Love me endlessly

1 Love me endlessly


Notas iniciais
MEU ULTIMATE, NINGUÉM ME SEGURA ~se joga Hey, essa é a minha primeira imagine -na verdade, é minha primeira história postada também sahushu- e realmente espero que a apreciem o máximo possível. Afinal, ESTAMOS NOS IMAGINANDO COM PARK JIMIN! Enjoy it ^^

11 de maio, 17: 00

– [S/N], por acaso você viu meu aparelho de barbear?

– Quê? – Retirei os fones de ouvido, encarando papai.

– Meu aparelho.

– Oh, mamãe disse que estava velho, então o joguei fora.

– Fernanda, meu aparelho, mulher! – Papai gritara saindo do quarto.

Suspirei deixando o celular em cima da cama, levantando-me. Passei os dedos por entre os fios capilares, piscando rapidamente. Calcei o chinelo e desci as escadas, encontrando Bruno e Fernanda discutindo pelo aparelho jogado fora. Gargalhei baixo. Apesar das brigas constantes, papai e mamãe se amavam de todas as formas verdadeiras, oque era realmente lindo de se ver todos os dias.

– Mas é só comprar outro, Bruno! Qual é o problema?

– Comprar outro? E você acha mesmo que o novo será tão bom quanto o antigo?

Mamãe bufou impaciente, retirando uma nota de vinte reais do bolso e colocando-a nas mãos de papai.

– Toma vergonha e vai comprar um novo!

Ele saiu batendo o pé fortemente, causando-me mais risos. Certas horas, ele realmente se assemelhava a uma criança de oito anos de idade.

– Seu pai é um caso sério de reciclagem, viu. – Fernanda comentara voltando-se para a cozinha.

Acompanhei-a.

– Eh? A senhora esta preparando algo?

– Sim, preparei um bolo. Já que amanhã terei que passar o dia fora, por que não comemoramos seu aniversário hoje?

– Mãe, você precisa ir mesmo? – Perguntei manhosa retirando uma garrafa de leite dentro da geladeira.

– Me avisaram que seria uma reunião sobre o novo projeto da empresa. Aliás, Luna me disse que o Jimin irá viajar amanhã.

– Hm? – Parei de engolir o nescau, encarando-a.

– Oh, sei lá, vocês dois pararam de se falar tão de repente. Mas ainda sim pensei que essa notícia te interessava.

– Pela milésima vez, mãe, já disse que ele passou a me ignorar do nada! A culpada não sou eu, e também não sou tão trouxa assim para ficar correndo atrás dele sempre, fala sério! – Bufei.

– Epa, não esta mais aqui quem comentou. – Ela levantou as mãos em forma de rendimento. – Eu realmente gostava daquele menino, ele te tratava bem.

– Esquece isso mãe. – Revirei os olhos. – Posso sair?

– Oi?

– Sabe, marquei com a Gabi na sorveteria. Ela me disse que gostaria de ter uma lembrança do meu último dia com dezesseis anos. – Ri.

– Ah, claro. Mas não demore muito, esta claro?

– Cristalino! – Sorri.

Voltei para o quarto, adentrando o banheiro. Após tomar um banho relaxante, vesti-me com a calça jeans escura e uma blusa regata ciana. Calcei o tênis e peguei o celular, colocando-o no bolso. Desci as escadas novamente, deixando um beijo na bochecha de Fernanda.

Encontrei com Gabriela na sorveteria e acabamos por sentar-nos juntas a uma mesa dentro da loja. Pouco tempo depois, Yoongi chegara e se sentara conosco.

X.O.X

– Esta brincando comigo, Jimin?

– Por que brincaria? – Revirei os olhos.

– Mas amanhã é o aniversário da..

– Não termina! – O interrompi largando o joystick em cima da mesa. Abaixei a cabeça, bagunçando o cabelo. – Como se eu fosse esquecer o aniversário da [S/N]! – Sussurrei.

– Realmente, mas não estou acreditando que você irá deixa-la sozinha, justo amanhã!

– Não enche, ela têm os pais para comemorar com ela!

– Pais? A mãe dela vai passar o dia todo fora amanhã, e, como sempre, o pai vai trabalhar também.

– Me deixa em paz, Namjoon.

– Sério, qual é o seu problema? – O vi se levantar do sofá, completamente irritado. – Você sabe que a [S/N] retribui seus sentimentos e ainda sim fica de charme.

– Eu sei oque estou fazendo, okay?

