Lovesong
48 Capítulo 48
Notas iniciais
Emma havia colocado Henry para dormir e foi correndo para os braços de sua amada. Quando a loira entra no quarto tem a mais bela visão de todas. Sua mulher, sua rainha a esperava deitada na cama vestindo uma camisola transparente e com a cara mais safada que Regina Mills possuía. Sem demora a loira se pôs sobre Regina e capturou seus lábios com urgência. Não que antes elas se privavam de sexo, mas nessas duas ultimas semanas em que Emma foi morar oficialmente na mansão a vida sexual delas estava muito agitada.
Enquanto saboreavam o beijo, Regina sem demora despiu sua loira deixando-a apenas com as peças íntimas. Swan deslizou os lábios pelo pescoço da morena escutando um delicioso gemido sair dos lábios carnudos que tanto ama.
— Emm... Ahhh... você não tem ideia de como estou molhada. – disse Regina enlouquecida.
— É? Preciso verificar isso amor. – sussurrou a loira levando a mão para dentro da calcinha de Regina e gemendo ao confirmar o quanto sua morena estava pronta para ela.
Emma estava prestes a arrancar a calcinha de Regina quando ouviu uma voz ao pé da cama.
— Mamãe! – disse Henry coçando os olhinhos.
— HENRY! – gritou as duas e Regina empurrou Emma de cima dela, escutando em seguida um gemido de dor quando a loira despencou no chão.
O garoto estava tão sonolento que não percebeu o que suas mães estavam fazendo, mesmo ele não sabendo o que elas faziam. Mas despertou quando viu sua mãe loira no chão e Regina puxar o lençol para cobrir o corpo, ela ainda estava de camisola, mas ficou tão embaraçada que essa foi sua primeira reação. Ficaram sem saber o que fazer apenas olhando para o garoto. Henry fez uma carinha de curiosidade e voltou a falar.
— Parque você tá no chão mãe? – perguntou ele olhando para Emma.
— Er... eu.. – Emma não conseguia raciocinar a única coisa que vagava em sua mente era seu filho vendo as duas transando.
— A mamãe foi virar na cama e caiu meu príncipe. – Regina enfim se pronunciou totalmente desconsertada.
— Porque você tá com essa roupa mãe? – perguntou o garoto mais uma vez a Emma que só então lembrou que estava de lingerie.
— Er... a mamãe ta com calor amor... mas o que aconteceu, eu deixei você dormindo. – disse a loira mudando de assunto.
— Tive um sonho ruim, posso dormir aqui. – perguntou o garoto olhando agora para Regina, ela já tinha percebido que sua mãe morena nunca lhe negava nada.
— Claro que pode príncipe. – Respondeu Regina antes de Emma.
O garotinho correu e se aninhou nos braços de Regina que o recebeu distribuindo beijos pelo rosto do seu filho. Emma respirou frustrada, pois, ela estava desejando uma noite tórrida de amor com sua morena.
— Onde está indo amor? – Perguntou Regina ao ver Emma ir em direção ao banheiro.
— Preciso de um banho, de repente meu calor aumentou em cem por cento. – Disse a loira entrando no banheiro deixando Regina com um sorriso nos lábios, ela sabia muito bem a qual calor a loira se referia e ficou satisfeita em saber que deixava sua namorada assim.
Após alguns minutos embaixo do chuveiro tentando amenizar a excitação em seu corpo, Emma volta para o quarto e sorriu ao ver seus amores abraçadinhos. Lentamente ela se juntou a eles deixando um beijo nos cabelos de Henry e um beijo nos lábios de Regina sussurrando “Eu amo vocês”, em seguida fechou os olhos e sentiu os braços de Regina em volta de sua cintura.
[...]
— Se eu soubesse que a atendente daqui era tão... bonita já teria vindo antes. – Disse a loira que comia Ruby de cima a baixo.
Ruby abriu um enorme sorriso ao ouvir o elogio. A morena sempre muito vaidosa adorava ser cobiçada, mas dava graças aos céus que Tinker não estava ali se não seria decretada a terceira guerra mundial. E graças a médica Ruby havia mudado de uma forma drástica, se fosse antes de conhecer Tinker, Ruby com certeza já estava no depósito dando uns amassos na mulher a sua frente, mas agora ela só queria sua fadinha.
— Em que posso ajuda-la senhora... – disse Ruby esperando a mulher se apresentar.
