Lovesong

37 Capítulo 37


Notas iniciais
Olá meus amores.... voltei. Espero que gostem do capítulo. Quero agradecer a todos os comentários, fico muito feliz em recebê-los. Valeu. Bem vamos ao capítulo. Boa leitura.

Emma estava finalmente de volta ao trabalho, assim que chegou na delegacia ligou para Elsa ir ficar com Regina, a detetive ficou preocupada com o enjoo da morena ontem e pediu repetidas vezes a irmã que se Regina tivesse mais algum enjoo a avisasse de imediato. A detetive estava envolta a vários papeis referentes ao ataque que Regina sofrera e para a sua irritação não havia nada que levasse a identidade do agressor.

Emma já não sabia mais onde procurar, olhara todos os papéis inúmeras vezes, ela então lembrou de algo e procurou saber com um de seus informantes sobre a suposta briga de bar que Killian esteve envolvido, Emma acha que Jones não seria capaz de uma atrocidades daquelas, mas ela achou muito estranho ele aparecer com a mão machucada justamente no dia da agressão de Regina, o rapaz ficou de investigar para ela. Emma tentou entrar em contato com August mas não conseguiu falar com ele. Aproveitou e entrou em contato com sua velha amiga e falou sobre sua proposta de ser segurança da mansão o que foi aceito de imediato.

Estava quase na hora do almoço quando sentiu o telefone tocar em seu bolso, atendeu apressada quando viu a imagem de Regina piscando na tela.

— Amor... ta tudo bem? – perguntou aflita.

— Calma Emm, eu estou bem, só liguei para dizer que estou esperando você e Henry para almoçar aqui.

— Ah! Ok, vou pegar nosso filho no colégio e iremos para a mansão. – falou Emma um pouco mais aliviada.

— Estou esperando, te amo vida. – disse Regina e iria desligar quando ouviu Emma a chamando novamente.

— Linda...

— Sim amor. – disse Regina.

— Você tá melhor mesmo? Não teve mais enjoos? — perguntou a loira preocupada.

— Estou sim amor. – sorriu. – não estou sentindo mais nada. – disse Regina feliz pela super proteção da loira.

[...]

Elsa estava ajudando Regina a preparar a mesa para o almoço, quando a morena parou repentinamente e se apoiou em uma das cadeiras devido a uma pequena tontura.

— Regina, você está bem? – perguntou Elsa indo em direção a morena.

— Sim Elsa, foi apenas uma pequena tontura. – respondeu Regina.

— Você se alimentou pela manhã? Porque desde que cheguei aqui você não comeu nada. – Continuou Elsa.

— Não estava com fome, sempre que eu pulo uma refeição tenho algum mal estar, mas quando almoçar irá passar. – Respondeu Regina tentando convencer a cunhada, ela realmente não pôs nada no estômago pela manhã, mas não seria motivo para sentir qualquer sintoma, ao contrário do que afirmou para Elsa, ela sempre deixa de fazer alguma refeição por conta do trabalho e nunca tem nada.

— OK! Se você está dizendo. – sorriu a loira.

— Elsa... – chamou a cunhada e continuou. – não conte a Emma sobre isso, você sabe como é sua irmã, ela iria se preocupa a toa. – Pediu Regina.

— Não contarei. – disse Elsa indo em direção a cozinha para pegar os talheres.

Após alguns minutos Henry entra a mansão correndo e se jogando nos braços de Regina que o recebe com um enorme sorriso.

— Mamãe, viemos almoçar com você. – disse o menino como se fosse uma surpresa.

— Oi meu príncipe, fico feliz por isso eu amo quando vocês estão pertinho de mim. – disse a morena beijando o rosto de Henry, que em seguida correu e foi abraçar Elsa, Regina observou sorrindo seu filho indo ao encontro da tia até que sentiu braços fortes a abraçando por trás.

— Estava morrendo de saudades desse corpo sabia? Desse cheiro... – a morena soltou um gemido rouco ao sentir o hálito quente de Emma em sua pele – Desse gemido, hummm – sussurrou Emma com os lábios deslizando sobre a pele macia de Regina.

— Amor... pa...ra, sua irmã e nosso filho estão aqui. – disse Regina lutando contra a excitação que tomou conta de seu corpo.

— E o que tem? Eles sabem que nos amamos. – disse a loira virando Regina para ficar de frente para ela e capturou os lábios carnudos da morena em um beijo apaixonado.

