Lovesong
45 Capítulo 45
Notas iniciais
O mar estava calmo, a brisa estava agradável com os primeiros raios de sol despontando no horizonte. Regina estava sentada na areia admirando a anel de namoro que ganhou de Emma, a morena acordou após mais um pesadelo sobre aquele dia, ela tentava esconder de Emma, mas todas as noites tais pesadelos a perseguiam, ela sempre acordava assustada, com medo de que Robin pudesse machucar sua loira. Porém, hoje era diferente, hoje ela tinha a certeza que aquele infeliz não iria por as mãos em sua Emm, sabia que ele iria sair da cadeia algum dia, mas ela decidiu que não iria deixar o medo impedir que ela vivesse e fosse feliz, não iria permitir que a insegurança lhe privasse de momentos bons como o da noite anterior em que se entregou por inteiro ao amor de sua vida.
Regina analisava a aliança em seu dedo, e abriu um sorriso lembrado do dia em que encontrou na estrada entre a vida e a morte a mulher que iria trazer o amor, segurança, confiança e o seu bebê de volta a sua vida. Ela lembrava de como aos poucos foi se encantando com a jeito protetor e carinhoso de Emma, de todas as crises de ciúmes que teve sem nem mesmo saber o que realmente sentia por Swan. Lentamente levou os dedos aos lábios, lembrando de como foi mágico o primeiro beijo, as primeiras carícias, a primeira vez que se entregou de corpo e alma a Emma Swan. E agora estava de volta a Boston, cidade de onde fugira para esquecer um passado doloroso. Respirou fundo sentindo o cheiro do local, sentindo uma paz que só uma loira extraordinariamente linda foi capaz de lhe proporcionar.
Regina estava tão entregue a seus devaneios que não percebeu Emma se aproximar, só voltou a realidade quando sentiu braços em volta de seu corpo. A sua loira sentou-se atrás de Regina e colou seus corpos delicadamente como sempre e pousou o queixo em seu ombro direito. Nada foi dito por um tempo, ambas distribuindo carícias ao som das batidas tranquilas dos corações admiraram o astro rei surgir vagarosamente no horizonte.
— Bom dia linda! – disse Emma beijando o pescoço da morena.
— Bom dia meu amor. – respondeu Regina se aconchegando ainda mais nos braços fortes de Emma.
— Porque levantou tão cedo? Teve outro pesadelo? – era incrível como Emma a conhecia e Regina amava isso na loira. Mas a morena não iria confessar sobre seu tormento, não depois da noite maravilhosa de ontem.
— Você também levantou cedo. – afirmou tentando fugir da indagação de Emma.
— Senti sua falta na cama. – disse Emma dando uma leve mordida no ombro da morena.
— Oh! Onde eu estava com a cabeça para abandonar minha vida na cama? – Brincou Regina se virando, deitando Emma na areia e repousando seu corpo sobre o da loira.
— Você foi muito má, agora terá que me recompensar por sua maldade. – Disse Emma entrando na brincadeira e pondo os braços em volta da cintura de Regina.
Regina capturou os lábios de Emma docemente, era incrível como o encontro das línguas fazia todo seu corpo estremecer, aqueles lábios que sempre a levava a outra dimensão em segundos. Emma apertava seu corpo com tanta urgência, com tanta necessidade. Regina poderia garantir que hoje ela era a mulher mais feliz do mundo, tudo de ruim que já aconteceu em sua vida se perdia na memória quando ela estava nos braços de Emma Swan.
— Eu te amo, amo, amo... – Repetiu Regina assim que o beijo sessou.
— Não mais do que eu te amo. – Respondeu Emma com um lindo sorriso.
Regina não resistiu ao sorriso de Swan e mais uma vez deu inicio a um beijo, mas esse foi diferente do primeiro, foi um beijo urgente, feroz, ela estava tão feliz com o rumo que sua vida estava levando e com a decisão tomada a pouco, estava tão certa que dali para frente sua vida seria de pura felicidade que iria fazer uma loucura que julgava nunca ser capaz. Enquanto devorava os lábios de Emma, a morena levou sua mão para dentro da calcinha de Swan que gemeu ao sentir o toque urgente de Regina em sua intimidade.
— Quem é você e o que fez com minha morena? – Brincou Emma fechando os olhos entregue a Regina, Emma julgava que sua namorada nunca seria capaz de tal ato fora de quatro paredes.
— Cala a boca e me beija Emma Swan. – Ordenou Regina antes de capturar os lábios de sua amada.
Emma gemia descontroladamente enquanto Regina fazia movimentos circulares em seu ponto de prazer, vez ou outra levava dois dedos a entrada encharcada da loira, mas não a penetrava, enlouquecendo ainda mais Emma.
