Lovesong
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Dentro da ambulância Regina segura a mão de Emma o mais forte que pode, como se assim ela pudesse manter a loira nesse mundo. A médica prometera a detetive que faria o impossível para salvá-la, mesmo sem ter certeza se a loira a estava ouvindo. Regina não sabia porque, mas sentia que teria que salvar a vida de Emma Swan. O som do monitor cardíaco chama a atenção da médica que ao olhar para a tela percebe que os batimentos da detetive estão zerados.
— Parada cardíaca! — Exclama um paramédico iniciando as manobras de ressuscitação, a cada descarga elétrica sem resultados positivos Regina ficava mais aflita. Uma, duas, três tentativas e nada de o coração de Emma voltar a bater.
— Quanto tempo até chegarmos ao hospital? — Pergunta Regina que no momento está fazendo a massagem cardíaca.
— Dez minutos. — Informa o paramédico.
— Droga! Ela não vai resistir. — Regina fecha os olhos procurando forças e coragem para realizar o próximo passo, ela sabe que tem que abrir o peito da detetive, é a melhor opção que ela tem de sobreviver, porém, já faz algum tempo que ela realizou esse procedimento e não se sente segura no momento. — Você consegue Regina, você é a melhor no que faz. — Repete para ela mesma.
— Preciso que pare a ambulância e me passe o kit de toracotomia. — Pede ela já calçando as luvas.
— A senhora não pode fazer esse procedimento aqui, enlouqueceu! — Exclama um dos paramédicos apreensivo.
— Escuta aqui rapaz, eu sou cirurgiã cardiotorácica e muito boa no que faço, portanto, não deixarei essa mulher morrer nessa ambulância, não comigo aqui podendo salvar a vida dela, entendeu! Então, me passa o material que pedi. — indaga Regina, mas eles apenas a ficam encarando. — AGORA! — Deu seu último berro tirando os rapazes do transe momentâneo e recebendo o material de um deles. — Vamos lá Emma, agora é so você e eu, aguente firme. — Regina começa o procedimento, abre o peito de Emma e começa a massagear o coração da loira com as mãos. — Agora vamos lá rapazes, o mais rápido possível para o hospital e avise a equipe cirúrgica sobre a situação.
—NO HOSPITAL-
Após acionar a equipe de salvamento, David foi correndo para o hospital atrás de notícias da irmã. Chegando ao local dirigiu-se a recepção angustiado.
— Por favor, preciso de informações sobre Emma Swan. — Disse David de uma vez.
— O senhor é da família? — Perguntou a recepcionista sem ao menos olhá-lo.
— Sou irmão dela, por favor me diz como ela está.
— Xerife,ela... — Não deu tempo de terminar a frase, pois, os paramédicos entraram correndo empurrando a maca onde Emma estava. David ficou em xoque ao ver o estado da irmã, Emma estava com o peito aberto e uma mulher em cima dela com as mãos la dentro. Ele ficou estático olhando para o corredor onde os paramédicos passaram. Só voltou a si com a recepcionista chamando.
— Xerife, XERIFE! — David desviou o olhar para a mulher. — Aguarde na sala de espera, quando nos derem informação sobre o estado da sua irmã eu lhe aviso. David confirma com a cabeça e vai em direção a uma das cadeiras da sala de espera. Após alguns minutos tentando assimilar o que presenciou a pouco, lembra que não avisou a Mary e ela deve estar preocupada por conta da hora, ele disca o numero da esposa e no segundo toque ela atende.
— David, onde você está? Estava preocupada.
— Mary... — Ele fala com a voz embargada.
— David, o que você tem? Você está chorando?
— Mary, a Emma... estou no hospital.
— O que aconteceu querido?
— Ela sofreu em acidente, está muito mal Mary.- As lágrimas já desciam livremente por seus olhos.
— Calma querido, chego ai em alguns minutos. — Após encerrar a ligação Mary contou o ocorrido a Elsa que ficou tomando conta do sobrinho e seguiu para o hospital. Ao chegar encontrou o marido muito abalado. David estava sentado encarando a parede a sua frente, com lágrimas descendo de seus olhos, ao perceber Mary no recinto correu em sua direção e a abraçou com força.
— Mary,eu vi quando ela chegou... ela estava com o peito aberto, tão indefesa... parecia estar... — Foi interrompido pela esposa que o afastou para olhá-lo nos olhos e repreende-lo.
— David Swan... não termine essa frase. Emma é forte, ela vai ficar bem e você sabe que ela não deixaria o filho por nada nesse mundo. — Tenta acalmar o marido.
Já havia passado várias horas e nada de notícias de Emma, David já estava impaciente e Mary não sabia mais o que fazer para acalmá-lo, então ela foi a cantina do hospital para buscar um café para o marido. David ficou na sala de espera se culpando por não ter cumprido a promessa que fez no dia do velório dos pais.
— Flashback on-
— Ei maninha, eu sei que será difícil nunca mais vê-los, mas nossos pais nos amou até o último minuto, eles sempre estarão conosco aqui. — disse David colocando a mão no peito da irmã próximo ao coração. — e em nossas lembranças Emma.
