Lovesong
57 Capítulo 57
Notas iniciais
— Será que realmente temos que fazer isso? Tenho medo que nosso pequeno se machuque. – indagou Regina ao ver sua namorada sair do banheiro.
Emma foi em direção a Regina e a envolveu em um abraço acolhedor, após alguns segundos naquela ação a loira se afastou um pouco e selou os lábios carnudos.
— Eu também não queria isso amor, por isso fui conversar com Elsa para saber o que poderia acontecer se nos recusássemos a deixar Belle se aproximar de Henry. – acariciou a lateral do rosto da morena. – Elsa conversou com seu professor e ele disse que por enquanto deveríamos deixar eles se encontrarem algumas vezes, para evitar qualquer problema jurídico, já que Henry tem Belle como mãe em sua certidão. – concluiu Swan terminando de se arrumar.
— Eu sei, mas não confio nessa mulher, Emma. – disse Regina apreensiva.
— Eu também não, mas enquanto não resolvermos essa situação é o mais sensato a se fazer. E outra, nós conversamos com nosso filho e se ele dissesse que não quisesse essa aproximação não estaríamos agora nos arrumando para leva-lo ao encontro dela. – Disse Emma se aproximando da morena e a beijando mais uma vez antes de seguirem para a cozinha.
— Um dia antes-
Emma e Regina entram no quarto de Henry e encontram o garoto brincando com seus cavalos em miniatura.
— Meu amor, vem com a mamãe. – pediu Regina sentando na cama e batendo com a mão a seu lado indicando onde o garotinho deveria sentar.
O garoto levantou-se e foi para perto da mãe, mas ao invés de sentar na cama se acomodou no colo da mãe morena que o abraçou sorrindo.
— Posso brincar mais um pouco? Não estou com sono. –pediu encostando o pequeno corpo no peito da mãe.
— Claro que sim amor, mas precisamos conversar antes. – disse Regina beijando os cabelos do filho.
— Eu não fiz nada de errado, eu juro. – disse o garotinho amedrontado.
— Eu sei que não fez nada garoto. – disse Emma sentando ao lado de Regina.
— Então o quê? – perguntou ele.
— Filho... lembra da foto que você tem na casa do tio Dave? Aquela que tem você, eu e... a Belle? – perguntou Emma olhando para Regina.
— Sim minha mãe que foi embora, por quê? –perguntou ele.
— É que... a Belle está aqui em Storybrooke e quer ver você. – disse a loira com receio da reação do garoto.
Henry olhou para Emma e depois para Regina, estava tentando entender o que aquela informação queria dizer. Se sua outra ‘ mãe’ tinha voltado será que isso queria dizer que sua mãe Regina já não faria mais parte da sua família? Será que ela não iria mais gostar dele? Tomado pelo medo de perder sua mãe morena Henry abraçou Regina e silenciosamente começou a chorar com o rosto no vão do pescoço da médica.
As duas mulheres daquele quarto não estavam entendendo a reação do garoto e conectaram os olhos preocupados. Regina sentiu um líquido quente em sua pele e afastou delicadamente o corpo do filho para ter certeza de que se tratava de lágrimas.
— Meu amor, porque você está chorando? – perguntou Regina gentilmente secando as lágrimas do filho.
— Você não pode ir embora. Eu sou seu filho também, eu nasci daqui. – pôs as mãozinhas na barriga de Regina. – Você me disse. – voltou a chorar.
— Meu amor, eu não vou embora. – a morena olhou para Emma. – Quem te disse isso?
— Se minha outra mãe voltou... – Regina entendendo o que o garotinho queria dizer o interrompeu.
— Meu príncipe, sua mãe ter voltado não muda nada do que sinto. – secou mais uma vez as lágrimas de Henry. – Você e Emma são as pessoas que mais amo nesse mundo e isso não vai mudar nunca. – beijou o rosto do garotinho. – Nós iremos continuar juntos, a família mais feliz do mundo. – sorriu e viu o sorriso do filho crescer nos lábios.
