Lovesong

58 Capítulo 58


Notas iniciais
Oi voltei rápido, kkkkkkkk. Bem... teremos um capítulo um pouco complicado..... Sei que vocês irão querer me matar quando terminarem de ler....Mas é preciso da autora viva para contornar a situação, kkkkkkk. Boa leitura! PS. preparem os lencinhos.... E lembrem que amo todos vocês.

Emma acorda com uma baita dor de cabeça, olha a seu lado e não encontra Regina. A loira sabia que estava encrencada, pois, havia prometido a sua morena que não beberia tanto. Ela tenta levantar e uma tontura toma conta de seu corpo e no mesmo instante um enjoo a acomete fazendo com que a loira corra para o banheiro e ponha para fora todo o resquício do álcool ingerido na noite anterior. Quando ela não consegue pôr para fora mais nada ela levanta, escova os dentes, lava o rosto e entra no box para tomar um banho. Passa alguns minutos embaixo do chuveiro deixando que a água leve toda sua ressaca.

Ao sair do banheiro enrolada na toalha encontra Regina sentada na cama com um copo de água e um comprimido em mãos. Tomada pela vergonha a loira não consegue fixar seus olhos nos castanhos de Regina.

— Como se sente? – pergunta Regina levantando e indo em direção a loira.

— Enjoada e com muita dor de cabeça. – diz envergonhada.

— Tome isso. – entrega o comprimido e a água a ela. – se sentirá melhor. – diz se virando e indo em direção a porta.

— Amor... me desculpa por ontem. – pede e vê Regina parar. – Eu não pretendia beber tanto, mas David estava aflito e desabafando, enquanto o escutava fui bebendo com ele. – se aproxima da morena.

— Eu deveria te bater Swan. – diz a morena se virando para encarar Emma.

— Desculpa, mas desse vez eu não vim só, o Dave estava comigo. – abraça Regina que retribui o abraço.

— Tudo bem. – sorriu, não iria brigar com sua loira, pois sua mãe lhe deu uma maravilhosa notícia quando acordou. – Agora toma o remédio. – pede e a loira faz o que lhe foi pedido.

— Você está muito chateada comigo? – perguntou Swan fazendo bico.

— Deveria, mas estou muito feliz hoje e você só escapou por conta disso. – beijou os lábios de Emma e saiu do abraço.

— E posso saber o porquê de toda essa felicidade? – Swan arqueou uma sobrancelha.

— Por enquanto só precisa saber que sexta iremos para Boston. – sorriu para a loira e saiu do quarto.

[...]

— SEXTA-FEIRA-

Zelena mais uma vez acorda enjoada, já é a terceira manhã seguida com esse mal estar. Ela respira fundo passando a mão na altura do estômago ela detesta vomitar e por isso estava fazendo de tudo para segurar essa vontade, conseguiu por alguns minutos, mas de repente a ânsia aumentou de tal forma que a ruiva não viu outra opção a não ser correr para o banheiro, se ajoelhou na frente do vaso e pôs tudo o que tinha e o que não tinha no estômago para fora.

Quando percebeu que não tinha mais nada para pôr pra fora ela levantou, lavou o rosto, escovou os dentes em seguida se despiu e entrou em baixo do chuveiro, passou um tempo com a cabeça embaixo d’água tentando amenizar o mal estar. Após o banho a ruiva vestiu uma lingerie e seu robe, em seguida foi para a sala onde sua bolsa havia ficado na noite anterior.

Chegando na sala sentou-se no sofá com os olhos fechados pensando sobre o que estava acontecendo com ela, resolveu repassar na cabeça suas ações a partir do primeiro dia que sentiu esse enjoo.

— flashback on-

Zelena estava em uma cirurgia com Mark já a três horas, não estava sendo fácil para a ruiva estar em uma sala de cirurgia depois da morte de Vic, mas ela era uma médica dedicada e fez um juramento de salvar vidas e não poderia se abalar.

— Tem certeza que não quer desistir de ir para o fim de mundo Zel? – perguntou Mark.

— Certeza absoluta meu amigo, o amor da minha vida está lá não consigo ficar muito tempo longe dela. – sorriu bobamente.

