Lovesong

52 Capítulo 52


Notas iniciais
Olá pessoas, voltei...... Espero que gostem do capítulo. eu particularmente sorri muito. Boa Leitura.

Era uma manhã fria em Storybrooke, a cidade estava acordando assim que os primeiros raios de sol despontou no horizonte. Emma e Regina dormiam agarradinhas como se quisessem aproveitar cada parte quentinha de seus corpos.

Regina começou a ficar inquieta nos braços de Emma que a apertou um pouco mais como se quisesse protege-la, mesmo que ainda entregue ao sono.

“ Regina havia saído do hospital antes da hora, pois, queria fazer uma surpresa para a amada na delegacia. A morena era só sorrisos imaginando a reação da loira quando a visse em frente a sua mesa. Regina havia ligado para David perguntando sobre Emma, disse que tentou ligar para ela e não tinha conseguido encontra-la, lógico que era uma desculpa, pois Emma nunca deixou de atender uma ligação sua desde a agressão que a morena havia sofrido, o verdadeira intuito em ligar para o xerife era saber se sua loira estria sozinha no departamento e por sorte David informou que não sabia da loira, pois estava em uma ocorrência. Regina parou em frente a porta da delegacia, respirou fundo para disfarçar a ansiedade e entrou no recinto. Conforme estava se aproximando da sala em que a detetive ficava começou a ouvir gemidos e algumas risadas abafadas. Seu coração errou uma batida quando reconheceu a risada de Emma.

— Não pode ser – pensou ela.

Lentamente Regina entrou na sala e viu seu mundo desabar. Emma estava com uma mulher completamente nua sentada em seu colo, a tal mulher subia e descia de acordo com as estocadas que sua loira investia nela. Regina sentiu um líquido quente descer de seus olhos. Não... sua loira não seria capaz de fazer isso com ela. Emma sempre disse que a amava e agora estava fodendo uma qualquer no ambiente de trabalho. Era muito para a morena aguentar.

Na tentativa de sair sem ser vista esbarrou na porta chamando a atenção das duas que olharam assustadas em sua direção. A raiva de Regina aumentou quando ela viu que a tal mulher era Ingrid, a mulhersinha que sempre se jogava para cima de sua Emma.

— Regina! – falou Emma assustada e tirou Ingrid de seu colo e foi em direção a morena.

Percebendo os movimentos de Emma, Regina correu porta a fora, não queria ver Emma Swan nunca mais em sua frente. As lágrimas desciam livremente por sua face e em alguns momentos alguns soluços preenchiam o lugar por onde passava. Regina estava quase chegando a rua quando sentiu os braços de Emma a abraçarem por traz.

— Me larga! – gritou Regina.

— Amor... Eu posso explicar. – disse Emma a apertando em seus braços.

— Não me chame de amor... – gritou Regina saindo do agarre de Emma. – Como você pode explicar uma mulher completamente nua sendo fodida por você, EMMA SWAN! — gritou o nome da loira com ódio.

— Não significou nada linda! –falou Emma abraçando novamente Regina.

— Me solta! – disse a morena se debatendo nos braços de Swan.”

Emma acorda assustada recebendo empurrões e tapas de Regina. Sem entender o porque desse ataque aloira vira para Regina e percebe que a morena tem lágrimas nos olhos, mas ainda está dormindo.

— Amor, calma. – pede Emma tentando acordar a morena que continua distribuindo golpes em seu ombro a peito.

— Me solta! Eu vou matar você Emma Swan, me solta. –continuou Regina.

— Regina! – falou mais alto e deu uma leve sacodida nos ombros da namorada e viu ela abrir os olhos.

— O que você tá fazendo aqui? – falou séria. – Vai embora!

— Amor...

— Não me chama assim! – gritou sentando na cama não deixando Emma continuar. – Como você foi capaz de me trair depois de tudo Swan? – disse com o rosto banhado por lágrimas.

— Oi? – perguntou incrédula. – Co..como assim? Eu não te traí Regina. – disse a loira sem entender nada. Ela nunca pensou em outra mulher desde que começou a se relacionar com a morena, que loucura era essa?

— Eu vi Emma, você e ela, não adianta negar. – disse com a voz abafada pelo choro.

— Eu e quem Regina, de onde você tirou isso? – perguntou já preocupada.

— A Ingrid! – gritou.

