Lovesong

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Capítulo galera... Espero que gostem.

EMMA

Acordei com certa dificuldade de me localizar, pois, uma luz forte fazia meus olhos doerem, escutei uma voz conhecida, porém, não me recordava a quem pertencia. Virei minha cabeça em direção a voz e lá estava ela, meu anjo, a mais linda de todas as criaturas.

— Srta Swan, pode me ouvir? — Pergunta ela e ... meu Deus! Como essa mulher pode ser tão linda assim? Continuo olhando para ela e seu rosto é tão familiar, mas acho que se já a tivesse visto eu não esqueceria, lógico que não. A morena diz que alguém quer me ver e quando desvio meu olhar do dela vejo o Dave, sinto uma sensação tão boa que não consigo controlar as lágrimas, pensei que nunca mais iria vê-los e o Henry, não tem como não pensar no meu pequeno, estou louca para vê-lo novamente. Espera... Henry, é isso, meu anjo me lembra o Henry, volto os olhos para a morena e pude ver claramente, os cabelos, os olhos, o sorriso, cara! Como pode ser tão parecida assim com meu príncipe, não sei como o David e a Mary não perceberam. Tentei dizer isso, mas só consegui pronunciar o nome do meu príncipe, acho que por causa do efeito da anestesia ainda. A morena perguntou sobre quem eu estava falando e pude ver a tristeza em seus olhos quando meu irmão respondeu, eu tinha que descobrir o que aconteceu com ela, é até pecado olhos tão lindos estarem tão tristonhos.

A Dra Mills saiu do quarto, Dave e Mary ficaram comigo falando sobre meu pequeno e prometeram trazê-lo para me ver. Eles permaneceram comigo por mais algumas horas, contando tudo o que aconteceu, Dave falou do medo que sentiu quando me viu entrar no hospital com o peito aberto e Regina em cima de mim com as mãos em meu coração. Como pude perder isso? Queria lembrar daquela morena em cima de mim, apesar da situação em que me encontrava. A conversa continuou até quando comecei a sentir fortes dores no peito, David chamou a enfermeira que aplicou uma medicação em meu soro me fazendo apagar.

[...]

Fui despertando sentindo algo deslisando em meu rosto, passei a mão e mesmo assim continuei sentindo esse toque, aos poucos fui abrindo os olhos e me deparei com a razão da minha vida, meu pequeno que tinha no rosto aquele sorriso que tanto amo, fiquei tão feliz em vê-lo que não consegui conter as lágrimas.

— Meu amor, estava com tanta saudade. — Falei sorrindo.

— Porque ta chorando mamãe? Tá doendo? — Ele me perguntou preocupado.

— Não querido, não tá doendo é que estou feliz em te ver. Te amo tanto meu pequeno, tanto.

— Também te amo muito mamãe.

—Henry, você veio com quem? — Perguntei, pois, estávamos sozinhos no quarto.

— Com a tia Mary, depois que saímos da escola.

— Escola? Dormi por quanto tempo? — Perguntei desviando o olhar para Mary que acabara de entrar no quarto.

— Você voltou a sentir dores na sábado a noite Emma, então o médico resolveu sedá-la, acho que foi uma dose alta porque você dormiu ontem o dia todo. — Fiquei impressionada, dormi o domingo todo, pelo menos não estou sentindo mais dor.

— Henry, você disse que veio da escola, já almoçou? — Pergunto a ele que está a meu lado.

— Estávamos esperando você acordar, esse mocinho aqui disse que só sairia depois que você acordasse. — Falou Mary bagunçado os cabelos do meu pequeno.

— Querido, vai com a tia Mary comer alguma coisa, mas depois volta aqui porque estou morrendo de saudades ok?

