Loveless
28 Capítulo 28 - ♫ World is Mine ♪
"O Príncipe número um do mundo
Você deve saber como me tratar como tal, certo?
Meus defeitos? Eles são apenas erros legais
Porque eu não vou permitir que qualquer reclamação
O que? Você está mesmo me ouvindo? Vamos lá!
Se você entendeu, ajoelhe-se,
Pegue minha mão e me chame de 'Príncipe'"
~~~~~X~~~~~X~~~~~
Depois daquela confissão de Len, Gakupo não conseguia pensar em mais nada que não fosse no loiro. Devia estar feliz, e até comemorando o fim de seu noivado com Luka (assim como a própria Marquesa devia estar fazendo agora), ou talvez até com pena de Len por ter recebido aquela declaração repentina de Neru, e ter consequentemente perdido a amizade da garota depois de rejeitá-la, porém, tudo em que conseguia pensar foram nas últimas palavras de seu jovem mordomo:
"- Se eu vier a me apaixonar um dia... não acho que seria por outra pessoa que não fosse você".
Será que Len fazia alguma idéia do efeito que aquelas simples palavras causavam em Gakupo? Será que tinha alguma noção do quanto havia deixado o Duque abalado?! Provavelmente não. Ou melhor, certamente não. Mas aquilo havia realmente mexido com o mais velho, tanto que ele não conseguia nem parar pra pensar em ficar feliz ou aliviado com o fim de seu compromisso forçado com Luka. Será que poderia interpretar aquilo como um sinal de esperança, de que talvez, com a recuperação de seus sentimentos, Len estaria se apaixonando gradualmente por ele? Verdade que o garoto ainda estava muito confuso sobre o que realmente sentia, e era cedo para alguém problemático como ele começar a pensar em se apaixonar ainda, mas... será que aquilo significava que, algum dia, quando Len estivesse mais recuperado, e certo de seus próprios sentimentos, ele se apaixonaria por Gakupo? Ele realmente não sabia dizer. Era impossível tentar compreender os sentimentos de uma pessoa parcialmente desprovida de emoções, que não entendia nem seus próprios sentimentos afinal. Gakupo queria ter esperanças, mas... também não queria se iludir à toa, caso estivesse enganado. Ele sofreria muito mais depois caso aquilo fosse apenas um engano das interpretações de Len ou dele mesmo sobre os sentimentos confusos do garoto afinal.
Enquanto o Duque estava trancado em seu escritório, perdido em seus pensamentos e completamente alheio ao tempo que já havia passado, tanto que já era noite, ou à qualquer outra coisa que estivesse acontecendo fora da sala, Len caminhava por um corredor deserto, se indagando se deveria ir perguntar se Gakupo ainda precisaria dele hoje e se já podia se recolher, ou se não seria melhor deixar o homem sozinho e não interromper o que quer que ele estivesse fazendo (já que estava no escritório, Len pensava que ele estava trabalhando afinal), quando viu a lua cheia iluminando o céu escuro e noturno sem estrelas por uma janela aberta, e parou para observá-la. Como não tinha uma visão muito boa da janela, resolveu sair, e parou diante da porta, contemplando o céu escuro, iluminado apenas pela lua cheia, que brilhava como um holofote, iluminando fracamente as plantas mais próximas dele no jardim, e refletindo-se em seus enormes olhos azuis.
