Loveless
40 Capítulo 40 - ♫ Madness Of Duke Venomania ♪
"Queimei todos os meus retratos antigos
Abandonei o meu eu do passado
Quero esquecer aquela face
Da qual todos riam
Dedicando a vida às fantasias,
Deixei de ser uma pessoa normal
Esta desmoralização desafiando aos céus
Essa é a noite de loucuras que eu desejei"
~~~~~X~~~~~X~~~~~
No reino de Pourpre agora corria por todas as ruas para quem quisesse ouvir (e pra quem não quisesse também) o boato de que tanto Kamui Gakupo quanto Kagamine Len haviam perdido a sanidade mental e acreditavam na loucura que era os dois se amarem, mesmo ambos sendo homens e com uma diferença de idade de seis anos. Acreditavam tanto nesse absurdo sem sentido que temeram serem separados caso a verdade viesse à tona e preferiram fugir juntos para só Deus sabe aonde, o mais velho deixando para trás seu título, suas posses e sua fortuna (embora tivesse levado boa parte dela consigo), enquanto o mais novo deixara para trás sua irmã gêmea, a única família que lhe restava. Todas as pessoas de todos os reinos vizinhos só comentavam sobre isso, tanto os nobres quando os aldeões.
Mal sabiam eles que esse boato, inicialmente espalhado por Miku, e mais tarde pelas outras mulheres da região, sem muito esforço, não passava de uma história forjada, planejada com antecedência por Gakupo, Len, Gumi e a própria Miku.
Assim como imaginaram, as consequências chegaram logo que essa história chegou aos ouvidos do Rei. Assim que Haku e Piko ouviram a tal história e comprovaram que a fuga dos dois era mesmo verdade, deram a investigação sobre aquele caso por encerrada, decidindo acreditar no boato que corria por toda parte, e informando imediatamente o ocorrido ao seu pai. O Rei decidiu então revogar imediatamente o título de Duque que Gakupo tinha, e decidir o que fazer com suas posses, como a mansão onde ele vivia, os móveis, suas terras e empregados. Como Miku e Rin ofereceram-se para comprar os antigos empregados do Duque, e o Rei não fazia nenhuma questão de tê-los, aceitou que as duas dividissem os servos entre si, porém os bens materiais ficaram sob custódia dele (ou, como diria o povo, foi tudo pro bolso do governo).
A verdade que poucos sabiam era que, apesar de Gakupo e Len terem realmente fugido para longe, eles não tinham enlouquecido coisa nenhuma. Apenas acharam mais conveniente espalhar esse boato muito mais crível do que dizer a verdade que pouquíssimas pessoas entenderiam, e que os dois realmente se amavam. Na noite do mesmo dia em que os dois se despediram de Miku e de Rin, a imensa carruagem da trupe do Cirque Voix ao qual Gumi pertencia veio buscá-los na mansão antes de partir. Os dois ainda se lembravam muito bem, como se tivesse sido ontem:
** Início do Flashback **
*Noite da fuga de Gakupo e Len*
— Prontos para partirmos, Vossa Excelência, Len-kun? — Gumi perguntou, saltando da porta de trás da imensa carruagem por um momento — Têm mesmo certeza de que querem fazer isso, não é? Porque, mesmo que se arrependam mais tarde, depois que partirmos, não terá mais volta
— Temos certeza sim. Não é, Len? — Gakupo indagou, encarando o mais novo
— Certeza absoluta, Mestre Gakupo — o loiro confirmou
— Ano nee, Len... depois que partirmos, eu muito provavelmente perderei meu título, minhas posses, e todo o resto, então... você não precisa mais me chamar de "Mestre" — o mais velho falou, pois parecia que ele não tinha se dado conta disso ainda — E você também, Gumi-san... não precisa mais me chamar de "Vossa Excelência", nós seremos companheiros de trabalho agora, não é?
