Lovely Complex

9 Capítulo IX


Notas iniciais
Olá, aqui estou eu, em plena segunda-feira para postar outro capítulo de Lovely complex.
Enfim, agora á leitura. Este capítulo é um flashback do Mello de quando tinha 7 anos. Feito com todo o carinho do mundo!
As verdades sobre o mello começam a desenrolar! Hahaha

~~ Flashback ~~

Estava sentado na cadeira do escritório de meu pai, esperando o mesmo. Tinha Acabado de voltar da escola, onde fui suspenso pela terceira vez. Desta vez havia colocado uma agulha do acento da minha professora, ela sentou e... Bem, agora estou aqui. Esperando meu pai vir e me dar uma bronca.

Ouvi a porta ser aberta e me virei, vendo HugoKeehl entrar pela mesma massageando as têmporas.

- Mihael, meu filho. Eu sei que você está na flor da idade, mas tem que aprender a se controlar.– Disse se sentando na poltrona á frente de uma mesa.

- Mas pai eu já tenho 7 anos! Tenho que mostrar pra professora quem é que manda naquela sala!

- Ela é quem manda, tanto é que você foi suspenso. De novo... – Suspirou e eu estremeci. – Saia Mihael, tem um filho de um operário aí, vá brincar com ele. – E começou á olhar os papeis enquanto eu me dirigia á porta.

Quem ele pensa que é? Sou Mihael Keehl, um nobre, igual aqueles senhores feudais de antigamente. E eu não vou brincar com gentalhas, plebeus, ou filhos de operários.

Sim, o respeito falava mais rápido, e não pensava muito... Agia antes.

Enquanto andava dava pra ver umas crianças juntas com seus pais, perguntando oque era isso, ou o que era aquilo. Credo. Não tinham idades suficientes para saber que aquilo eram máquinas? Não estamos tanto na idade média assim. Sim, sei que estamos em 2004. (Cerca) Tenho 7 anos e estou aqui, numa fábrica de chocolates que futuramente será minha. E meu pai ainda me dá sermões.

Andei até uma caixa onde caíam umas barras de chocolate e peguei uma. Algumas crianças olharam abismadas para mim e depois foram reclamar com os pais falando que “aquele garoto pegou uma barra, também quero”. Crianças pidonas.

Comecei a subir as escadas que davam para um escritório, onde podia ficar em paz e degustar minha barra em paz. Mas isso não aconteceu. O porque? Olhei em volta e meu olhar parou em uma garota com uns óculos de mergulho na cabeça, com cabelos vermelhos e um pouco grandes, mas menor que os meus. Alguns operários ainda me confundiam por causa de meu cabelo. Mas... Ela havia chamado minha atenção. Coisa que não ocorria com muita frequência.

Desci as escadas e fui até o lugar onde ela se encontrava, mas escondido é claro. Ela parecia como um menino. Trajava uma blusa listrada em preto e branco, com uma jaqueta meio aveludada, calça mais solta e tênis surrado. O cabelo era um vermelho vibrante e falava com uma garota, provavelmente sua amiga. Ela queria chamar atenção? Bem, se queria conseguiu.

- Mail, vá ver se deixei minhas chaves no carro! – Gritou um homem, e ela despediu da garota e se virou, ou melhor, ele se virou. ELA ERA UM HOMEM! De frente dava pra ver mais claramente que ele era um garoto. Mas que droga! Perdi tempo da minha vida, achando que tinha achado a garota mais interessante e era um homem. – Anda logo! Se roubarem o carro a culpa será sua! – Que cara chato! Mas aquela frase deu certo porque o garoto, que aparentemente se chamava Mail suspirou e saiu correndo.

Eu, que estava escondido atrás de uma caixa também saí correndo. Mas o perdi depois que umas caixas invadiram minha visão.

-Droga! – E comecei a correr mais rápido. Virei umas quatro vezes e finalmente vi a porta que dava pra garagem. Iria parar, mas senti um corpo se jogar contra mim e tanto eu quanto a pessoa tínhamos caído com tudo no chão. MAS QUEM ERA O INFELIZ QUE HAVIA ME EMPURRADO?!! Eu iria dar uma lição pra ele, ora se iria.

Me inclinei um pouco pra frente, ainda de olhos fechados e senti algo pressionar minha boca. Algo macio. Súbito abri os olhos de uma vez e me vi em um estado intrigante.

Eu estava ajoelhado em cima do garoto ruivo que me olhava com os olhos arregalados. E o pior, minha boca estava pressionada na dele. Arregalei meus olhos e de uma vez me levantei me sentindo tonto e me apoiando numas caixas ali por perto.

Olhei para ele vendo o mesmo ficar da cor dos cabelos, já de pé. Senti meu sangue ferver em minha cabeça. Meu primeiro beijo havia sido com um homem?! E o pior... COM O FILHO DE UM FUNCIONARIO. Fechei meus punhos e segui em sua direção.

