Love is a mystery
16 Capítulo 16 - True Love
Notas iniciais
Seja, quem VOCÊ é! Não adianta ficar mudando sua personalidade, seu jeito de ser, por causa dos outros, agrade a si mesmo primeiro, até porque “os outros” provavelmente não mudariam por você.
— Lugarejo.
– Você sabe que eu não quero te beijar né? — Perguntei enquanto subia às escadas. Olhei para trás para ver Tracy com uma cara entediada, ela não parecia querer me beijar nem um pouco.
– Você é irritante — Ela falou sem cerimônia, e depois passou na minha frente esbarrando no meu ombro — Ande logo, quero acabar logo com isso.
Encarei suas costas sem expressão. Ninguém nunca tinha parecido tão indiferente quanto a ficar comigo. Não que eu fosse uma vadia que saia pegando geral, mas eu não era do tipo que me previa de ficar com alguém.
Se eu queria alguém, eu teria esse alguém.
Eu sempre fui assim, sempre fui a mais corajosa das meninas, a que falava o que pensava e fazia oque desse vontade. Mas eu tinha Allie que me colocava na linha muitas vezes quando ela sabia que daria errado alguma vontade minha, Julie não tina nada contra minhas loucuras e ainda participava muitas vezes, mas ela preferia sempre ficar em casa lendo um livro.
Eu nunca tinha entediado essa obsessão por livros, eu sabia que ela tinha pego essa mania quando sofreu bullying e esse era seu refúgio. Eu sabia que ela gostava de imaginar um lugar melhor para todos e que o passado ainda a atormentava. Eu e Allie sempre ficamos ao seu lado, mas muitas vezes ela parecia precisar de mais.
Esse mais que digo apareceu na minha opinião pelo menos. Violet e Julie tinham alguma conexão inexplicável, eu conseguia ver como elas combinavam mesmo com o gênio forte de Violet e o jeitinho meigo de Julie.
– Você está me ouvindo? — Ouvi a voz de Tracy e a encarei. Estávamos em um dos quartos de hospedes, e pela primeira vez eu me sentia nervosa. Deus, eu estava nervosa.
O quanto isso era surpreendente?
Eu nunca me sentia nervosa, nem quando ficava com o cara mais lindo de alguma festa. Era todos iguais para mim, sem grandes diferenças, a mesma pegada, o mesmo jeito, os mesmo idiotas de sempre.
Não que eu gostasse de idiotas, mas eu não estava afim de me envolver seriamente com alguém, eu só tenho dezesseis anos e as chances de um namoro dar certo nessa idade e quase mínima. Eu acredito no amor, claro que acredito. Mas acho que talvez eu não seja feita para ele como as meninas.
– Eu estou ouvindo — Respondi séria, eu não queria ser tão grossa com Tracy. Mas a garota me irritada pelo simples fato de respirar, ela parecia sempre ter uma resposta na ponta da língua para minhas tiradas. Ninguém nunca se atrevia a me rebater.
– O que eu disse? — Ela questionou desafiadora, e eu bufei. Vi ela olhar para o quarto antes de se sentar na cama.
– Podemos acabar logo com isso? — Supliquei um pouco desesperada demais. O que estava acontecendo comigo? Eu não podia estar nervosa por beijar ela, talvez eu estivesse por ela ser uma menina já que eu nunca fiquei com uma antes.
– Foi o que eu disse gênio — Ela zombou, enquanto me encarava sentada na cama — Olha você vai ficar ai parada ou vai se sentar ao meu lado?
Caminhei até ela sentindo meu coração disparar, me sentei ao seu lado vendo ela sorri pela primeira dez de que entramos no quarto. Eu tinha que admitir Tracy é uma garota linda, não que eu fosse falar isso para ela, mas os olhos verdes combinavam perfeitamente com seus cabelos vermelhos.
Eu já tinha reparado nela antes, acho que todos reparavam nela e nas outras duas. Elas eram como famosas no colégio, todos colavam elas em um pedestal ao qual nenhuma parecia gostar. Eu sempre achei elas curiosas, mas quanto Julie falou sua teoria sobre elas minha curiosidade duplicou.
Julie sempre foi a mais sonhadora que por vezes imaginava coisas onde não tinha, mas dessa vez algo me dizia que ela estava certa e ela estava. Eu nunca ia imaginar que eu tinha poderes sobrenaturais, mas eu tinha que admitir que ouvir o que os outros falavam era interessante.
Eu já conseguia controlar bastante meu poder com os treinos de Tracy, apesar da maior parte agente passar trocando tiradas.
