Lovesick

16 Love Is In The Air


Notas iniciais
Olá Olá! Espero que gostem de mais um capítulo! Obrigada pelos comentários!

Acordei enrolada no lençol com o braço de Damon pousado na minha cintura e sentindo o seu perfume na almofada, movi lentamente a cabeça e reparei no ar sereno do meu namorado que dormia profundamente. Sorri e levemente passei a mão na sua bochecha aproveitando para retirar uma mecha de cabelo que lhe caia sobre o olho e beijei-o suavemente.

– Hum... bom dia, love. – disse ao fim de alguns segundos ainda com os olhos fechados.

– Hey. – sussurrei. – Dormiste bem? – perguntei ainda num tom baixo.

– Melhor impossível... – afirmou com um sorriso na cara mostrando finalmente as duas esferas azuis que eu tanto gostava. – Estavas a observar-me? – brincou.

– Sim, estava. Não é todos os dias que acordo contigo ao meu lado. – sorri.

– Mas podias. – afirmou naturalmente.

– Como assim? – perguntei um pouco confusa.

– Se vivesses comigo, tínhamos tudo facilitado. – disse encolhendo os ombros.

– Estás a pedir-me para vir morar contigo Mr. Hall? – disse provocadora com os olhos semicerrados.

– Talvez, o que achas da ideia? – perguntou apoiando a cabeça na mão com o cotovelo pousado na almofada.

– Eu adorava, mas não sei Damon. Tenho as minhas coisas tu tens as tuas e não iria caber quase nada neste apartamento, além disso não achas muito cedo para darmos esse passo? – disse um pouco insegura, apesar de estar morta de vontade por viver com o meu namorado ainda tinha receio que viesse a acontecer o mesmo que aconteceu com Sam, só de relembrar sinto o meu coração a encolher.

2 anos antes

– Amor, vem logo! Estou morta por ver este apartamento, acho que é desta que vamos comprar a nossa casa. – afirmei enquanto chamava Sam.

– Já vou, Rach. – sorriu, vindo ao meu encontro.

– Boa tarde, nós somos a Rachel e o Sam marcamos de ver a casa às 4pm. – afirmei assim que vi a agente imobiliária à porta do prédio.

– Oh sejam bem-vindos, estava mesmo à vossa espera. Entrem, este apartamento parece-me ideal para um casal jovem como vocês. – ia dizendo à medida que subíamos as escadas para o primeiro andar.

Assim que a agente abriu as portas, os meus olhos brilharam esta era a minha futura casa, finalmente ia morar com Sam e sabia que ia ser aqui que iamos passar o resto da nossa vida juntos.

– Amor, é este. – sussurrei quando nos vimos um pouco mais afastados da agente.

– Não podia estar mais de acordo. – disse beijando-me de surpresa e fazendo-me rir.

– Nós ficamos com ele! – ambos dissemos entre risos.

Actualmente

– Rachel eu amo-te e já que as nossas coisas não cabem neste apartamento, bem compramos a nossa casa. Decoramos em conjunto, escolhemos em conjunto, fazemos tudo os dois. – disse empolgado com a ideia.

– Isso parece-me maravilhoso, mas não me quero precipitar...

– Quando digo que te amo, love é porque realmente amo. Sempre te amei e vou sempre te amar. Nunca duvides. – disse com um pingo de sedução no olhar.

– Isso é chantagem. – disse divertida. – Mas tens razão, eu aceito morar contigo. – disse derrotada.

– Já te disse o quanto me fazes feliz? – sussurrou junto dos meus lábios.

– Não, quanto? – disse pensativa.

– Muito mesmo. – afirmou antes de me beijar calmamente, pousei as minhas mãos no seu pescoço e acariciei suavemente a sua nuca, enquanto sentia as suas mãos, por sua vez, passearem na lateral da minha barriga e coxas.

Damon acabou por se colocar gentilmente em cima de mim, passando a beijar o meu pescoço e queixo, podia sentir a temperatura do meu corpo aumentar e a respiração tornar-se mais pesada. Nenhuma palavra era dita e apenas olhares eram trocados, até que um telemóvel começa a ecoar no quarto.

– Não atendas. – pediu numa espécie de suplica.

– Pode ser do hospital, deixa-me ver apenas quem é. – disse olhando-o com carinho.

– Okay, eu chego-te o telemóvel. – disse esticando-se até à mesinha de cabeceira e antes que eu pudesse pegar, Damon atende. – Estou Elena, então tudo bem? – disse fazendo-me caretas enquanto eu tentava tirar-lhe o telemóvel.

– Damon! Liguei em má altura? – perguntou do outro lado a minha amiga.

– Por acaso o teu timing não foi perfeito, mas estas desculpada. – brincou, até que eu finalmente consegui retirar-lhe o pequeno objeto das suas mãos.

– Elena, está tudo bem? – perguntei, rindo após Damon me morder ligeiramente o pescoço.