— Eu!... Oi! ... Você sonhou com isso Regina, só pode ser isso, eu jamais faria isso com você. – disse Emma entendendo a situação e tentou se aproximar da morena que recuou.

— Eu vou para o quarto do nosso filho e se quando eu voltar você ainda estiver aqui... eu mato você Emma Swan... – levantou da cama. – Juro que mato! – gritou essa última frase e saiu batendo a porta.

Emma ficou na cama olhando para a porta com a boca entreaberta e os braços abertos sem conseguir esboçar qualquer reação. Após alguns minutos imóvel resolveu ir tomar banho e sair para o Granny’s tomar seu café, Regina acordou com o pé esquerdo e a loira não estava a fim de saber se sua morena seria capaz de mata-la. Resolveu que conversaria depois que Regina estivesse mais calma.

[...]

Emma entrou no Granny’s com cara de poucos amigos e foi em direção ao balcão onde Ruby estava. Quando estava chegando a seu destino Belle apareceu em sua frente sorrindo, a loira revirou os olhos. Belle era a ultima pessoa que Emma queria ver em sua frente.

— Em... – ia falar mais foi bruscamente interrompida.

— Agora não. A não ser que você queira sumir da face da terra. – disse ríspida e sentou em um dos bancos de uma vez.

Belle ia falar mais alguma coisa, mas parou quando ouviu seu telefone tocar. Ela atendeu a ligação e saiu da lanchonete. Ruby que viu toda a cena, pôs café em uma xícara e levou para sua amiga.

— Que bicho te mordeu loira? – perguntou Ruby entregando o café para Swan.

— Ingrid. – falou soltando o ar.

— Você traiu a Regina, Swan? — perguntou incrédula.

— O que... Lógico que não Ruby. Até você? – perguntou encarando a garçonete.

— Então o que aconteceu para você estar assim? E o que Ingrid tem a ver com isso?

— Regina sonhou que eu a traí com a Ingrid e me expulsou de casa ameaçando me matar. – falou Swan respirando pesadamente e escondendo o rosto com as mãos.

Ruby começou a gargalhar imaginando a cena. Emma a olhou irritada era tudo o que ela precisava agora, sua amiga tirando sarro da sua cara.

— Não estou vendo graça Ruby. – disse a loira olhando a amiga que já tinha os olhos úmidos de tanto sorrir.

— Você definitivamente está lascada Emma Swan. – falou entre os sorrisos.

— Você ri porque não foi você que acordou com tapas e empurrões. – disse irritada.

— Desculpa Emma... – voltou a gargalhar.

Swan pegou o café e saiu da lanchonete ainda mais irritada ouvindo as risadas de Ruby ecoarem pelo local.

[...]

Belle caminhava pelas ruas falando ao telefone, assim ninguém ouviria sua conversa.

— Mas então, o que você quer que eu faça Sebastian? – indagou ela.

— Já que Emma não se abalou com sua presença, você vai falar com ela e Regina e pedirá desculpas por tudo que fez antes. Sei lá diz que percebeu que seu tempo com a loira passou e viu que não teria mais chances.

— Ela não vai cair nessa. –disse ela, pois, conhecia muito bem com quem foi casada.

— Se vira, mas elas têm que acreditar em sua mudança. Você vai dizer que quer apenas se aproximar do garoto. – concluiu ele.

— Vou tentar. – disse ela respirando fundo.

— Tentar não. Você vai conseguir, precisamos disso para alcançarmos nosso objetivo.

— Ok! Qualquer coisa te ligo. – falou e encerrou a ligação.

[...]

Regina estava sentada no sofá na sala dos médicos com a cabeça apoiada no encosto e de olhos fechados. As cenas do sonho não saiam de sua cabeça, ela estava muito irritada. Já eram três da tarde, ela não parou um só minuto desde que chegou ao hospital, tratou todo mundo da forma mais grosseira possível, não era sua intenção, mas era mais forte que ela. Nem havia almoçado e não tinha nenhuma vontade de comer.

Tinker entrou na sala e ficou analisando sua amiga que massageava a testa incessantemente. Ficou um pouco receosa em falar qualquer coisa, mas ela nunca tinha visto Regina tão irritada a ponto de tratar mal seus colegas de trabalho. Depois de alguns minutos ali sem ser notada resolveu se pronunciar.

