Lovesong

65 Capítulo 65


Notas iniciais
Olá pessoal.... Voltei um pouquinho mais rápido que da outra vez, mas concordo que ainda estou demorando a atualizar e estou tentando voltar a normalidade. Espero que gostem do capítulo. Obrigada a todos os comentários, ainda não os respondi, mas tentarei fazer isso amanhã Ok? Já li todos, só não tive tempo de respondê-los. Boa Leitura.

Era cerca de 10 horas da manha de segunda feira, Mulan estava de folga, pois, ficou de plantão o fim de semana. Ela andava pela cidade tranquilamente até que parou em frente ao Rabbit Holle e se perguntou se a loira que ajudou no sábado estaria ali organizando a bagunça, tomada pela curiosidade e uma vontade de rever a loira, Mulan se aproximou da porta do local e ao constatar que estava aberta esboçou um sorriso e entrou. Tudo estava silencioso, a oriental se perguntou se era certo estar ali e decidiu ir embora, porém, antes de alcançar a porta escuta passos e uma voz doce.

— Estamos fechados.

Mulan virou lentamente um pouco encabulada por ter entrado ali sem permissão, mas abriu um sorriso quando constatou que era Ingrid que estava diante dela.

— Ah! Você detetive. – sorriu. – em que posso ajuda-la?

— Eu... só passei para saber se você está bem. – disse tímida e recebeu um sorriso de Ingrid.

— Estou sim, obrigada. – falou a loira pegando uma caixa que estava próximo delas e observou a detetive por um instante. – Gostaria de me ajudar a por as coisas em ordem? Tenho muito o que fazer até está tudo pronto para sábado. – disse e viu mais um sorriso nos lábios da oriental.

Mulan pegou a caixa que estava nas mãos de Ingrid e seguiu com ela para dentro do estabelecimento.

[...]

Os dias foram passando tranquilos para os moradores da cidade. Emma mesmo não esquecendo as provocações de Daniel, tentava a todo custo esquecer esse assunto na frente de sua noiva, não poderia deixar esse idiota atrapalhar seu relacionamento.

Quinta feira a loira foi buscar Regina no hospital para almoçar, ela vinha fazendo isso sempre que possível mesmo com a possibilidade de encontrar Daniel. A loira chegou ao hospital e seguiu para a sala de Regina, perguntou a uma enfermeira se a morena estava lá e sozinha e quando veio a confirmação a loira entrou de mansinho e foi de encontro a médica que estava sentada em sua cadeira lendo alguns prontuários que estavam sobre a mesa.

Regina estava tão concentrada que nem percebeu que ela havia entrado. Emma achou sua mulher muito sexy com aqueles óculos de armação preta, jaleco e aquela expressão séria que um fogo subiu de repente por seu corpo fazendo ele se arrepiar inteiro e antes que Regina desgrudasse os olhos dos papéis em sua mesa, sentiu sua cadeira ser afastada e Emma sentar-se em seu colo com uma perna de cada lado do seu corpo.

A morena se assustou com os movimentos de Emma, mas logo sorriu e capturou seus lábios. Era incrivelmente prazeroso saborear os lábios rosados de Emma e Regina nunca se cansaria disso. A morena passou os braços em volta da cintura de Emma e a trouxe mais para perto de seu corpo em um abraço apertado enquanto continuavam com o beijo.

— Hum, que surpresa boa. –disse Regina ao fim do beijo pondo o rosto no vão do pescoço da loira e sentindo o cheiro de canela que amou desde o primeiro momento.

— Vim chamar minha noiva para almoçar. – disse Emma acariciando a lateral do corpo de médica.

— Já é hora do almoço? – Pergunta a morena olhando o relógio na parede a esquerda. – Nem percebi o tempo passar.

— Muito trabalho? – perguntou Emma saindo de seu colo.

— Um pouco. Vamos? Estou faminta. – falou a morena pegando a mão de Emma e saindo de sua sala.

Por conta da quantidade de trabalho elas resolveram almoçar no hospital mesmo. O almoço foi tranquilo e muito animado, Regina contava com muito entusiasmo sobre uma cirurgia difícil, mas muito bem sucedida que realizou pela manhã, Emma apenas sorria com todo o amor que sentia por sua morena e com toda a admiração que sentia pela médica maravilhosa que ela era. Vez ou outra Emma olhava em volta para ver se Daniel aparecia, mas, ficou aliviada quando ouviu duas enfermeiras comentando que ele estava de folga, depois dessa notícia ela pôde aproveitar completamente o almoço com sua noiva.

