Love me
27 Capitulo 27
Notas iniciais
Regina ficou algumas horas sentada naquele sofá pensando no que falaria para Emma, as lagrimas escorriam insistentemente e sua vida estava virando de cabeça para baixo. Foi despertada de seus pensamentos com a campainha tocando, estranhou o fato porque não estava esperando ninguém aquela hora.
— Mary? – A morena limpou as lágrimas ao abrir a porta.
— Oi, Regina! – Disse toda animada, mas ficou preocupada ao ver a morena chorando. — Aconteceu alguma coisa?
— Você encontrou com a Emma hoje? – A psicóloga perguntou.
— Não. – A mãe da loira negou ainda com mais preocupação.
— Entre... – Regina deu passagem para sua sogra entrar.
Mary se direcionou até a sala e viu as fotos espalhadas pelo sofá.
— Regina, é o que eu estou pensando? Vocês terminaram? – Seus olhos estavam arregalados.
— Não, ainda não. – Balançou a cabeça negativamente.
A sogra apenas abriu os braços para abraça-la e dizer que ficaria tudo bem. Mas sentiu a tensão de Regina, algo sério estava acontecendo e aquilo lhe preocupava ainda mais, pois sempre soube que foi a psicóloga que salvou a vida de sua filha.
— Quer conversar? – A mais velha perguntou enquanto estava abraçado com Regina.
— Eu sinto que não posso ser feliz, Mary. Sempre vai ter algo que atrapalhe.... É como se eu estivesse destinada a encontrar o amor da minha vida e não poder viver com essa pessoa, sabe? – Desabou em lágrimas novamente.
— Todos nós somos traçados para sermos felizes, Regina.... Sua família não quer aceitar, né? – Mary perguntou e a morena assentiu.
— Elas estão fazendo de tudo para que eu me separe da Emma e vão começar a atingir o Henry com isso. Não posso deixar que usem meu filho, Mary... – A morena sussurrou.
— Eu cometi erros, Regina.... Muitos erros na minha vida. Sei que prejudiquei a vida da Emma sendo a pior mãe do mundo, eu virei as costas quando ela mais precisou e hoje é o único erro que não posso reparar. Aos meus olhos, Emma sempre será a menina frágil que é hoje. Frágil, mas sabe o que quer e luta por isso. – Disse olhando diretamente nos olhos da morena. – A Emma não vai desistir de você e acredito que não deva fazer isso com ela também.... Você pode conseguir a sua felicidade, Regina! Eu nunca fui feliz. Na verdade, fui... em dois momentos da minha vida. A primeira vez foi de quando a Emma nasceu até a hora que o meu sogro faleceu, aí David estragou tudo quando começou a beber e minha vida virou um inferno... E agora consigo ser feliz por vê-lo se tratando... consigo ser feliz vendo você fazer a minha filha feliz, esse é o maior desejo de uma mãe: Ver sua filha feliz. E creio que com sua mãe não seja diferente.... Ela só tem medo de que você se machuque.
— É impossível, Mary.... Minha mãe é louca, e recentemente descobri que minha irmã tem inveja de tudo o que conquistei. Eu nunca imaginei que minha irmã poderia chegar a ponto de não querer a minha felicidade só porque não conseguiu se livrar da nossa mãe depois que o papai morreu. E ainda tem ele.... Meu pai. Seu último pedido foi que eu me casasse com o Robin e tivéssemos um filho.... Eu também nunca fui feliz, Mary. – Balançou a cabeça negativamente e secou uma lagrima. – Meu casamento sempre foi uma farsa, eu vivi metade da minha vida com o meu melhor amigo... E depois que eu conheci a sua filha, minha vida mudou. Eu voltei a sorrir, foi como se fosse uma luz do fim do túnel, sabe? Mas eu não entendia o que sentia por ela. Até que Emma tomou a iniciativa de vir falar comigo e tudo começou a ficar mais claro, com ela eu tive a certeza que eu poderia lutar contra todos.
— Mas aí ela tentou se matar... – Mary disse com os olhos marejados.
— Sim, nós brigamos e ela tentou se matar. Tem noção do como eu estava me sentindo dentro daquele hospital? Eu vi sua filha morrer dentro de uma ambulância! Eu perdi o amor da minha vida por alguns instantes, só que Deus ou universo... Ou sei lá quem... Me deu uma nova chance. Me deixou salva-la e trazer novamente para a vida.
— O destino de vocês já estava traçado, Regina. Nada do que vocês viveram até aqui foi à toa... Todas as brigas, os dilemas, sorrisos, declarações.... Tudo isso é uma confirmação do quanto vocês podem lutar contra todo o preconceito da sua família.
Enquanto isso no consultório de Daniel, os dois conversavam desesperadamente sobre como a morena estava agindo por antecipação. Emma estava a ponto de enlouquecer naquela cadeira.
— Você não pode cair na tentação, Emma. O processo foi longo, chegamos até aqui.... Não procura o refúgio se cortando de novo. – Daniel advertia a paciente e amiga.
— Eu não me cortei! – Disse mostrando os braços. – Eu fiquei pensando nela, Daniel! No quanto ela sofreria. Você acha que não seria mais fácil ter me cortado e estar com a ilusão de que a dor está melhor? É claro que seria mais fácil assim. Mas não.... Eu pensei nos efeitos que isso teria nela e no Henry. Ele sabe que tudo está desmoronando... Enfrentou Cora e Zelena por minha causa! Sim, o Henry enfrentou a família para me defender e desculpa, mas eu amo esses dois. Não vou deixar que ela jogue tudo para o alto por medo daquela velha maluca. – Emma falava desesperadamente.
Ambas as conversas duraram algumas horas, cada uma com seu dilema, com o seu desespero e no final? Nenhuma solução. Emma saiu do consultório de Daniel e foi para casa encontrar Regina.... Mary saiu da casa da morena esperando que o pior acontecesse, pois conseguia enxergar o medo nos olhos da psicóloga. E Regina? Bom, estava no pior impasse de sua vida, estava prestes a abrir mão da sua felicidade por puro preconceito de sua família.
— Regina... – Emma entrou em casa e encontrou a morena deitada na cama.
— Emma... – A morena levou a cabeça e seus olhos estavam inchados devido ao choro.
— Nós temos que resolver isso agora. É tudo ou nada. – Emma sentou na ponta da cama e estendeu a mão para que a morena sentasse também.
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