— Meu amor, nós sempre seremos suas mães. – disse Emma acariciando as costas do garoto. – Só viemos te perguntar se você quer ver a Belle, mas não iremos te obrigar a fazer nada que não queira.
Após alguns minutos em silencio e depois de ter se acalmado sabendo que continuariam sendo a família que ele tanto ama, Henry por fim quebrou o silencio.
— Eu quero. – disse observando as mães.
— Tudo bem, amanhã iremos vê-la ok? – falou Emma e recebeu um aceno positivo do garoto que continuava abraçado a Regina.
— Atualmente-
Regina ficou ajudando Cora a preparar o café e Emma foi para o quarto do filho arrumá-lo para o café. Minutos depois todos estavam a mesa saboreando as panquecas que Cora preparou para eles. Após terminado o café Emma, Regina e Henry seguiram para o Granny’s.
Cora arrumou a cozinha e seguiu para o escritório, precisava saber notícias de Sidney. Sentou-se em frente a mesa de Regina e discou o numero do amigo, ouviu alguns toques e depois a voz do amigo sempre bem humorado.
— Cora Mills, Bom dia minha amiga. – disse o homem.
— Bom dia Sidney, fiquei esperando sua ligação ontem.
— Desculpe Cora, fiquei preso em uma reunião até tarde.
— E então, já resolveu o que te pedi? – perguntou ela ansiosa.
— O que você não pede que eu não faça. – sorriu. – Já está tudo pronto, devido aos acontecimentos o juiz não tinha como negar, preciso que Regina esteja aqui na sexta feira as dez horas.
— Fico feliz Sidney, sabia que poderia contar com você. – sorriu.
— Estou sempre as suas ordens Cora, para tudo o que precisar.
— Eu sei disso meu amigo. Vou te enviar uns documentos por e-mail e preciso saber sua opinião em outro assunto, mas isso deve ficar entre nós, ninguém deve saber. – pediu Cora séria.
— Fique tranquila, ninguém saberá e depois de analisar esses documentos te ligo com a resposta.
— Muito obrigada Sidney, estarei aguardando. Tenha um bom dia. – Cora finalizou a ligação com um enorme sorriso ela tinha prometido que faria sua filha feliz e estava cumprindo sua promessa.
[...]
O Granny’s estava relativamente cheio, os moradores adoravam tomar o café da manhã no estabelecimento o que deixava o mesmo bastante cheio a essa hora da manhã. Regina, Emma e Henry estavam em uma das mesas do canto, apesar de já terem se alimentado na mansão Emma e Henry tinha em mãos uma xícara de chocolate quente e Regina seu café puro.
Estavam todos sorridentes até que Belle para ao lado da mesa cumprimentando a todos. Regina que tinha Henry a seu lado passou o braço pelos ombros do garoto assim que viu a mulher a sua frente.
— Bom dia. – disse Belle olhando para Henry que estava encostado em Regina.
— Bom dia. – responderam juntos.
— Posso me sentar? – perguntou para Emma que deu espaço no banco para Belle sentar.
Belle sentou acompanhada pelo olhar matador de Regina. Emma percebeu a reação da namorada e segurou a mão de Regina que estava sobre a mesa em um pedido mudo para que ela ficasse calma.
— Então, esse garotão é o meu filho? – perguntou Belle para Henry que apenas confirmou com a cabeça. – Você lembra-se de mim? – o garoto confirmou mais uma vez.
— Por foto, já que você o abandonou assim que o trouxe para Storybrooke. – disse Regina incomodada com a presença da mulher.
— Eu tive meus motivos Dra Mills. – falou sarcástica.
— Sei bem quais foram. – rebateu no mesmo tom.
— Regina. – Chamou Emma fazendo sinal para que ela parasse, afinal, Henry estava ali e não precisava ver uma discursão.