— Ok mamãe. — Meu pequeno me seu um beijo no rosto e saiu com Mary, fiquei olhando o céu pela janela do quarto, pensando em tudo o que aconteceu é realmente um milagre eu estar viva depois de tudo o que David me contou e tudo graças a meu anjo. Preciso conversar com ela, pois meu filho é uma cópia dela e se minhas desconfianças se concretizarem a tristeza que vi em seus olhos quando o David falou dobre o Henry poderá amenizar. Sei que algo ruim aconteceu com ela no passado e vou ajudá-la, afinal, ela salvou minha vida, devo isso a Dra Mills. Sou tirada de minhas indagações com a porta se abrindo e quando olho em sua direção meu sorriso abre imediatamente. É ela, meu anjo.

— Vejo que acordou melhor, está até sorrindo. — Disse a morena com um lindo sorriso para mim.

—Sim. — Respondi perdida em seus lábios, estou realmente ferrada com essa Dra Mills.

— Está sentindo algum incômodo? Fiquei sabendo que sentiu muitas dores ontem.

— Estou bem... queria agradecê-la por ter salvo minha vida.

— Amo minha profissão Sra Swan e entrei na medicina justamente para isso, ajudar pessoas, não precisa agradecer. — A olhei por alguns instantes ponderando quais perguntas fazer para não assustá-la.

— Você não é daqui, é? — Comecei com o básico.

— Não, sou de Boston.

— O que a traz a Storybrook? — Tá, isso foi curiosidade, não poderia perguntar de cara se ela era casada né.

— Minha mãe é dona do Hospital, vim passar um tempo com ela.

— Desculpa se estou sendo muito curiosa, é que ficar nesse quarto o dia todo sem ninguém para conversar é muito chato. — Espero que minha desculpa tenha sido convincente.

— Sem problemas Srta Swan, gosto de conversar com meus pacientes. — Responde ela com um sorriso que me encoraja para a próxima pergunta.

— Posso te fazer uma pergunta meio pessoal?

— Claro. — Responde ela me olhando com curiosidade. É agora ou nunca Swan.

— Você... tem filhos? — Pergunto e me arrependo no mesmo instante que vi seu sorriso se desfazer e seus olhos marejarem. — Desculpe Dra Mills, eu não deveria ter perguntado isso. Você está bem? Me desculpe por favor. — Droga Emma, como sempre sutil igual a uma mula.

— Tive. — Reponde ela em sussurro.

— Como? — Ela fica em silencio por alguns minutos, respira fundo e continua.

— Tive um filho, o nome dele também era Henry igual ao seu garoto. — Percebi que ela estava segurando as lágrimas.

— O que aconteceu? — Me responde, por favor morena eu preciso dessa resposta.

Ele morreu em um acidente de carro, no qual fiquei em coma por três meses.

— Sinto muito. — Foi tudo que achei para falar.

— Srta Swan, tenho que ir, depois volto para saber como se sente.

Não sei qual a sessação de perder um filho, graça a Deus, mas imagino que a pessoa perde o chão é muito sofrimento e no caso da Regina que estava no mesmo veículo deve ser muito pior, é perceptível em seus olhos a culpa que essa mulher carrega. Quando a morena estava indo em direção a porta um furacão chamado Henry entra correndo em direção a minha cama.

— Mamãe, mamãe, a tia Mary me deixou tomar um sorvetão, você promete que não fica brava com ela? Tava tão gostoso. — Diz ele com aquela carinha que me derrete.

— Claro amor, a mamãe não vai brigar com tia Mary, mas você sabe que não pode tomar muito sorvete não sabe? — Falo olhando para Regina que está estática encostada na parede com os olhos fixos em Henry. — Querido, essa é a Dra Mills, foi ela que curou a mamãe, vai falar com ela. — Pedi olhando para a médica que não desviava os olhos de filho.

Meu pequeno foi em direção a ela sorrindo, era incrível a semelhança dos dois, Henry é a versão masculina da Regina.

— Oi, sou Henry Swan. — Disse ele estendendo a mão para morena.

— Oi. — Regina falou em um sussurro, ela estava bastante abalada.

— Obrigado por curar a mamãe, estou muito feliz. — Falou ele sorrindo para médica que não esboçava nenhuma reação.

