? – esbravejou Zelena tentando se levantar mais Elsa a impediu.
— Amor...
— Não Elsa! – gritou a ruiva. – você tem outra não tem? Me diz a verdade. – pedia Zelena aos prantos. – Eu tô gorda e você arrumou outra não foi... eu... eu... – o choro não deixou ela terminar de falar.
— Minha vida, não é isso. Eu jamais te trocaria por ninguém. – insistiu Elsa tentando virar a ruiva para olhá-la.
— Você não me deseja mais...
— Zel, olha para mim. – pediu Elsa mais a ruiva continuava de costas para ela. – Por favor meu amor... olha para mim. – após alguns segundos Zelena olhou para sua menina. – Eu nunca desejei tanto alguém como eu te desejo. – enxugou as lágrimas da namorada. – Você não sabe o quanto eu quero fazer amor com você.
— E porque não faz? – perguntou Zelena em um sussurro o que fez Elsa sorrir.
— Eu não quero que você sinta dor meu amor. Lembra da ultima vez? – perguntou e deu um selinho na ruiva.
— Mas agora não vai doer amor. – fungou. – Por favor, eu quero você.
Elsa não resistindo as súplicas da namorada resolveu ceder.
— Vira amor. – sussurrou Elsa e a ruiva deitou de costas para a loira com um sorriso nos lábios. – se incomodar você me fala tá. – pediu e Zelena confirmou.
Elsa a abraçou por trás depositando beijos e leves mordidas no ombro da Ruiva. Sem dizer mais nada Elsa ergueu uma perna de Zelena a encaixando atrás das suas. Deslizou a mão dos seios até o meio das pernas de Zelena tocando seu clitóris lentamente fazendo ela gemer manhosamente.
— Tão gostosa meu amor... humm... – sussurrou ao perceber o quanto ela estava molhada e foi aumentando a velocidade de seus movimentos no nervo pulsante.
Elsa acariciava o clitóris da namorada em movimentos circulares lentamente, fazendo Zelena gemer. A loira distribuía beijos pelo pescoço de Zelena enquanto aumentava a velocidade dos movimentos.
— Ai El.... ah... preciso de você amor... dentro... – gemeu a ruiva e em seguida mordeu o lábio inferior.
Sempre era prazeroso e maravilhoso fazer amor com Elsa, mas nesses últimos meses ela sentia falta dos beijos que trocavam enquanto se entregavam ao desejo.
Elsa levou um dedo até a entrada completamente encharcada da ruiva e lentamente a penetrou.
— Amoor... ahhh... – gemeu Zelena mais alto.
Elsa investia em um ritmo constante, mas nada violento, tinha medo de machucar sua ruiva. Enquanto estocava sentia Zelena tremer em seus braços.
— Mais rápido El... – pediu Zelena.
E assim Elsa o fez, aumentou a velocidade das investidas e gemeu ao sentir o quão molhada sua ruiva estava. Zelena abraçou o travesseiro quando sentiu que estava chegando ao ápice.
— Mas forte amor... humm... eu estou quase...
Mesmo com receio de machucar Zelena, Elsa inseriu mais um dedo e aumentou a intensidade das estocadas. O barulho dos dedos em contato com o centro da ruiva estava levando Elsa a loucura. Ela sentiu as paredes internas de Zelena pressionar seus dedos, sinal de que ela não demoraria para explodir em um gozo.
— El... ahhh... El... ELSA... – gritou Zelena assim que atingiu o clímax.
A loira abraçou Zelena por traz e ficou acariciando a barriga da amada enquanto distribuía beijos no ombro dela.
— Está sentindo alguma coisa amor? – perguntou Elsa.
— Não. – sussurrou com voz de sono.
Elsa deu mais um beijo no ombro de Zelena e a apertou em seus braços, minutos depois Elsa percebeu que sua ruiva pegou no sono.
[...]
