Loves Requiem

2 1 - The meeting...


As ruas de Seoul estavam completamente desertas, e Tiffany não sabia exatamente para onde estava indo, apenas andava. Estava escurecendo, e ela sabia que a qualquer momento os monstros poderiam aparecer, mas ela não tinha onde se esconder. Precisava achar uma casa vazia, ou até mesmo um humano sobrevivente. O céu estava escuro, e a chuva chegaria a qualquer momento, o que dificultaria ainda mais sua vida. Ela estava passando por uma das ruas mais famosas da cidade, que agora não passava de uma simples passagem durante o dia, e à noite servia de sala de jantar para os “demônios”.

– Ei, você! Espera! – uma voz surgiu atrás de Tiffany. Ela se assustou, e correu.

– Não! Não corra! Eu preciso de ajuda! – Tiffany então olhou para trás, ainda correndo, e avistou uma menina loira, caída ao chão, e parecia estar machucada. Ela então parou de correr e foi até ela.

– O que houve com você? – ela mantinha uma certa distância da garota.

– Pode se aproximar... Eu não estou infectada, mas estou machucada, olha minha perna!

A perna da garota sangrava, e isso assustou Tiffany. A qualquer momento ela poderia virar um dos demônios e querer devorá-la!

– E quem me garante que isso não foi provocado por um dos bichos?

– Eu garanto! Minha irmã acabou de ser devorada na minha frente... Esse machucado eu consegui enquanto fugia. Por favor, me ajuda! — Tiffany hesitou, mas pegou a garota pelo braço e a ajudou a sair dali, apoiando-a sem seu ombro.

– Qual é seu nome?

– Jessica. E o seu?

– Tiffany. Você sabe onde podemos nos esconder?

– Não... Mas temos que achar um lugar rápido, mas não sei como, eu mal consigo ficar em pé!

– Como você se machucou?

– Um dos bichos arrombou minha casa e foi direto em cima da minha irmã. Eu a protegia, e ele nem olhou pra mim! Parecia que eu não servia pra ele. E então, eu não pensei duas vezes, e corri pra fora da minha casa, mas tropecei na porta arrombada e rasguei minha perna na madeira. Isso dói demais...

Tiffany fez uma careta, imaginando a dor que Jessica sentira.

– Vamos achar um lugar seguro e eu vou cuidar desse seu machucado... Fica calma!

Elas continuaram andando em busca de um abrigo, até que encontraram uma mansão enorme com a porta semi aberta, e uma das luzes acesas.

– E se a gente entrasse aí? – Jessica disse.

– E se tiverem bichos aí?

– A gente não vai saber se não arriscarmos.

– Mas...

– Sem mas. Fany, eu não tenho condições de entrar aí sozinha, e eu realmente quero me esconder. Mesmo que tenham bichos aí, esse lugar é enorme, e vamos achar um lugar pra nos esconder.

Tiffany concordou, e então as duas entraram na mansão. Lá dentro estava muito claro, a luz estava acesa, mas era um lugar frio, vazio e sombrio, mesmo à luz do dia. O primeiro cômodo que viram foi a sala de estar, onde havia dois sofás rústicos de cor marrom, uma mesa de centro de madeira que precisava ser envernizada, uma estante da mesma madeira da mesa de centro que apoiava vários porta-retratos, onde havia uma família sorrindo para elas. Havia também uma televisão de última geração, que contrastava com o ambiente de aparência antiga,

e vários bibelôs de anjos nus em cima de nuvens. Tiffany ajudou Jessica a se sentar no sofá que estava ali.

– É, parece que não tem ninguém aqui mesmo. – Tiffany disse.

E por fim as garotas se acomodaram na sala da grande mansão, Tiffany iria até a cozinha, enquanto Jessica iria avistar os cômodos do segundo andar, para ver se tinha mais algum sobrevivente ali.

Enquanto isso, no sótão da casa, as 3 garotas dali planejavam o que iriam fazer de agora em diante, sobre buscar ou achar mantimentos, armas ou até mais sobreviventes. Logo ambas escutaram passos vindo do solo da mansão, entraram em pânico, sem saber o que fazer.

– SERÁ QUE É UM MONSTRO? AI MEU DEUS! — Taeyeon já entrando em desespero, enquanto apertava a pequena Sunny em seus braços.

– Mas não pode ser um monstro Taeyeon-sshi, As luzes... ESTÃO TODAS ACESAS! — Yuri dizia indignada, gesticulando com as mãos.

– Yuri-ah, não temos certeza, impossível ser mais algum sobrevivente nessa cidade, impossível!

– Ok então, eu vou subir lá em cima para ter certeza disso.

– NÃO YURI-A, NÃO VÁ POR FAVOR! — Sunny gritou em espanto. A pequena garota de cabelos claros que permanecia em silêncio o tempo todo, se pronunciou, ela era a mais medrosa dali, não conseguiria ver mais alguém morrendo em sua frente, ela não iria deixar.

– Não vá... E se for um daqueles zumbis-sanguessugas, como você vai se defender?

Yuri pegou uma de suas 'armas' improvisadas, um pedaço qualquer de madeira, e logo correu para os degraus do sótão, e por último avisando as garotas ali.

– Enfim, se eu não voltar vocês já sabem, façam de tudo pra se proteger, e não saiam no escuro, tentem buscar alimentos só ao amanhecer!

E por fim Yuri sumiu do porão, deixando as garotas mais aterrorizadas do que já estavam.