Love is a mystery
34 Capítulo 35 - Namorada
Notas iniciais
"Quando se ama alguém você não guarda isso. Você diz" — Once Upon a Time.
–Basicamente? Eu sou a líder porquê devo ser a única que consegue controlar essas incompetentes — Falei para a novata que agora estava rindo. Não que eu gostasse de fazer amizades novas ou coisas assim, mas devo dizer que a garota era legal.
Estavamos conversando a algumas horas, seu nome é Mary e ela tem dezoito anos. Tinha entrado nas líderes de torcida semana passada quando faltei alguns dias de escola. Pelo pouco que conversamos ela me contou que odiava ser líder de torcida e só estava fazendo isso pelos pontos extras, e também acabou soltando que tinha namorada e ela estava morrendo de ciúmes disso.
Acabamos conversando bastante, mesmo que eu pudesse sentir os olhos de Julie em mim, e de algum modo eu sabia que ela estava puta comigo.
– Estou me sentindo meio desconfortável com aquela garota que me olha como se quisesse que eu morresse — Não precisei olhar pra saber de quem ela falava, eu já tinha notado que Julie parecia estar na TPM só pelo modo que veio o caminho inteiro em silêncio e ainda me mandava cala a boca quando eu tentava dizer algo.
– Não é você que ela quer matar. Sou eu — Falo, e depois olho na direção de Julie que estava com a expressão fechada. Sorri na sua direção, e ela revirou os olhos se levantando da mesa e saíndo do refeitório.
Droga.
– Ela parece estar bem puta com você. Isso me lembra da minha namorada, ela tem quinze anos, mas imagina ela com raiva? É uma coisa que da medo. — Mary falou fazendo uma careta em seguida e eu ri do modo exagerado dela.
– Ela é bem novinha. Quanto tempo de namoro? — Pergutou curiosa. Percebi que April e Tracy saíram do refeitório e podia imaginar o que elas fariam. Já Kim estava distraída no celular e eu já imaginava que essa distração se chamava Allie.
– Tem um ano. Ela é novinha sim, mas não é algo que me importe. Confesso que no começo isso pegava bastante, mas quando vi que a amava não perdi tempo e logo pedi ela em namoro — Concordei com a cabeça, e suspirei quando percebi que eu estava a ponto de contar algo pra ela.
– A garota que saiu do refeitório e basicamente minha namorada. Quero dizer, nunca conversamos sobre namoro, mas acho que está na hora de algo mais sério acontecer — Falei e em seguida os olhos de Mary estava arregalados de modo surpreso.
– Eu não imagina que ela fosse algo sua. Você tem jeito de gay... Até seu olhar é gay — Mary disse e eu franzi o cenho. Eu não era tão óbvia assim — Mas a questão é que... Ela é bonita, e tem uma bela bunda com todo respeito.
– Vou ignorar a parte da bunda — Falei ríspida, e ela riu divertida.
– Por que não pede ela em namoro? — Mary perguntou, e eu abri a boca pra responder, mas a verdade é que eu não tinha idéia do porquê não tinha feito isso ainda. Ou talvez eu tenha me acomodado demais e esquecido de tornar aquilo alguma coisa mais seria.
– Eu meio que esqueci — Respondi fazendo uma careta, e Mary me deu um tapa no braço. A olhei meio assustada e ela não pareceu nem ligar.
Ela é bem abusada mesmo.
– Posso te ajudar nisso. Vou ficar no colégio por pouco tempo, pretendo mudar de cidade... Mas enquanto isso pode te ajudar — Mary própros, e eu fiquei de pensar no seu caso.
– Agora vou tentar ver a minha... Vou trás dela — Falei confusa, e depois sai correndo do refeitório. Fiz um nota metal de tentar lembrar quando a Julie tiver de TPM não a deixar irritada. Parei na frente da sua sala, e coloquei as mãos na cintura assumindo um postura mais firme.