O restante da semana passou rápido e Ruby com a ajuda de Tinker e David conseguiram convencer Emma e Regina a irem para o Rabbit Hall para passar essa fase ruim entre elas. Na hora marcada, todos estavam na casa de Show, Ruby e Tinker chegaram primeiro e escolheram uma mesa bem no centro do local, dava para ver a pista de dança e as pessoas que subiam ao palco para cantar. Pediram as doses e começaram a beber.
Regina estava sentada ao lado de Emma, David estava ao lado da irmã e no seu outro lado estava Mary, Ruby e Tinker estavam entre Mary e Regina. Emma a toda instante olhava ao redor com medo de Daniel aparecer ali e estragar a noite como vinha acontecendo. Mas depois de um tempo a loira resolveu aproveitar a noite ao lado de sua amada.
A todo instante Regina fazia carinho em Emma, para mostrar todo seu amor e para a loira ter certeza que não precisava ficar insegura em relação a Daniel. Após algumas rodadas todos estavam levemente alterados, com exceção a Regina que estava bebendo pouco, pois, iria voltar guiando o carro.
Em determinado momento Ruby arrasta Tinker para a pista de dança, minutos depois David e Mary também saem deixando Regina e Emma sozinhas. Percebendo que só estavam elas na mesa, Regina sai de sua cadeira e senta no colo de Emma que enlaça sua cintura carinhosamente e começam um beijo cheio de amor, sem urgência, sem pressa. Elas saboreavam cada parte daqueles lábios que tanto amam, aproveitavam cada toque, cada roçar de línguas, cada respiração dada. Emma que tinha as mãos na cintura de Regina apertava com urgência e a morena deixava escapar gemidos manhosos.
— Senti falta disso. – sussurrou Regina ao fim do beijo. – da gente, de você meu amor. – falou e abraçou Emma repousando o rosto no pescoço da loira.
— Eu também vida. Me desculpa se fui uma idiota, mas é que aquele car... – Regina pôs o indicador nos lábios de Emma não deixando ela terminar a frase.
— Não vamos falar dele hoje. – pediu e voltou a capturar os lábios de sua loira apaixonadamente.
Ficaram ali, perdidas nas sensações, nas carícias, nas declarações. Só pararam quando ouviram uma voz ao pé do ouvido.
— Aqui não motel detetive componha-se. – sussurrou Ruby próximo ao ouvido das duas.
— Vai se ferrar Ruby! – gritou Emma irritada pela interrupção fazendo os outros ocupantes da mesa gargalharem.
Continuaram bebendo, sorrindo, tirando sarro dos clientes que subiam ao palco e cantavam horrivelmente. Ruby e Tinker quase não param de rir quando Emma e David lavaram tapas de suas respectivas mulheres por estarem babando uma ruiva gostosa no palco.
Regina percebendo que Emma já estava um polco alterada por conta da bebida resolveu puxá-la para a pista de dança. E lá elas extravasaram, dançaram todos os ritmos tocados sempre com Emma e sua mão boba atacando Regina que gargalhava pedindo para ela se comportar.
— Finalmente elas voltaram ao que eram. – disse David olhando as mulheres se divertindo na pista de dança.
— É, já estava chata toda aquela situação. – disse Mary.
— Amor estou com sede. – disse Emma depois de quase uma hora na pista de dança.
— Vou pegar uma bebida para você. – disse Regina indo em direção ao bar, mas Emma a segurou.
— Volta para a mesa e deixa que eu pego. – deu um beijo ne morena e foi em direção ao bar.
A loira fez os pedidos e depois de aproximadamente dez minutos voltou sorrindo para a mesa, mas seu sorriso morreu no instante em que ela viu Daniel sentado em seu lugar conversando com sua morena.
— Esse cara não desiste nunca? – falou ela irritada. – calma Emma, você disse que iria se comportar e não iria deixar esse traste estragar seu relacionamento.
