Love, my healing
3 conhecendo SAM
Elen e Jo chegam ao hospital e vão direto falar com o medico Bobby.
– Olá Bobby! Como Sam esta? Podemos levá-lo para casa? Quanto à tentativa de suicídio, me parece que sua depressão voltou. O que podemos fazer? – Elen.
– Infelizmente não posso receitar nenhum antidepressivo por causa dos remédios que ele toma para controlar a leucemia, pois a cura só vai vir quando encontramos um doador de medula compatível. O que você pode fazer é ser paciente e observá-lo, a historia desse garoto e muito triste! – Bobby.
Dean olhava tudo de longe, até que Jo curiosa pergunta ao Bobby.
– Quem é aquele cara? – Jo.
– Esse é Dean! – diz apresentando o loiro que se aproximava de si.
– Obrigada! – Jo e Elen falam juntas.
– Eu queria poder fazer algo a mais pelo Sam! – Dean.
Nisso Elen e Jo se entreolham e somente a Elen fala:
– Sam não é muito aberto às novas amizades, ele ta passando por fase difícil, mas é gentil, educado e um doce! Não merecia sofrer tanto.
Dean ficou intrigado porque todos diziam aquilo, "ele não merecia sofre tanto”, "sua historia e triste”, será que tudo estava relacionando a doença ou tinha algo a mais sobre aquele garoto? Dean se via cada vez, mas envolvido na historia de Sam.
– Esperem! Elen e Jo... Posso fazer uma perguntar?
– Claro que sim! Graças a você que Sam esta bem! Pergunte o que quiser querido... – Elen.
– Porque todos ficam dizendo que Sam não merecia sofrer tanto? Que sua historia é triste? Isso tudo é por causa da doença dele ou tem algo a mais? – Dean.
– A historia de Sam é longa e triste! Quer mesmo saber? – Elen.
–Claro que quero! – Dean.
Nisso chega Sam numa cadeira de rodas devido ao seu pé quebrado. Quando vê Dean junto as sua amigas logo fala:
– Dean o que você faz aqui? Eu já te agradeci! O que mais você quer de mim?
Elen não gostar do jeito que Sam falar e chama sua atenção.
– Sam você deveria ser mais educado com Dean, afinal ele te salvou!
– Deixa para lá... Já estou me acostumando com o mau humor dele! – Dean.
– Elen, meu amor, vamos logo! Chama um táxi, pois Sam com esse pé quebrado, não poderá pegar um ônibus! – Jo.
Nisso Sam lembra de sua moto.
– Puta que pariu! Onde eu deixei minha moto?
– Calma que eu guardei sua moto. Quanto ao táxi, melhor vocês dispensarem, pois eu faço questão de levá-los para casa, assim a gente conversa Elen! – Dean.
– Só me faltava essa! – Sam.
–Não seja mal criado, Sam! – Elen e Jo falam juntas.
– Dean, além ter te salvado, fez a gentileza de guardar sua moto e o que senhor vai dizer a ele? – Elen completa.
Sam faz uma cara muito fofa e olha para Dean.
–Obrigado por ter guardado minha moto e pela carona, apesar de que a carona eu não pedi! – falou.
–Sam, olha as boas maneiras! – Elen e Jo falam juntas.
–Tudo bem! – Dean – Agora vamos logo que o Sam precisa descansar e você me deve uma longa história, Elen!
Dean fez questão de levar Sam ate seu apartamento e só depois foi para o apartamento de Jo e Elen conhecer finalmente a historia de Sam.
- Dean pode entrar e sente ai – Elen diz apontando para o sofá.
— Obrigado!
- Os pais de Sam eram alcoólatras e muito violentos. Eles batiam, ou melhor, torturavam Sam e sua irmã Mag! É isso mesmo! Sam tinha uma irmã – explica diante a cara de espanto do Dean ao saber que Sam tinha uma irmã – Eles eram recebiam castigos horríveis, tipo ficar uma semana sem comer e beber... Sam já ficou uma semana acorrentado no quintal como se fosse um cachorro comendo resto e no frio! – falava indignada – A mãe deles, aquela filha da puta, nem ligava para os maus tratos sofridos pelos filhos. Até que um dia ela decide fugir de casa com um amante e deixa Sam e Mag com o pai, que passa a descontar toda raiva por de sido abandonado nos filhos! E as surras passaram a ser diárias. Em um dos momentos de raiva o pai de Sam pegou o revolver e tentou matar ele e sua irmã, infelizmente Mag morreu, mas Sam seguiu com vida para o hospital. Ele se sente culpado, pois sobreviveu, mas sua irmã não – conta Elen.
- Coitado do Sam! E agora ainda tem essa doença... O que aconteceu com o pai dele? Você tem noticias da mãe? – perguntou após ouvir atentamente o relato da mulher.
- O pai esta preso! Vai ficar uns 60 anos cadeia. Deus o esta castigando, pois contraiu HIV na prisão e esta com dias contados. Já vai tarde! E, quanto à mãe dele, só Deus saber onde estar... Ou se esta viva!