Caminhei até a mesa de Julie com olhares sobre mim, mas decidi ignorar. Sentei do seu lado, e Julie me olhou mortalmente.
– Amor — Falei, e ela me olhou cerrando os olhos na minha direção.
– Amor teu cu. Vai conversar com sua amiguinha, e me deixa em paz — Julie disse grosseira. E eu olhei para os lados para ver se alguém tinha ouvido isso, mas na real eu estava mesmo era tentando fazer ela não ver que eu queria muito rir — Você está rindo sua vagabunda? Sai daqui Violet.
– Amor, eu te amo — Falei sorrindo, e ela nem ao menos olho na minha cara — Puta merda, mulher de TPM é foda.
– Eu disse que eu estava de TPM? Você agora sabe meu ciclo menstrual? — Julie questionou, e eu ergui as mãos como se estivesse me redendo. Dei um beijo na sua testa e sai de la antes que ela me matasse só com o olhar.
– Sua namorada está de TPM — April falou passando por mim, e eu revireis os olhos — Pelo visto já percebeu. Só pra saber tem três faces na TPM dela: Irritação, choro e carência. Não necessariamente nessa sequencia!
– Vou morrer antes do final do dia pelo visto — Falei passando as mãos pelo cabelo, e April me abraçou pelo pescoço enquanto eu rodeava sua cintura com o braço.
– Olha ela fica meio chata, sabe? Mas se você a ama isso não será importante pra você. Nas outras duas faces só tente a agradar e não discorde dela por nada, com o tempo acaba se acostumando — April me aconselhou, e eu beijei sua bochecha como agradecimento.
–---****---
– Você parece uma tartaruga Violet, pode andar mais rápido? — Julie perguntou aparecendo do nada na minha frente, eu olhei para Tracy, Kim e Mary que estavam rindo da minha cara. Julie as ignorou e saiu andando apressada na frente, eu ainda estava meio confusa, mas não pude deixar de reparar no quanto sua bunda estava maravilhosa naquela saia.
– Ela está de TPM? Eu nem quero imaginar a April assim — Tracy disse com uma expressão de medo, e agora todo mundo voltou a rir.
– Não imagino a Allie ficando tão puta da vida assim — Kim disse sorrindo, e a gente vaio ela. Rimos novamente e todas olhamos para Mary.
– Minha namorada fica igual a sua. Mas a boa notícia é que pode durar só hoje ou até amanhã isso — Mary disse batendo de leve nas minhas costas como se estivesse desejando boa sorte e as outras fizeram a mesma coisa.
Caminhei apressada até meu carro, e encontrei Julie encostada nele com uma expressão irritada. Minha mente longo me lembrou de como ela ficava linda assim, e de como minha vontade era de poder foder com ela.
Mas eu não podia.
– Desculpa amor — Me desculpei mesmo sem achar que precisava disso. Julie sorriu falsamente e entrou no carro, não falei nada e do somente o mesmo que ela.
O caminho de volta foi feito em silêncio, mas durante o caminho fiz questão de pegar na mão de Julie e ficar de mãos dadas com ela o caminho inteiro.
– Vai entrar? — Julie perguntou soltando minha não e eu fiz não com a cabeça, acho que isso a deixou meio chateada e eu já imaginava que ela estivesse mais calma agora. Dei um rápido selinho no seus lábios, e me desculpe por não ficar com ela.
Eu tinha outros planos.
Dirigi até uma sorveteira e comprei um pote de sorvete de chocolate já que é o preferido dela. Depois fui até uma locadora e aluguei três filmes de romance daqueles água com açúcar. Passei no mercado e também comprei uma barra de chocolate.
Senti meu celular vibrar no bolso e o peguei vendo que tinha umas cinco mensagens de Julie.
J: Amoor, eu te amo!
J: Violet por que não responde a mensagem?
J: Estou começando a te odiar, isso é muito sério. Sério mesmo!