A loira ficou de ir buscar Regina após o trabalho e se despediram com um beijo calmo e apaixonado.

Enquanto isso Daniel estava no Granny’s almoçando quando viu a mulher do livro sentar em uma mesa próxima a dele. O rapaz ficou olhando para a tal mulher até que ela desviou o olhar para a mesa dele e Daniel sorriu sendo retribuído por um sorriso da moça.

Após pensar por alguns segundos ele pegou seu prato e resolveu ir em direção a mesa da moça, que o olhou com uma sobrancelha arqueada.

— Em que posso ajuda-lo? – perguntou ela.

— Oi, sou Daniel Colter. – Sorriu sem graça. – Será que poderia lhe fazer companhia?

A mulher o olhou por alguns segundos ponderando se aceitava ou não o pedido do rapaz, por fim resolveu aceitar.

— Claro. – disse ela vendo Daniel sentar. – Belle. – disse ela estendendo a mão para cumprimenta-lo.

Eles começaram uma conversa descontraída, repleta de risadas e olhares cúmplices. Passaram praticamente a tarde inteira ali, falando sobre suas vidas. Foi uma inteiração rápida e amigável.

[...]

Zelena estava em seu quarto se arrumando para ir jantar com sua loira, irmã e cunhada. Elsa havia ligado para informar sobre o jantar a quatro e disse que quando fosse busca-la iria levar uma surpresa, por isso a ruiva estava caprichando em seu visual, mesmo que o jantar fosse no Granny’s ela queria agradar sua loirinha que estava sendo a melhor namorada do mundo com ela e seus bebês.

Quando ela estava conferindo a maquiagem e o cabelo, Elsa entra no quarto com as duas mãos para trás e com um lindo sorriso.

— Eu sou a mulher mais sortuda do mundo. – disse Elsa dando um beijo no pescoço da namorada.

— Porque diz isso? – pergunta Zelena com um sorriso sapeca.

— Pois tenho a melhor e mais linda das mulheres só para mim. – confessou e roubou um selinho assim que a ruiva se virou para ela.

O que você está escondendo aí atrás? – perguntou Zelena lembrando da surpresa que Elsa lhe traria.

A loira trouxe para frente do corpo um pequeno buquê com três rosas vermelhas. Zelena sorriu adorando o presente, pegou o buquê levando-o ao nariz e sorvendo o aroma adocicado.

— Obrigada meu amor. São lindas. – deu um selinho na loira e voltou a admirar as rosas. – adorei minha surpresa. – confessou.

— Mas essa não é a surpresa amor. – confessou a loira e Zelena arqueou uma sobrancelha. – Eu queria ser a primeira pessoa a comprar isso, e quando passei pela loja e os vi na vitrine fiquei apaixonada. – disse Elsa e trouxe a outra mão para frente do corpo revelando uma caixa cor de rosa com alguns anjinhos desenhados por toda a superfície e entregou a namorada.

Zelena pegou a caixa e automaticamente seus olhos marejaram, ela conhecia muito bem a loja de onde aquele pacote veio, ela mesma já havia ido várias vezes lá depois que soube que estava gravida, só não havia comprado nada. Lentamente ela foi em direção a cama, sentou-se pondo a caixa a seu lado, olhou para Elsa que estava na expectativa se sua ruiva iria gostar da surpresa.

Zelena retirou a tampa e encontrou lá dentro dois vestidinhos delicados e muito lindos, vestidos feitos para verdadeiras princesas, um era na cor verde com algumas florezinhas brancas, o outro era exatamente igual, porém, era na cor branca com as florezinhas verdes. A ruiva que tinha lágrimas descendo por seu rosto ergueu um dos vestidos até a altura de seus olhos e não pode de deixar de visualizar suas filhas com eles.

— São... lindos amor. – disse ela pondo o vestido na caixa novamente com todo cuidado para de alguma forma não estraga-lo e segurando as mãos de Elsa. – nossas filhas irão ficar lindas princesas com eles.– confessou e capturou os lábios de Elsa em um beijo apaixonado. — Eu te amo.