Involuntariamente, recordou da época em que vivia trancafiado por Kaito, em um quarto sem janelas, de forma que não podia ver nem a luz do sol, e nem a da lua. Lembrou-se de que, quando era mais novo e vivia com Rin, os dois gostavam de admirar o céu à noite, principalmente quando era lua cheia, e de como sentira falta disso em seus primeiros meses na mansão do Conde, mas que, com o tempo, parecia não ter mais importância. Eles realmente se pareciam com o sol e a lua agora... mesmo sendo gêmeos, eram muito diferentes um do outro. Rin era doce, gentil e pura, e tinha uma aura alegre e radiante, como a luz do sol em uma manhã de primavera. E ele era como a lua refletida em um céu noturno, coberto de escuridão e trevas, com apenas uma fraca luz de vida iluminando toda aquela escuridão. Era assim que ele pensava até algum tempo, no entanto, de algumas semanas pra cá, já não tinha tanta certeza disso. Mesmo que lentamente e com muito esforço, Gakupo parecia estar curando seu coração aos poucos, e suas emoções pareciam estar retornando gradualmente. E Rin o havia perdoado, e não odiava ele por ter se tornado uma pessoa impura afinal... era como ele estivesse se tornando uma espécie de eclipse, e se tornando mais próximo do que era antes de ter sido aprisionado por Kaito. Porém, como bem sabia, os eclipses duravam pouco, e terminavam quando você menos imagina. Será que essa sensação nostálgica de estar se curando aos poucos também acabaria um dia, quando ele menos esperasse, e ele apenas retornaria ao que era antes, na época em que vivia com Kaito, como em um eclipse?
Como que respondendo à sua pergunta, uma mão pousou em seu ombro, e uma voz terrivelmente familiar sussurrou em seu ouvido:
— Andando sozinho à noite? Que perigoso... você realmente não aprendeu nada, não é, meu querido? Com você andando por aí com a guarda baixa desse jeito alguém pode te sequestrar, sabia?
Virando-se lentamente para trás, Len confirmou suas piores suspeitas ao ver o sorriso ensandecido no rosto de Shion Kaito, que ainda pousava a mão em seu ombro.
— Conde... Kaito... — ele murmurou, com os olhos arregalados, sentindo uma forte e dolorosa pressão em seu peito — O que... como... c-como entrou aqui?
— Aquele Duque é realmente descuidado, sabia? Haviam muitos guardas no portão principal, mas só um no portão dos fundos, então não foi difícil nocauteá-lo e pular o muro — ele explicou como se fosse a coisa mais natural do mundo explicar como se invade a casa dos outros — Ele é descuidado mesmo... deixando uma gracinha indefesa como você andando por aí sozinho à noite, sem nenhuma segurança... talvez ele aprenda a cuidar melhor das coisas importantes se eu levar uma delas embora — ele sugeriu como quem diz "Vamos lá no mercado comigo comprar farinha pra fazer um bolo?", e tratando Len como se fosse um "objeto", e não uma pessoa. Len sentiu a outra mão dele escorregando por sua cintura, e sobressaltou-se, tentando se desvencilhar, mas a mão de Kaito em seu ombro o apertou com mais força, impedindo o garoto de fugir — Ahh, como eu senti falta disso... você é realmente uma gracinha deliciosa, Len... tanto que dá vontade de morder — ele falou, realmente mordiscando a orelha do loiro em seguida. Len sentiu um arrepio desagradável percorrer sua espinha, começando a entrar em pânico — Nee, eu senti muito a sua falta, sabia? Depois que você foi embora, eu não tinha mais com quem "brincar", aquela mansão ficou tão chata sem você...
— Eu não "fui embora", foi o senhor quem me vendeu — o loiro lembrou, ainda tentando inutilmente se desvencilhar dele — M-Me solte, Conde Kaito... eu pertenço ao Mestre Gakupo agora, o senhor nem deveria estar aqui
— "Conde Kaito"? — o mais velho repetiu em um tom de desagrado — Eu gostava mais quando você me chamava de "Mestre"... vamos lá, me chame de Mestre mais uma vez, Len...
— O senhor não é mais meu Mestre... m-me solte, ou eu vou gritar e chamar alguém!
