Loveless
30 Capítulo 30 - ♫ Hatsune Miku no Mosõ ♪
"Duas flores de amarelo e roxo se misturam
Ah, devagar se transformam em um raio de luz
E se espalham ao longe
Esta é a distância entre o ativo e o passivo
Como nossos corações ressoando um com o outro
Bem aqui, agora, nós sugamos o doce néctar um do outro"
~~~~~X~~~~~X~~~~~
Len passou o resto daquele dia trancado em seu quarto, chorando copiosamente, desde o momento em que deixou a mansão de Kaito e recuperou seus sentimentos. Teve uma hora em que ele teve um acesso de raiva, ainda parecendo confuso demais com todos os sentimentos que retornaram de uma só vez, e rasgou em vários pedaços todos os vestidos que Kaito o obrigava a usar, que ainda estavam guardados na última gaveta de sua cômoda apenas porque ele não sabia o que fazer com eles, e se esquecia de que ainda estavam guardados lá. Gakupo foi até lá diversas vezes para perguntar como ele estava ou se queria alguma coisa, mas a resposta era sempre a mesma: "Estou bem, apenas me deixe aqui mais um pouco". E quando finalmente anoiteceu, antes de Gakupo ir se deitar, pensou em ir até o quarto do garoto ver como ele estava uma última vez, mas antes que o fizesse, para a sua surpresa, o loiro o fez antes dele.
— Len?! — Gakupo exclamou, surpreso, ao ver que fora ele quem bateu em sua porta. O loiro tinha enfim parado de chorar, porém ainda estava de cabeça baixa, com uma expressão tristonha — Você... melhorou?
— Sim... mais ou menos — o garoto murmurou, parecendo nervoso. Olhou para os dois lados no corredor, como se estivesse verificando se alguém o tinha visto — Mestre Gakupo, posso entrar?
— Ah... claro — Gakupo abriu caminho para o loiro entrar, e fechou a porta atrás dele — O que aconteceu?
— Eu... não quero dormir sozinho essa noite — Len murmurou, torcendo a camisa nervosamente entre as mãos — Se eu ficar lá sozinho, vou ter sonhos ruins... sonhos com "ele", e com aquela época... e eu não quero isso. Então eu pensei... bem, eu posso... p-posso dormir aqui hoje?
— Aqui?! — Gakupo repetiu, mais alto do que pretendia, mal acreditando nas palavras que saíam da boca do mais novo
— É — Len confirmou — O senhor sabe, como ontem... quero dizer, quando... q-quando ele invadiu a mansão, e me... err... t-tentou me s-sequestrar... b-bem, parece que eu desmaiei, mas o senhor me deixou passar a noite aqui. Então estava pensando se não posso fazer o mesmo hoje
— Ahn... bem... — o Duque gaguejou, sem saber como responder. Claro que não se importaria de ter Len dormindo no mesmo quarto que ele, mas na noite anterior foi direfente, o garoto estava inconsciente, ao contrário de agora. E se os dois dormissem juntos... Gakupo tinha certeza de que não conseguiria se segurar — Eu... n-não é que eu seja contra... não me importo nem um pouco em você dormir aqui, mas... Len, na noite anterior foi diferente. Você tinha desmaiado, e eu passei a noite tomando conta de você, nós nem dividimos a mesma cama. Se eu deixar você dormir aqui agora, então... bem... a-acho que eu não não conseguiria me controlar... na verdade tenho certeza disso. E, com você tão perto de mim, eu posso acabar... fazendo c-coisas que talvez você não queira... eu não quero arriscar, entende?
— As coisas que o senhor está falando... seria "aquilo"? — Len indagou, erguendo os olhos pela primeira vez e encarando o mais velho
— "Aquilo"? — Gakupo repetiu meio confuso
— É. Aquilo que ele me obrigava a fazer... é desse tipo de coisas que o senhor está falando?