— Meu amor, a mamãe vai pegar mais um café, mas eu já volto tá. – disse para Henry e deu um beijo na cabeça do garoto assim que ele assentiu.
Regina saiu da mesa com raiva, por ela Henry não teria contato com essa tal de Belle, mas para evitar problemas aceitou essa aproximação, porém, ela não estava nada satisfeita. Sentou-se em um banco a frente do balcão e pediu a Ruby mais um café. Olhou para mesa e sorriu ao ver que Emma havia tomado o seu lugar ao lado do filho, pelo menos sua loira estava longe da ex.
— Eu estou vendo, mas não estou entendendo. – disse Ruby assim que pôs a xícara de café a frente de Regina.
— Ela queria ver o Henry. – soltou o ar em desacordo.
— E porque vocês aceitaram isso? – Perguntou a garçonete olhando para a mesa.
— Para evitar problemas. – limitou-se a dizer e Ruby vendo que Regina estava irritada com a situação preferiu não perguntar mais.
A médica havia prometido que voltaria a mesa, mas não queria fazê-lo então ficou no balcão apenas olhando para a mesa. Ela tinha ciúmes daquela aproximação? Claro que tinha, Belle estava praticamente comendo Emma com os olhos, mas prometera a Emma e a si mesma que iria se controlar, mesmo tendo vontade de dar uns bons tapas na cara daquela mulherzinha.
Os três ficaram na mesa por vários minutos, Emma vez ou outra olhava para sua morena e sorria discretamente. Regina só saiu do seu lugar quando viu Emma e Henry levantando e vindo em sua direção, o garotinho correu e se jogou nos braços da médica que o recebeu com um lindo sorriso o erguendo do chão. Os três saíram do Granny’s, Emma e Regina de mãos dadas e o pequeno nos braços de Regina. A morena foi com Henry para a mansão e Emma seguiu para a delegacia.
[...]
Elsa estava na sala de aula, mas não fazia ideia do que o professor falava, ela só pensava em Zelena, a ruiva que ligara todas as noites, desde ontem não entra em contato com sua loirinha, Elsa ligou várias vezes falar com Zelena passou o dia com o aparelho nas mãos, mas sem sucesso, estava com raiva e ao mesmo tempo preocupada, pois, Zelena não vem passando muito bem esses dias e mesmo dizendo que não é nada demais Elsa sente que há algo errado com a namorada.
Elsa olhou para o celular pela milésima vez na esperança de ter pelo menos uma mensagem e nada, nem sinal de Zelena Mills.
— O que você tem que não larga esse celular, Elsa? – pergunta Anna uma das poucas amigas da loira.
— Zelena não me liga desde ontem e nem atende minhas ligações. – diz triste.
— Ela deve estar com seus pacientes, afinal, só tem essa semana para ela resolver as pendencias e vir para Storybrooke, mas cedo ou mais tarde ela vai te ligar. Agora presta atenção na aula o professor já te olhou várias vezes. – disse a amiga olhando para frente.
Elsa seguiu o conselho da amiga, pôs o celular na mesa e tentou prestar atenção na aula. Era fim de tarde quando o sinal tocou informando que as aulas do dia tinham acabado, Elsa e Anna seguiam pelo corredor da universidade quando a loira escuta o toque do celular, sorriu para a amiga quando viu a foto de Zelena na tela.
— Onde você estava que não atendeu minhas ligações? – perguntou mostrando irritação.
— Oi loirinha, desculpa não ter ligado ontem é que estava em uma cirurgia que só acabou hoje cedo. – Zelena tinha uma voz cansada, triste talvez.
— Está tudo bem amor. – perguntou Elsa carinhosamente ao perceber que algo estava errado.
— Não. – disse Zelena caindo em um pranto compulsivo.