— O que vai ser da gente sem eles Dave? — Pergunta Emma aos prantos.
— Sei que será difícil Em, também não queria enterrá-los hoje, mas sempre estaremos juntos minha irmã, preciso de você para cuidarmos da Elsa.- David estava com os olhos marejados, mas não queria chorar, tinha que ser forte para cuidar das irmãs.
— Não sei se consigo sem eles Dave, não sei. — David puxou Emma para um abraço.
—Emma, eu prometo que vou cuidar de você e da Elsa, não deixarei que nada de ruim aconteça com vocês ok. Confia em mim?
— Confio Dave, te amo irmão.
—Flashback off-
— Sr Swan! — David foi tirado de suas lembranças.
— Sim! — Exclama ele se levantando.
— Sou Regina Mills, fiz a cirurgia da sua esposa e ...
— Irmã. — Ele a interrompe.
— Como?
— Ela é minha irmã, como ela está?
— Ah claro! Bem, houveram algumas complicações durante a cirurgia, mas no final deu tudo certo. Ela já está no quarto a algum tempo, eu queria ter certeza que estava tudo bem antes de vir avisá-los.
— David, o que aconteceu? — Pergunta Mary ao voltar da cantina e encontrar o marido falando com a médica.
— Mary, essa é a médica que fez a cirurgia da Emma. Dra Mills, essa é Mary Margareth minha esposa.
— Bem Sra Swan, como eu estava falando para seu marido, a cirurgia foi bem sucedida a Srta Swan já está no quarto e em poucos minutos ela acordará. Desejam vê-la? — David confirmou com a cabeça.- Só lembrando que ela está muito fraca, então, não a forcem a falar. Venham comigo. Os três entram no quarto e percebem que Emma está abrindo os olhos.
— Srta Swan, pode me ouvir? — Pergunta Regina fitando o rosto de Emma que fica a encarando por alguns segundos e em seguida tenta falar algo, mas não consegue, pois, está sob o efeito do anestésico. — Por favor não faça esforço ok, olha quem está querendo vê-la. — Diz a médica olhando em direção a porta. Emma desvia o olhar e quando vê seu irmão lágrimas começam a descer de seus olhos.
— E aí maninha, que susto você nos deu em? — Diz ele segurando a mão de Emma.
Emma volta seu olhar para Regina e tenta falar novamente. — He...Hen...ry. Henry! Henry!
— Quem é Henry? — Pergunta Regina olhando para David.
— É o filho dela. Podemos trazê-lo para vê-la?
— Depende, qual a idade dele? — Pergunta Regina com um semblante triste, afinal, é impossível não lembrar do seu Henry.
— Tem cinco anos, será que ele poderá entrar para vê-la?
— Poderá sim. — fez uma pausa. — Agora se me dão licença tenho que ir, afinal, só começo oficialmente aqui no hospital na segunda. Qualquer coisa que acontecer é só pedir para me avisar. — Dito isso ela saiu do quarto e foi correndo para fora do hospital em busca de seu carro que haviam trazido do local do acidente. Regina entrou no veículo e se entregou às lágrimas, era difícil lembrar de seu garotinho e pior ainda era lembrar que por causa dela agora ele está morto. Ela ficou lá parada no estacionamento até se recompor.
Após trinta minutos dirigindo Regina chegou a fazenda de sua mãe, o lugar era enorme e muito bonito, a casa principal tinha um estilo clássico e muito elegante, não podia ser diferente já que a dona era Cora Mills. Ao aproximar-se mais da casa Regina pode ver sua mãe com um sorriso enorme vindo em direção ao veículo.
— Meu amor, que saudade. — Disse Cora agarrando a filha assim que Regina desceu de sua Mercedes.
— Oi mamãe. — Regina retribuiu o sorriso.
— Pensei que você chegaria ontem filha.
— Cheguei mamãe, mas estava no hospital.
— Aconteceu alguma coisa filha, você está bem? Porque não me ligou? — Dispara a mais velha a perguntar preocupada.
— Sim mamãe eu estou bem. É que houve um acidente e ajudei a socorrer a moça e tive que fazer a cirurgia já que o cirurgião não estava presente.
— Então já conheceu o nosso hospital. Fico feliz que esteja aqui filha. Vamos entrar que você precisa descansar.
Entraram e mataram um pouco da saudade que sentiam, Cora é uma mulher temida por muitos por conta do seu temperamento, porém, ama as filhas mais do que qualquer coisa nesse mundo e realmente estava feliz por ter sua filha mais nova consigo. O final de semana foi tranquilo e muito divertido para mãe e filha, elas cavalgaram, ficaram na piscina e curtiram bastante a presença uma da outra. Na noite do domingo já em sua cama Regina não conseguia tirar Emma de seus pensamentos sem entender o por que, talvez estivesse preocupada com o estado da loira, mas como ninguém entrou em contato ela deduziu que estivesse tudo bem com a detetive. Em meio a esses pensamentos Regina adormeceu ansiosa para rever Emma Swan.
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