— Ahn... bem.... provavelmente — Gakupo acabou admitindo, mesmo o garoto não tendo sido tão específico
— Sabe, eu... odiava fazer aquilo com ele. Odiava porque ele me forçava e não ligava para o que eu queria ou não queria — Len comentou, abaixando um pouco a cabeça — Mas, com o senhor é diferente. O senhor nunca me obrigou a fazer nada e, antes de tomar alguma iniciativa, sempre perguntava o que eu queria, mesmo quando eu tinha perdido meus sentimentos e minha vontade própria. Mas, eu os recuperei essa manhã. Passei o dia todo pensando nisso... e, embora eu ainda não compreenda bem os meus sentimentos, eu... acho que tenho vontade de fazer aquilo com o senhor
— V-Você o q-que?! — Gakupo quase berrou ao ouvir aquilo, porém por sorte sua voz saiu meio rouca por causa do choque, senão todo o primeiro andar da mansão teria ouvido o grito dele
— Disse que recuperei minha vontade própria, e que estou com vontade de fazer aquilo com o senhor — Len repetiu, voltando a encará-lo nos olhos — Ou, o senhor... não quer fazer aquilo comigo?
— Ah, não, com certeza não é isso — Gakupo respondeu, recuperando-se lentamente do choque — Claro que tenho vontade, há muito tempo que quero fazer isso. Mas, Len... tem certeza de que é isso que você quer? Você acabou de recuperar seus sentimentos, e talvez ainda esteja confuso... e eu não quero te obrigar a nada, sabe, não precisa ser agora...
A frase de Gakupo foi interrompida quando Len se aproximou de repente dele e, colocando-se na ponta dos pés, o beijou. Demorou-se alguns segundos sentindo o gosto do mais velho, mas como não sabia muito bem como proceder, logo encerrou o contato entre eles.
— Eu tenho certeza — Len confirmou enfim — Não entendo bem o que é... mas, parece que tem algo no senhor que me atrai. E eu... estou com uma inexplicável vontade de fazer isso agora...
— E eu já te falei, não é? Quando estivermos sozinhos, não precisa me chamar de "senhor" ou de "Mestre"... me chame pelo meu nome — Gakupo lembrou, envolvendo-o com um dos braços
— Hai... Gakupo-san.
Len deixou-se conduzir pelos braços do mais velho, que sentou-se na cama, com o loiro em seu colo. Gakupo encarou os olhos azuis do mais novo por mais alguns segundos, como que esperando que ele desistisse no último instante, mas como Len não disse nada, o Duque o beijou, no começo, de modo delicado e suave, e foi aprofundando o toque aos poucos, enquanto o abraçava com mais força pela cintura, uma das mãos passeando pelo corpo dele. Len fechou os olhos e deixou que o maior prosseguisse, atirando os braços frágeis ao redor do pescoço dele, e enroscando os dedos de uma das mãos nos cabelos soltos do mais velho. Logo sentiu Gakupo tocando seus lábios com a ponta da língua e os entreabriu, dando passagem para a língua do maior, que iniciou o que prometia ser uma demorada e meticulosa excursão por sua cavidade bucal. Gakupo deslizou as mãos até o pescoço dele, e começou a desamarrar lentamente sua gravata e a desabotoar sua roupa. Len sentiu o rosto esquentar, mas não o impediu, e deixou as mãos escorregarem um pouco mais para baixo, uma passeando pelas costas largas do Duque, enquanto a outra ainda brincava com as madeixas longas e arroxeadas dele.
Gakupo conseguiu de alguma forma intensificar ainda mais o beijo e, depois de terminar de desabotoar a camisa do menor e retirá-la, começou a desabotoar a sua própria, um pouco desajeitado por causa da pressa e por estar fazendo isso com uma mão só, ainda abraçando fortemente a cintura dele com a outra. Quando enfim conseguiu, Len sentiu sua pele entrando em contato com a pele macia e quente do mais velho e sentindo um forte arrepio com aquele repentino contato físico entre eles. E, antes que se desse conta de como ou quando aconteceu, já estava deitado na cama, com Gakupo deitado por cima dele com a camisa aberta. Depois de hesitar um pouco, o loiro atreveu-se a soltá-lo do abraço e terminar de tirar a camisa dele, voltando a abraçá-lo logo depois e tocando as costas nuas do Duque com suas pequenas mãozinhas. Gakupo surpreendeu-se com aquela iniciativa dele, mas interpretou como um sinal para prosseguir. Encerrou o beijo entre eles e, após recuperar o fôlego, começou a distribuir beijos pelo seu pescoço e ombro, enquanto o loiro ainda arfava, recuperando lentamente o oxigênio em seus pulmões. Aos poucos, Gakupo foi alternando os beijos por lambidas e pequenas mordidas, descendo lentamente e explorando todo o corpo do menor com a boca, e ouvindo-o deixar escapar pequenos gemidos. Deixou sua língua deslizar pelo tórax pálido do mais novo, passando depois para o abdômen magro dele e, antes que descesse mais, interrompeu por um instante o que estava fazendo e perguntou:
— Última chance para desistir, Len. Se não quiser fazer isso, fale agora, porque eu não vou conseguir parar depois
— Eu não vou desistir — Len respondeu, meio ofegante — Eu disse que queria fazer isso com você, não disse, Gakupo-san?