— Ingrid, Ingrid Arendelle. – disse.
— Bem, senhora Arendelle, o que deseja? – Perguntou Ruby.
— Na verdade desejo... – Olhou todo o corpo de Ruby e voltou aos olhos. – muitas coisas, mas no momento uma xícara de café seria perfeito. – Ruby saiu para providenciar o pedido da loira que ficou babando com o corpo da atendente.
Ruby voltou com o pedido de Ingrid e foi atender outros clientes que haviam chegado ao estabelecimento. Após atender a todos Ruby voltou para o balcão e começou uma conversa animada com a loira. Minutos depois Elsa e Zelena entram no estabelecimento, cumprimentam Ruby e seguem para uma mesa mais ao canto, enquanto estão em uma conversa descontraída Elsa percebe que a mulher do balcão não tira os olhos de cima de Zelena.
— O que foi loirinha. – pergunta Zelena olhando para onde Elsa tinha seus olhos fixos.
— Aquela mulher não para de olhar você. É alguma conhecida sua? – Pergunta Elsa incomodada.
— Nunca vi na vida.
— Não estou gostando do jeito que ela te olha. – Disse a loira fazendo bico.
— Não liga loirinha, você sabe que sou irresistível e todas ficam louca com esse corpinho aqui. – disse a ruiva sorrindo.
— Não to achando graça. – Retrucou Elsa irritada.
— Calma amor, você sabe que esse corpinho só pertence a você , e é só você quem me interessa. – disse Zelena segurando a mão da namorada.
Demorou alguns minutos para Elsa esquecer a tal mulher, mas enfim, continuaram a conversa. Ruby trouxe os pedidos delas e foi atender mais clientes. Ingrid continuava na lanchonete, afinal, ela tinha acabado de chegar a Storybrooke e queria fazer amigos, a loira comprou o Rabbit Holle e pretende divulgar sua nova administração, estava adorando o lugar principalmente as mulheres, ela teve mais certeza que esse era o lugar para ficar quando uma loira trajando calça jeans e uma jaqueta vermelha adentrou o lugar, Ingrid ficou encantada com a beleza da tal loira.
— Será que eu morri e vim parar no céu? – Disse Ingrid parando em frente a Emma e analisando a xerife.
— Perdão? – disse Emma sem entender.
— Ingrid Arendelle. – Cumprimentou com um sorriso nos lábios.
Antes que Emma fizesse qualquer gesto, Regina passou a frente da sua loira com uma cara nada boa.
— Regina Mills. – apertou a mão da mulher que estava estendida para Emma. – E respondendo a sua pergunta, não, você não morreu, mas se ficar olhando assim para minha namorada eu mesma me encarregarei disso. – Disse Regina puxando Emma pela mão e seguiu para mesa onde Elsa e Zelena estavam.
— Se eu fosse você, não ousaria olhar para xerife novamente, ou terá grandes problemas com a baixinha ali. – Disse Ruby se aproximando de Ingrid.
A mulher sorriu para Ruby, deu mais uma olhada para a mesa onde as irmãs estavam, pagou o que consumiu e saiu.
[...]
— Green! Me de uma noticia boa. – Disse Sebastian assim que Alec atendeu.
— Bom dia para você também chefe. – Respondeu irônico.
— Sem gracinhas, idiota. Agora me diz se você já fez o que te mandei. Hall já está abaixo de sete palmos? – Perguntou Sebastian sem muita paciência.
— Tudo Resolvido chefe, de hoje ele não passa. – Respondeu Alec orgulhoso.
— Espero que não erre mais uma vez seu incompetente. Agora tenho outro trabalhinho para você.
— É só mandar.
— Quero que entre em contato com seus amiguinhos na cadeia e de uma lição em um detento que chegou há pouco.
— É só dizer quem é e considere feito. – disse Green.
Sebastian passou todos os dados ao comparsa e deixou claro que não era para mencionar seu nome. Após mais algumas instruções encerrou a ligação.
— Você vai se arrepender de ter tocado nela seu desgraçado. – disse para si.
Encheu seu copo com mais Whisky e ficou decidindo qual seria o próximo passo que Belle iria dar.
[...]
Regina estava preparando o jantar enquanto Emma não chegava da delegacia, no dia seguinte a morena irá voltar a seu trabalho no hospital e ela e a loira haviam decidido que seria hoje que contariam a verdade para Henry. O garoto estava no quarto com Cora, ensinando a avó jogar vídeo game, mas a velha Mills estava chegando a conclusão que aquilo não era para ela.