– Tem certeza? Para mim você parece desnorteado em relação a isso. E mais. Taehyung abriu mão dela e ainda te pediu para cuidá-la!

– E não estou?

– Acho que magoá-la não é cuidar. – Ele ironizou. – Se você não tomar uma atitude, espero que ela consiga, realmente, se apaixonar por outro. [S/N] não merece sofrer desse jeito, Jimin!

Dito isso, Namjoon batera a porta do banheiro.

Fala sério, como se eu não estivesse com vontade de visita-la!

Abaixei a cabeça, apoiando-a na mão direita. Deixei um suspiro profundo escapar, me trazendo algumas lembranças de [S/N]. Toda aquela situação de ter de ficar sem vê-la me fazia mal. Pisquei rapidamente algumas vezes, levantando-me do sofá. Apanhei a jaqueta em cima da mesa e caminhei até a porta, fechando-a. Chutei uma lata de cerveja que havia no chão, enfurecido.

Como se eu realmente estivesse precisando dos seus conselhos, Monster!

Pus ambas as mãos dentro do bolso da calça, acelerando os passos. Adentrei a sorveteria, fazendo meu pedido. Ao longe pude enxerga-la sentada em uma mesa acompanhada da melhor amiga e de Suga.

Quê?

Notei que [S/N] gargalhou por algo dito por Suga, que também havia gargalhado da tal brincadeira. Não percebi que meu sorvete havia finalmente chego. Aquele sorriso. O sorriso da [S/N] ainda me causa efeitos como antigamente. Vi Yoongi pegando em sua mão e ela apenas continuava a gargalhar.

O que você pensa estar fazendo, Suga?! Largue-a!!

Senti meu coração acelerar ao vê-la olhar para mim e dar seu típico aceno tímido com a mão direita.

X.O.X

Mas que merda eu estou fazendo?

– Pensei que você havia desistido de ser trouxa. – Gabi brincou após olhar para Jimin.

– Não consigo, simplesmente. – Sussurrei.

– Vocês realmente formam um lindo casal. – Suga comentou, largando-me a mão esquerda.

– Quê? – Senti meu rosto esquentar.

– Sim! – Gabriela concordou. – Jimin e [S/N]. Olha só como soa bonito! Sai da boca como mel. – Ela gargalhou junto de Suga e eu.

– Vocês não sabem oque estão dizendo. – Comentei, olhando disfarçadamente para Jimin. – Ele esta me ignorando atualmente. – Sussurrei novamente vendo-o pegar o sorvete e se retirar da loja.

– Jimin deve ter seus motivos.

– Pois é, não acho que seja de maldade.

– Olha gente, foi ótimo conversar com vocês e tudo mais, mas eu preciso ir.

– Mas já?

– Sim, mamãe me disse para não demorar. Até logo! – Acenei para eles, que retribuíram.

Joguei o pote médio no saco de lixo e retirei-me do local, encontrando Jimin escorado no poste da calçada. Ao me ver, ele sorriu e fez gestos para que eu chegasse mais próximo a ele.

– Fiquei sabendo que você vai viajar amanhã... – Comentei de cabeça baixa, parando em sua frente.

– É. Irei visitar Jin na Espanha.

– Ah.

– Não pense que esqueci seu aniversário. – Ele tocou-me a cabeça, sorrindo. – Nunca irei!

– Ei, por que estava me ignorando?

– Coisas. Você não entenderia!

– Se você não dizer fica mais difícil.

– Sério, esses motivos não são importantes.

– Eles podem não ser úteis para você, mas eu me importo com eles! Sabe, eu realmente fiquei mal.

– Não finja que liga para minha situação.

– Não estou fingindo! Eu realmente gos...

– Não fala! – Ele me interrompeu. – Eu sei que é mentira e que você só me diz isso para eu me sentir melhor!

– Quê?

Ele suspirou, virando-se de costas para mim.

– Tenho que ir.

– Como sempre, irá me deixar falando sozinha?! – Indaguei.

Assustei-me ao vê-lo parar bruscamente no meio do trajeto. Jimin virou-se para mim e caminhou com passos apressados. Puxou-me pela cintura com a mão direita, enquanto a esquerda levantara minha mão, entrelaçando nossos dedos. Senti seus lábios tocarem os meus de uma forma brutal, que logo fora substituída por algo mais suave. Seu lado carinhoso estava tornando-se presente no momento, e, certamente, fiquei contente com isso. Deixei-me ser levada pela situação, permitindo o fechamento de meus olhos. Ele me pedira permissão com a língua, oque no começo, admito, que fiquei receosa sobre oque fazer. Nos separamos pela falta de ar e Jimin ainda continuava a me segurar do mesmo jeito.