— Sim eles sabem, mas não pretendo que eles vejam o que fazemos quando você está toda assanhadinha assim. – disse Regina após o beijo puxando uma loira sorridente para a mesa, onde já estavam Elsa e Henry.

O almoço estava agradável, Emma e Elsa como sempre animando o ambiente, Henry grudado em Regina falando sobre seus desenhos e sobre o quarto que ganhara, chamando a mãe morena para jogar vídeo game com ele, Regina prometeu ir mesmo não sabendo nada do jogo, Emma a todo instante perguntando se a morena estava bem, se estava sentindo algum enjoo, a loira só queria ver Regina bem.

— Mamãe quando nós iremos para fazenda? Estou com saudades de Valente. – perguntou Henry a Regina, que sentiu todos os seus músculos enrijecerem só de lembrar do lugar que ela jurou nunca mais pisar, olhou para Emma sem saber o que falar para o filho.

— Filho, prometo te levar lá em um fim de semana para visitarmos seu cavalo, tudo bem? – Disse Emma segurando a mão de Regina, o garotinho assentiu sorrido. – Agora come tudo que está no seu prato senão não terá sobremesa. – Emma sorriu para Henry e desviou o olhar para Regina que olhava fixamente para o prato, o qual mal havia tocado.

— Vocês me dão licença, vou para o quarto. – disse Regina se retirando da mesa sem dar tempo de alguém falar algo.

— Hoje ela mal comeu, está tudo bem? – perguntou Elsa, se calando após não receber nenhuma reposta.

Emma olhou para escada até que Regina não fosse mais vista, ela sabia que estava sendo difícil para morena toda essa situação, teria que pensar em uma maneira de sua morena superar tudo isso. Emma voltou seu olhar para Elsa que brincava com Henry enquanto fazia com que ela comesse tudo que havia no prato.

— Elsa fica um pouco com ele, eu vou ver se Regina está precisando de algo. – disse a detetive indo em direção as escadas.

Emma entrou no quarto de Regina e a encontrou deitada na enorme cama, ela estava virada para parede. Swan tirou suas botas e jaqueta, deitou por trás de Regina, pôs seu braço em volta da cintura da médica colando seus corpos.

— Emm... eu quero ficar sozinha. – pediu Regina.

— Shii, eu não estou aqui, é impressão sua. – sussurrou Emma encostando seu rosto no pescoço da morena.

Regina esboçou um sorriso, agradecendo aos céus por ter Emma consigo nesse momento difícil de sua vida. Talvez se não fosse pela força da loira, pelo carinho e amor oferecidos por ela, Regina não conseguiria chegar até aqui. Passaram-se longos minutos em silencio, não era um silencio que incomodava, pelo contrário, era um silencio de paz, de segurança, sensações que Regina só encontrava nos braços da loira. Regina virou o corpo ficando de frente para Emma que a olhava com um leve sorriso, a morena se perdeu na imensidão verde que a fitava, se permitiu sorrir discretamente ao lembrar do dia em que os viu pela primeira vez, não havia resquícios daqueles olhos amedrontados do dia do acidente, hoje eles estavam serenos, plenos, transmitiam amor. Nesse momento em que estava perdida nos olhos de Emma, Regina teve vontade de contar toda a verdade a Emma, queria contar tudo o que aconteceu naquele dia, ela deveria confiar na sua amada, afinal, ela sempre fez tudo pela sua segurança, sempre a protegeu de tudo. Regina sabia que quando Emma soubesse quem era o responsável pela agressão não iria descansar enquanto não o pusesse atrás das grades e quando isso acontecer todos estarão seguros. Era isso, ela deveria contar, e tinha que ser agora, pois sabe que se esperar não terá coragem de fazê-lo, respirou fundo sem desfazer o contato visual e começou a falar.

— Amor, eu ... – foi interrompida pelo toque do celular da loira.

Emma checou o celular e viu que era uma chamada de Ruby, pôs o aparelho no modo silencioso, depois ligaria para a amiga. Voltou sua atenção para Regina e acariciou seu rosto.

— O que você iria dizer amor. – Perguntou Emma.

— Eu... Obrigada! – sussurrou Regina, toda a coragem de antes foi embora, decidiu não falar nada do que estava pensando, se Emma fosse atrás daquele crápula ela poderia sair machucada, isso ela não poderia permitir.

— Pelo que? – perguntou a loira.

— Por tudo, por estar a meu lado em todos os momentos. – falou Regina e Emma percebeu que a morena queria lhe dizer algo mas faltava coragem.