— Amor... por favor... – sussurrou Swan, ela não sabia o que tinha levado Regina a fazer tal coisa, mas tinha certeza que queria continuar com isso.
— O que você quer minha vida? – Perguntou Regina mordendo o pescoço de sua loira.
— Você.... eu quero... você... – implorou Swan.
Regina atendeu ao pedido de Swan e a penetrou com três dedos, fazendo Emma gritar de prazer e surpresa pela atitude de sua namorada. A morena investia com vontade se deliciando com as reações de sua loira. Emma levou as duas mãos as madeixas negras trazendo os lábios carnudos de encontro aos seus, a loira beijava Regina com agressividade, tentando assim aliviar a vontade de gritar a cada estocada que a morena dava.
Regina não sabia o motivo, mas sentia uma necessidade urgente de dominar sua loira e vendo como ela estava prestes a sucumbir a suas vontades, teve a certeza que seu objetivo estava sendo alcançado. O corpo de Emma iniciou uma sequencia de espasmos violentos e segundos depois Regina sentiu seus dedos serem tomados pelo líquido quente que vinha de sua Emma. A loira repetia descontroladamente o nome de sua dominadora enquanto seu corpo praticamente convulsionava. Regina retirou os dedos lentamente da parte sensível de Emma e levou aos lábios, lambendo lentamente todo o resquício do prazer de Emma.
A morena deitou ao lado de Emma e trouxe o corpo da loira de encontro ao seu e a abraçou carinhosamente enquanto os espasmos do corpo da loira diminuíam. Fizeram o contrário do que sempre acontecia, agora era Regina que a recebia em seus braços, que cedera o peito para a loira depositar a cabeça, era Regina que acariciava os cabelos de sua Emma enquanto a loira recuperava as forças. Agora era Regina que estava no controle, esteve no controle enquanto possuía Emma, estaria no controle de sua vida novamente, sem medos, sem duvidas.
— O que foi isso, linda? – Swan olhou para os olhos castanhos sorrindo. – Não que eu não tenha gostado, pelo contrário, adorei o seu domínio, mas o que aconteceu? Você está diferente. – Continuou.
Regina a fitou por alguns segundos e abriu um enorme sorriso, acariciou o rosto de loira delicadamente.
— Eu estou feliz, me sinto... livre, a mulher mais feliz do mundo. Tenho você minha vida para sempre, tenho nossa casa, meu emprego e não tem mais nada que possa nos atrapalhar nem ninguém que possa nos prejudicar. Estamos livres minha vida, livres para vivermos nossa felicidade. – beijou os lábios de Emma. – Só falta uma coisa para me tornar totalmente realizada. – sorriu.
— Henry... – disse Emma.
— Henry... – Repetiu entusiasmada. — acho que já está na hora de dizer a verdade a nosso filho. – apertou sua loira ainda mais contra si sentindo a felicidade irradiar por seu corpo.
[...]
Após rodar basicamente todo estado de Massachusetts em busca de evidencias sobre a suposta morte de Henry, August está em frente a uma clínica particular de Boston a procura de um enfermeiro que estava de plantão no dia em que Henry foi dado como morto. Esperou o local ficar um pouco mais vazio e foi em direção a recepção.
— Boa tarde. – A atendente o cumprimentou de volta. – Estou a procura de um enfermeiro que trabalha aqui. – Continuou ele.
— Qual o nome do enfermeiro senhor?
— Alec Green. – Informou e aguardou enquanto a atendente o chamava pelo telefone.
— É só aguardar senhor.
August agradeceu e sentou-se em uma das cadeiras da recepção. Não demorou muito para que um rapaz moreno ir em direção a recepcionista e esta indicar com o dedo para onde o detetive estava. August viu o homem vir em sua direção e então se levantou.
— Deseja falar comigo senhor? – Perguntou o enfermeiro.
— Você é Alec Green? – quando o homem assentiu ele continuou. – Sou August Booth, sou detetive e estou investigando um caso em um hospital que o senhor trabalhou, será que podemos ir a um lugar mais reservado? – Perguntou August e o enfermeiro mostrou o caminho para uma das salas da clínica.
— Em que posso ajuda-lo detetive? – Perguntou Green ao sentar em uma cadeira e indicando outra para August se acomodar.
— Há três anos houve um acidente com a Dra Regina Mills e seu filho Henry Mills, eles foram levados para o hospital onde o senhor trabalhava na época. O senhor se recorda do caso? – Perguntou o detetive.
— Sim, a Dra Mills trabalhava no hospital, eu ajudei no caso do filho dela. Mas porque essa investigação agora? – Perguntou o enfermeiro e se ajeitou na cadeira um pouco incomodado.