J: Eu vou chorar, acho que estou meio emotiva hoje.
J: Vagabuda. Também não te dou mais!
Gargalhei com a última mensagem e revirei os olhos quando todo mundo olhou para mim. Sai do mercado e fui em direção a casa de Julie, acabei encontrando seus pais na porta e fui recebida com um abraço apertado.
– Eu estava com saudades da senhorita — A mãe de Julie disse, e eu senti que tinha corado com aquilo.
– Eu também — Respondi timidamente, e depois o pai de Violet me deu um pequeno tapinha no ombro.
– Julie está parecendo o cão hoje — Ri do que ele falou e eu concordei, eles se despediram dizendo que iram sair para o cinema e eu respirei fundo antes de entrar na casa de Julie.
Diferente do que eu podia imaginar Julie estava sentada no ultimo degrau da escada e assim que me viu correu na minha direção pulando no meu colo.
– Eu senti saudades — Julie disse me dando um beijo um tanto quente, e depois desceu do meu colo como se nada tivesse acontecido.
– Eu trouxe umas coisas — Falei levantando as sacolas, e Julie sorriu as pegando.
– Isso é tão carinhoso amor — Julie falou me dando um selinho e depois foi em direção a cozinha. Parei um pouco atrás dela quando vi que ela vestia uma blusa grande e somente calcinha.
Puta que pariu. Eu preciso do meu auto controle!
– Podemos assistir o filme logo? — Falei me sentando no sofá. Julie apareceu com duas colheres e me entregou, depois foi até a televisão e colocou o DVD que se não me engano era uma prova de amor. Suspirei quando percebi que teria que me controlar para não dormir durante o filme e ainda consolar Julie quando ela começasse a chorar.
– Quem era a garota que conversava no intervalo? — Julie perguntou tentando não demostrar ciúmes, mas ela já tinha deixado isso bem claro mais cedo.
– Uma amiga? — Mais perguntei do que respondi, e ela cerrou os olhos e depois se virou para frente. Sorri vendo ela levar uma colher cheia de sorvete a boca e como ela passou a língua pelos lábios em seguida.
O filme parecia já ter começado, mas eu não estava nem um pouco ligando para isso. Julie sorriu de alguma coisa e sorri junto vendo como aquele sorriso dela era lindo. Eu realmente deveria estar muito apaixonada por ela mesmo.
Não sei quanto tempo passei só a admirando, mas quando uma lágrima escorrer do seu rosto, eu passei o braço em volta do seu ombro e aproximei seu corpo do meu. Sua cabeça encostou no meu ombro, e eu peguei um pouco de sorvete, enquanto Julie já estava comendo chocolate.
O filme já parecia estar acabando quando Julie levantou a cabeça. Seus olhos estavam vermelhos, seus lábios inchados, e mesmo que eu soubesse que ela chorava por causa de um filme, eu não podia deixar de ficar preocupada por ela ter chorado tanto.
– Por que não namoramos? — Julie perguntou chorosa, e eu desviei o olhar do dela. Essa pergunta realmente não tinha uma resposta muito concreta para mim.
– Eu.. — Comecei a mexer a mão meio descontrolada, e Julie me encaravam de um jeito estranho.
– Eu quero te bater, mas também quero te beijar — Julie disse mais para ela do que pra mim, e eu me perguntei o que isso tinha a ver com namoro? — Eu não estou conseguindo entender você. Não quer namorar comigo?
– Isso é quase um pedido de namoro? — Falei a olhando, e ela bufou irritada.
– Quer namorar comigo? — Julie perguntou, e eu a encarei confusa.
– Agora isso é realmente um pedido de namoro? — Perguntei, e quase pude sentir Julie me matar com o olhar — Você não pode me pedir em namoro.
– Por quê? — Julie perguntou ríspida, e eu coloquei a mão na testa.
