Lovesong
1 Capítulo 1
Notas iniciais
" Meu Deus! Minha cabeça está me matando, o que está acontecendo? Onde Estou? — Regina tenta abrir os olhos para entender a situação, mas não consegue ver muito, está escuro e ela não consegue mexer a cabeça direito, tenta sair de onde está, mas seu corpo não obedece. Quando de repente consegue se situar. — Meu carro, por que estou de cabeça para baixo? O que aconteceu? — Sirenes começam a ser ouvidas ao longe, trazendo imagens do acidente na cabeça de Regina. — Acidente! Sofri um acidente! Meu Deus! HENRY, HENRY! Onde você está? — O desespero toma conta de Regina e ela tenta de todas as formas sair dali, mas seu corpo não a obedece. — O que está acontecendo? Preciso achar meu filho. HENRYYYYYY! Cadê você meu amor. — sussurra o final aos prantos. Em meio ao seu desespero escuta pessoas falando.
— Tem uma mulher aqui, vou precisar de ajuda, ela está muito ferida, tragam a maca. — Dizia um paramédico ao lado do carro.
— Meu filho, ache meu filho. — Falava Regina desesperada, porém, parecia que não a ouviam.
— Tem uma criança aqui, o pulso está fraco e ele não está respirando, temos que entubá-lo, rápido. — Alguém gritava atrás do carro e ela ficou mais agitada, mas não conseguia se mexer, foi então que o paramédico percebeu seus olhos arregalados com um semblante de pavor.
— Calma senhora, vamos tirá-la daí e levá-la ao hospital. Os homens tiraram Regina das ferragens e a colocaram na maca, antes de chegarem na ambulância e Regina sentiu uma dor insuportável em seu peito, o médico olhou para ela e viu lágrimas saindo de seus olhos segundos antes de ela apagar.
[...]
— Essa dor de cabeça não me abandona! Abro meus olhos mas a claridade me incomoda, por que essa luz tem que ser tão forte? Sinto um peso em minha mão direita, tento tirá-la e ai fazer esse movimento sinto o peso diminuir e em seguida ouço a voz da minha irmã.
— Regi, como você está? — Diz Zelena passando a mão em meu rosto, e quando consigo focá-la percebo que está chorando.
— Zel. — Minha voz sai em um sussurro.
— A mamãe vai ficar muito feliz em ti ver.
— Ela está aqui? — Pergunto sem entender o que está acontecendo.
— Sim, foi uma tarefa difícil fazê-la sair um pouco desse quarto.
— Zelena, o que aconteceu? Porque estou aqui? E porque você está chorando?
— Você não lembra? — Olho para ela sem entender sobre o que ela está falando. — Você sofreu um acidente Regina, não lembra de nada? — Olha para ela por alguns segundos e então uma avalanche de imagens sobre o acidente invade minha mente.
— Henry... Zelena onde está o Henry? — Olho para ela e percebo que voltou a chorar e seus olhos tinham o mesmo olhar que... ela tinha quando me falou da morte o papai, meu coração apertou e quando percebi já tinham lágrimas descendo de meus olhos. — ZELENA! Onde está meu filho? — Ela me abraçou e percebi que soluçava. — Zelena, pelo amor de Deus me diz onde está o Henry? Por favor! — Ela me apertou mais e sussurrou em meu ouvido a única coisa que uma mãe jamais poderia ouvir.
— Sinto muito Regina, mas o Henry não resistiu, ele se foi... — Ao ouvir aquilo senti meu coração despedaçar por completo, como assim ele não resistiu? Ele é muito novo para partir assim.
— NÃO, não, não, você está mentindo para mim. — Tentei afastá-la mas ele me segurava com força. — Diz que é mentira Zel, diz que é mentira por favor, É MENTIRA! — Eu repetia e batia em seus ombros com os punhos fechados e a cada vez que eu a socava ela me abraçava mais forte."
[...]
— Regina, você está bem? — Sou tirada de minhas lembranças com minha irmã me chamando.
— Sim Zel, Apenas lembrando do pior dia da minha vida. — Eu a respondi com lágrimas nos olhos.
— Regi, eu sei que é difícil, mas você precisa esquecer esse dia, e lembrar de como o Henry era feliz com você, ele a amava tanto e iria querer que você continuasse, por ele.
— Eu sei Zel, bem, tenho que ir, a viagem para Storybrook é longa e ainda leva alguns minutos da cidade para a fazenda da mamãe. E Zel, se por uma acaso Robin vier atrás de mim, faz o que combinamos. Te amo minha irmã. — Falei a abraçando e sai. Desde o acidente Regina não tinha dirigido sozinha, sempre tinha a sua irmã no carro, mas agora ela precisava recomeçar e como Zelena falou Henry iria querer isso. Tinha alguns planos a seguir, iria trabalhar no hospital da cidade que pertencia a sua mãe, sabia que ia ser difícil no começo, afinal, há dois anos não exerce a profissão e por enquanto iria morar na fazenda com dona Cora. Após quatro horas dirigindo sem parar finalmente estava chegando a cidade, de repente um carro passa em alta velocidade no sentido contrário deixando a médica tensa ao volante, mais afrente ela enxerga um carro que parecia ser da polícia virado na estrada, ela para e vai em direção ao veículo verificar se alguém está ferido ao parar perto do carro ela não encontra ninguém, então olha em volta e não vê nada ao pegar o celular para chamar ajuda ela escuta um gemido fraco, ela segue o barulho e avista ao longe uma pessoa caída e corre em sua direção. Ao chegar Regina se depara com uma mulher muito ferida com as mãos na barriga e parecia sentir muita dor.
— Ei, calma eu sou médica vou te ajudar, preciso abrir sua camisa para examiná-la tudo bem? — Regina tirou as mãos da mulher da barriga e abriu sua blusa, a moça tinha um ferimento a bala no abdome, Regina tocou ao lado do ferimento e por conta da dor a mulher agarrou o cassaco de Regina. — Desculpa, mas eu precisava fazer isso. — A mulher fechou os olhos e grossas lágrimas desciam de seus olhos. — Ei, você precisa ficar acordada ok? Olha para mim, focar acord... — é interrompida pelo barulho de um celular tocando, ela olha em volta e avista o aparelho a alguns metro delas. Quando ia levantando é impedida por um puxão em seu casaco. — Eu preciso pegá-lo, precisamos de ajuda não se preocupe vou pegar e volto. A mulher solta o casaco de Regina e ela corre para pegá-lo.
— Al... — Antes de Regina continuar o rapaz já está gritando.
— EMMA SWAN! Onde você está? Já estava preocupado.
— Alô! Preciso da sua ajuda. — Fala Regina.
— Quem está falando? Onde está Emma? — A voz do rapaz muda de tom.
— Sou Regina, houve um acidente na entrada da cidade estou com uma policial ferida, precisa mandar ajuda, ela não aguentará muito tempo.
Quando Regina volta para perto da policial que agora ela sabe que se chama Emma, ela percebe que a mesma esta com sangue saindo de sua boca e isso não é um bom sinal.
— Ei, voltei. Emma é o seu nome?- A mulher afirma discretamente com a cabeça. — Emma, falei com alguém que irá mandar ajuda, você só precisa aguentar firma ok? — Regina fala segurando a mão da policial. Poucos minutos depois a mulher perde os sentidos. — Droga! Emma olha para mim, Emma fica acordada. — Regina chama em vão. Ela coloca o ouvido no peito da policial e não escuta os batimentos. — Droga Emma, resista. — Regina fala e começa a massagem cardíaca enquanto espera o socorro chegar.
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