Loves Of Past Wars
2 II- Black.
Notas iniciais
.... e Sirius estava contente, como sempre.
A Grifinória acabará de ganhar mais uma copa das casas, graças ao melhor amigo dele, James.
Mas... Ele não poderia ficar naquela festa, a lua cheia exaltava o brilho fora do castelo, e seu amigo precisava dele.
Remus sofria de licantropia, e se transformava em lobisomem toda a Lua Cheia.
Eles se transformaram em Animagos ilegais no quinto ano, tentando desde o segundo, resultando em: James Potter era um Cervo, com as pontas dos chifres brilhantes e afiadas, Peter Pettigrew era um rato, com o rabinho encaracolado, ele mesmo, era um cachorro, preto e de raça. Seus amigos riram quando ele se transformou naquilo pela primeira vez, seu nome era Sirius Black,o que, no latim e tradução livre do inglês significava literalmente "Cachorro preto".
Ele correu pelas escadarias de Hogwarts, sem parar, seus cabelos compridos com cachos negros balançavam a medida que seus pés batiam firmemente no majestoso chão. O sol já se posará à 1 hora, e a escuridão era evidente, seu amigo já deve ter se transformado à tempos, e James e Peter devem estar furiosos com ele. Ele esbarrou em algo. Ou melhor alguém. Uma cabeleireira loira, com olhos verdes e vestes da Grifinória bem passadas. Marlene.
— Descul... Ah! É você.- ela fala, seu rosto se transformando em uma expressão de indiferença falsa.
— Muito lisonjeiro lhe ver, Lene. Mas eu tenho que ir.-ele fala, mas antes que pudesse voltar a caminhar, ela pegou suas vestes e o fez encarar ele.
— Onde você vai?- ela fala, o olhar afiado que poderia matar.
— Lene, meu amor, eu sei que você fica preocupada com meu bem estar. Mas dessa vez eu realmente não posso lhe falar. — ele fala. Beijando sua testa, ele fez menção de sair. Ele ouviu ela suspirar, e não conseguiu, voltou atrás e decidiu dar uma satisfação melhor.- Lene, eu sei que estamos brigados e tal, mas quero que me escute.
—Estou escutando.-ela evitou o olhar.
— Marlene, olha pra mim. — ela levantou os olhos, que estavam vermelhos, evidentemente ela havia chorado mais cedo. — Eu nunca te trairia, eu nunca ficaria com outra pessoa... Não chora, por favor.
—Sirius,seu idiota, eu não estou chorando por causa disto. — ela fala, sua voz aumentando uma oitava.
— Por que então, amor? — ela mordeu o lábio.- Marlene Carine McKinnon, eu lhe conheço, algo aconteceu.
— Eu... Não sei como dizer.
— Só diga, Lene.- ele se exaltou, perdendo a paciência.
— Eu estou grávida.
Sirius ficou com o rosto estático. Depois ele passou para um tom branco, e tentou mexer os lábios. Mas nada saiu. E a escuridão se fez presente... (...)
Scorpius continuou. Envolvido pelas linhas manchadas pelo tempo, as palavras feitas obviamente com coração.
Suspirou. Ele conhecia aquele nome, ele só não conseguia colocar o dedo da onde.
Black, era o sobrenome de solteira de sua avó. O que só confundiu ainda mais Scorpius. Os Black eram uma família Puro sangue, que casavam os primos uns com os outros para que a pureza continuasse, e ainda tinham o costume de repetir o nome centenas de vezes. É iria ser difícil.
Scorpius nunca foi interessado nas épocas de guerra. Seu pai ter lutado para o lado errado,na o ajudava nada para que ele quisesse saber algo. Ele sabia o necessário: terminou em 2 de Maio ( Atualmente é um feriado na sociedade Bruxa ), trio de ouro e Voldemort. E claro, sua esposa era filha de dois terços do Trio anteriormente citado e seu melhor amigo, Albus, filho de Harry Potter, o menino que Sobreviveu.