— Hahahahahahaha!! — Kaito riu tão escandalosamente que Len nem precisaria mais gritar, pois tinha certeza de que alguém teria ouvido aquela gargalhada escandalosa — "Vai gritar"? Parece mesmo uma garotinha indefesa prestes a ser violentada! Bem, você não é uma garota, mas... não significa que isso não seja possível, não é? — ele abriu um sorriso perverso e ensandecido para o loiro — Vamos, volte comigo, Len... vamos voltar pra nossa casa e nos divertir juntos novamente
— N-Não... e-eu não vou voltar pra lá! — Len enfim conseguiu se desvencilhar dele e recuou alguns passos, assustado, porém Kaito o segurou pelo pulso com força, impedindo o loiro de ir mais longe
— Quem disse que você podia escolher? — Kaito falou mais sério, curvando-se e aproximando seu rosto do de Len — Eu pretendia comprá-lo de volta, sabe, mas como parece que aquele Duque sem graça não vai querer me vender você de volta... então eu vou recuperá-lo de qualquer jeito, nem que seja à força!
Ao dizer isso, Kaito pressionou com força um ponto sensível entre o pescoço e o ombro do mais novo, deixando-o inconsciente. A última coisa que Len viu antes de desmaiar foi o sorriso diabólico e triunfante no rosto de seu antigo Mestre e, assim que perdeu os sentidos, teria desabado de cara no chão, mas Kaito o segurou em seus braços, como se ele fosse uma Princesa.
— Agora, meu queridinho... vamos voltar pra casa e nos divertir juntos como antes — Kaito falou sorrindo para o garoto inconsciente em seus braços, e saiu correndo com ele pelo jardim escuro e deserto, na direção do portão dos fundos por onde tinha entrado.
Enquanto isso, dentro da mansão, uma empregada corria apressada pelos corredores e, quando chegou ao escritório de seu Mestre, abriu a porta em um rompante, esquecendo-se de bater primeiro:
— Mestre Gakupo! É terrível, uma tragédia aconteceu!!
— Do que está falando? E que jeito de entrar é esse?! — o Duque exclamou impaciente
— P-Perdão, Mestre, mas é realmente uma tragédia! — a mulher continuou, esbaforida — O Conde Kaito está nos terrenos da mansão... p-parece que ele invadiu o lugar, e está tentando levar o Len-kun com ele à força!
— Como é que é?! — Gakupo ergueu-se de um salto, e contornou depressa a mesa, caminhando até a empregada — Tem certeza do que está me dizendo??
— A-Absoluta, eu mesma escutei uma risada estranha agora a pouco e vi pela janela o Conde correndo pelo jardim com o Len-kun nos braços! — a mulher confirmou — Acho que o pobre menino desmaiou, não sei, ele não estava se movendo... além do mais, o guarda que toma conta do portão dos fundos confirmou que o Conde o nocauteou e entrou na mansão escond... M-Mestre Gakupo, aonde o senhor está indo?? — ela interrompeu sua ladainha ao ver o homem caminhando até a porta
— Aonde mais? Vou pegar o Len de volta, é claro!
— M-Mas não seria melhor deixar os guardas cuidarem disso? Pode ser perigoso... — a mulher falou um tanto alarmada
— Não, eu mesmo farei isso pessoalmente. Mas quero que você chame os guardas, e depois faça um outro favor pra mim — ele falou, dando suas instruções para a empregada
— I-Isso é realmente necessário, Mestre?! — ela exclamou ao ouvir as ordens do Duque
— Tratando-se do Conde, é necessário sim. Agora faça o que eu te mandei, e rápido, eu preciso me apressar — ele falou, parando à porta para encará-la outra vez — Obrigado por ter me avisado. Pode deixar que você será recompensada por isso mais tarde — ele forçou um sorriso de gratidão para a mulher, saindo logo depois, às pressas.
Gakupo correu o mais depressa que suas pernas aguentavam, atravessando os corredores vazios da mansão e o jardim em poucos segundos. Já estava do lado de fora, e não via nem sinal deles... será que já seria tarde demais? Não, não podia ser! Ele não poderia perder Len dessa forma tão brusca... muito menos deixar que o garoto caísse nas mãos daquele homem inescrupuloso outra vez.