— Você sabe que te amo certo? – Regina assentiu. – E que além de sua namorada, sou sua amiga? – a morena assentiu mais uma vez. – Então amor... você pode conversar comigo sobre qualquer coisa. – Beijou a testa de Regina. – Os problemas são melhor resolvidos, se compartilhados. – Deu um selinho na morena.

Regina capturou os lábios de Emma delicadamente, o beijo que começou calmo e delicado tornou-se urgente, apaixonado. Regina sentou no ventre da loira, uma perna de cada lado, sem desgrudar os lábios. Emma pôs as mão na cintura de Regina e deu leves apertões no local. Ao fim do beijo a morena deitou por cima do corpo da loira beijando seu pescoço, matando a saudade da pele alva de Swan.

— Huumm... como eu senti falta de seus toques amor. – disse Emma passando as mãos pelas costas de Regina. – Falta de seu peso sobre meu corpo, de seu cheiro, seus beijos em minha pele. – Continuou a loira se deliciando com as carícias que estava recebendo de sua amada.

— Eu te amo Emma, eu quero você. – disse Regina sussurrando no ouvido da loira, ela queria, queria sua Emma, queria se entregar de corpo e alma como sempre fazia, precisava dela.

Ao ouvir as palavras de Regina, Emma em um movimento rápido mudou de posição ficando por cima da morena, mas não pôs o peso do seu corpo sobre o da morena, com medo de machuca-la.

Emma tirou a roupa de Regina deixando-a apenas de lingerie, começou a distribuir beijos pelo pescoço da morena que gemia baixo, a loira foi descendo seus beijos até chegar os seios cobertos pelo tecido preto, delicadamente a detetive retirou o tecido negro do corpo de Regina. Emma voltou sua atenção para os seios perfeitos que sua namorada possui, distribuiu beijos e passou a língua por toda extensão daqueles montes maravilhosos, desceu os beijos pelo abdômen da médica e quando chegou em sua calcinha sentiu o corpo de Regina enrijecer, ao olhar para o rosto da morena percebeu que sua amada tinha os olhos apertados e lágrimas descendo por seu rosto delicado.

— Amor, o que você tem? Por que ta chorando? – Perguntou Emma preocupada, é a segunda vez que Regina tem essa reação quando estão tendo algo íntimo. – Amor... por favor fala comigo. – Pediu Emma acariciando o rosto da morena.

— Desculpa... – pediu Regina.

— Linda, o que está acontecendo com você? Eu sei que é difícil toda essa situação, mas sinto que tem algo sério que você não está me contando, confia em mim, diz o que está havendo. – pediu Emma beijando a testa de Regina.

[...]

— Droga loirinha atende esse telefone. – Dizia Ruby andando de um lado para outro na cozinha do Granny’s, era a décima ligação que fazia para a amiga sem ter retorno.

Ruby precisava falar com Emma urgente, pois, sabia que o que estava por vir não era nada bom, precisava avisar a detetive sobre os novos hóspedes da pensão, para que ela esteja preparada quando o encontro acontecesse. Mas Emma Swan não atendia a droga do telefone.

Depois da décima quinta tentativa a morena decidiu ir até a delegacia, só assim conseguiria falar com a loira, mas antes de sair mandou uma mensagem de texto para a detetive.

[ ... ]

Já era fim de tarde, Emma estava em sua mesa pensando em uma forma de ajudar Regina, já havia ligado para Dra Donovan, psicóloga que a ajudou com alguns problemas tempos atrás, conversou com ela sobre o que estava acontecendo com Regina e marcou um hora para a morena, pelo menos iria tentar convencer a namorada a ir a consulta.

Emma pegou seu celular para verificar as horas e percebeu que havia deixado no silencioso quando viu as 15 ligações de Ruby e uma mensagem da amiga. Preocupada abriu a mensagem.

“Emma Swan! Atende essa merda de telefone, preciso falar com você urgente.”

“Delicada como sempre” – pensou — Emma procurou o número da amiga entre os contatos e antes de tocar no botão que dá início a chamada percebeu uma silhueta a sua frente. Ao olhar a pessoa para diante de si, deixou o aparelho cair sobre a mesa. Não podia ser, o que ela estava fazendo ali na delegacia? Só podia ser invenção de sua mente, mas por que sua mente faria isso, porque a trairia dessa forma.

— Loirinha... quanto tempo. – Nessa hora Emma teve certeza que não era um sonho. Ela tinha certeza que se as coisas estavam ruins agora iriam piorar.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Quem será que são os novos hóspedes da pensão????? Comentem..... Até a próxima. Fui.....