– Eu ia te pedir em namoro, não era agora — Falei calmamente e ela sorriu meiga para mim.
– Mas eu te pedi agora então já era — Julie disse normalmente, e eu abri a boca como protesto.
– Você vai estragar meu plano — Falei emburrada, na real eu não tinha um plano, eu só queria a pedir em namoro.
– Violet eu sei que você tem esse jeito de querer sempre assumir o controle, como se sempre estivesse que estar um passo a frente. Mas... Eu precisava fazer isso! Você pode me responder, quer namorar comigo? — Julie perguntou fazendo um bico em seguida, e eu suspirei sorrindo em seguida.
– É claro que aceito ser sua namorada... Só que — Fui interrompida por Julie que se jogou encima de mim em um abraço apertado.
– Somos namoradas agora — Julie gritou me abraçando mais forte, e eu me levantei do sofá a pegando no colo — Você quer mesmo ser minha namorada?
– Sim, eu quero — Falei sorrindo sincera e Julie me beijou em seguida. Subi uma das minhas mãos para dentro da blusa de Julie e alisei sua barriga. Eu admito que sexo é algo importantíssimo para mim, e que eu transava quase sempre... Mas com Julie era como se sempre eu quisesse transar. Meu corpo parecia implorar por ela toda vez que ela me beijava.
– Saímos cinco minutos e encontramos isso — Larguei Julie do meu colo, e a segurei quando percebi que ela cairia de bunda no chão. Sorri como desculpa, e ela olhou para os pais parados na entrada da sala.
– Mãe eu tenho algo para falar — Julie disse, e eu arregalei os olhos quando soube o que ela falaria.
– Estão namorando? — A mãe de Julie perguntou, e ela fez sim com a cabeça.
– Namorando? — O pai de Julie questionou com o cenho franzindo — Mesmo?
– Sim — Julie respondeu pulando do meu lado, e eu me lembrei de fazer uma nota mental sobre como Julie fica mais energética na TPM também.
– Namoradas mesmo? — O pai de Ju voltou a pergunta e ela revirou os olhos.
– Namoradas mesmo. Transamos se é isso que está perguntando — Julie falou na cara de pau, e eu a olhei com surpresa. Que merda ela estava falando?
Sim, eu sei que sou cara de pau assim boa parte do tempo, mas na frente do pais de Julie eu me sentia meio desconfortável em ser tão direta.
– Informação desnecessária — O pai de Ju falou saindo da sala, e depois voltou rapidamente — Só pra deixar claro, eu aprovo!
Sorriu e sai da sala, depois a mãe de Ju e veio até nos dando um abraço apertado em cada uma.
– Sabia que isso ia acontecer — Sorrimos todas juntas — Eu apoio completamente vocês duas.
– Obrigada — Falei sincera, e depois ela saiu da sala nos deixando sozinhas. Olhei para Julie, e pensei que mais tarde eu daria um jeito de comprar alianças para nós duas.
– A gente transa? — Perguntei divertida, e Julie soltou uma risada de leve.
– Foi calor do momento — Respondeu, e depois se aproximou de mim mordendo meu lábio inferior — Mas transamos sim... Apesar de que eu acho que prefere o outro termo.
– Que termo? — Perguntei somente para poder a ouvir dizer.
– Foder, estou certa amor? — Julie perguntou encostando nossas testas. Sorri de lado e ela mordeu o lábio me olhando — Você é cínica.
– Você é gostosa — Respondi de volta, e ela jogou a cabeça para trás rindo.
– Você é muito gostosa Violet — Julie falou apertando minha bunda, e eu ri contra sua boca. Eu tinha que admitir que gostava desse lado pervertido de Julie, tornava às coisas bem mais interessantes.
– Eu tenho que ir. Vou estragou o meu plano, mas não vai vai estragar outra coisa — Falei misteriosamente, e Julie me olhou confusa. Ri da sua cara e do um rápido beijo nela antes de me despedir.