— Sim, você disse. Então, bem... eu posso abrir isso? — ele indagou, deslizando as mãos até o botão da calça do loiro
— Acho que não é possível fazer sem abri-la...
Gakupo interpretou aquilo como "sim", e desabotoou a calça que ele usava, deslizando-a lentamente para baixo, até tirá-la por completo e deixar o loiro apenas com a roupa íntima. Depois de admirar o corpo dele por alguns segundos, voltou a selar seus lábios nos dele, beijando -o longamente por vários segundos, sentindo o corpo do menor arrepiar-se enquanto ele o tocava e, quando afastou-se minimamente apenas para recuperar o fôlego, ouviu o menor perguntar:
— Por acaso eu... posso fazer o mesmo?
— O que? — Gakupo o encarou, e surpreendeu-se ao ver como o rosto dele estava corado
— Quero dizer, isso... — ele deslizou timidamente as mãos até o cós da calça do Duque
— Ah... é claro que pode — Gakupo confirmou ao entender do que ele falava, contendo por pouco uma risada daquela pergunta óbvia.
Len mordeu os lábios, como que tomando coragem e, com as mãos tremendo um pouco, conseguiu desabotoar a calça que o maior vestia e deslizá-la para baixo, mas não conseguiu retirá-la por completo devido á diferença de tamanho de seus corpos. Gakupo voltou a beijar seu corpo, deixando seus lábios passearem pelo tórax e o abdômen do loiro, enquanto se livrava ele mesmo das calças incômodas. Len deixava escapar gemidos cada vez mais altos e sentia fortes arrepios, como se uma onda de choque percorresse todo seu corpo a partir do ponto onde Gakupo o tocava, isso sem falar nas outras sensações melhores e indescritíveis, cada vez que o Duque tocava seu corpo. Não se lembrava de já ter sentido essas coisas antes, nem mesmo uma única vez, mesmo já tendo passado por essa situação anteriormente, e achava aquilo tudo muito curioso e confuso, mas, de alguma forma, muito bom. Quando os lábios de Gakupo chegaram à sua cintura, parou por um instante, e perguntou:
— Eu... vou tirar isso agora, está bem?
— Vá em frente... — Len murmurou, ofegante com os efeitos que os toque do maior lhe provocava, e curioso para saber no que aquilo ia dar.
Gakupo respirou fundo e, retirou, com um único e forte puxão a última peça de roupa que mais novo ainda usava, e surpreendeu-se, em ver o quanto o loiro estava excitado. Talvez ele mesmo não tivesse se dado conta disso, mas seu corpo o denunciava. Retirou rapidamente sua própria roupa íntima, e Len perdeu-se por vários segundos admirando o corpo inteiramente despido do Duque, tão distraído com sua observação que não percebeu que ele agora acariciava suas pernas, abrindo-as lentamente.