Emma chegou ao lado de Regina e lhe entregou a bebida. Todos da mesa olharam para a loira com medo da sua reação.
— Boa noite Colter. – disse ela engolindo sua raiva.
— Olá detetive. – sorriu. – acho que não tem cadeira, o que faremos? – perguntou ele cinicamente.
— Não tem problema. – disse a loira segurando uma mão de Regina. – Levanta um pouquinho amor. – Pediu e Regina assim o fez.
Em seguida Emma sentou e puxou sua morena para sentar em seu colo abraçando-a e deixando seu corpo bem coladinho ao da morena. Daniel esboçou um sorriso forçado e voltou-se para Tinker e começou a falar sobre assuntos médicos.
Emma sorriu internamente quando percebeu a insatisfação do rapaz. – “ um a zero para mim idiota” – pensou e começou a distribuir beijos molhados pelo pescoço de sua amada.
Regina sabia que Emma estava lhe fazendo carinho a toda hora como forma de mostrar a Daniel que ela a pertencia. E a morena estava gostando disso.
A conversa voltou a fluir na mesa sem maiores problemas entre Emma e Daniel, apenas algumas vezes o rapaz soltava alguma indireta, mas Emma estava se esforçando ao máximo para não revidar. Tinker foi a única a observar que Daniel estava provocando Emma e que a loira estava abusando da bebida na intenção de não revidar. Prevendo algum confronto entre os dois ela resolveu chamar a médica para acompanha-la ao banheiro.
Após a saída de Regina e Tinker, Daniel olhou descaradamente para as curvas de Regina o que fez o sangue de Emma ferver.
— Ei idiota, respeite minha mulher. – falou com os dentes cerrados.
— O que é bonito é pra se ver detetive... – sorriu malicioso. – e de beleza aquela mulher é nota dez. – disse encarando a loira que só não lhe deu um soco por que Ruby percebeu o que ela iria fazer e a segurou a tempo retirando Emma da mesa.
— Porra Emma! – gritou Ruby. – Você ia cair de novo na provocação? – disse assim que chegaram ao bar.
— Você ouviu o que aquele imbecil falou? – perguntou irritada.
— Não importa caramba. – falou Ruby e pediu duas cervejas.
No banheiro Tinker para em frente a Regina impedindo que ela saia.
— Acho melhor você levar Emma para casa. – disse Tinker.
— Por causa do Daniel? – perguntou.
— Você confia demais nesse cara. – falou irritada. – Será que não percebeu as provocações que ele lançou para a Emma.
— É você tem razão. Vou chama-la para ir embora. – disse e saíram.
Quando estavam voltando para a mesa, Daniel abordou Regina todo sorridente.
— Vamos dançar Regina? – pediu ele segurando suas mãos.
— Acho melhor não Daniel, Emma e eu já estamos indo. – disse ela tentando ir em direção a mesa, mas ele a impediu.
— Só uma musica, pelos velhos tempos. – Regina respirou fundo, olhou mais uma vez para a mesa e resolveu aceitar.
— Só uma, depois irei embora. – ele sorriu concordando e começaram a dançar.
A musica que estava tocando não era romântica, mesmo assim Daniel aproximou seu corpo do de Regina mas do que o necessário. A morena estava apenas desejando que essa musica acabasse logo, pois, não saberia a reação de Emma.
Daniel deslizava as mãos pelas costas de Regina enquanto ela segurava seu braço fazendo ele voltar ao lugar. Quando a musica estava terminando o rapaz viu o olhar de fúria de que Emma estava lançando sobre eles e resolveu dar a cartada final.
— Sinto tanto sua falta Gina. – falou e em seguida segurou o rosto da morena e a beijou.
A morena tentava se soltar, porém, ele era mais forte. Só se separaram quando Emma puxou o rapaz com força e em seguida lhe deu um soco no rosto o fazendo cair no chão.