— Amor o que aconteceu? Ta me deixando preocupada. – Elsa sentou em um dos bancos no jardim da universidade. – Zel, fala comigo.
— Eu a perdi amor. – disse soluçando.
— Quem você perdeu amor? – Elsa ficou um pouco aliviada por não ser nada grave com sua ruiva, mas imaginava que ela estava falando de uma paciente.
— A Vic, eu prometi que... iria salvar a vida dela e falhei. – Zelena soluçava.
— Calma amor, você não falhou tenho certeza que fez de tudo para salvá-la, mas nem sempre podemos salvar a todos, você sabe disso não é? – Elsa estava se sentindo culpada por ter ficado com raiva da ruiva sem saber que sua ruivinha estava sofrendo.
— Eu sei. – disse Zelena fungando, tentando conter as lágrimas.
— Onde você está?
— No hospital meu plantão acaba as nove. – disse um pouco mais calma.
— Você já comeu alguma coisa? Já descansou? — perguntou Elsa sabendo que quando algo não segue como sua namorada quer ela esquece de se alimentar.
— Não. – falou baixo.
— Você não pode ficar sem comer Zelena e precisa descansar, você não é de ferro. – a ruiva sorri com a preocupação da namorada.
— Tá bem El, vou tentar dormir um pouco e depois eu como alguma coisa. Mas tarde eu te ligo. Eu te amo.
— Eu também te amo. Espero você me ligar. – disse Elsa e encerrou a ligação.
[...]
Emma estava em sua mesa esperando David terminar alguns relatórios em sua sala para irem ao Granny’s. O Xerife estava com algum problema com Mary, Emma tentou fazer ele conversar com ela, mas ele sempre se esquivava o único modo de Emma saber o que estava acontecendo era fazendo seu irmão beber. Enquanto esperava ela iria ligar para Regina e avisar que iria chegar tarde. A detetive discou o numero da morena e ficou aguardando, mas a chamada caiu na caixa de mensagem, tentou mais duas vezes e sempre dava caixa de mensagem, então discou o numero da mansão, após dois toques o telefone foi atendido.
— Alô. – disse Cora ao atender o telefone.
— Sogrinha. – sorriu. – Posso falar com a Mills mais bonita desse mundo? – brincou Emma já sabendo o que a sogra iria responder.
— Já está falando querida. – Respondeu Cora entrando na brincadeira.
— Ok. Então posso falar com a segunda mais bonita.
— Se Regina te escutar você acabará dormindo no sofá. – sorriu. – vou passar para ela. – Disse Cora entregando o telefone para a filha.
— Oi amor, aconteceu alguma coisa? – Perguntou Regina já que Emma era para estar em casa a essa hora.
— Oi vida, não aconteceu nada. To ligando para dizer que não irei jantar em casa, o Dave está com problemas com a Mary e eu vou com ele ao Granny’s, ele precisa conversar.
— Tudo bem amor, só não chega muito tarde tá?
— Não chegarei, te amo.
— Também te amo e juízo. – falou sorrindo e desligou o telefone.
Os irmãos Swan saíram da delegacia e seguiram para a lanchonete, o estabelecimento estava praticamente vazio, só tinha um casal em uma mesa mais ao canto e Ruby estava atrás do balcão conversando com alguém ao telefone. Emma e David sentaram em uma mesa próxima ao balcão e esperaram Ruby vir até eles.
— O que aconteceu para os dois estarem aqui a essa hora? — perguntou Ruby com um sorriso.
— Nada demais Ruby, só dois irmãos com vontade de beber um pouco. – disse David.
— E o que vão querer?
— Uma garrafa de tequila lobinha. – brincou Emma.
