Lovely, dark and deep
1 Prólogo
Notas iniciais
Lembro-me como se fosse ontem... Sherlock, meu melhor amigo, caindo do telhado do Bart’s. Durante os dois anos que se seguiram eu me reprimi, guardei meus lamentos, minhas lágrimas e palavras; tranquei todos os meus sentimentos em um pequeno espaço da minha mente e segui a vida. Encontrei Mary e tudo parecia correr bem, e Sherlock se mantinha em no mesmo canto empoeirado que eu o havia deixado, mesmo que as vezes ele aparecesse nos meus pensamentos cotidianos. Tudo estava indo muito bem, até que ele resolveu voltar, e ele voltou no pior momento de todos, ele voltou justamente quando eu estava prestes a esquecer de uma vez, quando eu estava prestes a dar o grande primeiro passo. Durante todo aquele tempo ele me fez acreditar que ele estava morto e dois anos depois ele volta e revira tudo, destrói todas as barreiras que eu contrui, todas as pontes que ergui e manti durante tanto tempo. Sherlock me fez duvidar de tudo, sobre tudo o que eu havia feito durante aqueles anos, sobre o que eu realmente sentia sobre a minha futura esposa. A volta de Sherlock, para mim, foi a chegada de um terremoto, um furação ou quem sabe um enorme tsunami que abalou minhas estruturas por completo.
Por outro lado, ele me fez ter a felicidade novamente. Aquele detetive bastardo conseguiu que eu me reconciliasse com Mary mesmo depois de tudo o que ela fez, ele se sacrificou de todas as maneiras possíveis pelo meu bem e pela minha felicidade e tudo o que se mexeu e cambaleou voltou para o lugar. William Scott Sherlock Holmes, meu melhor amigo, pensa que eu não vejo e não aprecio o que ele faz por mim, e até algum tempo atrás eu realmente não sabia e nem percebia o quanto ele se importava comigo, com a minha segurança e a minha felicidade. Eu só percebi isso quando tudo desmoronou de vez, quando tudo desabou em cima de mim e me esmagou. Eu só percebi quando ele foi o único pilar a tentar sustentar os pedaços de que sobraram de mim, John Hamish Watson.
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