Love is a mystery

36 Capítulo 37 - A verdade


Notas iniciais
Heey meus amores *--* Sei que estou demorando para postar, mas realmente estou tendo bloqueios para terminar essa fanfic. Talvez esse capítulo não esteja muito bom, mas espero que gostem. Não revisei, então ignorem os erros! LEIAM AS NOTAS FINAIS Espero que gostem!

“Não quero deixar que a tristeza inunde o meu coração.”

Nando Reis

Sabe quando você tem a certeza de que algo ruim esta preste a acontecer? Eu me sentia assim nesse momento. Passei a maior parte do tempo pensando em como encontrar aquela mulher novamente, na outra metade tive que aguentar April e Allie me enchendo para saber o que eu escondia.

Eu meio que já sabia o que aquela mulher era de Violet, e isso que estava me deixando aterrorizada. Eu conhecia minha namorada bem demais, eu sabia que ela surtaria. Eu só tinha medo até que ponto Violet poderia surtar até onde ela iria se soubesse a verdade.

– Você está calada demais hoje. Está tudo bem? — Violet perguntou, e eu fiz sim com a cabeça. Era engraçado vê-la vestida com roupas de líder de torcida parecendo aquelas típicas garotas mimadas. O cabelo dela estava com cachos nas pontas, seus olhos verdes pareciam ficar mais vivos ainda com aquela roupa vermelha e não podia me esquecer do quanto aquelas roupas eram curtas. Eu gostava de ficar a olhando de longe ou até mesmo treinando, confesso que alguns olhares das meninas do time sobre ela me incomodavam profundamente. Eu não era tão ciumenta quanto Violet, e nem mostrava nitidamente isso, mas quando eu ficava com ciúmes era melhor sair de perto.

– Está dizendo que eu falo demais? — Perguntei brincando, eu sabia que falava demais. Violet não tinha sido a unica a vim me questionar o motivo do meu silêncio até Kim e Tracy me perguntaram se eu estava bem.

– Na verdade estou afirmando — Sorri de lado com essa sinceridade de Violet. Suspirei profundamente, e olhei em volta sentindo aquela sensação de estar sendo observada. Voltei-me para Violet, e vi que ela me encarava de um jeito estranho. Ela sabia que eu estava escondendo algo, isso era por causa do lance estranho que tínhamos.

– Você vai treinar agora? — Perguntei, o sinal estava preste a bater para sermos liberadas para ir embora, mas como sempre Violet treinava depois das aulas.

– Vou sim, por quê? — Perguntou confusa, eu normalmente a esperava, mas eu sentia que hoje eu não poderia esperar muito para ir para casa.

– Vou ter que ir embora amor. Depois eu te mando uma mensagem! — Falei e dei um rápido selinho nos seus lábios. Ninguém no colégio sabia sobre nós, eu não sabia exatamente o porquê disso já que eu não ligava e muito menos Violet. Acho que nem uma de nos duas queríamos chamar atenção demais.

Respirei fundo antes de sair do colégio e acenar rapidamente para Violet.

–----***-----

– Por que será que eu sabia que ia estar aqui? — Perguntei encarando Cindy. Parando para observar bem ela realmente se parecia com Violet e Olivia, os olhos eram idênticos e o sorriso.... Nem se falava.

– Você é esperta. Gosto disso! — Sorri com o elogio, e abri a porta de casa a deixado entrar. Sentia-me meio culpada por estar mentido para Violet, ela ficaria furiosa quando soubesse, mas eu precisava saber da verdade primeiro.

– Você sabe o que eu quero saber — Falei, e depois a levei até o sofá onde nos sentamos uma de frente para a outra. Ouvi meu celular tocar, e vi no visor que era Violet. Decidi não atender, e desligar o celular para que não pudesse ter mais interrupções.

– É você já sabe que sou a mãe dela — Cindy disse sorrindo, e eu sentia uma pontada me dizendo que isso seria um grande problema. Como contaria isso a Violet? — A tive com dezesseis anos foi na mesma época que descobri meus poderes. Eu morava somente com meu paí é ele agressivo e rigoroso, eu vivia praticamente trancada dentro de casa. Engravidei do meu primeiro namorado, nada sério na verdade, e quando meu pai descobriu ele fez da minha vida um inferno.