— Quem diria que a gostosa Mills penduraria as chuteiras por causa de uma garota. – brincou o loiro.

— A Elsa tem o jeito de garota, mas posso te garantir que de garota ela não tem nada, principalmente meu amiguinho que fica entre as pernas dela. – a ruiva deu uma gargalhada após a frase.

— Ela é linda, Mark. – suspirou. – Um dia eu te apresento.

— Fico feliz por você gostosa Mills e por mim também. – Zelena olhou para ele sem entender, o rapaz vendo a confusão da amiga continuou. – Claro, quem você acha que vai consolar as mulheres que você deixará aos prantos por ai. – Os dois gargalharam.

Zelena conheceu Mark a três anos quando o loiro foi transferido para o hospital, tornaram-se amigos de cara, talvez por eles serem muito brincalhões e saírem pegando todo mundo eles faziam um tipo de competição, quem pegava mais ganhava e a ruiva sempre saia na frente já que ia para cama com homens e mulheres. Apesar dessa fama de pegadores eles nunca tiveram nada, se tratavam como irmãos.

A cirurgia estava no fim quando Zelena teve uma leve tontura e teve que se apoiar na mesa para não cair.

— Zel? – chamou Mark, mas a ruiva parecia não ouvir, estava pálida e tinha os olhos fechados. – Bia, traga uma cadeira para a Dra Mills. – pediu para enfermeira, mas antes que a mulher se movesse Zelena perdeu os sentidos e foi ao chão deixando o amigo preocupado. – James, termine a cirurgia já estávamos fechando. – pediu ao médico que acompanhava o procedimento e correu em direção a ruiva, Mark a pegou nos braços e saiu da sala.

Zelena acordou horas depois em um quarto do hospital, sentia um incômodo na cabeça e ao tentar levantar sentiu uma mão em seu ombro.

— O que aconteceu? – perguntou ela ao ver Mark a seu lado.

— Você desmaiou na sala de cirurgia. – disse ele acariciando os cabelos ruivos. – Como se sente?

— Minha cabeça dói. – fez uma cara de dor.

— Você bateu a cabeça quando caiu. – falou docemente.

— E a paciente? – perguntou a lembrar da garota que estavam operando.

— Ela está bem. Agora estou mais preocupado em saber o que aconteceu com você. – ficou sério.

— Provavelmente só uma queda de pressão. – disse convicta.

— É provavelmente.

— Flashback off-

Após recordar aquele dia a ruiva abriu sua bolsa e tirou de lá um envelope com os resultados dos exames com seu nome, ela já estava com eles a dois dias e não teve coragem de abri-lo antes, tinha medo de descobrir que sofria de alguma doença grave e toda vez que essa ideia vinha a sua cabeça ela lembrava de sua loirinha. Ela tinha que estar bem, não podia estar doente logo agora que encontrou o amor de sua vida.

Buscando forças não sabe de onde Zelena fechou os olhos e finalmente abriu o tal envelope. Uma a uma ela foi analisando as folhas e a cada resultado posto de lado ela respirava aliviada, foi assim até a última folha ela leu e releu o resultado várias vezes, seus olhos já se encontrava banhado pelas lágrimas.

— Não pode ser! – indagou ela com as mãos trêmulas. – Isso... Isso está errado. Não pode ser! – sussurrou essa ultima parte pondo o papel a seu lado e em seguida pôs as mãos no rosto se entregando ao pranto.

[...]

Regina estava dirigindo a algumas horas concentrada na estrada enquanto Emma conversava com Elsa que decidiu ir com elas para fazer uma surpresa a Zelena, já que a médica voltaria a Storybrooke no domingo a garota ficaria com a namorada e voltariam juntas.

— Você acha que essa roupa está bem em mim mesmo Emma? – perguntou Elsa ansiosa.

— Você já me fez essa pergunta umas cem vezes Elsa e eu já te disse que está ótima. – Disse Emma revirando os olhos.

— Eu sei, mas eu quero estar linda quando minha ruivinha me ver. – sorriu.

— Elsa, você está linda e não se preocupe, pois, conhecendo bem minha irmã ela vai querer mesmo e te ver sem essa roupa. – Disse Regina sorrindo.