O garoto olhou para mim como se eu fosse um monstro e quando me viu se aproximar dele entrou em pânico e tropeçou em seus próprios pés caindo de bunda no chão e resmungando um pouco de dor, mas mesmo assim conseguiu se rastejar no chão até suas costas esbarrarem nas caixas e então abraçou sua cabeça.

- Não me bata senhor Keehl! Sinto muito por correr por aí. – Espera, como ele sabia meu nome?

- Como você sabe meu nome?

- Bem... Você é filho do senhor Hugo, seu pai... Então, acho que deveria saber... – Disse ainda com a cabeça abaixada e seus braços protegendo a mesma. Suspirei e olhei pros lados. Não havia ninguém e então ninguém teria visto.

- Não precisa ter medo de mim. Foi só um acidente. – Disse estendendo minha mão. Ele tirou os braços devagar e ficou me olhando e depois olhando minha mão. – Pode me chamar de... Thomas. – Menti.

-Thomas? Estranho, pensei que seu nome fosse Mihael.

- Mihael é meu irmão gêmeo. Então, vai segurar minha mão ou vou ter que ficar um mês aqui esperando?

-Ah! – Disse e pegou minha mão, o ajudando a levantar ele olhou para mim. – Que susto! Pensei que você fosse seu irmão.

- Sim, nos confundem muito. É normal. Mas... Porque você tem tanto medo assim dele? – Não, não sei porque menti. E sim, estou com uma maldita curiosidade.

- Me falaram que ele tem a fama de ser briguento. – Uma veia pulsou em minha testa. – não sou uma pessoa que gosta de lutas... Muito menos de apanhar... então...

- Relaxa, sou uma pessoa mais calma. –Sorri maroto. Mas no fundo... QUERIA MUITO ESGANAR ESSE MOLEQUE!

- Ah, meu nome é Mail, Mail... Jeevas. – Disse corando.

- Jeevas?

- É, também não gosto do meu nome. Me chame de Matt!

- Matt. Sim, esse nome é bem melhor. – E começamos a rir.

Seguimos até o escritório onde ia e ele me seguiu, conversamos, rimos mais e até que ele era uma pessoa interessante, por fim te entreguei uma barra de chocolate e o garoto ficou olhando com uma cara de interrogativa.

-O que foi? Pode comer.

- Tá, mas... Bem... Quero falar sobre... Sobre...

- Se você começar á gaguejar...

- O BEIJO! SINTO MUITO! – Disse se levantando e se curvando como sinal de desculpas. Em que século ele acha que estamos? Suspirei e me levantei da mesa em que estava sentado, nem estava mais bravo de tê-lo beijado. Vi seu corpo ficar tenso e sorri, coitado. Tinha mesmo medo de mim. Mesmo me fazendo de pessoa diferente.

Peguei seu queixo e o ergui, o fazendo olhar para mim e o beijei, ficando uns 15 segundos com a nossa boca junta e depois de separá-la o olhei. Ele estava corado e com a boca aberta.

Podia nunca ter beijado, mas sabia muito sobre esses beijos.

- Sabe, esses selinhos não são nada... Posso fazer coisa muito pior. – Dito e feito, como meu pai sempre fala.

Segurei seu rosto e senti nossos lábios juntos novamente, e como sua boca estava aberta, adentrei minha língua, tocando na dele e fazendo ele me segurar tentando me soltar. Nada disso. EU que estava no controle. E aos poucos ele foi cedendo. Pare o beijo e o olhei. Um fio de saliva ainda nos juntava, Sua boca aberta suspirava pesado, igual á minha.

- Isso ficará entre nós. – disse desfazendo a saliva em minha mão.

- O-ok. – Pensou por um momento e olhou para mim mais assustado. –Preciso ir! Meu pai deve estar uma fera comigo! – Mas quando ele se virou segurei seu pulso. Ele olhou para mim.

- Podemos nos ver de novo? – Perguntei meio receoso.

- Claro! – Ele disse sorrindo, mas ainda não o havia soltado.

- Você será meu? – Ele olhou assustado para mim. – Só meu? – Sorriu maroto.

- Sempre, Thomas. – E depois foi embora.

QUEM DIABOS ERA THOMAS!?? Ah, era eu.

E depois disso nunca mais o tinha visto.

Até o dia no internato, que tentei me aproximar dele para poder tocá-lo

Para ver se não era outro sonho.

Mas o mesmo se afastou de mim.

Com medo de apanhar, por eu ser o irmão de Thomas.

Por eu não ser Thomas.

Outra vez com medo de mim.

Outra vez por eu ser Mihael.

Mihael Keehl.

Notas finais
NÃO ME MATEM!!!
Juro! Espero de coração que vocês gostem!
Esse capítulo acabou comigo!
Estou chorando prantos aqui.
O Mihael sempre gostou do Matt, mas o Matt sempre o odiou e gostou do irmão dele.
Que rolo não?
Enfim, THOMAS NÃO EXISTE!
MEREÇO RECOMENDAÇÕES???
Sério, não acham que a fic merecem recomendações?!
Suahshaushua mas ela com certeza merece reviews!
Bejuuuuu e até o próximo!