— Querido, a mamãe precisa que você vá para casa com a tia Mary, mas amanhã após a escola você vem me ver tudo bem? — Falei olhando para Mary que estava na porta.

Henry e Mary foram embora e Regina ficou estática no mesmo lugar, seu rosto estava banhado pelas lágrimas e vê-la chorando me cortava o coração. Alguém definitivamente fez uma grande maldade com essa mulher que ficou destruída por anos chorando a morte de um filho.

— Regina, REGINA! — Ela olha para mim. — Senta aqui, você está bem? — Ela ficou me olhando por alguns segundos e veio lentamente sentar a meu lado.

— El... Ele... — Tentou falar com os olhos fixos na porta mas as palavras não saiam.

— Ei. — Falei segurando sua mão e ela então volta a me encarar. — Vou te contar uma história e quero que você escute até o fim tudo bem? — Regina assente e eu começo.

— Eu sempre tive o sonho de ser mãe, mas por conta de um acidente de trabalho fiquei sem poder realizar esse sonho. Eu já estava casada a cinco anos, estava feliz mas sentia que faltava algo para completar essa minha felicidade, então um dia quando minha esposa estava voltando de Boston me ligou pedindo para que eu fosse para casa, pois, ela tinha uma surpresa para mim. Chegando em casa tive a melhor surpresa do mundo, encontrei Belle em nosso quarto segurando um lindo garotinho de aproximadamente dois anos de idade com cabelos negros, olhos escuros como a noite e um sorriso lindo no seu pequeno rosto, foi o dia mais feliz da minha vida. — Regina me olhava com grossas lágrimas descendo de seus olhos e continuava segurando minhas mãos, então continuei. — Quando acordei aqui nesse quarto e olhei para você eu pude ver tudo de novo, os mesmos cabelos, os mesmos olhos e por Deus! o mesmo sorriso lindo do meu bebê.- Regina deu um sorriso tímido e baixou os olhos.- Tive certeza naquele instante que você é a mãe biológica do meu pequeno, não entendo como ninguém percebeu.

— Mas... ele morreu. — Ela falou entregando-se novamente as lágrimas.

— Ele está vivo Regina, você pôde vê-lo a pouco. Eu não sei o que fizeram e porque fizeram isso com você, mas eu prometo que vou descobrir.

— Eu desejei tanto vê-lo novamente Emma. — Fez uma pausa e respirou fundo. e eu sorri feito uma idiota, pois é a primeira vez que ela me chama assim. — Rezei tanto para que tudo não passasse de um terrível pesadelo e agora... — Ela continuou a chorar.

— Regina, eu não vou distanciá-lo de você, ele também é seu filho isso é notório, só peço que...não tente tirá-lo de mim, sei que a vida foi injusta com você, mas ele é a razão da minha vida. — Senti meus olhos marejarem com o medo de perder meu filho, mas também não poderia tirar isso dela.

Regina ficou um tempo em silencio e de repente me abraçou soluçando com a cabeça em meu ombro, senti uma vibração tão boa tomar conta do meu corpo que nem me incomodei com a dor no lugar da cirurgia por conta do abraço, apenas fechei os olhos e aproveitei o momento.

— Obrigada! Obrigada! — Ela repetia ainda abraçada a mim.

— Ei. — Disse e ela me olhou. — Vai ficar tudo bem, você vai ver, nosso bebê é o melhor do mundo. Agora você precisa se acalmar Dra, existem muitos pacientes que precisam de você para salvá-los. — Brinquei e ela me retribui com um lindo sorriso.

— Obrigada Emma, você me fez hoje a mulher mais feliz da face da terra.

— Amanhã após a escola ele virá, quero você aqui ok? Começaremos a operação " Reaproximação". — Regina abriu o mais lindo sorriso e mais uma vez estava eu perdida em seus lindos lábios.

Notas finais
Espero que gostem... Comentem... Até o próximo.