Ele suspirou e olhou para o nome da mulher novamente, Marlene McKinnon. Curioso. Ele nunca havia ouvido aquele sobrenome, de repente não era puro -sangue.
Grifinória. Esse Sirius era Grifinório, um Black na Grifinória? Realmente não é algo que se vê sempre ( apesar de o sobrenome Black não ser mais usado diretamente hoje em dia).
Mas, ele tinha uma esposa que era completamente interessada na época de Voldemort.
— Amor?- ele indagou, se deitando ao seu lado.
— Sim?- ela fala, sem se preocupar em retirar os olhos do livro que lia.
— Você já ouviu falar em um homem chamado Sirius Black? — ele perguntou, direto e reto, ele sabia que ela odiava enrolação.
— Bem, claro! Ele é padrinho do meu tio Harry, o pai do meu tio e Sirius Black eram melhores amigos. Por quê? — ela pergunta.
— Hum, nada! Só interessado na história da família da minha vó.
Ela riu, e revirou os olhos.
Naquela noite, enquanto Rose dormia enrolada sobre os lençóis, ele se levantou.
As páginas estavam escondidas em um fundo falso de gaveta. Ele suspirou, e seguiu a leitura.
Ao acordar, Sirius já estava no meio do corredor, e já não era mais noite.
Os raios do amanhecer da Escócia fizeram com que ele virasse para o outro lado, apenas para perceber que ele não estava em seu dormitório.
Era muito arrumado para ser o quarto em que os quatro Marotos dividiam, e ele realmente sentiu falta dos seus pôsteres de garotas trouxas de biquíni escoradas em motocicletas.
—Sirius?- uma voz preocupada e doce o chamou. Marlene.
— Isso... É verdade?- ele falou. Estava na cara que ele havia sido rude e sem tato, mas ele estava muito transtornado para pensar em algo a mais.
— O quê? — ela pergunta, claramente nervosa, mordendo os lábios.
— Pelo amor de Merlin, Marlene! Você está mesmo grávida? — ele havia se exaltado um pouco, e se repreendeu internamente.
—Ah! Isso... Bem,... Sim. — ela fala, ainda com medo.
Ele ficou estático. Olhando para o nada, e depois disso, o choque parecendo ter passado pela perspectiva de Marlene, seus olhos cinzas se encheram de lágrimas.
— Um bebê.- ele pensa sonhadoramente em voz alta. Ele sorriu, e ela sorriu de volta.
E ali, ambos sabiam, nada nem ninguém poderia estragar a felicidade de ambos.
Ele avançou, a abraçando cuidadosamente, como se ela fosse porcelana, encostou suas testas e lhe plantou um beijo casto em seus doces braços.
— Eu amo você, Marlene. — ele fala, olhos fechados e voz quebrada de emoção.
— Te amo, Sirius.- ela suspira.
Mais tarde naquela manhã, já entrando no dormitório, ele se encontrou com um James Potter irritado.
— Onde diabos você estava à noite?- ele gritou,pouco se lixando se Remus estava ainda se recuperando da Lua Cheia ou não.
— Eu... Bem... É uma história longa.
— História longa, Padfoot? Remus precisava de nós ontem à noite e você simples desapareceu. Nós não ficamos anos de nossa vida procurando como se tornar Animagos por diversão, fizemos para ajudar o Moony. Deus, você poderia ter dito para nós algo. Você nos deixou na mão, Sirius.- O tom de Potter já não era mais de irritado, mas de pura decepção.
— Eu sei... Eu sei... Eu ia ir... Eu juro! Eu jamais iria deixar vocês na mão, mas... Algo aconteceu.
— Algo o que, cara?
— Eu encontrei Marlene e...-ele foi interrompido.
— Espera aí, você está me dizendo que deixou nós na mão para passar a noite com a Mckinnon?
—Eh... Sim. Mas não dá forma que você tá pensando. -ele fala, vendo que seu melhor amigo tinha levado as explicações para o outro lado(e bem, Sirius não o culpava).