Aquilo era estranho. Len se lembrava de já ter visto Gakupo sem roupa uma vez, há alguns meses atrás, quando o ajudou com o banho. Naquela ocasião, ele tinha perdido seu coração humano, mas lembrava-se de ter ficado ligeiramente abalado com aquela visão. Agora, que seus sentimentos tinham retornado, seu coração disparava como um louco, parecendo que ia saltar da boca, seu rosto afogueava-se tanto que parecia estar em chamas, e sua boca deixava escapar gemidos cada vez mais altos e longos, sem que ele conseguisse refreá-los, fora outras sensações bem mais intensas e um tanto constrangedoras que ele sentia em lugares estranhos, onde não se lembrava de jamais ter sentido nada parecido. Agora ele sentia arrepios por todo o corpo, gemia com cada vez mais vontade, seu coração pulsava descontroladamente, como se quisesse anunciar para o mundo inteiro que estava vivo outra vez, fora outras coisas melhores e um tantinho mais constrangedoras que Len sentia, mas não sabia como descrever, muito menos compreender o que eram. Foi despertado de repente desses devaneios quando sentiu uma coisa fina e comprida adentrando seu corpo e, ao olhar para baixo, viu que não era o que ele estava pensando, e sim o dedo indicador de Gakupo. Ele ficou um pouco confuso com aquilo, sem falar em um tanto embaraçado, e perguntou:
— O que está fazendo?
— Ahn... bem... preparando você? — Gakupo respondeu a pergunta dele com outra pergunta, estranhando a indagação do loiro
— Ehh... não sabia que se fazia isso antes — Len comentou como quem fala do tempo, porém apreciando melhor aquela sensação — Pensei que... ahh... fosse direto ao ponto
— Não... creio que esse é o modo correto de se fazer — Gakupo respondeu, tentando não pensar em como deviam ter sido rudes e bruscas as vezes anteriores em que Len tinha passado por essa situação — Então, bem... vou continuar — ele falou, umedecendo um segundo dedo e fazendo o mesmo procedimento
— J-Já está bom... pode... ahn... p-pode continuar — Len murmurou em meio aos gemidos.
Gakupo surpreendeu-se em ouvir aquilo, pois ainda achava que precisava prepará-lo um pouco mais, no entanto, como o próprio Len disse para prosseguir, ele segurou as duas pernas do loiro pelas coxas, deslizando seus dedos longos pela pele macia e delicada do menor, abrindo-as um pouco mais, e começou a adentrá-lo lentamente. Deixou escapar um longo e baixo gemido enquanto o fazia, e começou a movimentar-se lentamente dentro dele, acelerando aos poucos.
Len sentia as sensações mais maravilhosas e indescritíveis com aquilo e, no entanto, não conseguia compreendê-las. Já tinha passado por essa situação várias vezes antes, porém nunca sentiu-se tão bem quanto agora. Aquilo era tão misterioso... ele nem era mais virgem, pelo contrário, tinha uma certa experiência no assunto. Mas então, por que tudo parecia tão diferente? Por que aquele ato, antes vergonhoso e humilhante, parecia tão bom e perfeito agora? Era como se Gakupo estivesse ensinando, não apenas ao seu corpo, mas à ele próprio que, todas as vezes em que Len tinha passado por aquilo antes, foram como uma farsa.
Len não compreendia aquilo muito bem, e nem conseguia concentrar seus pensamentos no assunto, pois sua mente estava completamente inebriada pelos toques cada vez mais intensos do Duque. Gakupo havia aumentado a velocidade e a intensidade de seus toques e, antes que Len percebesse, havia deslizado uma das mãos até o membro dele, mexendo-a em um movimento de vai-e-vem. O loiro chocou-se com aquilo, sentindo uma inconfundível vergonha e, com certa dificuldade, conseguiu perguntar:
— O que... ahn... o q-que você... ahh... e-está fazendo com o meu c-corpo, Gakupo-san...?! — ele indagou com dificuldade, pois aquela sensação parecia fazer sua boca querer deixar escapar cada vez mais gemidos
— Humm? Quer dizer, isso? — ele indicou com um aceno de cabeça a mão que acariciava seu membro, cada vez mais depressa — Ora, isso tem que ser bom para nós dois, não é? Então, desse jeito, você vai se sentir bem também.