– Pare de implicar comigo. – Ele sussurrou no pé de meu ouvido.

– Por que fez isso?

– Eu realmente não entendo você! Uma hora esta toda sentimental e depois fica irritada.

– Um beijo sem sentimento... Eu não quero isso! Isso não me faz feliz!

O empurrei contra o poste, passando pelo mesmo, extremamente irritada. Sequei algumas mínimas lágrimas que teimavam em cair, uma após a outra. Quando dei por mim mesma, já estava chorando. Os antigos pequenos passos tornaram-se uma corrida rápida. Abaixei a cabeça em busca de que minha vista cessasse o modo embaçado. Acabei por esbarrar em alguém.

– Me desculpe! – Sussurrei sem parar de correr.

X.O.X

Após sair da loja, sorri. [S/N] realmente gostaria do presente, espero. Todas as indicações e sugestões de Gabriela me ajudaram bastante. Confesso ter ficado extremamente perdido em todas aquelas pelúcias e ainda totalmente envergonhado por passar no caixa com um deles. Todas as meninas da fila me encaravam de certo modo constrangedor. Gostaria de ter um buraco para enfiar a cabeça.

Senti-me ser empurrado por uma pessoa e a ouvi se desculpar. Arregalei os olhos ao ver [S/N] chorando desesperadamente pela rua. Ela passou por mim em uma velocidade absurdamente assustadora. Apanhei o saco de presente do chão e voltei a andar novamente.

Abri a porta nervosamente, encontrando Jimin e Namjoon sentados no sofá assistindo a um seriado. Soltei as bolsas sobre a poltrona e puxei o Park pela gola da camisa, desferindo um soco em seu rosto. Monster me olhou assustado, sem se mover de onde estava. Joguei-o no chão, ainda socando-o a face.

– Foi você, não foi? – Gritei puxando-o novamente para perto de meu rosto.

– Quê?

– [S/N] estava chorando! A vi na rua há alguns minutos atrás e ela estava desesperada! O quê você fez? – Gritei novamente, lhe sacudindo.

– Eu sabia que isso ainda iria ferrar com o sentimento de algum deles dois! – Namjoon comentou levantando-se do sofá e nos separando a força.

– Não tenho culpa se ela é tão frágil assim!

Andei um passo a frente, que logo fora impedido pelo rapper.

– Olha só as coisas que você esta falando sobre [S/N], Jimin!

Ele suspirou.

– Estão calmos?

– Namjoon, me larga! – Ordenei.

– Você não vai fazer nada, Tae.

– Eu confiei [S/N] a você e você faz isso! Esta brincando comigo, Jimin?

– Com licença, me desculpa.

Jimin subiu as escadas e adentrou seu quarto, trancando a porta. Namjoon olhou-me sem reação, soltando um suspiro cansado e voltando a sentar-se no sofá.

– Cheguei a conversar com ele sobre isso e nem sequer fui escutado. Confesso estar sentindo um pouco de raiva do Jimin agora, mas oque eu posso fazer?

Suspirei sentando ao seu lado.

– Nada. Não somos úteis nessa situação. – Abaixei a cabeça. – Ele realmente a esta causando dor.

– De qualquer modo, sabemos os reais sentimentos dele pela [S/N], e isso é bom. Agora nossa única opção é esperar suas verdadeiras atitudes serem expostas.

X.O.X

12 de maio, 20: 00

– Gata, ele esta atrás de você! – Comentei vendo Gabriela atirar contra o vento.

– Como vira a câmera?

Gargalhei.

– O outro manete, sem ser o qual você usa para movimentar o atirador. – Respondi.

– Esta okay, achei.

Apesar de todos os meus conselhos como experiente no Call Of Duty, ela acabara perdendo duas partidas seguidas, off-line. Era como se eu realmente estivesse falando com objetos ao invés de um ser humano. Tudo bem, ela possuía certas dificuldades para gravar qualquer informação associada a games, mas sou uma ótima professora. Bem, eu acho.

Desliguei o console e nos sentamos no sofá de um jeito totalmente relaxado. Gabriela me mostrara todas as suas músicas baixadas recentemente do EXO, mas não sou tão fã assim. Apenas me interesso por uma música: Call me baby. Fala sério, como não amá-la?