— De que forma estão, Black?- o tom arrogante, é James Potter estava realmente furioso com ele.
— Ela está grávida.
Os olhos de James se arregalaram como duas bolas de gude por detrás dos óculos de grau, a boca foi ao chão e branco como papel. Sem forças para dizer algo coerente, ele apenas balbuciava:
— Bebê... Mckinnon... Sirius... Idiota... Nem terminou a escola....- entre outras.
— Ela o que?- ele ouviu Remus gritar da cama. Ele respirou, ele sabia o os outros dois estavam acordados. — O que diabos, Sirius? Você não pensou nas consequências? Pelo amor de Merlin! Sirius você acabou de fazer 17 anos, termina Hogwarts mês que vem, estamos em meio à uma guerra. Você não tem cabeça?
Ele bufou, e viu Wormtail encolhido em um canto, olhos pequenos sem expressão.
— Olha só... Eu sei que fiz merda, mas eu vou arcar com as responsabilidades. Ela não fez aquele bebê sozinha, e na o é como se eu fosse deixar o bebê ser criado pela família da Marlene.
Os McKinnon são uma família Puro sangue, que apesar de não estar na lista do sagrado 28, são muito excêntricos em questão dos nascidos trouxas e mestiços, e provavelmente criariam o neto para ser um Sonserino mimado.
Marlene havia sido uma exceção, por isso sempre disseram que ela e ele se dariam tão bem. A garota adorava os trouxas, tanto quanto que a melhor amiga dela, Lily(namorada atual de James), era uma nascida — trouxa, sem dizer que Marlene era Grifinória.
Ele gostava de Lene desde o final do quinto ano, mas ela simplesmente tinha nojo dele. Ele viu ali que apesar de toda sua família ter cabelos negros ou castanhos escuros,ele tinha um fetiche enorme por loiras de olhos verdes.
Não foi até o início do sétimo ano que Marlene cedeu aos pedidos dele, e foi com ele para um encontro em Hogsmeade. Ele adoraram aquele encontro,principalmente por que resultou em ambos enrolados nos lençóis menos de duas horas depois. Eles foram finalmente um casal, oficializaram uma semana depois. Fazendo com que 80 por cento das meninas de Hogwarts chorassem ou ficassem furiosas ( os outros vinte ou eram as primas de Sirius ou eram comprometidas)
Eles haviam brigado, algo fútil, que ele simplesmente não afirmou que seu cabelo estava bonito (agora ele ri, entendendo o porquê de tudo aquilo, mas no dia ele havia ficado bem irritado).
Ele saiu de pensamentos com uma gargalhada:
— O que diabos, vocês três.
— A Lily Vai te matar.- James fala. É... Era verdade, às vezes a ruiva dava medo em Sirius.
— Você vai se matar antes do bebê nascer.- foi a vez de Peter. Sirius ficou confuso, mas decidiu ignorar o menor.
— Tomara que venha uma menina, e que um idiota de Hogwarts que se acha o maior da escola,faça o mesmo que você fez na Lene. — Remus fala e o Black arregala os olhos. Além de ser algo que seu amigo jamais falaria, sua mente já possuía mente psicopata para quem ousasse tocar em sua hipotética filha e os namorada imaginários que ela provavelmente terá.
— Ninguém toca em filha minha,Okay? Ao não ser que queira ver Merlin mais cedo.
-Se põe no lugar dos pais das meninas com que saiu Sirius,e pense que de repente pode ser pior.-O riso de James dava mais ânsia nele.
Suspirou, para ele não importava,poderia ser uma menina com namorados que a machucassem, ou um menino que iria ser o que machucasse. Para Black não importava, contanto que ele criasse e tivesse com a criança nos anos essenciais mesmo em meio à guerra.
Ele não pode deixar de sorrir internamente. Ele iria ter um bebê. Dele e de Lene. E a felicidade e emoção mal cabia dentro de si.
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