Love me Two Times
1 Único
Clark Kent, ou Superman, como preferirem. Mas ele optava por ser chamado de Kal-El quando se encontrava em certo lugar. Kal-El é seu nome verdadeiro, em primeiro lugar. E gostava de ouvir seu nome de verdade quando estava junto dele.
O ser mais poderoso do universo. Invencível. Duro como uma rocha.
Infelizmente nenhuma das suas habilidades lhe prepararam para ser invulnerável contra ele.
Batman, o cavaleiro das trevas. Bruce Wayne, o herdeiro de um império.
Se Bruce estalasse os dedos, teria tudo o que quisesse. Por causa disso, talvez ele quisesse o que era mais difícil.
Ele queria Clark.
E, é claro, não foi tão simples quanto o milionário imaginou. Clark era tão perfeito que dificilmente ele se veria relacionando-se com outro homem. Não que ele fosse homofóbico, longe disso. Mas ele era um ser perfeito e todos esperavam que Clark encontrasse uma mulher igualmente perfeita e fossem formar juntos uma família perfeita.
Até o próprio Clark acreditava nisso.
Mas suas fantasias de perfeição duraram pouco mais que meio segundo.
Bruce era uma pessoa esperta. Tenaz. Ele soube implantar na mente do kriptoriano a dúvida. Que logo se transformou em um desejo louco.
Antes que pudesse se casar e ir viver sua vida perfeita com sua futura esposa perfeita, Clark precisava saber.
Ele precisava descobrir o que tinha debaixo da máscara do Batman.
Clark pegou-se pensando mais além, queria saber o que tinha dentro do coração de Bruce. Queria saber o que se escondia por trás da máscara Wayne que Bruce vestia todos os dias, ao acordar pela manhã.
Por isso, passou a visitar com mais frequência à mansão Wayne.
Mas só visitar, conversar, não era suficiente. Clark precisava experimentar. Ele desejava sentir cada pedacinho cicatrizado daquele corpo encontrando a sua pele perfeita.
Mesmo prevendo que aconteceria mais cedo ou mais tarde, Bruce não estava preparado para o que aconteceu, de fato.
Imaginava Clark de várias formas, menos dominante.
Estava mostrando alguns dados no Batcomputador para Clark quando o jornalista girou a cadeira em que o morcego estava sentado, agarrou sua camisa e o pôs sentado em cima das teclas.
— Chega desses joguinhos, Bruce. — Clark, num tom baixo, falou ao ouvido do milionário enquanto beijava seu pescoço.
— Me desculpe se eu apenas estava tentando fazer você enxergar o óbvio, Clark. — Bruce levou suas mãos até o terno azul marinho de Clark, desabotoando-o.
— Você vai fazer o que eu disser e quando eu quiser que você faça, Bruce. — Clark o beijou como se fosse um náufrago em busca de terra firme. Ambos sentiram uma corrente elétrica perpassar seus corpos e à medida que o beijo era aprofundado, as roupas eram tiradas e jogadas longe, numa ânsia sem fim por um contato mais direto entre suas peles.
Clark era como um faminto em busca de pão e Bruce o sedento a procura de uma fonte de água, para se fartar e nunca mais se distanciar.
Ambos já se encontravam completamente sem roupa e não havia lugar para deitarem, a não ser o chão frio e úmido da caverna onde se encontravam.
Mas era bom, o chão era o contraste perfeito para suas peles quentes devido aos toques ousados que os dois trocavam, agora que nenhuma peça de roupa os impedia de se verem como realmente eram.
Clark pode ver todas as cicatrizes no peito de Bruce, as marcas das várias lutas que o moreno embaixo de si travou em sua vida. Passou as pontas dos dedos sobre cada uma delas enquanto beijava o tórax de Bruce.
A cada toque nessas áreas Bruce respirava mais profundamente. O milionário deixou seus dedos se perderem nos fios castanhos do jornalista. Eram macios, diferente de todo o resto do corpo de Clark, que era rígido como uma montanha.
— Cl-Clark... — o milionário não pode deixar de gemer o nome do outro quando sentiu que era invadido por um dedo do maior.