— Ah, sim... tem razão — a garota concordou, também só parecendo reparar nisso agora — Então... G-Gakupo-san... é melhor irmos andando antes que alguém nos veja
— Sim, tem razão — o homem concordou, e já ia adentrar a carruagem, mas sentiu Len puxando a manga de sua camisa, e parou
— Etto... s-se o senhor não é mais o meu Mestre, então... o que nós somos agora? E como eu devo chamá-lo? — ele perguntou, parecendo repentinamente inseguro
— Apenas me chame pelo meu nome, como quando estamos sozinhos. Só que... você pode fazer isso na frente das outras pessoas agora — Gakupo explicou, sorrindo gentilmente para ele — E, agora nós somos... só namorados, eu acho
— Entendi... acho que gosto mais assim... Gakupo-san — ele segurou a mão que o mais velho lhe estendia, dando um tímido sorriso e, juntos, adentraram a gigantesca carruagem, partindo junto com Gumi e seus novos companheiros.
** Fim do flashback**
Duas semanas após a fuga de Gakupo e Len, Kaito enfim recebeu alta e pôde voltar para sua casa. Milagrosamente, conseguiu manter seu título como Conde de Bleu, já que todos os crimes que cometeu foram alegados como sendo por influência de sua loucura, e que agora estava realmente curado. Porém, perdeu boa parte de seus pertences e, como forma de punição para pagar pelos seus crimes cometidos, foi obrigado a prestar serviços burocráticos e chatos para o Rei de Blanc, que lhe dariam um certo prejuízo também, e teve que ficar por algum tempo sob prisão domiciliar, mas aceitou a punição sem reclamar, considerando que ainda estava com sorte de não ter ido para a prisão de verdade. Ele e Miku voltaram a ficar noivos, e casaram dois meses depois, logo que o período de prisão domiciliar de Kaito terminou. A Viscondessa de Vert (que depois do casamento se tornou a Condessa de Bleu) contou-lhe a verdade sobre Gakupo e Len mais tarde e, embora fosse difícil para Kaito acreditar que os dois estavam de fato apaixonados, e não loucos como ele estava antes, concluiu que, se aquela era de fato a verdade, ficaria feliz por eles terem conseguido ficar ao lado da pessoa que amavam, e mais ainda por Len ter finalmente encontrado a felicidade depois de tudo o que sofreu, e prometeu guardar segredo sobre aquilo (muito embora ainda fosse difícil até para ele acreditar nessa tal verdade).
E enquanto isso, em um reino muito, muito distante dali, em um lugar chamado reino de Grise, onde jamais tinham ouvido falar de Gakupo ou de Len, e do qual os dois também nem tinham conhecimento de sua existência, os integrantes da trupe haviam enfim encontrado um lugar para armar a tenda de circo e iniciar um novo show.
— Gakupo-san! Me ajude com essa parte, por favor! Eu não alcanço sozinha! — Gumi chamava, tentando inutilmente prender uma ponta da lona na ponta de uma barra de ferro que era maior do que ela
— Hai, hai, já vou — ele foi até onde a garota estava e, enquanto Gumi ainda segurava a barra de ferro, ele prendeu uma ponta da lona na mesma — Pronto, está bom assim?
— Está ótimo! Ser tão alto tem mesmo suas vantagens, hein... arigatou, Gakupo-san — ela agradeceu sorrindo, e se afastou, procurando alguma outra tarefa que não exigisse ter alta estatura. Gakupo seguiu na direção contrária, também procurando algo em que pudesse ajudar, já que esse seria seu primeiro espetáculo.
Durante a longa viagem, eles fizeram algumas pausas, para comer, deixar os cavalos descansarem e beber água ou pastar, e de noite, para dormir. E quando a imensa carruagem estava em movimento, ele ensaiara com as demais pessoas que atuariam junto com ele na peça que tinha sido escrita por Shinji, o violoncelista cego de quem Gumi gostava, e que não podia escrever de fato, já que não enxergava, mas que citara com precisão todos os acontecimentos da história e as falas dos personagens enquanto Gumi escrevia tudo o que ele narrava. Depois que Gakupo a encorajara a vencer seu medo de ser rejeitada e se declarar para ele, o rapaz reagiu muito melhor do que ela esperava, pois nutria uma grande gratidão por ela, que foi quem cuidou pessoalmente dele depois que perdeu a visão, e que só veio a perceber mais tarde que essa gratidão havia em algum momento se transformado em amor, mas ele temia se declarar para ela e Gumi não o aceitar por ser uma pessoa que não era nem capaz de enxergar mais o rosto de sua amada, embora ainda o mantivesse muito nítido em sua memória. Os dois começaram a namorar logo depois, e estavam muito felizes juntos.