Eu não podia mais sair de casa, ele dizia que iria ficar mal falada por estar grávida tão cedo, me tirou do colégio e me separou desse meu namorado. Meus poderes começaram a se desenvolver rápido demais, posso ler mentes como você e a Violet, posso ficar invisível assim como a Olivia. Meu pai começou a ficar mais agressivo ainda, minha mãe tinha ido embora quando eu tinha cinco anos justamente por que meu pai batia nela, e eu fiquei com medo que ele me batesse também.

Então eu fugi de casa com meu namorado, conseguimos ficar alguns messes longes até que eu pudesse ganhar Violet, eu me lembrei até hoje quando vi aqueles olhei verdes me encarando. Foi o pai dela que escolheu o nome dela, mas meu pai nós achou e acabou dando um tiro no meu namorado que morreu na hora, depois eu fugi com Violet... Mas como eu ia criar uma criança sendo perseguida pelo doente do meu pai? Eu fugi o máximo que pude, mas meu pai conseguiu me pegar e depois eu me lembro dele levando Violet para longe de mim. Só dias depois ele me contou que tinha a colocado na adoção, ele não disse onde, me trancou em casa e nunca me deixava sair.

Eu não queria ter a deixado ir embora, mas eu era só uma adolescente sem amigos e sem coragem o suficiente para fugir. Passei anos assim sem poder sair de casa, e sem saber para onde ela tinha ido. Quando fiz dezenove anos, eu consegui fugir de casa, e sai da cidade. Acabei conhecendo uma mulher que acabou se tornando quase uma irmã para mim, namorei com o irmão dela por um tempo e fiquei grávida da Olivia com vinte anos. Eu tinha tanta certeza que agora eu ia conseguir criar pelo menos essa filha, mas meu pai sempre conseguia me achar. Ele tinha bons contatos, e com isso eu teria que fugir novamente, mas desça vez por vontade própria eu pedi para que essa minha amiga cuidasse de Olivia e fingisse que era sua filha.

Nunca perdemos o contato, mas minha amiga não fingiu que Olivia era sua filha. Ela preferiu fingir que era tia dela, e depois de alguns anos eu soube que ela tinha conseguindo contato com Violet também. Eu fugi do meu pai até meus vinte sete anos, até que de uma hora para outra ele morreu. Parece que foi ataque cardíaco, meu pai sempre teve uma certa obsessão por mim e eu acho que era por sermos só nós dois. Assim que soube que ele morreu, eu decidi que era hora de ir atrás das minhas filhas, eu sabia que não seria mais fácil, então comecei a investigar elas primeiros e saber com quem elas costumavam andar.

Foi assim que cheguei em você. Logo percebi que eram mais que amigas, e também o quanto você a amava. Percebi que você era quem eu procurava para me ajudar e poder de algum modo recuperar todo o tempo perdido.

– Você não teve culpa — Falei quando ela terminou de contar, era uma observação que eu estava fazendo — Violet é complicada demais, ela provavelmente vai surtar por um momento e depois...

Tomei um susto quando ouvi a porta da sala bater com força e olhei para Cindy com os olhos arregalados.

Violet.

Sai correndo da sala e já sentia que agora eu estava fodida juntamente com Cindy. Violet estava do lado de fora de casa, e pelos seus olhos eu já imaginava que ela tinha ouvido a conversar.

– Ela é minha mãe — Violet sussurrou, e depois vi lágrimas escorrendo pelo seu rosto, tentei me aproximar dela, mas ela recuou para trás — Quanto tempo sabe disso?

– Eu só soube hoje — Falei, e olhei para trás quando Cindy apareceu. Violet estava de braços cruzados e com os olhos vermelhos de tanto que ela estava chorando.

– Eu pensei que estava morta — Violet disse para Cindy, e eu cheguei mais para trás. Eu esperava que Violet tivesse ouvido a conversar toda e agora pudesse entender o motivo de Cindy ter a deixado. Violet não aprecia com raiva, ela parecia simplesmente indefesa. Ela parecia com medo.

