Love is War
2 Love is War - Parte I
Notas iniciais
Não há onde fugir
No calor desse amor
AH...!
***
Um homem de cabelos roxos e longos, presos num rabo de cavalo alto, estava sentado numa pequena mesa com outros 3 homens. Um jornal cobria-lhe parcialmente o rosto, mas quando este foi abaixado, um semblante raivoso se mostrou presente.
– Aquelas... — Sussurrou.
– Acalme-se Gakupo — Kaito ergueu uma sobrancelha. — Todos nós estamos... Incomodados com a situação atual.
O que se referia a Gakupo possuía cabelos azuis e parecia mais relaxado. Sua expressão brincalhona parecia irritar cada vez mais o amigo de cabelos roxos.
– Etto, Kaito, você não parece estar ajudando. — Um loiro, claramente mais novo que todos ali disse, coçando a cabeça expressivamente. — De qualquer forma, deixe-me ver. — E puxou o jornal de Gakupo.
Suspirou.
– Elas estão me dando nos nervos. — Disse, pegando uma xícara de café e dando um pequeno gole.
– Parecem astutas. Seriam boas adversárias. — Um rosado, que até agora estivera calado, se pronunciou. Possuía uma expressão séria, porém calma. Chamava muita atenção por sua aparência — as garotas não podiam evitar de olhá-lo, pelo menos por alguns segundos. — Deixe-me ver, Len-kun. — Pegou o jornal e sorriu.
– Por que está sorrindo? — Gakupo revirou os olhos. — Elas mataram meu irmão! Qual a lógica?! — Ele levantou os braços infantilmente, numa tentativa de aliviar a raiva.
– Gakupo, Gakupo — Kaito abanou o ar. — Há males que vem para o bem. Por exemplo, elas também mataram um primo distante que eu realmente odiava... Aquele baka era o maior lolicon que eu já vira em toda minha vida. — Riu baixo, deixando Gakupo mais irritadiço ainda.
– Bem, elas mataram meu nii-san também — Len abaixou o olhar levemente. — Mesmo que eu seja adotado ele ainda era meu nii-san, certo?
– Certo, certo — Luke se endireitou e cruzou os braços. — Todos perdemos alguém, nossa, que emocionante. Parem com o drama — Se levantou num átimo, deixando todos ali confusos. — Faz tempo que não partimos em uma missão, vamos lá.
– Mas não temos uma missão — Kaito arqueou uma sobrancelha.
– Agora temos. Aquelas idiotas vão pagar.
– Certo, certo — Len se levantou também, deixando o jornal em cima da mesa. — Meu signo não é necessariamente vingativo, mas fazer o quê? — Deu de ombros.
– Não pense pequeno, Len-kun — Luke estralou os braços. — ''Vingança'' será o paraíso para elas.
Deixando um pouco de dinheiro na mesa, os quatro partiram. O jornal, porém, logo foi levado pelo vento. A notícia de que quatro presidentes importantíssimos foram mortos por — testemunhas contam — garotas, no entanto, ficaria por muito tempo.
***
– Meninas, boas notícias — Uma garota de aparência delicada com cabelos verdes se virou numa cadeira e rodinhas para outras três.
– Gumi-chaaan, odeio quando vocês faz suspense! — Rin bateu a cabeça contra as próprias mãos, desolada.
– M-Mas ela não fez suspense... — Miku estava com uma gota.
– Prossiga, Gumi-chan — Luka ria baixo.
– Bem, depois da missão 99 de vocês, a nossa querida diretora gostaria que vocês, para sua próxima missão, fizessem algo... Especial.
– Vamos ganhar sorvete? É isso? Diz que é isso! — Rin quase pulava.
– Sssh! — Luka censurou a amiga, olhando preocupada para as paredes totalmente negras da pequena sala que as quatro estavam. — Rin-chan, fale mais baixo, podemos estar atrapalhando os outros grupos.
– Gomen, gomen — Rin coçou a cabeça sem-graça. — O que é então?
– Para sua centésima missão — Uma mulher de longos cabelos loiros entrou na sala silenciosamente. — Vocês deverão consultar o oráculo.
– Lily-nee-chan! — Rin pulou em cima da loira mais velha.
– Lily-chan, quanto tempo! — Miku arregalou os olhos. — Achei que nunca aparecesse em público assim!
– A não ser em missões especiais — Gumi disse, animada.
– Bem especiais — Luka riu baixo. — Já que ela irá participar também.
– Yay! — Rin comemorava animada.
– Mas... Por quê? — Miku se acalmou.
– Vejam, garotas — A mais velha sentou numa cadeira dali e sorriu. — Nossa agência, a Crypton Future Media, é conhecida apenas como uma produtora. Cantores pra lá, cantores pra cá, blá-blá. Mas todas aqui sabemos o que somos de verdade. Assassinas de alugel. O que acontece, é que vocês quatro se destacam mais. Por terem uma taxa de sucesso maior, e tudo mais. Mas vocês também chamam muito a atenção.
– Indo direto ao ponto... — Luka arqueou uma sobrancelha.
– O que ela está tentando dizer — Gumi sorriu. — É que somos escandalosas. Por isso ela quer treinar isso na nossa centésima missão.
– Isso mesmo!
– Ao mesmo tempo que nossa missão é de extrema importância... Isso parece difícil. — Miku parecia insegura.
– Ah, entendi! — Rin socou a própria mão num gesto claro. — Nós devemos consultar...
– O oráculo! — Lily se levantou e começou a esfregar as mãos. — Bwahahahahaha!
– L-Lily, por favor... — Luka estava com uma gota.
– Caham... — A loira mais velha voltou ao normal. — Eu consultei por vocês a maravilhosa madame Creuzodete de la Morsa!
– Não deveríamos consultar nós mesmas? — Miku riu baixo.
– Claro que não, muita enrolação! Continuando... Aqui está a profecia. — Ela ofereceu um pedaço de papel com algumas frases.
Em cinco vocês partirão
E enfrentarão uma perda descrentes
Com quatro lutarão
E se tornarem a fracassar
Com três irão retornar.
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