Seeu, a menina loira que apresentara o último espetáculo que Gakupo assistiu quando ainda era o Duque de Pourpre, também conseguiu reunir coragem para se declarar para Yuma, o rapaz que a treinou e de quem ela gostava, que foi um tantinho mais relutante em aceitar os sentimentos dela por causa da diferença de idade, embora sentisse o mesmo por Seeu. Porém, a garota insistiu tanto que Yuma meio que "desistiu" alguns dias depois e enfim aceitou a declaração dela.
Enquanto circundava a enorme lona semi-pronta, Gakupo passou por duas das dançarinas, que sorriram para ele e o cumprimentaram. Teriam acenado para ele também, mas estavam ocupadas demais de mãos dadas, e não queriam soltá-las apenas por mera educação. Eram as dançarinas que Gumi mencionara uma vez, que se gostavam e estavam namorando. Surpreendentemente, haviam muito mais pessoas nesse tipo de situação inusitada do que Gakupo imaginara. A maioria era assim, na verdade. Havia uma garota que gostava de um menino cinco anos mais jovem que ela, e que ainda não tinha coragem de se declarar, pois sabia que os garotos demoravam muito mais para amadurecer sobre esse tipo de assunto do que as mulheres. Algumas outras garotas se encontravam na mesma situação que as duas dançarinas, e a maioria já tinha se declarado, mais as outras ainda receavam em fazê-lo. E haviam vários rapazes que também se gostavam, não só os dois palhaços mencionados por Gumi, mas também alguns dos malabaristas e trapezistas, o alguns deles com certa diferença de idade entre si também, e a maior parte membro do elenco da peça de teatro da qual ele participaria. E a maioria das mulheres da trupe, que não tinham preferências por pessoas do mesmo gênero, curiosamente gostavam muito de observar, às vezes até às escondidas, os rapazes que namoravam entre si e o progresso dos relacionamentos deles, o que lembrava muito a atitude de Miku na verdade
Depois de contornar toda a lona, Gakupo enfim encontrou o que no fundo ele estava realmente procurando. Sorriu assim que avistou Len em uma parte descampada, meio afastada da lona de circo semi-pronta, e literalmente brincando com um tigre bem maior que ele. O garoto jogava um galho de árvore seco e grosso para longe, com as duas mãos e com certa dificuldade, visto que o galho era consideravelmente pesado e quase do mesmo tamanho que ele, enquanto o tigre corria para pegá-lo e o trazia de volta para seu novo dono. Assim que voltou, o tigre depositou o galho todo babado aos pés do garoto e abanou a cauda, enquanto Len acariciava sua cabeça e o parabenizava. Gakupo não pôde deixar de rir ao ver aquela cena, o que atraiu a atenção do mais novo.