– Eu te amo, namorada — Julie disse parecendo se empolgar em dizer aquilo e eu sorri com a fofura dela. Como podia ser tão meiga e safada ao mesmo tempo?
– Eu também te amo, namorada — Respondi de volta, e sorri verdadeiramente notando como isso fazia meu corpo se arrepiar.
Sai da sua casa e mandei uma mensagem para Tracy e Kim. Não esperei elas responderem e fui em direção ao shopping, entrei e logo fui em direção a uma joalheria.
Parei em frente a ela, e senti uma certa melancolia no ar. Algumas vezes eu ficava pensando como seria ter meus pais por perto, talvez nessa hora minha mãe pudesse me ajudar. Mas eu não tinha minha mãe!
– Uma das melhores lojas — Pulei para o lado assustada, e a mulher ao meu lado riu divertida. A encarei com certa raiva, e ela me olhou de volta parecendo não se importa com isso.
– Você sai por aí assustando as pessoas? — Perguntei arrogante, e ela sorriu parecendo ignorar minha arrogância.
– Me desculpa, mas não pude deixar de reparar como parecia feliz encarando a loja — Cruzei os braços, e me perguntei mentalmente se eu estava parecendo uma idiota.
– Hm.. Eu vim comprar alianças — Respondi, eu sentia que podia confiar na mulher ao meu lado, e por algum motivo seu sorriso me parecia familiar.
– Isso é maravilhoso, já tem alguma noção de como as quer? — Fiz não com a cabeça, e a riu alisando meu braço de leve — Posso te ajudar se quiser?
– Pode ser — Respondi meio acanhada e depois entramos na loja juntas. Começamos a olhar algumas alianças e ela foi me ajudando dizendo qual era mais bonita.
– Querida, essa é perfeita — Sorri animada, quando vi as alianças. Eram meio grossas e as duas tinham metade de um coração, olhei para a mulher ao meu lado como se dissesse que era essas.
– Eu não sei o seu nome — Falei de repente e ela sorriu de lado.
– Meu nome é Cindy — Sorri e quando ia abrir a aboca pra poder falar, ela me interrompeu — Sei o seu nome Violet.
– Você por acaso é stalker? — Perguntei desconfiada e ela alisou meu cabelo com carinho.
– Nós vemos em breve — Cindy falou e saiu da loja. Fiquei com o pé atrás, mas logo ignorei quando olhei para as alianças.
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– Meu apartamento agora virou putero? — Gritei quando encontrei Allie e Kim no maior amasso no sofá. Sorri debochada com o susto delas e caminhei em direção a cozinha para beber um copo de água.
– Você está feliz — Ouvi a voz de Allie atrás de mim, e antes que pudesse pergunta como ela sabia disso, e eu me lembrei do seu poder.
Peguei a caixinha das alianças e mostrei para Allie que abriu a boca surpresa.
– Violet isso é tão lindo — Allie gritou, e eu fiz uma careta com o grito agudo dela — Kim meu amor, vem ver isso.
– Você acha que ela vai gostar? — Perguntei mordendo o lábio e Allie veio para o meu lado me abraçando pela cintura.
– Ela vai amar Vi — Allie disse sincera, e eu sorri encostando minha cabeça na sua. Kim apareceu logo depois com cara de tédio, e quando olhou para a caixinha em cima da mesa nos olhou cínica.
– Não acredito que estou sendo trocada tão descaradamente assim — Kim fingiu fazer trama, e Allie me largou a agarrando e dando um beijo nela.
– Eu não preciso ver isso não — Falei e peguei a caixinha de cima da mesa.
– Aliás Violet, está fazendo a coisa certa — Kim disse quando Allie a largou. Sorri e passei por elas indo em em direção ao meu quarto.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Julie.
V: Vamos sair amanhã, passo na sua casa no horário da escola. I love you, my girlfriend!
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