Regina estava muito nervosa, não sabia como iriam começar a conversa, tinha a insegurança da aceitação do filho, a duvida se ele iria entender o que ela queria dizer, medo da rejeição.
Regina estava na sala tomando uma taça de vinho tentando amenizar seu nervosismo, quando ouviu a porta da frente abrindo ela sabia que era sua loira, pois Zelena iria jantar com Elsa na casa dos Swan’s, sem demora correu ao encontro de Emma e a abraçou forte, em seguida capturou seus lábios com carinho.
— Hummm, que recepção maravilhosa. – disse Emma ao fim do beijo com os braços em volta da amada.
— Você demorou. – disse fazendo bico.
— Desculpa vida é que fiquei presa em uns relatórios. Onde está nosso filho. – disse Emma e Regina deu um sorriso nervoso.
— No quarto como mamãe.
— Que carinha é essa? É por causa da conversa? – Regina assentiu e pôs a cabeça no ombro da loira. — Eu já disse que Henry vai adorar saber a verdade. – disse Emma dando um beijo nos cabelos da morena.
A loira subiu para chamar os dois para jantar e Regina foi por a mesa. O jantar foi bem animado com o garoto dizendo a todos que sua avó não sabia jogar nenhum dos jogos que ele tentou ensiná-la, Cora apenas sorria pela forma que Henry contava cada tentativa falha dela aprender sobre esse tal jogo. Esse diálogo serviu para relaxar um pouco Regina, que sorria com o relato do filho e das piadas que Emma soltava para a sogra. O jantar terminou e Emma pediu para Henry subir para escovar os dentes e as esperassem no quarto e assim o garoto fez, a tensão de Regina voltou e Cora percebeu.
— Filha. – disse pegando as mãos de Regina. – Não tenha medo, seu filho te adora, vai dar tudo certo. Podem subir que eu cuido da cozinha. –Disse Cora retirando os pratos da mesa.
Emma pegou a mão de Regina e seguiram para o quarto do filho, ao entrarem encontraram Henry no tapete brincando com seus cavalinhos de brinquedo. As mulheres sentaram na cama e Emma chamou o filho.
— O que foi mãe? Eu juro que não fiz nada errado. – disse o garotinho sentando na cama entre as duas mulheres.
— Eu sei meu amor. – disse Emma.
—Então porque vocês estão com essas caras? – Olhou de uma para outra.
— É que temos que te contar uma coisa, mas me prometa que qualquer duvida você nos pergunta. – Disse a loira e ele assentiu.
A loira olhou para Regina que estava olhando para o filho e esfregava uma mão na outra demonstrando todo seu nervosismo, Emma vendo que Regina não tinha condições de começar nada resolveu ela mesma dar inicio a conversa.
— Meu amor, você lembra que eu disse que você não nasceu daqui. – passou a mão na barriga. – mas que você foi o melhor presente que eu já ganhei em toda a minha vida? E que eu te amo muito.
— Sim mamãe, eu também te amo. – disse recebendo um sorriso da mãe.
— Lembra também que uma vez você me perguntou se sua mãe biológica te deu para adoção por não te amar? – Perguntou Emma e viu seu garoto assentir, no mesmo instante ela segurou a mão de Regina que tinha os olhos marejados em saber sobre a pergunta de seu filho.
— Sim mãe, mas porque ta me perguntando isso? – indagou curioso.
— Você gostaria de conhecer sua mãe biológica? – perguntou a loira receosa com a resposta.
Henry ficou em silencio um tempo, pensando na pergunta feita por Emma. Ele olhou para as duas e para ele, elas eram suas mães, as duas pessoas que ele amava muito e não precisava de outra mãe na sua vida. Ele tinha medo de essa outra mãe querer leva-lo para longe de Emma e Regina, com esse medo em seu coração o garoto não hesitou em responder.
— Não. Eu já tenho você e a mamãe, eu não preciso de outra mãe. – disse com medo e se jogou nos braços de Regina que não conseguiu evitar suas lágrimas.
Ficaram abraçados por um tempo, Emma pode ver nos olhos de Regina o receio em continuar com isso, mas a loira apertou sua mão dando coragem para que ela fosse até o fim. Regina secou suas lágrimas e delicadamente afastou Henry para olhar em seus olhos e resolveu mudar a forma de contar, já que com Emma não deu muito certo.