A garçonete saiu e voltou minutos depois com uma garrafa de tequila e dois copos, deixou os irmãos a sós e foi atender a outra mesa. Emma abriu a bebida, serviu os copos e os dois viraram o copo sentindo a líquido descer queimando a garganta. Fizeram isso mais duas vezes sem pronunciar uma única palavra sequer. Emma conhecia bem o irmão, sempre foi assim quando David tinha algum problema, ele primeiro bebia calado e depois desabafava, Emma nunca entendeu porque David só se sentia confortável em falar depois de boas doses de bebida, mas respeitava essa opção do irmão e sem falar nada bebia junto com ele cada dose, quando ele estivesse pronto começaria o diálogo. A garrafa já estava na metade quando o xerife quebrou o silencio.
— A Mary tem uma nova colega de trabalho. – disse David olhando para a garrafa.
— Ok. – falou Emma esperando que ele continuasse.
— Ela realmente é bonita. – Virou mais uma dose.
— E?
— Eu realmente poderia me interessar por ela. – continuou sem olhar para a irmã.
— David Swan, você está pensando em trair a sua esposa? – Perguntou Emma já um pouco alterada pela bebida.
— O que? – olhou para a irmã. – Não! Claro que não. – disse servindo mais uma dose para os dois.
— Então porque todo esse diálogo sobre a beleza dessa nova colega de trabalho da Mary? – Arqueou uma sobrancelha.
— É que eu fui simpático com ela e Mary pôs na cabeça que eu estava flertando com a tal moça e agora ela brigou comigo e disse que não me quer em casa, que eu fosse atrás desse sua nova colega. – bebeu mais uma dose.
Depois de ouvir o relato do irmão, Emma começou a rir descontroladamente chamando a atenção de todos que estavam na lanchonete. David a olhava com raiva, estava ali desabafando sua dor e a idiota da sua irmã estava zombando de sua cara. Vendo que a crise de riso de Emma não passava, ele se serviu de mais bebida e tomou em um gole só.
— Já acabou de zombar da minha cara? – perguntou quando viu a irmã parando as risadas.
— Desculpa Dave. – mais risadas. – É que ... eu não vejo a Mary, aquele doce de pessoa pondo você para fora de casa.
— Doce? Pisa no calo dela pra você ver, ela se torna pior que a rainha má. – disse também rindo.
— Tudo bem mano, hoje você dorme lá em casa e amanhã vocês conversam. Mas antes vamos acabar com essa belezura aqui. – Emma pegou a garrafa e serviu mais uma dose para os dois.
Os dois ficaram ali conversando sobre suas mulheres enquanto bebiam todo o líquido que estava na garrafa. Quando já não havia mais nenhuma gota de tequila, Emma chamou Ruby que estava arrumando a lanchonete, já que os irmãos eram os únicos no estabelecimento.
— O que foi loirinha? – perguntou Ruby, Emma já estava tão alterada que nem ligou para o apelido utilizado pela amiga.
— Trás duas cervejas. – pediu com a voz embolada.
— Não acha que já beberam demais? – pergunta a garçonete arqueando uma sobrancelha.
— Shhiii! Que nada lobinha, só trás as cervejas e depois iremos embora eu prometi a Regina que chegaria cedo. – falou olhando para o irmão que concordou com a cabeça.
— É você cumpriu sua promessa, afinal são... – Ruby olhou o relógio em seu pulso. – duas e vinte da manhã, ainda é cedo. – sorriu ao ver a amiga balançar a cabeça confirmando.
Ruby trouxe as cervejas e depois mais duas, Emma e David a essa altura só sabiam sorrir de nada, mas ainda sim estavam sorrindo. — “Quando Regina te ver chegar assim loirinha eu não queria estar na sua pele”— pensou Ruby.
Quando os dois resolveram ir para casa, Ruby decidiu leva-los, afinal, eles não tinham condições nenhuma de dirigir. Depois de acomodados no veículo a garçonete deu partida e seguiu rumo a mansão. Minutos depois ela estacionou o carro em frente ao grande portão, pegou a chave das mãos de Emma e seguiu pelo jardim até abrir a porta da casa. Os irmãos vinham abraçados, tentando assim não caírem no chão. Depois que os dois entraram Ruby fechou a porta e decidiu levar a chave consigo, no estado em que os dois estão ela tinha certeza que não conseguiriam fechar a porta.