— O que está fazendo, Len?! Ele não é um cachorro! — o maior falou, aproximando-se de Len. Temera no começo deixar o garoto sozinho com esses animais ferozes e maiores do que ele, porém, surpreendentemente, o loiro levava mesmo jeito para domesticar animais, de modo que todos os animais do circo acostumaram-se rapidamente com ele. Como Gakupo estava sempre perto de Len, os animais logo acostumaram-se com a presença dele também, tornando-se completamente inofensivos
— Mas, Gakupo... é tão bonitinho quando ele pega o galho de volta e traz pra mim! E ele gosta quando eu afago a cabeça dele, viu? — ele falou, afagando de novo a cabeça do tigre, que lhe deu uma lambida em resposta
— Mas, mesmo assim, ele é um felino... ao menos dê um novelo de lã pra ele brincar ou coisa parecida, como se fosse um gato gigante, como você mesmo disse uma vez — Gakupo sugeriu aleatoriamente, já que não entendia tanto assim de animais
— Mas eu achei que o truque com o galho de árvore impressionaria mais o público quando eu me apresentar... e não são só os galhos! Ele também pega bolas, tigelas, ou qualquer outra coisa que eu jogar! Ele é tão bonzinho... até deixa eu montar nele, olha só! — ele exclamou, evidentemente empolgado, e literalmente montou em cima do tigre, que saiu andando por aí como se fosse um cavalo carregando seu montador
— Ainda acho que tem alguma coisa errada com esse tigre... se é que isso é mesmo um tigre — Gakupo murmurou para si mesmo, observando a cena com uma gota na cabeça — De qualquer forma, acho que isso impressionaria mais o público do que o truque com o galho de árvore
— Ah, boa idéia! — Len exclamou, animadíssimo em poder demonstrar as habilidades de seu novo bichinho de estimação aos outros. Desceu então do tigre, que o encarou como se perguntasse "Do que vamos brincar agora?" com a cauda ainda abanando — Ah, espere Gakupo, está na hora dele comer agora — o loiro lembrou, e saiu correndo para dentro da tenda. O tigre correu atrás dele, achando que estavam brincando de pega-pega, mas esperou do lado de fora, até que Len voltou com uma enorme tigela cheia de carne crua, e a depositou no chão. O tigre aproximou-se da tigela feliz e começou a saborear sua refeição — E você, Gakupo? Não precisa ensaiar o roteiro para sua peça?
— Não se preocupe, eu já decorei tudo há dias — o maior respondeu — Eu estava procurando por você... quero te fazer uma pergunta, Len: Você... está feliz aqui? Não se arrepende de ter deixado sua terra natal e a sua irmã pra trás, e ter vindo viver aqui, junto comigo e uma trupe de circo?
— Mas que raio de pergunta é essa?! — o menor exclamou, entre confuso e incrédulo — É claro que sinto saudade da Rin-oneechan, ela é minha única irmã afinal... assim como você deve ter saudades da Miku-san, a sua melhor amiga. Mas, estou sempre tão ocupado aqui cuidando dos animais que mal tenho tempo pra pensar nisso... sem falar que todos aqui são boas pessoas, e muito gentis comigo. Não só a Gumi-san, mas todos os outros, são bons comigo, e ninguém me critica pelo meu passado, ou... p-por eu gostar de você... e t-também, aqui tem muitos animais, todos tão fofos! Eu adoro todos eles, é tão divertido ter gatos gigantes... tanto que nem parece um trabalho, eu vou apenas estar brincando com eles, como estava fazendo agora! — ele exclamou, evidentemente empolgado com a idéia — Além do mais.... eu estou com você agora. A pessoa que me libertou, que devolveu meu coração... e por quem eu me apaixonei — ele concluiu, sorrindo e corando um pouco. Fez um gesto com a mão, como se quisesse segurar a mão de Gakupo, mas não tivesse coragem para fazê-lo e desistisse no meio do caminho.
Gakupo não pôde deixar de rir com aquilo. Como aquele garoto, que tinha a coragem de montar em um tigre e sair passeando em cima ele por aí como se fosse um cavalo, não tinha nem coragem segurar a mão da pessoa que amava?! Mas, essa era provavelmente a característica que ele mais gostava em Len.... embora tivesse a surpreendente capacidade de suportar e fazer coisas complicadíssimas para a maioria das pessoas, como deixar que abusassem dele para proteger sua irmã ou domesticar facilmente animais selvagens, para as coisas mais simples e naturais ele ainda hesitava e receava muito. Era uma característica bem incomum, porém, na humilde opinião de Gakupo, aquilo era o que o tornava ainda mais fofo.
