Lover In Me
1 The love that we had
Notas iniciais
“E quando você pensa que tudo acabou, percebe que ali era só o começo...”
07 de Janeiro — Casa das meninas — New York
Deitada na varanda, deixando a brisa do vento bater em meu rosto, meus pensamentos mais uma vez tomava conta de mim, da minha mente, completamente. Era incrível perceber o quanto mudei, o quanto me transformei, o quanto cresci. Hoje, minha vida simplesmente estaria completa, se...
– Sra. Collis? – Carmen me chamava – Telefone para a senhorita.
Ela me entregou o telefone.
– Alô? – Perguntei em um tom sofisticado.
– Lizzie? – Uma voz masculina e grossa se apresentava do outro lado – É Sr. John
–Ah, sim meu caro. Quanto tempo que não nos falamos... Pensava que havia esquecido de mim. — E como queria que ele esquecesse... Certos assuntos.
– Esquecer? Como? Uma mulher como você é difícil de esquecer — John foi um dos meus empregados na minha revista, porém se aperfeiçoou em Jornalismo e hoje mora em Londres, trabalhando para uma dos melhores jornais da cidade. Porém, insistia em me mandar novidades, afinal quem nunca se interessa em um cachê a mais?
– John, sempre encantador. Mas qual o real motivo desta ligação? Creio que o assunto principal não seja seus elogios
– Ele estava nos meus planos, mas tudo bem, voltaremos ao trabalho. Consegui novidades para sua revista.
– Que ótima noticia, estou curiosa para saber quais novidades...
– Breve saberás minha amiga, agora tenho que ir. Um grande beijo.
– Beijos, até breve. – Desliguei a ligação e logo pude ouvir o longo suspiro. – Vejo que alguém não teve um bom dia hoje
– Não coloque bom e dia na mesma frase Collis.
– O que houve madame Allison? – Seu olhar de frustração por causa do mal dia se tornou algo raivoso em minha direção – Tudo bem, reformularei minha frase- Me joguei na cama- Como foi seu dia Alli?
– Bem melhor... – Ela sentou-se na ponta da cama – Simplesmente cansativo! Não agüento mais, a cada dia que se passa produzir música fica intensamente irritante, mas isso não é o pior e sim o fato dela ter que ser romântica!
– Sabe que hoje em dia as músicas que dão mais sucesso, são aquelas que mostram o lado mais meloso do amor. Até nas músicas agitadas!
– O que esse povo tanto ver no amor? Algo banal – Debochou
– Acaba sendo banal para uma pessoa que já sofreu no amor e que hoje nem pensa em sentir esse sentimento novamente
– Não toca nesse assunto.
– Tudo bem – Me calei. Ali era minha prima, e minha melhor amiga. Porém o fato dela odiar o amor não é de agora. Senti meu celular vibrar, era o Kendall
– Oi baby – O atendi
– Ei gatinha, como esta?
– Bem e você meu amor? – Logo vi a Ali revirar os olhos e sair do quarto. Pelo que a conheço deve ter pensado “Área de melosidade não é comigo” e se retirou
– Estou ótimo. Queria saber se a noite poderíamos sair. Sei lá, ir a um restaurante, discoteca....
– Claro! Hoje não terei que ir a editora, então, liberada.
– Perfeito, te buscarei as sete! E ah, pergunte a Alli se ela não quer ir, vai que ela encontra algum partidão lá, ou até mesmo o tal do Brian que é afim dela.
– Brian? É a ultima pessoa que ela quer ver na face da terra
– Mas não era o...
– Vai saber Kendall – O interrompi – Nos vemos as sete e avisarei a ela. Beijos
– Beijos amor. Te amo!
– Te amo também. – Desliguei e a procura da Senhora “ Melosidade não é comigo” ou conhecida como Allison Miller!
Allison
– Repugnante! – Disse insatisfeita e cruzando os meus braços
– Nós já sabemos. Repugnantes, idiotas, sem cérebros, o que mais? Infelizes? — Kendall falava enquanto dirigia
– Olha! Outro adjetivo perfeito para vocês! – Disse sarcástica
– Ali, menos, por favor, só queremos te ajudar! Você deveria nos agradecer por está te trazendo em nosso encontro.
– Vocês poderiam vir sem mim. Ficaria muito bem em casa, no meu lindo e macio sofá, com uma bela tigela de pipoca, um enorme copo de suco e para completar, um belo prato de Nutella! – Fechei a cara. Estávamos indo para uma discoteca. A Liz insistiu tanto, mas tanto, que jurei que se eu não aceitasse ela entraria em depressão. Dramática!
–Faz bem sair e ouvir música, sem falar que esse seu programinha ta meio, cafona. – Kendall a respondeu
– Meu bem, eu ouço música todos os dias, afinal, se você esqueceu, eu trabalho em uma gravadora! Sou uma produtora musical ok? — Dei um tapa em sua cabeça e ouvir seu “Ai”
– Menos agressão com meu loiro – Liz o alisou
– E menos nhe nhe nhe de vocês — Suspirei.
[...]
Entramos no grande salão da discoteca. Bares, luzes, pessoas dançando, casais apaixonados. Porque aceitei mesmo? Escolhemos uma mesa não muito longe da pista de dança e como o som estava muito alto, só berrando para a outra pessoa ouvir. Adoro vir a esses lugares, porém, hoje não estava tão animada para freqüentar este tipo de local
– Prima, vou aqui na pista de dança, quer vir? — Liz me perguntou.
– Não obrigada. — A respondi, logo ela e Kendall se dirigiram para pista de dança. Homens vinham, xavecavam, porém tudo do mesmo tipinho... Que pegam dez ou mais em uma noite. Porem um me chamou atenção, baixinho, meio careca, que passou em minha frente. Logo o reconheci.
– Carlos? — O chamei a atenção.
– Allison? Allison Miller...é você?! Ai meu Deus, quanto tempo! — Ele me abraçou.
– Meu Deus! Você conseguiu crescer, como assim Garcia? – Brinquei e o mesmo fingiu estar zangado. Não o via há mais de 1 ano. Carlos foi meu primeiro amigo nesses 3 anos que morava aqui, porém ano retrasado teve que se mudar para Paris por causa do novo filme que o mesmo dirigia.- Quando voltou? — O perguntei
– Semana passada. Com a finalização das gravações, decidir voltar, afinal, Paris não combina comigo. É muito calmo. – Rimos.
– Que saudade de você — O abracei de lado.
– Também estava com saudades da minha melhor amiga.- Ele retribuiu o abraço — Infelizmente lá em Paris quase não tinha tempo. Perdoe-me por não ter perdido contato contigo, mas para me redimir, a convido para um lanche amanhã. Pode ser?
– Com maior prazer!- Sorri.
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