— Regina! Eu não quero saber o que sua irmã vai fazer com minha garotinha. – disse Emma irritada arranco gargalhadas das duas mulheres.

— Deixa de ser boba amor, nós sabemos muito bem o que nossas irmãs fazem quando estão a sós. – disse Regina ainda gargalhando e Emma cruzou os braços e olhou emburrada para a janela a seu lado.

Ficaram mais uma hora na estrada até que pararam em frente ao prédio de Zelena, era uma construção enorme com quinze andares, Elsa olhou boquiaberta ela sabia que os Mills tinham dinheiro, mas ao ver onde sua ruiva morava só teve certeza que sua namorada era podre de rica.

— Decimo quinto andar, apartamento 1502. – disse Regina trazendo Elsa a realidade.

— Obrigada Regina e boa sorte em seu compromisso. – disse Elsa com um sorriso cumplice para a morena e saindo do carro.

Após Elsa sair Regina deu partida no veículo e seguiu para o fórum.

— Posso saber onde estamos indo? – perguntou Swan curiosa.

— Deixa de ser curiosa amor, você saberá na hora certa. – disse Regina sorrindo.

Continuaram a viagem em silencio, Emma sabia que não adiantava insistir com Regina, a morena não diria nada. Vinte minutos depois o Mercedes preto da médica parou em frente ao fórum de Boston.

— O que estamos fazendo aqui Regina? – Perguntou Emma com uma sobrancelha arqueada.

— Vem, lá dentro eu te digo. – Regina saiu do carro e após a loira sair seguiram para dentro do prédio.

Emma estava sentada em uma das cadeiras do corredor, assim que entraram no prédio a morena pediu que Emma a esperasse e foi para uma das salas do andar. Já fazias trinta minutos que sua morena estava lá dentro e a loira não fazia ideia do estava acontecendo e por que Regina estava demorando tanto. A loira não aguentando a ansiedade levantou e começou a andar pelo corredor, mas alguns minutos se passaram e Emma parou sua caminhada assim que ouviu a porta abrir, fixou o olhar na direção da sala na expectativa de ver sua morena sair, porém, fechou as mãos com força assim que viu Robin saindo algemado acompanhado por dois policiais, Swan teve que se segurar para não ir pra cima do homem que vinha em sua direção sorrindo. Emma o encarou com a cabeça erguida enquanto ele se aproximava.

— Aquilo terá volta. – Disse Robin assim que passou ao lado de Emma.

A loira acompanhou ele ser empurrado por um dos guardas e sair do fórum. Emma não sabia sobre o que ele estava se referindo. Deixou aquele assunto de lado quando viu sua morena vir em sua direção sorrindo. Assim que Regina a alcançou a abraçou e selou seus lábios, em seguida entregou um envelope amarela para a loira que a olhou desconfiada.

— O que é isso? – perguntou com uma sobrancelha arqueada.

— Abre. – limitou-se a dizer.

Sem entender nada a loira olhou para a porta por onde Robin havia saído e depois voltou seu olhar para Regina. Emma abriu o envelope e depois de ler o conteúdo abriu um lindo sorriso.

— Isso... isso é sério amor? – perguntou a loira emocionada.

— A partir de Hoje eu não sou mais casada com aquele crápula. – disse Regina com lágrimas nos olhos, Emma que também estava com os olhos banhados agarrou sua morena e a beijou apaixonadamente.

[...]

Elsa estava dentro do elevador do magnífico prédio, seu sorriso não a abandonava ela estava louca de saudades de sua ruiva e não via a hora das portas de metal se abrir para ela poder correr para os braços da amada. Quando o elevado parou e ela viu o imenso e luxuoso corredor seu coração parecia que iria saltar pela boca. A loira respirou fundo caminhou em direção a enorme porta com o numero 1502 dourado, hesitou alguns segundos e enfim, tocou a campainha.

Segundos que pareceram horas se passaram até que a porta foi aberta por uma ruiva super sexy em um robe quase transparente, ao ver sua namorada em sua frente Elsa abriu um lindo sorriso.

— El? – Zelena falou surpresa.

— Amor... – disse Elsa e se jogou nos braços de Zelena capturando seus lábios.