– Por que parece nervosa? — Ela perguntou enquanto me sentava ao seu lado, nem eu sabia o motivo do meu nervosismo.
– Não estou nervosa — Respondi irritada, e ela revirou os olhos.
– Por que sempre está na defensiva? — Ela perguntou, e eu desvie meu olhar do seu. O que eu diria? Diria que eu estou assim porquê ela faz com que eu me sinta diferente.
– Por que sempre está na defensiva? — Devolvi a pergunta, e ela riu por alguns segundos ao qual eu aproveitei parar ouvir bem sua risada.
– Você é irritante eu já disse — Ela respondeu e depois chegou mais perto de mim — Eu só não defini se isso é bom ou ruim.
Senti minha respiração ficar desregular conforme seu rosto se aproximava do meu. Me senti uma complete idiota por isso, era só um beijo afinal.
Suas mãos foram até meu pescoço e depois ela colou nossas testas fazendo com que seus lábios roçassem de leve nos meus.
– Relaxe — Ela sussurrou antes de me dar um leve beijo no queixo e depois colocar sua outra mão na minha coxa descoberta. Engoli em seco e levei uma das minhas mãos até seu rosto o acariciei de leve sentindo o olhar de Tracy me queimar com a intensidade que me olhava.
– Eu quero te beijar — Falei deixando meu lado sincero aparecer, eu nunca escondia oque eu sentia ou pensava. Agora não seria diferente.
– Então me beije — Ela falou, e eu sorri antes de grudar meus lábios no seu. Tracy aperto minha coxa e agarrou mais forte meu pescoço fazendo com que o beijo fosse mais intenso do que o esperado. Nossas línguas disputavam entre si, até nessa hora tinha que a ver alguma guerrinha entre agente. Seu corpo se inclinou fazendo com que eu fosse deitando na cama, seus lábios em nenhum segundo se desgrudaram dos meus.
Minhas mãos agora puxavam o cabelo de Tracy enquanto ela se encaixa entre minhas pernas, e continuava apertando minha coxa. Sua boca se desgrudou da minha e Tracy me encarou enquanto uma das minhas mão voltava a acariciar seu rosto.
– Eu ainda meio que te odeio — Sussurrei suspirando em seguida, e ela riu enquanto passava a língua pelos lábios.
– Isso é correspondido — Ela falou e em seguida voltou seus lábios para os meus, sorri entre o beijo e mordi e suguei seu lábio inferior. Lembrei de uma música que eu costumava ouvir bastante, e sempre me questionei como alguém podia odiar uma pessoa e ao mesmo tempo amar ela.
Sometimes I hate every single stupid word you say
Sometimes I wanna slap you in your whole face
There's no one quite like you
You push all my buttons down
I know life would suck without you
Às vezes odeio cada palavra idiota que você diz
Às vezes quero esbofetear a sua cara
Não há ninguém igual a você
Você me dá nos nervos
Sei que a vida seria um saco sem você
At the same time I wanna hug you
I wanna wrap my hands around your neck
You're an asshole, but I love you
And you make me so mad I ask myself
Why I'm still here, or where could I go?
You're the only love I've ever known
But I hate you
I really hate you, so much
I think it must be
Ao mesmo tempo, quero abraçá-lo
Quero colocar as minhas mãos em volta do seu pescoço
Você é um babaca, mas eu amo você
E você me deixa tão louca que fico me perguntando
Por que ainda estou aqui, ou aonde eu poderia ir?
Você é o único amor que conheci
Mas eu odeio você
Odeio você de verdade, demais
Acho que deve ser
True love, true love
It must be true love
Nothin' else can break my heart like true love
True love, it must be true love
No one else can break my heart like you
Amor verdadeiro, amor verdadeiro
Deve ser amor verdadeiro
Nada mais parte o meu coração como amor verdadeiro
Amor verdadeiro, deve ser amor verdadeiro
Ninguém mais consegue o partir meu coração como você
– Acho melhor descermos- Falei interrompendo o beijo que já estava ficando quente demais. Certo, se fosse em outro momento eu provavelmente teria transando com o garoto, mas com Tracy algo me dizia pra ir um pouco mais devagar.
Que idiota eu sou, não ia ter outra vez.
– Sim, eu concordo — Descemos e depois começamos a assistir um filme enquanto Violet e Julie subiam parar pegar às cobertas, notei como Allie e Kim riam algumas vezes e sempre estavam falando algo no ouvido da outra.
– Não se engane com Kim, ela é a mais quietinha mais não deixa de ser esperta — Tracy falou ao meu lado olhando para as duas também.