Elsa foi tomar banho e se vestir enquanto Zelena ficou na cama apreciando os lindos vestidos que sua loirinha trouxe para as bebês. Quarenta minutos depois elas entraram no Granny’s e foram para a mesa onde estavam Emma e Regina. Fizeram os pedidos e começaram uma conversa animada sobre as filhas que a ruiva carregava na barriga, Emma como sempre muito protetora já anunciava que se algum carinha se aproximasse das sobrinhas iriam ter problemas. Todas riram da confissão da detetive e continuaram animadas com a noite de garotas. Em determinado momento Tinker se juntou a elas e Ruby sempre que podia ficava na mesa participando da conversa, mas não demorava muito, pois sempre chegava clientes para ela atender.

Elsa e Emma bebiam cerveja, Regina e Tinker com uma taça de vinho e Zelena as acompanhava com um copo de suco de maçã. O clima na mesa era o melhor possível, elas estavam tão bem que por várias vezes se excediam nas risadas chamando a atenção de alguns clientes.

— Quando você vai parar de enrolar minha amiga e pedi-la em casamento? – perguntou Emma a Tinker que engasgou com o vinho fazendo as mulheres da mesa gargalharem.

— Calma ai detetive, sou muito nova para casar e nós estamos muito bem assim. – disse Tinker com um pequeno sorriso.

Tinker já pensou sim em dar um passo a mais na relação com Ruby, mas a garçonete sempre deixou claro que casamento não era para ela e a médica aceitava sua decisão.

Ficaram mais alguns minutos naquela diversão de implicar umas com as outras até que Emma fechou a cara e sentiu que sua noite acabara de ser estragada com a chegada de Daniel na lanchonete.

O rapaz se aproximou da mesa com aquele sorriso prepotente e uma a uma cumprimentou as mulheres. Apertou a mão de Elsa, depois deu um beijo na cabeça de Zelena, de Tinker, beijou mas demoradamente a cabeça de Regina, o que fez Emma se mexer na cadeira e por fim estendeu a mão para Emma que não fez questão de retribuir o gesto.

— Daniel querido, queira se juntar a nós. – falou Regina e Emma a olhou incrédula.

— Não quero atrapalhar. – falou ele.

— É amor. – disse Emma passando o braço pelo ombro da morena. – Hoje é a noite das garotas, não acho que ele se encaixe. – Falou séria para o rapaz.

— Emma! Onde está sua educação? – Disse Regina para a noiva. – Daniel é um amigo, você não irá atrapalhar. – disse Regina para o rapaz e o mesmo sentou a seu lado com um sorrisinho vitorioso destinado para a detetive, que foi a única na mesa a perceber a provocação naquele sorriso.

A conversa animada voltou a mesa, agora com Daniel contando fatos engraçados do passado e alguns era relacionado a Regina que ficava sem graça. Emma estava ali, apenas para fazer número, desde a chegada de Daniel ela se calou e a única coisa que fazia era beber sua cerveja, que estava sendo reposta com uma velocidade maior que antes.

— Amor, você já bebeu demais não acha? – perguntou Regina preocupada percebendo a mudança da amada. Ela sabia que essa mudança se devia a presença de Daniel, mas Emma estava exagerando, ela resolveu que depois teria uma conversa com a loira, afinal, Daniel é seu amigo.

— Não. Eu não acho. – falou um pouco ríspida.

— Emm, o que você tem? – perguntou tocando o braço da amada.

— Eu não tenho nada Regina. Nada! – falou com raiva chamando a atenção de todos da mesa e no mesmo momento se arrependeu quando viu os olhos tristes de sua morena.

— Se me dão licença, irei ao banheiro. – disse Regina se levantando e indo em direção ao banheiro, ela não queria que todos ali percebessem sua tristeza.

— Droga! – rosnou Emma se levantando e indo para o balcão pegar mais cerveja.

Ela sabia que tinha que se segurar, não queria tratar sua morena dessa forma, mas a presença de Daniel a deixava com muita raiva. Contudo, ela era uma mulher segura de si e sabia do amor que Regina sentia por ela, a morena sempre demonstrou isso a ela e depois de última viajem que fizeram a Boston isso ficou ainda mais forte, portanto, ela iria tentar se segurar na presença daquele idiota.

Ela fechou os olhos enquanto dava um longo gole em sua cerveja e só voltou a abri-los quando escutou alguém falar a seu lado.

— O que aconteceu detetive? Está se sentindo ameaçada? – perguntou Daniel com aquele sorriso provocador.

— O que você quer? Não percebeu ainda que sua presença não é bem vinda? – falou entredentes o fitando.