Deram inicio a um beijo urgente cheio de saudade. Zelena abraçou sua loira tão forte que parecia que ia dividi-la ao meio. A ruiva estava morrendo de saudade da sua menina, estar nos braços de sua loirinha era tudo o que ela precisava agora. Terminaram o beijo com vários selinhos e a ruiva escondeu o rosto no vão do pescoço de Elsa, a loira achou estranho essa reação de Zelena, sua namorada era sempre tão divertida e fogosa e agora estava tão quieta, Elsa tinha certeza que ela havia chorado.

— Amor, você tá bem? – perguntou Elsa se afastando o suficiente para olhar nos olhos de Zelena.

— Entra. – disse Zelena puxando Elsa para o sofá.

Ela sabia que tinha que conversar com a loira, mas não estava em condições para isso agora, então fez que não ouviu a pergunta.

— O que está fazendo aqui? Podia ter me dito que vinha. – perguntou, tentou dar outro ruma para a conversa, mas sua pergunta soou um pouco ríspida.

Elsa percebeu que tinha algo errado, não era essa a recepção que tinha imaginado. Sentou ao lado de Zelena no sofá um pouco triste.

— Zelena o que está acontecendo? Você não gostou de eu ter vindo? – perguntou magoada.

A ruiva percebeu que foi um pouco grossa com Elsa, é lógico que ela estava feliz com sua amada ali. Quando ia pedir desculpas é interrompida por uma voz masculina vindo de um dos quartos.

— Onde está a Mills mais gostosa do mundo. – disse Mark aparecendo na sala usando apenas uma cueca preta.

— El... – Zelena ia falar mais foi interrompida por Elsa.

— O significa isso Zelena! – Elsa se levantou com os olhos marejados olhando as roupas que os dois vestiam.

— Me diz Zelena! – Gritou Elsa chorando.

— Amor... – Zelena tentou se aproximar da loira que recuou.

— Não me chama de amor! – a loira negava com a cabeça atordoada.

— El, por favor deixa eu explicar. – pediu a ruiva aos prantos.

— Não tem o que explicar... eu sou uma idiota mesmo. – disse a loira com as mãos na cabeça. – fui muito ingênua em acreditar que você poderia amar uma... uma aberração como eu.

— VOCÊ NÃO É ABERRAÇÃO. – gritou e tentou mais uma vez se aproximar. – Eu amo você, eu...

— PARA! – gritou interrompendo a ruiva mais uma vez. – para de mentir... não vê que já me machucou demais. – suplicou.

— Amor, por favor... – Zelena não conseguiu continuar, o pranto a impedia.

— Amor?! – sorriu limpando as lágrimas. – Você não ama ninguém Zelena Mills, eu... eu já deveria saber disso, eu que fui uma ingênua e amei sozinha. – olhou para o teto tentando conter as lágrimas. – Mas você não brinca mais comigo. – tirou a aliança do dedo e jogou na ruiva. – Eu vou sofrer Zelena, mas vou te esquecer. Não me procure mais. – Elsa saiu batendo a porta.

Por sorte o elevador estava no andar, correu e entrou no caixa metálica pressionando desesperadamente o botão que a levaria ao térreo e quando a porta estava se fechando pode ouvir Zelena gritar seu nome.

Elsa desabou em um choro compulsivo dentro do elevador, não estava acreditando que sua ruiva a havia enganado dessa maneira. Ela definitivamente nasceu para ficar sozinha, ninguém poderia ama-la, era uma anormal, quem quer ficar com uma anormal? Uma aberração da natureza.

Assim que o elevador abriu ela saiu correndo e em seu desespero entrou em um café próximo ao prédio, sentou em uma das mesas e pegou o celular do bolso e ligou para Emma.

— Oi Elsa. – Emma sorria.

— Vem me buscar. – falou chorando.

— O que aconteceu? Porque está chorando? – Emma perguntou preocupada.

— Só vem me buscar por favor. – suplicou.

— Onde você está?

— Em um café perto do prédio onde me deixaram. – ela soluçava.

— Estou chegando, não sai daí. – Elsa desligou aos prantos.

Notas finais
Espero seus comentários.... se demorar a responder é por que estarei me escondendo, kkkkkkkk. Até o próximo. Fui...