Notas iniciais
Esse primeiro Capitulo, é inspirada em um dos nossos filmes favoritos e sem duvidas uma das mais épicas historias de amor e pensei nele enquanto ouvia a uma musica que diz o seguinte: "Mas você está aqui no meu coração Então quem pode me parar se eu decidir Que você é o meu destino? E se reescrevemos as estrelas? Diga que você foi feita para ser minha Nada poderia nos separar Você seria aquela que eu deveria encontrar Depende de você, e depende de mim Ninguém pode dizer o que conseguimos ser Então, por que não reescrevemos as estrelas? Talvez o mundo possa ser nosso Esta noite"

Abri meus olhos e o mundo todo estava diferente de quando havia os fechado. As luzes do parque vibravam a minha volta e eu não fazia ideia de como havia parado dentro daquele carrinho de bate bate, em um parque que eu não estava alguns segundos atrás. Demorei muitos segundos olhando em volta tentando reconhecer o ambiente que parecia muito familiar mas eu tinha certeza que eu nunca havia estado ali. E mais surpresa me encontrei ao ver que sentados nos carrinhos a minha volta estavam rostos tão familiares. Como meus amigos vieram parar aqui? O que nós estávamos fazendo aqui? Foi quando Bridget lançou seu carrinho com toda força em minha direção e me fez voltar a realidade, ou quase realidade.

— O que a gente ta fazendo aqui? — Eu perguntei a ela por cima do barulho dos carros correndo e se chocando pela pista.

— Batendo carrinhos um contra os outros porque é pra isso que serve esse brinquedo. -Ela me respondeu como se fosse completamente obvio.

— Não, eu quero dizer aqui, o que nos estamos fazendo aqui? — gesticulei me referindo a todo o ambiente.

— Que tipo de pergunta filosófica é essa, você ta chapada?

— Quem ta chapada e por que não me ofereceu? — A voz da Maze veio de logo atrás de mim.

Nenhuma pergunta foi respondida mas claramente só eu não sabia o que estava rolando, então preferi não ser a burra dessa vez e me contentei a a jogar o carrinho em direcção a eles enquanto todos nós riamos e xingávamos uns aos outros como de praste, então problema não poderia ter, talvez eu estivesse mesmo chapada e então era melhor só aproveitar o momento.

Assim que a sirene tocou indicando o fim da nossa vez, saímos ainda tontos com tantas batidas e tentando decidir para onde ir a seguir mas a minha cabeça estava mais preocupada em entender por que todo mundo estava vestido como nos anos 40. Bridget usava um um terninho antigo amarelo claro, enquanto Maze usava uma saia até a altura dos joelhos que eu nunca imaginaria ela usando, a única coisa que fazia sentido é que ela vestia preto combinando sempre com a sua alma sombria, era o que ela costumava dizer. Foi enquanto tentava entender o quebra-cabeça na minha mente que eu o vi. Parado no meio das pessoas bem em frente a mim e eu tive a total certeza que meu coração poderia sair pela minha boca e dar por si só uma volta na montanha russa.

Não poderia ser ele, ele não estaria aqui, estaria? Não devia ser ele. Não podia ser. Sem conseguir impedir meus pés de se moverem continuei caminhando ao lado de todos em sua direcção e cada passa me trazia uma memoria diferente. Era impossível não reconhecer aqueles olhos escuros que me olhavam como se conhecesse todos os meus segredos e o sorriso de quem estava prestes a dizer algo que me deixaria desconcertada e, o rostinho de quem conseguia me desmontar inteira só por existir, mas a tatuagem na mão direita não deixava mais nenhuma duvida, e caralho aquelasmãos, tantas memórias daquelas mãos. Mas por que ele estava aqui? Porque ele olhava para mim como se não me odiasse? Assim que cheguei perto o suficiente para ouvi-lo ele me perguntou

— Quer dançar comigo? — ano, mano mas que porra ta rolando aqui....

— Não. -respondi em um ímpeto que eu não sabia de onde vinha.

— Porque não?

— Porque não quero! — Que porra ele estava fazendo? Que porra eu estava fazendo, claro que eu aceitaria dançar com ele nem que fosse por um segundo, isso só podia ser um daqueles sonhos idiotas que aparecem sempre que eu penso que estou prestes a esquece-lo.