— Você está bem Regina? – perguntou e viu a morena olhá-la.

— Oi Tinker. Estou sim. – disse desanimada.

— Não é o que está parecendo Regina. – sentou perto da morena. – Você sempre foi tão amável com as pessoas, mas hoje distribuiu patadas para todo mundo. – falou olhando para ela.

— A Emma me traiu. – falou e soltou o de uma só vez.

—Como é? Não pode ser, aquela loira te ama Regina. – disse Tinker sem acreditar.

— Eu... sonhei com isso. – falou sem graça.

— Um sonho, e por isso você está assim. – falou Tinker segurando o sorriso.

— Eu fiquei com muita raiva e... expulsei Emma de casa aos tapas. –falou olhando para as mãos.

— Eu não acredito. – sorriu. – Coitada Regina, ela não merece isso. – riu ainda mais.

— Eu sei, mas eu não aguentava olhar na cara daquela idiota depois do sonho que tive. – suspirou frustrada. – Acho que estou na TPM. – falou com os olhos marejados.

Tinker vendo o estado da amiga a abraçou ainda sorrindo. Tinker sabia que Regina era muito ciumenta, mas quando estava na TPM era ainda pior. “Coitada de Swan” pensou ela. Elas ficaram ali abraçadas até o telefone de Regina tocar, era Emma ligando pela milésima vez e mais uma vez Regina não a atendeu.

— Não vai atender? – perguntou Tinker ainda abraçada a Regina.

— Não, é a Emma. – disse e se separou da amiga.

— Ela não fez nada, você sabe não é?

— Sei, mas ainda estou com raiva. – Disse Regina se levantando e saindo do quarto.

Tinker ficou ali olhando para a porta e sorrindo sem acreditar no que Regina estava fazendo. Ela dava graças aos céus por sua lobinha não ter esses ataques.

[...]

Elsa estava em sua cama pronta para ir dormir, estava apenas esperando sua ruiva ligar como fazia todas as noites. Fazia apenas uma semana que Zelena estava em Boston, mas parecia um ano. Estava muito difícil ficar sem abraçar e beijar sua ruiva por tanto tempo e ainda faltavam umas três semanas para ela voltar.

Mesmo ela não querendo pensar besteiras, seu coração ficava apertado. Zelena sempre foi do mundo, adorava festas e ficar com várias pessoas. Elsa sabe que Zelena a ama, sempre percebeu isso nas ações da ruiva para com ela, mas para Elsa era impossível não pensar essas coisas. Zelena já era uma mulher e ela apenas uma adolescente sem conhecimento do mundo e mesmo não parecendo ainda era muito insegura. A loira foi tirada de seus devaneios com o toque de seu celular. Antes de atender olhou o relógio e viu que já era mais de meia noite. Respirou fundo e resolveu atender.

— Oi amor. – falou um pouco triste.

— El, que saudade minha vida. – disse Zelena e Elsa abriu um sorriso pela forma apaixonada que a ruiva falou.

— Também estou morrendo de saudade meu amor. – falou tentando esconder a tristeza.

— O que aconteceu amor? Você parece triste. – disse a ruiva preocupada.

— Saudade, está um martírio aqui sem você. – falou sincera e escutou uma risada do outro lado da linha.

— Aqui não está diferente, tenha certeza disso. Toda noite fico suplicando para ter seu corpo coladinho ao meu.

— Porque demorou a ligar hoje? – perguntou manhosamente.

— Estava em cirurgia, demorou mais que o esperado.

— Pensei que não iria me ligar hoje.

— Nunca faria isso, nem que eu te acordasse iria falar com você. Está insuportável não ter você comigo, ficar sem falar com você um dia sequer iria acabar comigo. – Agora era Zelena que falava com a voz manhosa.

— Acho bom mesmo não deixar de me ligar ouviu. – ouviu mais uma vez a risada gostosa de Zelena.

— Nunca minha menina. Agora tenho que desligar ou ficará muito tarde para voltar para casa. – Disse Zelena triste.

— Tá, te amo e cuidado na volta para casa.

— Também te amo muito minha menina. Até amanhã. – Falou Zelena e encerrou a ligação.

Elsa pôs o telefone no criado-mudo e fechou os olhos tentando dormir e tirar sua insegurança da cabeça.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Comentem..... Até a próxima. FELIZ NATAL a todos. Fui.