Ela não parecia a garota que eu conhecia.

Eu queria a abraçar nesse momento.

– Eu sinto muito — Cindy disse chorando, e Violet a olhou meio desolada — Eu não queria isso. Eu não queria ter deixado você e a Olivia. Eu amo vocês demais! — Cindy disse, e depois tentou se aproximar de Violet que recuou para trás. Ela me olhou como se pedisse alguma ajuda, e eu a olhei como se dissesse que ela deveria deixar a mãe dela a abraçar.

Violet se aproximou meio receosa, e antes que fizesse qualquer coisa Cindy a abraçou. Violet não a abraçou de volta, e ainda me olhava como se perguntasse o que eu deveria fazer, me permiti ri do estado dela e fiz sinal pra que ela a abraçasse de volta.

O abraçou durou poucos segundos já que Violet parecia desconfortável.

– Você ouviu a conversar toda? — Perguntei quebrando aquele clima tenso que estava no ar.

– Sim. Você estava estranha no colégio, e não me atendeu quando eu liguei. Eu decidi vim atrás de você parar poder ver se estava bem mesmo — Violet disse, e eu olhei para Cindy por um momento.

– Por que não volta depois? — Perguntei educadamente, e Cindy sorriu para Violet e depois me olhou antes de começar a ir embora. Peguei Violet pela mão e entrei com ela em casa, no exato momento que a porta foi fechada Violet se jogou nos meus braços. Alisei seus cabelos, enquanto ela chorava nos meus braços.

– Vai ficar tudo bem — Sussurrei calma, e ela concordou com a cabeça silenciosamente. Depois se afastou de mim, e limpou seu rosto me olhando com aquelas olhos inchados.

– Não estou com raiva. Eu pensei que ela estava morta, mas se eu eu pensava que se ela estivesse viva eu nunca ia a perdoar por isso — Violet disse ríspida, e depois deu as costas para mim — Mas agora... Ela não teve culpa alguma. Só que eu não sei como agir!

– Você foi bem — Falei acariciando suas costas, e ela me olhou com um sorriso de lado duvidando disso — Ok, talvez você estivesse meio sem jeito.

– Meio sem jeito? — Violet perguntou franzido a testa em seguida — Eu não sei como é ter uma mãe, e muito menos como devo agir.

– Você a perdoou? -Perguntei, e ela me olhou com seriedade.

– Acho que assim que ela terminou de contar tudo — Respondeu melancólica, e eu a beijei no rosto demoradamente.

– Só de uma chance para ela, e tudo vai correr bem — Falei sincera, e ela fez sim com a cabeça — Pretende contar para Olivia?

– Sim, talvez amanhã! — Violet respondeu, e depois me deu outro abraço. Sorri pensando como era bom quando ela me abraçava assim, e não ficava resmungando que eu deveria a soltar. — Ok, chega desse grude.

– Adoro seu romantismo — Falei sarcástica, e ela revirou os olhos — Eu esperava mais drama.

– Você quer drama mesmo? -Perguntou arqueando uma sobrancelha, e eu parei para pensar. Não seria nada interessante se ela decidisse pular daquela ponte de novo ou bebesse ou batesse em algo..

– Não, assim está bom — Falei, e ela riu me puxando para um beijo. Não questionei sua mudança de humor, acho que Violet não gostava de ser tão aberta sobre como se sentia.

– Eu te amo — Violet disse, e depois me olhou séria — Mas tente não me esconder mais nada, ok?

– Ok — Falei, e beijei sua testa com carinho — Também te amo.

Notas finais
Agora todo mundo já sabe a verdade sobre a mãe da Violet u.u Então gente, eu não sei até quando vou levar essa fanfic, eu queria a levar mais adiante e acho que por falta de tempo eu fui perdendo o animo para postar ela e então me surgiu a ideia de criar outra fanfic, já que ideias para novas histórias nunca me falta haha ... Então pelo menos não estarei deixando de postar mais fanfics! Espero que tenham gostado. E realmente deem uma olhada na nova fanfic: http://fanfiction.com.br/historia/596218/Everlasting_Love/ Comentem e beeijos