– Sim, peço desculpa interromper o teu serão matinal mas queria que soubesses que vais receber uma encomenda com o teu vestido de dama de honor, ok?

– El eu disse que não era necessário. – reclamei.

– Ora não ia deixar que vestisses um vestido qualquer no meu casamento.

– Está quieto. – disse brincalhona para Damon que não para de me torturar com cócegas. – Ok, El não te preocupes com os restantes arranjos eu e as outras meninas estamos a cuidar de tudo! E daqui a um mês encontramo-nos em New York para o teu big day. – disse sorrindo.

– Óptimo, que eu estou a morrer de saudades vossas. Agora vê se dás atenção a esse abusado. Adoro-vos. Beijinhos! – disse despedindo-se fazendo-me rir.

– Também te adoro. – afirmei antes de ser interrompida por Damon que se despediu também da minha melhor amiga.

– Finalmente. – sussurrou atirando o telemóvel para um pequeno sofá que estava do outro lado do quarto antes de voltar a atacar-me com os seus beijos deliciosos e desejosos.

*

Faltavam cinco minutos para as seis e o meu turno estava quase no fim, antes da hora de almoço combinei com Danielle e Damon irmos ao cinema num duplo encontro, sendo que a minha amiga começara finalmente a ganhar terreno com o pai do pequeno Jamie.

– Que achas desta roupa Rach? – perguntou-me Danielle no nosso vestiário do hospital.

– Está perfeita. – afirmei enquanto acabava de calçar uns sapato de cunha pretos que combinavam com o resto do meu outfit.

– Obrigada, ai amiga estou tão nervosa. – admitiu, apesar de se notar à distância o seu nervosismo.

– Vai correr tudo bem, não te preocupes. – sorri tentando acalma-la.

Assim que ambas acabamos de nos vestir, dirigimo-nos para a saída do hospital onde Damon se encontrava à nossa espera para assim irmos juntos até ao cinema.

– Hey, love. – disse sorrindo antes de me beijar. – Uau, vocês hoje vão arrasar. – disse como um cavalheiro que era.

– Obrigada. – ambas dissemos e caminhamos até ao carro, onde seguimos viagem ao encontro de Michael que iria ter à entrada.

Ao fim de alguns minutos de conversa Damon estacionou o carro e todos saimos, Danielle caminhou até Michael que se encontrava distraído a ver os cartazes dos filmes, enquanto que eu esperava pelo meu namorado que verificava que o carro estava mesmo fechado.

– Hello. – ambos dissemos ao pré-casal.

– Dr. Rachel. – cumprimentou-me Michael que logo levou com o meu olhar reprovador pelo facto de me chamar doutora. – Desculpa, força do hábito. – desculpou-se sorrindo e cumprimentou Damon.

Assim que compramos os bilhetes entramos na sala e procuramos os nosso lugares, sabia bem ter um final de dia diferente e estar rodeada de gente amiga.

O filme ia a meio e para minha indignação reparei que os rapazes tinham escolhido um filme de terror, vi Danielle agarrar-se a Michael que sorria com a atitude dela. Damon parecia divertir-se com a situação principalmente depois de me assustar antes fim do filme.

– Parvo. – disse queixosa e batendo-lhe levemente no braço.

– Tu gostas. – disse convencido.

– É verdade.

Acabamos por ir jantar a um restaurante próximo e conhecer melhor Michael, que notava-se que gostava da minha amiga, aproveitei um ida à casa de banho para lhe dar a conhecer a minha recente informação.

– Está a ser um desastre não está? – perguntou preocupado Danielle encostando-se ao lavatório.

– Pelo contrário ele está caidinho por ti. – sorri ao ver o brilho no seu olhar.

– Tens a certeza?

– Absoluta. – afirmei.

– Obrigada por aceitares este duplo encontro. – agradeceu.

– Ora essa, vamos ter muitos mais. – disse-lhe e ambas retornamos para a nossa mesa onde o rapazes se encontravam a falar enquanto esperavam por nós para irmos embora.

– Bem nós agora vamos para casa, precisas de boleia Danielle? – perguntou Damon, como que a introduzir o facto da minha amiga estar sem carro.

– Não é necessário, eu levo-a a casa. – afirmou Michael prontamente.

– Okay, então portem-se bem. E até amanhã. – disse despedindo-se dos nosso amigos.

Ambos caminhamos até ao carro e seguimos em direcção ao nosso prédio. A meio do caminho um dilema surgiu na minha cabeça, como em tantas noites surgia, necessitava de estar com Damon mas qual seria desta vez a cama em que iríamos ficar, na minha ou na dele? É, Damon está certo precisamos de dar um passo na nossa relação.

– Amor, quando é que vamos ver casas? – perguntei, já em sua casa enquanto esperava que o meu namorado se deitasse a meu lado.

– Que tal amanhã mesmo? – perguntou após se sentar e me beijar deixando um sorriso nos lábios transparecer.

– Óptima ideia. – sorri.