Quando chegou na margem do lago perto do qual havia se declarado para Len meses atrás, avistou o Conde do outro lado do lago, aparentemente pensando em como faria para pular o muro agora, sendo que ainda estava carregando Len.
— Aonde pensa que está indo, Conde? — Gakupo indagou alto, contornando depressa o lago que os separava. Kaito sobressaltou-se, e virou para encarar o mais alto, com Len ainda desacordado em seus braços — Ou melhor, o que pensa que está fazendo aqui? Eu não o convidei para entrar em minha casa
— Ora, Vossa Excelência, já que o senhor não convidou, eu dei meu próprio jeito de entrar — o homem de cabelos azulados respondeu, sorrindo presunçosamente — O senhor não me convidou nem mesmo para o seu aniversário, inclusive... aliás, parabéns atrasado
— Obrigado. Agora, será que pode fazer o favor de me devolver o meu mordomo? — Gakupo falou, tentando se controlar pra não espancar aquele homem
— "Seu mordomo"? — Kaito repetiu, fingindo-se de desentendido — Não sei do que está falando. Essa gracinha aqui nas minhas mãos é o meu querido mascote, a cidade inteira sabe disso e pode confirmar
— Sim, todo mundo sabe das barbaridades que você fez com esse garoto — Gakupo concordou, cada vez mais impaciente — Assim como também sabem que o senhor o vendeu para mim naquele leilão, por isso ele é meu agora. Me devolva o Len
— Eu compro ele de volta — Kaito falou, ficando mais sério — Pago um milhão, ou até mais, pago o que for necessário para você me devolver ele!
— Do que está falando, o senhor está praticamente falido! — o mais alto exclamou
— Eu recuperei boa parte da minha fortuna com os últimos leilões que fiz — o Conde contou — Posso pagar a quantia que o senhor quiser, Duque. Lhe darei todos os meus pertences se quiser, mas me deixe ficar com o Len!
— Eu não quero nada seu! E o Len agora me pertence por direito, é o senhor quem tem que me devolver ele! — Gakupo gritou, perdendo de vez a paciência
— Eu não vou devolver ele — Kaito recuou um passo e, soltando as pernas do garoto que estavam apoiadas em seu braço apenas por um segundo, puxou uma faca do bolso da calça — Se eu não puder tê-lo, então ninguém o terá. Se preza a vida deste garoto é melhor entregá-lo à mim por bem, Duque.... não vai querer ter que fazer isso por mal
— O senhor está completamente louco... — Gakupo murmurou, mais para si mesmo do que para Kaito — Está pensando em matar o Len?! Se o senhor supostamente "gosta" tanto dele, como pode pensar em matá-lo?!
— Tem razão... se o Len morrer, eu não terei mais nada depois — Kaito murmurou, parecendo por um instante ter recuperado a razão, mas logo provou o contrário, e continuou — Então nesse caso, eu matarei o senhor! Se o atual Mestre dele morrer, o garoto não terá mais ninguém... e o senhor não possui herdeiros para tomar conta dele... ele não terá escolha a não ser voltar para o seu antigo Mestre, ou seja, eu!