E aquilo foi como o estopim para que dentro do peito de Clark explodisse uma bomba de excitação. Ele não se conteve e começou a deslizar seu dedo pela abertura do outro, sentindo o quanto Bruce era, de fato, apertado. E esperando, pacientemente, que aquela apertura pudesse se alargar o suficiente para que ele pudesse invadir Bruce.
— Eu não posso mais esperar, Bruce. — Clark sentia quase que uma dor em seu membro. Ele se deu ao trabalho de avisar, por mera consideração; sua vontade mesmo era investir contra Bruce com toda a força que tinha dentro de seu ser.
Jogou as pernas do homem abaixo de si sobre seus ombros e posicionou-se a entrada. Bruce queria ter algo em que se segurar nesse momento, mas o chão da caverna não era lá como uma cama com lençol, então apenas fechou os punhos contra o piso frio quando sentiu Clark o invadindo.
A dor era insuportável, mas o amor próprio de Bruce o fez trincar os dentes e não emitir um som sequer e tudo o que Clark pode ouvir foi à respiração pra lá de pesada do homem embaixo de si.
Deuses, ele era perfeito, Clark pensou consigo mesmo. O kriptoniano passou a mover-se dentro de Bruce, quase como que em devoção, dando tempo para que o milionário pudesse trocar a expressão facial dolorosa por outra.
— Bruce, olhe... para mim. — o jornalista ordenou, pois até então o moreno estava com os olhos fechados e as mãos devidamente cerradas.
Ao abrir os olhos, um choque passou pelo coração de Bruce; ele pode ver o quanto estava dando prazer ao Homem de Aço. Só de olhar a expressão facial de Clark, Bruce pode se permitir soltar de seus lábios um gemido.
— Clar...k — pronunciou Bruce quando sentiu o jornalista tocar em seu membro, negligenciado de atenção até então.
— Kal-El. Me chame... de... Kal-El. — o kriptoniano continuava a movimentar-se sobre Bruce, que passou a gemer com voz rouca num tom baixo, sentindo que o alívio da dor finalmente havia chegado. O próprio Bruce passou a movimentar-se, jogando seus quadris para trás, acompanhando a mesma movimentação de Clark.
Ambos gemiam e os sons que emitiam reverberavam por toda a Batcaverna, amplificando as sensações auditivas e elevando ainda mais a excitação e o prazer que aquilo tudo proporcionava a ambos.
— Kal... eu... — não houve tempo suficiente para terminar a frase. Bruce derramou-se sobre seu próprio colo, sentindo todo o corpo relaxar e Clark, ao ver essa cena, também não suportou e despejou seu sêmen dentro de Bruce. Precisou apoiar-se com as mãos no chão por um momento, antes mesmo de retirar as pernas de Bruce de seus ombros e de sair de dentro dele.
Quando finalmente deitou ao lado de Bruce, no chão mesmo, puxou o milionário sobre si e o abraçou contra o próprio peito.
— Você está me apertando demais, Kal. — Bruce deu tapinhas no ombro de Clark, sinal para que este o soltasse.
— Desculpe.
— Vem, vamos tomar um banho. — Bruce falou, se levantando.
— Já vai me despachar, é isso?
— Não, é só que a minha cama é mais confortável. Não quer experimentar? — Bruce subiu as escadas, deixando as roupas onde estavam.
Quando perdeu o moreno de vista, após ele ter passado pela pequena porta da passagem secreta, Clark deu um sorriso, se levantando do chão, também.
De fato, havia muito lugares naquela mansão que ele queria ver... de preferência com Bruce nu embaixo de si, gemendo seu nome.
É.
Ele experimentaria a cama, sim.
Para começar.
Notas finais
Deixei por um tempinho a Marvel de lado e vim escrever algo da DC ♥
Amo esses dois juntos. E tem um tempinho, desde que li Justiça.
Dai hoje vendo umas imagens eu fiquei com vontade de escrever um lemon e aqui está.
Espero que gostem, viu.
Bjo =*
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