— Larga minha mulher seu merda. – gritou Emma indo em direção ao homem, mas foi segura por David.
— Para Emma. – gritou o Xerife.
— Eu vou acabar com você se voltar a encostar um dedo em minha mulher. – gritava ela.
Regina estava sem reação, primeiro pelo beijo inesperado e segundo pela forma que Emma estava querendo matar Daniel.
— Emma. – disse ela tocando seu braço.
— Me larga! – gritou a loira e Regina e David a soltaram.
A loira olhou para Regina com os olhos cheios de lágrimas e balançou a cabeça em negação saindo dali correndo. Regina foi atrás dela, mas quando chegou na calçada viu ela entrar em um taxi, sem pensar duas vezes a morena correu para seu carro e seguiu para a mansão.
Parou o carro atrás do taxi e seguiu correndo atrás de Emma que entrou depressa na casa subindo as escadas correndo.
— Emma. — disse assim que adentrou o quarto e viu a loira olhando pela janela.
— Eu quero que você olhe para mim e diga que meu ciúmes é sem fundamento. – falou a loira se aproximando de Regina. – Diga Regina que eu não vi você beijando aquele.... aquele...
— Foi ele quem me beijou Emma. – falou quase gritando interrompendo a fala da loira.
— Tanto que eu te disse que ele te queria e você não acreditou em mim... preferiu acreditar nas boas intenções daquele crápula – disse Emma virando de costas.
Regina não sabia o que dizer, realmente Emma sempre a alertou sobre os sentimentos de Daniel e ela cega pela amizade, não conseguia ver. A morena volta a realidade quando vê Emma vestindo sua jaqueta e pegando as chaves do carro.
— Para onde você vai? – perguntou com medo de Emma deixa-la.
— Não posso ficar aqui. Não agora. – disse Emma segurando as lágrimas. Ela estava com muita raiva.
— Amor...
— Não Regina. – disse Emma ao abrir a porta. – Amanhã agente conversa. – falou e saiu.
Regina ao ver sua loira sair se jogou na cama e pôs-se a chorar.
Emma saiu sem rumo, dirigia aos prantos. Esses dias foram difíceis para ela, sempre com brigas, desconfianças e depois de hoje, depois daquele beijo ela estava arrasada. Ela acreditou em sua morena quando ela disse que foi o safado que a beijou, mas ela não poderia ficar em casa hoje, porque sempre que olhasse para Regina lembraria do beijo.
A loira estava passando pelo Rabbit Holle e resolveu entrar. Iria beber e se tivesse a sorte de encontrar aquele crápula acabaria com a raça dele.
A loira já estava a algum tempo sentada em um banco do bar, já havia bebido várias e várias cervejas, também já tinha dispensado várias mulheres. Ela estava ali para aliviar a tensão e não para trair sua morena.
Era quase quatro da manhã quando seu telefone tocava pela milésima vez, ela via a foto de Regina no visor, sabia que a morena estava preocupada, mas não queria atende-la, decidiu que quando saísse dali iria para casa do irmão e só depois que estivesse melhor da ressaca que com certeza sentiria iria procurar sua morena. Ela percebeu alguém sentar a seu lado, mas não se deu ao trabalho de olhar quem era, apenas pedia mais bebida ao garçom. Depois de mais algumas doses a loira viu tudo rodar e resolveu ir para casa. Quando levantou sentiu uma tontura fora do comum e só não foi ao chão porque alguém a segurou.
[...]
Era quase sete da manhã e Regina ainda não havia conseguido pregar os olhos. Ela estava preocupada com sua namorada que não atendia a droga do telefone. A morena estava deitada na cama quando escutou o toque de mensagem do celular e correu para pegar rezando para ser de Emma e realmente era, mas a mensagem que encontrou ali fez seu mundo desabar.
— Você não fez isso Emma... – disse com os olhos marejados. – Por favor você não fez isso!
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