— Quem não tem escolha aqui é o senhor, Vossa Graça — uma voz masculina falou, porém não pertencia à Gakupo. Dois homens uniformizados, que Kaito não havia notado se aproximarem de tão concentrado e desesperado que estava em ter Len só para si, caminharam até o Conde, um segurando seu braço com força e tirando a faca da mão dele, enquanto o outro tomava Len de seus braços
— Não!! Me devolvam o Len!!! — Kaito berrou desesperado, tentando recuperá-lo, porém o homem que lhe tomou a faca segurou seus dois braços com força, imobilizando-o
— Os senhores viram, não é? Ele não apenas tentou sequestrar meu mordomo, como ameaçou me matar — Gakupo falou para os guardas uniformizados
— Certamente que vimos, Excelência — o homem que tomara Len dos braços de Kaito confirmou, devolvendo o loiro para Gakupo, que agora o segurava com cuidado no colo. Virou-se então para Kaito, e continuou — Vossa Graça Shion Kaito, atual Conde de Bleu, o senhor está preso por tentativa de sequestro e de homicídio. Acompanhe-nos, por favor — ele ajudou então o colega, segurando um dos braços de Kaito, enquanto o primeiro guarda segurava o outro e tentava guiá-lo para a saída, embora Kaito ainda se debatesse e protestasse
— Não! Vocês não entendem, eu só estava tentando recuperar o que é meu por direito de volta!! Eu sou um nobre, um Conde, vocês não podem me prender, seus reles plebeus!!! — ele berrava, porém mais dois guardas surgiram sem que Kaito visse daonde, e ajudaram os colegas a levá-lo para fora da mansão
— Não interessa que o senhor seja um nobre, tentativa de homicídio e de sequestro são crimes graves, e o senhor fez os dois, nós temos testemunhas — um dos guardas respondeu sério — Francamente, não apenas tentou sequestrar uma criança, mas também tentou matar o Mestre dela, e um nobre, ainda por cima... não pense que escapará dessa facilmente
— Isto é, se é que vai conseguir escapar um dia, o que deu duvido muito — outro guarda acrescentou, dando uma risadinha
— Lamentamos por todo esse transtorno, Vossa Excelência — um último guarda falou, virando-se para Gakupo, enquanto seus colegas atravessavam o portão dos fundos e levavam Kaito para o lado de fora da mansão — Pode deixar que cuidaremos dele daqui pra frente
— Tudo bem, ninguém se feriu afinal — Gakupo respondeu, um pouco mais calmo agora que Len estava seguro novamente — Mas tratem de dar uma punição adequada ao Conde, ele tentou me matar afinal
— Certamente faremos isso — o guarda garantiu — Desculpe novamente pelo transtorno. Boa noite, senhor — ele fez uma breve reverência e seguiu os companheiros para o lado de fora, enquanto um guarda da própria mansão fechava o portão
— E-Eu realmente lamento por isso, meu Mestre... ele apareceu do nada, e era um nobre afinal, eu jamais imaginaria... — o guarda da mansão, que tinha sido nocauteado por Kaito, tentou desculpar-se, mas Gakupo logo o interrompeu
— Não se preocupe, tudo acabou bem afinal. E eu também não deveria ter te deixado tomando conta desse portão sozinho... mais tarde arranjarei mais seguranças pra te ajudarem — ele respondeu, e o guarda fez uma breve reverência, entre agradecido e desculpando-se — Vou levar o Len de volta pra dentro agora. Boa noite.
Enquanto o guarda fazia uma última reverência, Gakupo dava meia-volta, retornando lentamente para dentro da mansão, com Len ainda inconsciente em seus braços. Jamais imaginaria que Kaito enlouqueceria à ponto de invadir a casa dele e tentar pegar Len de volta à força, mas ainda assim, fora realmente descuidado... ele sabia o quanto o Conde queria o garoto de volta afinal, como pôde deixá-lo sozinho? Len era tão frágil e delicado, é claro que não poderia se defender de Kaito sozinho! Pensou que apenas manter o garoto nos terrenos da mansão bastaria para deixá-lo seguro, mas não havia sido o suficiente afinal. Olhou para o rosto inconsciente do garoto em seus braços. Ele não tinha nenhum machucado, e parecia estar apenas dormindo, o que deixava Gakupo um pouco aliviado... mas, como deve ter ficado ao ver Kaito novamente? Como teria se sentindo enquanto o Conde tentava levá-lo com ele à força? Gakupo sentia uma dor terrível no peito só em pensar nisso... mas aquilo servira para ele aprender uma lição: Não deixaria Len sozinho e desprotegido novamente, nunca mais cometeria esse erro. Manteria o garoto à salvo das garras daquele Conde insano, nem que tivesse que manter o loiro ao seu lado 24 horas por dia e cuidar da segurança do garoto ele mesmo.
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