Gakupo completou o simples gesto que o loiro não conseguiu fazer e segurou a mão de Len entre a sua, enquanto acariciava o rosto dele com a outra, deslizando os longos dedos pela bochecha corada do menor até o queixo e erguendo-o, fazendo com que Len o encarasse nos olhos. E disse:
— Que bom... eu fico muito feliz em ouvir isso, Len. Você não sabe o quanto — inclinando-se, ele aproximou seu rosto do de Len e selou seu lábios nos dele. Apesar de já terem feito isso muitas vezes, o loiro surpreendeu-se com o gesto inesperado, e corou ainda mais, porém logo deixou-se levar e fechou os olhos, retribuindo o beijo. Lentamente, ergueu as mãos até poder abraçar Gakupo, enquanto o maior deslizava a mão que antes estava em seu rosto até a cintura dele, abraçando-o e aproximando ainda mais seus corpos, enquanto aprofundava o toque.
Soltou-o alguns segundos depois, e sussurrou no ouvido dele:
— Eu te amo — ele afastou-se um pouco mais, soltando-o do abraço e falando em seu tom de voz normal — Eu também sou muito feliz por estar aqui, Len. Pouco me importa ter perdido a mansão, minhas posses, ou se perdi meu título como Duque de Poupre... eu não preciso de nada disso, enquanto puder estar com você
— A-Arigatou... eu também te amo, Gakupo. Muito mesmo.. — o menor respondeu, ainda corado, porém tomando coragem dessa vez para segurar a mão dele entre a sua
— Ei, vocês dois! — uma das integrantes da trupe, a garota chamada Seeu, gritou, chamando a atenção deles — Lamento interromper o momento romântico de vocês, mas precisamos de ajuda com o resto dos preparativos aqui! Andem logo, depois do show vocês terão a noite inteira pra namorar! — ela exclamou, sorrindo, e dando uma risadinha estranha ao completar a frase. Len corou com a insinuação da garota e nada conseguiu responder, porém Gakupo falou
— Hai, hai... desculpe, Seeu-chan, já estamos indo — ele seguiu a garota, trazendo Len junto consigo, já que ainda estavam de mãos dadas.
Os dois se uniram ao resto da trupe e concluíram rapidamente os preparativos restantes. Quando enfim terminaram, já era noite, e eles só tiveram tempo de parar para comer, antes de irem se trocar nos bastidores para se prepararem para suas respectivas apresentações. A garota que seria a apresentadora dessa vez era uma moça chamada Meiko, que tinha cabelos curtos e castanhos, e usava um vestido longo todo vermelho com um laço chamativo na gola, como se fosse uma gravata-borboleta. Ela era uma das dançarinas, mas tinha machucado uma perna durante um ensaio e não seria capaz de participar de seu número por enquanto, embora ainda conseguisse caminhar. Só então Gakupo reparou que a apresentadora do show mudava em toda apresentação. Antes, tinha sido Gumi; depois, a menina loira chama Seeu; e agora, essa garota chamada Meiko. Ele ia perguntar à Gumi se aquilo era proposital ou só coincidência, mas não teve tempo de fazê-lo, pois Meiko já tinha entrado no palco para dar início à apresentação, e ele resolveu deixar essa pergunta para depois e ir se esconder atrás de uma cortina onde o público não podia vê-lo, já que queria muito assistir a primeira apresentação daquela noite. Ouvia atentamente Meiko falando ao público:
— Sejam muito bem-vindos, senhoras e senhores! Bem-vindas, crianças de todas as idades, ao maior espetáculo da Terra! Esta noite os senhores terão a oportunidade única de presenciar todo o tipo de coisas mais inimagináveis, com as quais toda criança sonha! Ilusionistas, mágicas, e muito mais, acontecerá bem diante de seus olhos! E, para começar o espetáculo de hoje, temos o mais novo membro de nossa trupe, o domador de tigres, Rinto-kun! — Meiko anunciou o novo nome artístico de Len, para que não fosse reconhecido por possíveis pessoas que possam ter ouvido o boato sobre ele e Gakupo, enquanto Len adentrava o palco, seguido pelo tigre com o qual ele estava "brincando" mais cedo, e ganhando um pouco mais de confiança ao ouvir um "boa sorte" de Gakupo quando passou por ele. Antes de se afastar para um canto do palco e dar espaço para o garoto e seu "bichinho de estimação", Meiko acrescentou — E que comece o show!
~*~ THE END ~*~
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