Dentro da mansão os dois irmãos tentavam fazer silencio, a casa estava muito quieta o que indicava que todos já estavam dormindo. Emma levou David para o sofá e o xerife caiu sobre o objeto completamente entregue, com certeza apagaria em segundos.
— Fica quieto ai, vou buscar um cobertor. – disse Emma indo em direção as escadas.
A loira olhou para os degraus e teve certeza que eles haviam multiplicado. Lentamente ela começou a subir, estava apoiando as mãos na parede, mas mesmo assim subi-los estava sendo uma tarefa difícil. Quando faltava apenas um degrau a loira tropeçou e foi ao chão sentindo uma dor em sua perna.
— Droga! Vou perguntar o que a Regina fez com esses degraus. – levantou e seguiu pelo corredor.
Quando estava chegando a seu quarto escuta uma voz atrás de si.
— Srta Swan, que barulho foi esse? — pergunta Cora com uma sobrancelha levantada.
— Shhiii! – Disse Emma pondo o indicador nos lábios. – Vai acordar Regina. – falou com a voz embolada.
— Isso se ela já não acordou. – disse Cora se segurando para não sorrir.
— Agora eu vou pro quarto. Te amo sogrinha. – Emma e seguiu para o quarto se apoiando na parede.
Cora sorriu pelo estado da loira e voltou para seu quarto.
Emma entrou devagar para não acordar Regina que dormia tranquila na cama. A loira tirou suas botas com certa dificuldade, abriu a calça e quando estava tentando tirar uma perna perdeu o equilíbrio e caiu de bunda no chão.
— Emma! – disse Regina assustada com o barulho.
— Merda! – disse Emma retirando a calça ainda sentada no chão.
— O que você está fazendo ai no chão? – Regina sentou na cama e estava olhando para a loira.
— Minha rainha! Ainda está acordada? – perguntou Emma levantando e com a voz totalmente embolada.
Regina percebendo o estado em que sua namorada estava levantou e foi até ela que mal se aguentava em pé.
— Você está bêbada Emma Swan! – Regina se segurava para não estapear Emma.
— Não. – Emma balançava o indicador na frente do rosto. – Eu bebi quase nada. – disse indo em direção a cama.
— Onde você pensa que vai?
— Dormir. – falou como se estivesse dizendo a coisa mais óbvia do mundo.
— Ah não vai mesmo. Você não vai dormir comigo fedendo a bebida. Pode ir para o sofá. – disse a morena deitando na cama.
— Mas o Dave já tá lá. – disse Emma coçando o olho.
Regina estava com raiva da loira por chegar em casa nesse estado, mas ao mesmo tempo estava adorando a carinha de criança mimada que a loia tinha.
— Então vá tomar banho Swan e só volte para a cama quando esse fedor do álcool passar. – disse e se virou na cama ficando de costas para a loira.
— Tá. – Emma seguiu cambaleando para o banheiro.
A loira passou longos minutos embaixo da água tentando tirar o “fedor do álcool”, quando achou que era o suficiente desligou o chuveiro, secou o corpo largando a toalha no meio do quarto, se aconchegou embaixo das cobertas completamente nua e abraçou Regina por trás ficando de conchinha.
— Eu te amo minha vida, dorme bem. – surrou com a cabeça apoiada no ombro da morena e em poucos segundos apagou.
Regina que ainda estava acordada abriu um sorriso com a declaração da loira, ela amava essa loira mais que tudo na vida.
— O que eu seria sem você Swan. – sussurrou, levou a mão de Emma que estava em sua cintura até os lábios e depositou um beijo na palma da mão da loira adormecendo segundos depois.
Fale com o autor