— O senhor lembra quem era o médico responsável pela criança em questão?
— Sim, Dr Daniel Colter.
— Quando Henry Mills foi dado como morto, foi o Dr Colter quem declarou a morte e liberou o atestado de óbito? – August perguntou encarando o enfermeiro.
— Não, nesse dia o Dr Colter estava de folga e quando o menino começou a piorar o médico de plantão assumiu o caso.
— O senhor lembra o nome do médico? – August percebeu que ele ficou mais nervoso do que já estava e após alguns segundos pensando o senhor Green o responde.
— Sim... Dr Eli Hall.
— O senhor sabe se o Dr Hall ainda trabalha no mesmo hospital?
— Não sei informar onde ele trabalha, desde que saí do hospital não o vi mais.
— O senhor lembra de mais alguma coisa desse dia senhor Green? – Perguntou August fazendo suas anotações.
— Não, mas o que exatamente está sendo investigado detetive?
— Não se preocupe com isso. O senhor foi de muita ajuda senhor Green. – Disse August levantando-se. – Se lembrar de algo mais me ligue, por favor. – pediu entregando um cartão ao enfermeiro.
Após a saída de August, Alec sentou-se novamente e pegou seu celular no bolso. Discou e após a segunda chamada foi atendido.
— Sebastian! Temos um problema. – indagou preocupado.
— O que você fez agora Green?
— Acabou de sair daqui um detetive fazendo perguntas sobre a morte do filho da Dra Mills.
— Mas essa agora! – indagou irritado. – E o que ele queria saber?
— Informações sobre o médico que estava com ele quando morreu?
— E o que você disse.
— Que o Dr Hall que estava de plantão e liberou o corpo.
— Você é um babaca mesmo né. Agora ela vai atrás do Hall sua anta, e do jeito que aquele velho é vai dar com as línguas nos dentes. – Falou quase gritando.
— E o que faremos agora? – perguntou o enfermeiro com medo.
— O que você fará. Ache Hall antes do detetive e acabe com a vida daquele velho inútil.
— Mas.... – foi interrompido.
— Mas nada seu traste. E se você falhar eu acabo com você. – Gritou e encerrou a ligação.
[...]
Após passar a manhã na praia, tomando banho de mar, passeado de mãos dadas e distribuindo beijos e abraços sempre que tinham oportunidade, Regina e Emma voltaram para a casa e foram preparar o almoço, na verdade Regina preparava o almoço e Emma a agarrava sempre que podia, pareciam duas namoradas em seu primeiro fim de semana juntas.
— Amor... você poderia vestir uma roupa não acha? – Perguntou a morena vendo Emma que usava apenas uma lingerie minúscula.
Após o banho, Emma decidiu usar apenas roupas íntimas para provocar a morena. A loira estava adorando o fogo da namorada e iria instiga-la ao máximo.
— Porque, essa roupa não está bem em mim? – Perguntou Emma abraçando a morena.
— Pelo contrário... – gemeu Regina sentindo a loira passar a língua lentamente no seu pescoço. – assim eu não consigo me controlar...
Emma reivindicou os lábios da morena com urgência sem esperar que ela termine sua frase. Enquanto devorava os lábios de Regina as mãos da loira passeavam pelo corpo da namorada. Regina gemeu nos lábios da loira quando sentiu ela apertar sua bunda. Em um movimento rápido Regina sentiu ser erguida para sentar no balcão. A morena estremeceu quando as mãos de Swan tocaram seus seios com caricias lentas e firmes.
— Amor... ahhh... precisamos par... – foi interrompida pela foz de uma certa ruiva.
— Bela bunda cunhadinha, agora eu sei por que minha irmã é caidinha por você. – Brincou Zelena gargalhando, e em seguida recebendo um tapa no ombro. – Ai amor, eu estava brincando você sabe que é a única que eu amo. – disse sendo fuzilada por um olhar de Elsa.
Emma desceu Regina do balcão e se escondeu atrás do corpo da morena com os olhos arregalados.
— No balcão Regina! Vocês não tem quarto para fazer essas coisas? – Disse Cora com um Henry adormecido nos braços. – Graças aos céus que seu filho está dormindo e não viu essa pouca vergonha.
— Mamãe! – Disse Regina também envergonhada. – Vem amor, vamos para o quarto.
A loira passou pelas mulheres ainda escondida atrás de Regina. Quando já estavam perto da escada ouviram a voz de Cora.
— E Zelena está certa Swan, você tem uma bela bunda. – Disse Cora e as três mulheres na cozinha soltaram uma gargalhada alta constrangendo ainda mais a detetive.
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