– Existe alguma chance dela magoar a Allie? — perguntei preocupada, e Tracy fez não com a cabeça.
– Não se preocupe, Kim é cuidadosa e ela nunca iludiu uma garota. Se ela quiser ficar com a Allie ela será a melhor para ela — Tracy falou carinhosa, e eu podia ver a amizade forte que elas têm.
– E Violet? — Perguntei, e Tracy me olhou mais séria dessa vez.
– Eu não posso garantir sorrisos o tempo todo, Violet é meio bipolar, sua amiga terá trabalho se realmente gostar dela.
–--***---
Naquela manhã às coisas não estavam nem um pouco legais, Julie estava pra abaixo por causa do que Violet disse e agora ela tinha dormindo depois que eu e Allie a fizemos comer.
– Acha que ela vai ficar bem? — Allie falou demonstrando toda sua preocupação, era a mãezona do grupo mesmo.
– Espero que sim — Respondi e me levantei da cama — Vou ali é já voltou. Dei um beijo na sua testa e sai da casa de Julie, peguei um táxi e fui até a casa das meninas.
Fui até o jardim onde Tracy treinava uma garota e às duas pareciam estar se divertido demais já que riam o tempo todo. Fechei a cara na hora e caminhei apressadas até elas.
– Sai fora — Falei para a garota do lado de Tracy enquanto a empurrava pelo ombro. Entrei na sua frente ficando de frente pra Tracy, olhei para a garota que ainda estava atrás de mim e levantei a sobrancelha enquanto ela bufou e saiu de vista.
– Por que fez isso? — Tracy perguntou confusa, e eu joguei meu cabelo para trás.
– Não importa, o que importa é que Julie não para de chorar e sua amiguinha não parece nem ai — Falei irritada, e ela suspirou profundamente.
– Eu não te garanti sorrisos, Violet é complicada. Sua amiga sabe onde está pisando a acredite ela não parece do tipo que vai desistir agora — Tracy pareceu bem sincera, e eu desmanchei meu lado defensivo. Ela não tinha nada a ver com o jeito que Violet agia.
– Eu gosto das duas juntas, mas não sei se isso é possível — Falei sincera, e Tracy pegou na minha mão me levando para a academia que se encontrava vazia.
– Eu também não sei, mas algo me diz que elas têm que ficar juntas — Tracy falou se sentando no banco e batendo para que eu me sentasse ao seu lado — Eu acredito que sua amiga consegue.
– Eu também acredito — Respondi e sorri verdadeiramente, eu acreditava na Julie e não deixaria ela desistir agora que ela ao menos conseguiu um beijo de Violet — Você pode pegar aquela garrafinha de água para mim?
– Deixa de ser preguiçosa, tem perna para que? Levanta e pega — Tracy respondeu óbvia, e eu há encarei um pouco ofendida.
– Usa seu poder maldita — Respondi dando um tapa no seu braço, e ela me encarou como seu eu fosse demente.
– Por que eu usaria meu poder com você? Se vira — Ela falou, e eu me levantei indo até a garrafinha de água. A abri e depois caminhei de volta até Tracy derramando a água que tinha dentro nela.
– Não acredito que fez isso sua perturbada — Tracy gritou parecendo bastante brava, e logo em seguida a vi sorrir. A encarei confusa e logo senti a água escorrendo pela minha cabeça — Deveria lembrar-se do meu poder.
– Eu te odeio — Gritei irritada, e ela riu se divertindo com a cena.
– É lá vamos nós — Ela falou, e eu suspirei tentando manter a calma. Mas por um momento qualquer plano de vingança foi embora quando vi que sua blusa estava transparente por conta da água — Você pode parar de olhar para o meu peito?
– Não, eu gostei do seu sutiã — Falei, seu sutiã é um azul claro de renda. Ela revirou os olhos, e eu a encarei confusa. Isso é uma elogiou afinal. Encarei seu rosto e agora ela passava a língua pelos lábios, encarei esse movimento e desejei profundamente que ela me beijasse.
– Isso está ridículo — Ela falou chamando minha atenção, e eu a encarei confusa — Eu quero te beijar e você quer me beijar. Por que continua parada me secando?
Sorri com a provocação da ultima parte e sorri quando Tracy puxou minha cintura juntando nossos corpos. Sorrimos uma para a outra antes de nós beijarmos.
Eu sei, eu sei. Deveria ter sido somente um beijo, mas o que posso fazer se a criatura beija bem pra cacete? Melhor que os meninos que eu já tinha pegado.
Definitivamente eu teria um problema de agora em diante.
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