Len não conseguiu encontrar resposta para aquilo e, antes que percebesse, voltou a se perder em gemidos e nas sensações incríveis e deliciosas que Gakupo provocava em seu corpo. O pequeno resquício de razão que restava em sua mente pensava em como aquilo era incrível. Nunca haviam tido esse tipo de consideração com ele, então aquela era de fato a primeira vez que passava por algo assim. Era tudo tão novo, e tão misterioso.... e tão indescritivelmente perfeito que esse pequeno fragmento de razão logo se perdeu, e Len apenas deixou-se levar, movendo inconscientemente sua cintura numa tentativa de intensificar ainda mais os toques de Gakupo, que pareceu compreender o pedido mudo dele, e começou a estocá-lo com cada vez mais força e intensidade, completamente inebriado pelo cheiro do mais novo e perdido em indescritíveis e maravilhosas sensações, ao mesmo tempo em que acelerava os movimentos no membro do loiro, gemendo longa e guturalmente. Os gemidos do Duque de Pourpre misturaram-se aos de Len, ecoando entre as paredes do quarto, assim como seus batimentos cardíacos, que soavam uníssonos, como se os dois tivessem de fato tornado-se um só. Ambos deixaram escapar um gemido longo, e particularmente alto, atingindo o ápice ao mesmo tempo. O Duque gemeu longamente, derramando-se no interior do menor, enquanto Len fazia o mesmo, deixando que aquele líquido branco escorresse pela mão do mais velho e derramando no lençol da cama. Gakupo enfim o soltou, jogando-se na cama ao lado dele. Os dois arquejavam, tentando repor o oxigênio em seus pulmões, ficando em silêncio por alguns segundos, até que Gakupo, que conseguiu fazê-lo primeiro, perguntou:
— Isso... foi bom?
— Foi... incrível... — Len respondeu alguns instantes depois, com dificuldade, ainda bastante ofegante. Virou seu rosto na direção do mais velho, e quando viu que ele o encarava, reparou que ele parecia meio preocupado — O que foi?
— Ah, nada... eu só estava pensando... se você não se arrependeu de ter feito isso — Gakupo murmurou em voz baixa, desviando os olhos dele
— Não mesmo. Fazer isso com você.... foi a melhor decisão que tomei hoje, Gakupo-san — Len respondeu, exibindo um tímido sorriso, e fazendo um breve movimento para segurar a mão dele, quando notou que a outra, que antes o tocava, estava toda melecada com aquele líquido branco, bem como o lençol — Ahn... desculpe. Eu sujei você com isso, e o lençol também... — ele baixou os olhos, envergonhado
— Ah, isso? Não se preocupe, é só lavar que sai — Gakupo respondeu, rindo daquela preocupação estranha dele — Além do mais, isto é a prova de que você também se sentiu bem com o que fizemos. O seu gosto é maravilhoso, Len... você tem um sabor amargo, como eu gosto — ele respondeu, lambendo os dedos e provando o sabor do mais novo, que corou furiosamente ao vê-lo fazendo isso
— Ah... etto... q-que bom que você gostou então, eu acho — ele respondeu por fim, terminando seu gesto anterior e segurando a mão dele de leve
— Só estou dizendo a verdade. E também... fico muito feliz que você pense assim, e que tenha decidido vir aqui hoje — Gakupo entrelaçou seus dedos entre os dele e o envolveu com o braço livre, acariciando distraidamente seus cabelos loiros, e voltando a encarar os olhos azuis do mais novo — Sabe que eu te amo, não sabe, Len?
— Sei sim — Len respondeu, aconchegando-se nos braços do maior e fechando os olhos, sentindo-se exausto depois de tudo o que fizeram — Eu quero... ficar com você pra sempre, Gakupo-san. Quero passar todos os dias da minha vida com você, pra sempre, e sempre...
— Eu também... quero ficar com você pra sempre, Len — Gakupo respondeu, beijando a bochecha corada do menor. Sabia que isso não seria possível, e que, cedo ou tarde, Rin o compraria de volta e tiraria Len de perto dele, mas não queria pensar nisso agora. Ele estava feliz, e Len também parecia feliz, era tudo o que importava no momento. Sentiu o loiro aconchegar-se melhor, aproximando um pouco mais seus corpos, parecendo sonolento, então Gakupo puxou uma coberta por cima de seus corpos desnudos e também fechou os olhos, sendo embalado pelo delicioso aroma da pessoa que mais amava.
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