— Príncipe, quer ouvir uma história sobre mim? – perguntou Regina sorrindo.
— Sim. – disse Henry sorrindo, afinal, ele ama ouvir histórias.
— Desde pequena eu sempre quis ser mãe... – foi interrompida por Henry.
— Mas você já é mãe, minha mãe. – disse ele arrancando sorrisos das mulheres.
— Sim eu sou e sou muito feliz por isso. Mas continuando. Esse sempre foi meu sonho, então quando terminei a faculdade conheci um homem e casei com ele, depois de um tempo eu descobri que estava esperando um filho, fiquei tão feliz que queria contar a todo mundo que eu finalmente seria mãe. – respirou fundo. – dois meses depois que descobri sobre meu bebê o medico disse que eu seria mãe de um menino, um príncipe que eu já amava mais que tudo. – Regina secou as lágrimas que começaram a descer descontroladamente. – E quando ele nasceu, era o garotinho mais lindo do mundo o mais amado. Quando esse meu principezinho tinha um pouco mais de um ano, o homem que eu achava que me amava ficou mal e para proteger o meu principezinho eu fugi com meu pequeno, mas no caminho sofremos um acidente e fomos para o hospital, eu dormi por um tempo e quando acordei disseram que meu amado principezinho tinha ido morar com papai do céu.
— Meu irmão foi morar com papai do céu mamãe? – perguntou Henry emocionado, pelo que ele entendia se Regina teve um filho então era seu irmão. Emma que também tinha os olhos marejados o abraçou e pediu para deixar Regina terminar.
— Nesse dia eu também queria ir morar com papai do céu para ficar perto do meu bebê, mas a Zel e Cora ficaram comigo me protegendo. Então três anos depois, eu resolvi sair da cidade que só me fazia lembrar do meu príncipe por que estava muito ruim sem ele comigo e no caminho, encontrei uma loira muito chata, machucada e ajudei a curar ela. – sorriu olhando para Emma.
— minha mãe? – perguntou ele e Regina assentiu.
— Sim sua mãe. E graças a ela, eu tive uma surpresa, a melhor surpresa de todas.
— Qual mamãe? – perguntou ele curioso.
— O meu bebê, meu principezinho não estava morando com papai do céu. Pessoas más me fizeram achar que ele tinha ido e nunca mais ia voltar, mas na verdade meu principezinho estava morando aqui em Storybrooke e estava sendo muito amado por essa loira chata. – disse Regina chorando e olhou para Emma que também chorava.
Henry ficou um tempo olhando para as duas, como se tentasse entender em sua cabecinha de cinco anos as palavras de Regina. De repente lágrimas começaram a descer de seus olhinhos e com os lábios trêmulos ele olhou para Regina.
— Como é o nome dele mamãe? – perguntou nervoso.
— Henry... – disse a morena e em seguida Henry se jogou em seus braços aos prantos.
— Eu... eu sou seu filho de verdade? De verdade? – repetia o garoto agarrado a Regina.
— Sim meu príncipe. – sussurrou Regina.
O garoto estava tão feliz a mulher que ele escolheu para ser sua mãe e que ele ama tanto, na verdade foi quem lhe deu a vida, era sua mãe de verdade como ele tinha dito antes. Ficaram assim abraçados por um tempo até que Henry se acalmou. Regina trocava olhares com sua loira que sorria com a cena.
— Meu amor. – disse Regina afastando Henry. – eu sempre te quis, nunca te daria para adoção, você sabe disso não sabe? – disse a morena.
— Eu sei mamãe. Eu te amo. – sorriu e beijou o rosto de Regina e olhou para Emma que tinha os olhos vermelhos. – Eu também te amo mãe não chora. – abraçou Emma e beijou seu rosto, fazendo as duas sorrirem com o carinho do filho.
Henry e as mães ficaram conversando animados por um tempo até que o garoto pegou no sono.
Regina estava em seu quarto deitada no peito de Emma e recebendo caricias da loira. Para Regina não faltava mais nada para ser feliz de verdade. Já tinha o amor de sua vida, a mulher mais perfeita do mundo e agora tinha seu principezinho a seu lado sabendo toda a verdade. Com esses pensamentos a morena adormeceu com um lindo sorriso e o coração dando pulos em seu peito.
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