Compartilhamos algumas fotos perdidas nas redes sociais e contamos piadas fúteis e desnecessárias. Por fim, assistimos a um filme aleatório da TV.

– Jimin esta indo embora. – Ela comentou.

– Como você sabe?

– Recebi uma mensagem dele dizendo que estava prestes a partir, ainda agora.

– É, mamãe me informou algo desse tipo.

– Sabe, eu pensei que você realmente fosse dar mais importância.

– Não tenho motivos.

– Talvez você nunca mais o veja, [S/N]. Isso não é motivo o bastante para você?

Calei-me.

– O voo dele sairá daqui a dois minutos.

Arregalei os olhos, sentindo meus batimentos cardíacos acelerarem cada vez mais e mais. A encarei e ela sorriu.

– Eu te espero aqui.

Levantei-me do sofá apressadamente, pegando o moletom em cima da mesa. O vesti e sai de casa as pressas. Acabei por esquecer o guarda-chuva dentro da gaveta e pude sentir as gotas molharem meu cabelo. Tropecei em um buraco devido á alta velocidade em que estava. Minha respiração simplesmente falhava a cada três segundos. Olhei para o relógio de pulso e apressei-me mais ainda, estava prestes a deixa-lo ir.

Droga, não irei conseguir!

Cessei meus passos, olhando novamente no relógio. Suspirei derrotada deixando algumas lágrimas teimosas caírem junto á chuva.

– Não posso... – Sussurrei.

Baguncei o cabelo, levantando a cabeça. Senti a água chocar-se contra meu rosto, escorrendo por meu pescoço. Solucei levemente. Passei as costas de minhas mãos pelos olhos afim de acalmar aquela angustia e forçar todas aquelas lágrimas a pararem de picar minha visão. Escutei sua voz chamar por meu nome e arregalei os olhos, olhando em sua direção. Jimin apoiou ambas as mãos nos joelhos, cansado. Minha respiração havia saído fora de seu ritmo. Vê-lo molhado daquele jeito, de certo modo, me deixava inquieta.

– O que pensa estar fazendo? – Ele gritou ao longe. – Assim irá pegar um resfriado.

– Faço de suas palavras as minhas! – Respondi no mesmo tom.

Corri em sua direção, agarrando-lhe o pescoço e entrelaçando seus cabelos em meus dedos. Sorri inalando seu cheiro amadeirado como antigamente.

– Me desculpa por ignorar você! – Jimin começou pressionando minha cintura contra seu corpo. – Éramos apenas amigos, mas aí acabei por começar a nutrir sentimentos incomuns por você. Achei que isso estragaria nossa amizade, então me afastei. – O senti esconder o rosto na curva de meu pescoço. – Nem mesmo consegui parar de pensar em você durante um segundo sequer. Todas as noites eu me lembrava dos seus sorrisos e do seu jeito tímido de ser. Me desculpa!

– Eu me pegava sempre pensando em você! – Comentei.

Ele apertou-me ainda mais ao ouvir tais palavras ditas por mim. Senti sua mão direita afastar-me a cabeça, forçando-me a olhá-lo nos olhos.

– Sempre gostei de você, desde o fundamental.

Após tais revelações, arregalei os olhos. Pousei minha mão esquerda em seu rosto, realizando um carinho com o polegar. Aquela sua mão direita agarrou-me os cabelos carinhosamente, aproximando-nos cada vez mais. Novamente, senti seus lábios tocarem os meus de uma maneira complemente delicada e feroz ao mesmo tempo. Sua mão esquerda subiu para minha orelha, massageando-a. Sorri dentre o beijo. Jimin realmente sabia como ser o cara ideal. Carinhoso e bruto ao mesmo tempo. Tímido, mas quente.

O fôlego nos faltou e nos separamos com os olhos semicerrados.

– Promete que nunca mais irá me deixar sozinha? – Sussurrei.

– Cumprido! Você nunca mais irá chorar, estou me ordenando. Feliz aniversário, [S/N]!

– Obrigada, Ji. Eu te amo!

Só posso ver você, você.

Só vejo você e mais nada, nada.

Olha, sou paciente com todos menos com você.

Agora não posso viver um dia sem você, por favor!

Me puxe e me abrace forte.

Me segure forte, me abrace.

Você pode confiar em mim? Você pode confiar em mim?

Por favor, por favor, por favor me segure forte, me abrace.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!