Nos encaramos por alguns segundos em dizer nada quando Havas interrompeu o silêncio.

— Prow, quer andar na roda gigante? — penas assenti com a cabeça ainda confusa e o acompanhei. Como ele podia falar comigo tão aleatoriamente como se nada tivesse acontecido? Depois de tantos meses de silêncio? E dançar? Dançar é o caralho! Havas e eu caminhamos até a roda gigante e eu não era capaz de falar nenhuma palavra no meio do turbilhão dos meus pensamentos, tão imersa que saltei assustada quando Havas falou comigo depois de sentarmos na cabine da roda gigante.

— Quem era aquele cara?

— Como assim quem era aquele cara Havaianas? Você sabe bem quem é aquele cara.

Ele me olhava confuso.

— Eu não conheço aquele cara.

— Havas, como você não conhece o Johnny? Ta com perda de memoria? É o Johnny, Johnny! — respondi bufando, sem tempo para gracinha.

— Quem é Johnny? E porque você ta nervosa?

Foi minha vez de olhar pra ele confusa. Pensei que era alguma brincadeira mas ele parecia mais perdido que surdo em ligação call no discord.

— Você ta me dizendo que você não lembra do Johnny?

— Não.

— Seu melhor amigo Johnny? Meu ex namorado Johnny?

— Pode até ser seu ex, mas meu amigo não é.

— Como você esqueceu do Johnny, Havaianas?

— Garota, você ta chapada mesmo?

A medida que a nossa cabine se aproximava do chão dando a primeira volta completa eu podia vê-lo parado na multidão me encarando e não conseguia desviar os olhos. De um segundo para o outro pude ver um brilho nos seu olhar antes de começar a correr em nossa direcção.

Mas que porra???

Johnny se atirou em nossa cabine, ficando de pé a nossa frente e segurando-se na aste de segurança, eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo.

— Prowshe, o que eu to fazendo aqui? — perguntou como se eu tivesse alguma satisfação para dar.

— Eu não sei!! O que você ta fazendo aqui? — meu cérebro consegue me surpreender em todos os sonhos.

— Eu não sei como eu vim parar aqui, porque a gente ta aqui?

— Eu não tenho ideia do porque a gente ta aqui. Nos encaramos novamente tentando ver algum sinal de que alguém estava escondendo alguma coisa.

— Do que vocês tão falando, porra? — soltou o Havas claramente perdido também.

— Ah, Oi Havas, como você está meu gostoso?

— Nossa, eu tava de boa mas agora eu to me sentindo bem mais animado, você vem sempre aqui?

— Johnny por que você pulou em cima da gente? — eu interrompi antes que eles ficassem melosos de mais.

— Eu não sei, só corri. — ele deu de ombros e por um segundo quase se desequilibrou.

— Ih gente... esse menino também. não sabe de nada, né? O que vocês fumaram? — pontuou o Havaianas.

— Você sabe onde a gente está não sabe? — ele disse enquanto me encarava serio.

— Quer dizer, eu reconheço, essas roupas e tudo mais, mas a gente não tem como...

— Não faz o menor sentido. O que você fez?

— Eu não fiz nada! Até por que isso aqui nem existe e eu ainda não aprendi a controlar meus sonhos então não joga pra cima de mim.

— GENTE QUE PORRA DE ENIGMA É ESSE? — acho que o Hava tinha perdido um pouco a paciência.

— Acho que a gente precisa conversar a sós. — Johnny disse claramente desconfortável e eu engoli a seco, tinha tanta coisa para conversar, mas eu preferia não falar nada mais sobre aquilo tudo..

— É... eu acho que eu passo essa conversa...

— Então.... você quer sair comigo?

— Johnny?

— Eu acho que se você não aceitar eu vou acabar tendo que me pendurar nessa porra Prowshe, você sabe como é esse cena, então aceita esse caralho logo. — eu não tinha percebido até então o quão alto estávamos.

— Garoto você também ta chapado? — indagou o Havas de novo.

— Tá, tá eu aceito! — Ficamos em silêncio até o nossa cabine alcançar o chão e a minha mente entrava em colapso, sem duvidas esse era o sonho mais estranho que eu ja tive na vida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.