Lovely Smile
16 Capítulo 16- A culpa é toda sua
Notas iniciais
_O estado dela é grave, ela está inconsciente- foram essas as palavras do médico, que fizeram desabar meu coração.
Até então, só eu e Alfredo estávamos no hospital, depois da terrível noticia do medico, eu só conseguia chorar, era como se meu coração estivesse quebrado. O meu amor estava correndo risco, e agora? Não podíamos vê-la, pois ela estava fazendo vários exames e só os responsáveis por ela poderia vê-la. Eu não conseguiria dar a noticia aos pais dela então pedi que Alfredo desse a noticia e em quanto isto, eu me sentei num banco no hospital ainda chorando e só conseguia relembrar aquela cena terrivel. Eu daria todo meu sangue ou qualquer órgão se Marina precisasse , pois eu amava muito ela e eu sabia que aquilo acontecera por minha causa. Foi minha culpa, eu não à salvei, eu estava com minha ex-namorada e a fiz sofrer e chorar.
‘’Por mais que eu não quisesse, eu estava com aquela minha ex-namorada ‘nojenta’ ‘’ pensei.
Tudo isso que aconteceu foi por minha culpa e agora nada me restava fazer, nem mesmo ver ela eu podia, nem mesmo tentar me explicar por mais que ela não estivesse ouvindo.
_A culpa é toda sua, vá embora- foi isso que o pai de Marina gritou quando me viu no hospital.
Eu ‘’pirracei’’ tentando ficar, mas os pais dela não me quiseram por perto e com razão. Quem iria querer a pessoa que fez sua filha sofrer, ser atropelada e ficar inconsciente por perto? Ninguém.
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No outro dia fui até o hospital e novamente fui rejeitado e expulso de lá pela família de Marina. Eles não queriam ao menos que eu soubesse de noticias da situação dela, então, achando melhor meus seguranças me tiraram de lá.
Liguei para o hospital depois a fim de saber noticias dela e depois de muito insistir, eles me disseram que ela estava muito machucada fisicamente, muito ralada e ainda inconsciente. Eu sabia que inconsciência era uma coisa muito seria e com medo , resolvi me enformar sofre o assunto, cancelei vários compromissos, pois naquele momento, nada era mais importante do que a saúde de Marina, do meu amor. Explicaram-me que a inconsciência, em seu caso (ela não tinha reação, não falava, não abria os olhos e não se mexia) provavelmente era porque ela tivera um choque muito grande e ficara muito abalada emocionalmente e seu corpo preferiu se proteger disto, distanciando um polco da realidade da dor. Não tinha um tempo certo para isso acabar, só dependia dela. Podia demorar mais um dia, mais semanas, mais anos. O problema era sentimental mesmo, até porque nos exames nada explicava de outra forma.
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Mais um dia se passou, e eu não conseguiria mais ficar longe de Marina, eu precisava vê-la de qualquer forma. Fui ao hospital, os pais dela fizeram mais escândalos e pediram até para os seguranças do hospital me tirar de lá. Confesso que eu fiquei muito chateado com eles, por mais que a culpa foi minha, não foi por querer, eu jamais fiz tudo aquilo pra fazê-la sofrer, pelo contrario...
Conversei com a secretária do hospital que disse ser minha fã e até me pediu um autografo. Pedi á ela pra que desse um jeito de me avisar quando os pais de Marina saíssem , pra mim poder ver ela. Ela quase gritou achando q eu ia lhe passar o meu telefone pessoal e aceitou.
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Depois de algum tempo, a secretaria ligou para o numero que eu avia lhe passado avisando que os pais dela saíram mais não iriam demorar muito. Eu fui até lá e os médicos me deixaram vê-la.
Eu respirei fundo, tentando aliviar a angustia que sentia e abri a porta. Quando a via, ali, deitada numa cama de hospital, cheia de aparelhos, toda machucada, doeu. Minhas pernas até bambearam e meus olhos se encheram de lagrimas. Eu cheguei pertinho dela, segurei a mão dela com cuidado e disse:
_Oi
Ela não respondeu, manteve-se paralisada e eu chorei baixinho.
_Eu só vim aqui... Eu não tenho certeza, mas acho que você não me ouve... Mas, eu vim tentar explicar, tirar tudo isso de ruim que tem no meu coração, me machucando... Resumindo eu amo muito você... Muito...E... Te peço desculpas pelo que te fiz... Não foi de propósito, eu nunca pensei em te machucar... Eu estava com aquela garota, Mah... Porque ela me chantageou... Eu amo é você... Mas hoje eu sei o quanto sou bobo, eu poderia ter feito muitas coisas, poderia ter até chamado a policia, ela me chantageou... Ela iria fazer mal a você, ela me disse coisas absurdas, e eu fiquei com ela pra te proteger... Só contei para Alfredo e eu só ficaria com ela pouco tempo, tudo ia se ajeitar... Já estava tudo quase pronto.
Eu ainda chorava, e sentia que, de algum jeito Marina me ouvia.
_Eu te amo...- eu disse e neste momento, os olhos dela ameaçaram se abrir e se fecharam novamente. — Amor, abre o olho, eu estou aqui, você tá me ouvindo? – um sorriso floresceu em meu rosto, mas as lagrimas ainda caiam agora de emoção. E eu apertei a mão dela forte, mas sem machucar, querendo demonstrar a ela que eu estava lá, protegendo ela.
O médico entrou no quarto logo em seguida dizendo que o horário de visitas tinha acabado. Eu lhe expliquei o que tinha acontecido e ele disse que era ótimo, que isso poderia ser uma melhora ou não. E repetiu que eu teria que ir embora.
_Marina, eu te amo, nunca se esquece disso e... Volta logo... — falei e enquanto eu dava um beijo em seu rosto, ela apertou minha mão. O médico viu também e eu quase gritei de felicidade, mas ele insistiu em pedir pra que eu me acalmasse e que não podia gritar. Ele falou que iria refazer alguns exames e que provavelmente ela estava voltando.
Já era à noite, fui embora de lá muito feliz e certo de que tudo estava se resolvendo.
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