- A mãe de Sam... Ela pode ser compatível a ele! Temos que achá-la!
- Temos que achá-la? Acho que você esta interessado de mais no Sam! E você não me ouviu dizer, garoto, que a mãe de Sam sumiu pelo mundo? Além do mais, Sam prefere ver a morte em carne e osso do que essa mulher!
- Mas ela pode ser compatível e eu contrato o detetive mais caro do mundo ser for preciso. E você não acreditar em amor à primeira vista?
- Dean você pode estar confundido as coisa! É que Sam passa aquela carência toda e a necessidade de ser amado... Eu sei! Dá vontade de pega-lo no colo às vezes! Mas antes de você se declarar apaixonado pense bem, pois você é forte e saudável, mas Sam esta passando por um momento de total instabilidade emocional... Ele não precisa sofre nenhuma desilusão amorosa. Você me entende! Ele tentou tirar a própria vida! Pensa bem e veja se o que você sente pelo Sam é amor ou compaixão, pois são dois sentimentos lindos, mas diferentes!
Dean ficou pensativo, e admitiu-se que deveria pensar um pouco para ver se o que ele sentia pelo Sam era AMOR ou COMPAIXAO. Mas uma coisa era certa ele queria ver o Sam feliz. Dean estava confuso quanto aos seus sentimentos pelo Sam. Realmente não sabia se o que sentia era amor ou compaixão, porém ele tinha uma necessidade enorme de estar perto de Sam, de cuidar dele, de amá-lo e protegê-lo. Ele queria resolver todos os problemas... Porque Sam mexia tanto com ele?
Dean resolve trabalhar, afinal mente desocupada e oficina do diabo. Chegando ao trabalho ele encontra seu vice-presidente e amigo Castiel.
- Castiel, preciso falar com você em particular. Venha ate minha sala!
Castiel vai rapidamente ao encontro do amigo.
- O que foi Dean? Aconteceu alguma coisa?
- Castiel vou te contar algo... Promete que não vai rir? Melhor, jura que não...?
- Ta! Ta! Ta! Fala logo eu não tenho tempo pra isso – Castiel o interrompe.
- Ta bom... Vou falar... Mas lembre-se que além de seu amigo sou seu chefe! – Dean alertou.
- Minha nossa! Chantagem não vale! Agora to curioso. O que você quer tanto falar chefinho? – fala brincando.
Nisso Dean respira bem fundo e fala:
- Acho que estou apaixonado... Amando... Enfeitiçado... Por um cara que conheci esses dias. Algumas pessoas acham que estou confundido as coisas, mas... Sei lá... Nunca senti isso por ninguém na minha vida! O que você acha amigo?
- Você já falou com o sortudo dessa paixão? Pelo que conheço de você, você não perde tempo!
- Castiel você não escutou nada do que eu disse? Eu tenho dúvida se o que sinto por ele é amor! Não quero magoá-lo...
- Amigo... O cupido realmente de flechou! Desde quando você coloca os sentimentos dos outros na frente dos seus? Logo você, Dean, um aventureiro na vida amorosa... Ninguém é de ninguém! Você esta amando! Mas quem é o cara?
- Não seja curioso!
Dean ficou pensativo. Realmente, em questão sexo, ele sempre foi direto! Quando esta afim de alguém, ele chegava, transava e geralmente nem lembrava do nome da pessoa. Tudo isso com camisinha. Mas com Sam era diferente. Dean tinha certeza que era amor que ele sentia por Sam! Mas será que Sam poderá amá-lo também?
Sam estava em sua casa deitado no sofá da sala sozinho pensando nos últimos acontecimentos de sua vida. A saída do orfanato, a descoberta de sua doença, a tentativa de suicídio e, claro, na ironia de conhecer Dean Winchester daquele jeito, já que ele foi criado em um dos orfanatos fundados pelos pais de Dean e trabalha e umas das empresas Winchester.
Dean...
Aquele homem não saia de seus pensamentos. Mas sabia que, ou melhor, achava que Dean era um sonho distante, afinal ele era apenas um órfão com um passado triste e um futuro incerto!
Nisso Elen e Jo vão visitar Sam. Elas tocam a campainha.
- Sam, meu amor, somos nós Elen e Jo! Abra aqui! – Elen gritou.
Sam se levanta do sofá e vai atender as amigas.
- Oi meninas! Que bom que vocês vieram! Eu queria fala com vocês mesmo.
- E ai Sam, como esta seu pé? Ta tomando seus remédios? – Jo.
- Calma ai doutora, eu juro que tomei todos meus remédios!
Sam adorava aquele mimo das meninas, assim ele se sentia amado por alguém.
- Então Sam, o que você queria falar amor? – Elen.
- Na verdade era perguntar o que o Dean quis dizer naquele dia no hospital? Que você devia uma historia a ele? – diz fazendo aquela carinha fofa dele.
- Ok curioso eu vou dizer! Ele queria saber um pouco sobre você... Pelo visto é outro curioso – nisso Elen e Jo riem.
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