— Não. Muito pelo contrário, fui muito bem recebido por todos da mesa. – sorriu. – Principalmente por Regina. – Emma se segurou ao máximo para não voar em cima dele nesse momento.

— Você está perdendo seu tempo. – deu um gole na cerveja e depositou a garrafa no balcão. – É a mim que a Regina ama. Você não tem a menor chance em tê-la de volta. – falou confiante.

Daniel estava adorando as reações de Emma, ela não parece a pessoa que se estressa facilmente, ele achou que teria muito mais trabalho para conseguir seu objetivo. Olhou em direção ao corredor que dava para os banheiros e viu a hora de fazer a loira perder a linha no momento que Regina estava retornando para a mesa.

— Mas eu não a quero de volta. – sorriu. – Apenas quero matar a saudade daquele corpo maravilhoso que ela tem. – Disse e viu os olhos verdes Emma adquirirem um tom mais escuro, nessa hora ele sentiu medo de provocar a loira, mas já que tinha começado não iria parar.

— Olha como você fala da minha mulher. – falou Emma pausadamente se virando para ele.

— Sua mulher agora. – sorriu para Regina que os observava da mesa e ela retribuiu o sorriso achando que eles estavam se entendendo. – Mas o primeiro a ... foder aquela delícia fui eu e agora ela deve arrasar na cama não? – falou essa ultima parte em um sussurro.

— Ora seu... – disse Emma agarrando ela pela gola da camisa e o empurrando contra o balcão.

Todos na mesa com exceção de Zelena correram em direção aos dois, quando Daniel viu Regina perto falou com toda a “inocência”: — Calma Emma, eu não sabia, me desculpe.

— Emma! – chamou Regina ao se aproximar.

— Fique longe da minha mulher seu desgraçado! – Gritou a loira ainda o prensando contra o balcão.

— Emma, solta ele. – pediu Regina segurando o braço da loira que não ouvia nada, ela só queria acabar com aquele idiota.

— Eu vou acabar com você seu desgraçado! – gritava Emma e Daniel fazendo a maior cara de vítima.

Emma só largou ele quando Elsa a abraçou por trás e a puxou para longe. Daniel com todo o teatro que armou, estava com a mão no pescoço e puxava o ar com dificuldade.

— Emma calma, você não é assim minha irmã. – pediu Elsa segurando a loira pelos ombros.

— Ele... ele quer tirar a Regina de mim Elsa. – disse a detetive com os olhos marejados, mas ainda olhava com ódio para o rapaz que estava sendo amparado por Tinker e Zelena que já havia se juntado a eles.

— O que deu em você Emma? – perguntou Regina parando em frente a noiva. Elsa se afastou um pouco para dar espaço para as duas conversarem, mas ficou perto o suficiente para evitar outra discussão. – Você não é assim amor... – Regina também tinha os olhos marejados. – O que está havendo Emm? Hum? – Perguntou a abraçando.

— Ele... ele....- tentou falar Emma, mas não conseguiu concluir.

— Vamos para casa. – pediu Regina se afastando da loira para olhá-la nos olhos. – Amanhã conversamos. Só vamos embora está bem? – falou acariciando o rosto da loira que assentiu.

Sem dizer mais nada Regina saiu da lanchonete segurando a mão da loira que tinha a cabeça baixa. Ela não queria olhar para cara daquele infeliz senão voaria nele novamente.

Ao ver a cena de Regina abraçando Emma e depois saírem de mãos dadas Daniel ficou com muita raiva, ele quase ficou com um olho roxo por nada. Regina realmente amava essa loira aguada, mas ele não iria desistir tão fácil assim de seguir seu plano e teria Regina de volta.

Depois de toda confusão a noite das mulheres não teve como continuar, então todas resolveram ir para suas casas torcendo para que Emma e Regina se entendessem como sempre acontecia.

Notas finais
Espero que tenham gostado..... Comentem..... kkkkk. A partir de agora algumas tretas irão acontecer, mas elas serão importantes para por um fim nesses safados da fic que vocês querem tanto matar, kkkkkkkkk. Sobre Daniel???? Devo confessar que alguém aqui já matou a xarada sobre ele a alguns comentários atrás, kkkkkkkkk. Só não digo quem foi porque vocês vão procurar e estragaram a surpresa.kkkkkkkk. Bem meus queridos, até o próximo. Fui.