Love is Love, Death is Death
9 Suspiro
Notas iniciais
Desculpem-me a demora, estava estudando muito para as provas.
Enfim, boa leitura.
Camila pov.Minha mãe havia me ensinado um pouco sobre medicina, afinal eu pretendia exercer tal profissão.
Corri para a cozinha, aonde, logo dentro do armário, havia um instrumento de pronto-socorro.Após cuidar do ferimento de Lauren, ela já estava voltando ao normal, abrindo os olhos aos poucos.Ela me olhou, confusa. A segurei firme, ajudando-a à levantar.Fomos lentamente para o carro. Seu braço direito estava sobre meu ombro, ajudando-a a se equilibrar.Me entregou as chaves do carro.Entrei em disparada. Lauren me observou por alguns segundos.–Eu consegui matá-lo?-Perguntou. Percebi que sua voz saira com dificuldade.Não acredito que havia esquecido de verificar. Se ele ainda estivesse vivo, obviamente viria atrás de nós.Pelo silêncio, ela compreendeu meu erro. Celular de Lauren tocou. Procurei-o em disparada dentro da bolsa. Era o Sr. Dominick. Estremeci.Ela afirmou balançando a cabeça. Entendi que poderia atender.–A-alô?-Perguntei, engolindo em seco.Não ouvi resposta.–Sr.Dominick?Mais silêncio.–Camila?-Sua voz parecia surpresa.-Peça para Lauren voltar imediatamente para casa. Meu Deus, vou matar vocês duas. No que se meteram?-Percebi que estava segurando todo o ar dentro dos meus pulmões. Deixei que saísse. Suspirei.Entreguei o telefone para Lauren.–Não vamos voltar para casa. Estamos numa encreca, por sua casa.-Ela disse, segurando seu machucado.Desligou o telefone, transtornada.–Aquele não parecia ser meu tio. Sinto que ele não quer nos ajudar, quer nos punir.-Nossos olhos se encontraram.-Minha tia me avisou para me afastar de você. Tenho certeza que meu tio pediu para ela fazer isso.Pela primeira vez, pude perceber que Lauren estava com medo.–E agora?-Perguntei, respirando fundo.–Dirija para fora da cidade, vamos fugir e nos esconder.Lauren pov.O Sol estava se pondo lentamente. Faziam algumas horas que estavamos viajando, sem rumo. Eu conhecia várias estradas, mas não quis prestar atenção em nada. Seria melhor nos escondermos sem saber aonde estávamos, afinal, meu tio também não nos acharia. Obviamente, ele sabe que eu iria para algum lugar conhecido. Não darei esse gostinho à ele.Minha barriga já não doía mais. Antes, sentia latejar, mas agora, a dor estava quase que inexistente.–Estou com fome.-Berrou Camila, fazendo biquinho.Eu ri.Paramos em uma lanchonete com aparência velha. Na entrada, havia uma placa. Ali estava algum nome em latim. Ignorei.Ao entrar, várias pessoas nos olharam. Não pareciam amigáveis.Andamos até o balcão. Á sua volta, haviam mesas com quatro cadeiras.–Olá.-Aproximou-se uma mulher, quase idosa. Seus cabelos eram muito brancos. No seu crachá, aparecia o sobrenome "Holmes".- O que vão querer? Hoje temos desconto.-Ela forçou um sorriso.–Dois hamburgueres, dois milk-shakes de morango e uma batata fria.-Camila pronunciou as palavras como se soubesse o que estava fazendo.-Ah, um pouco de molho seria ótimo.Seguimos até uma mesa que ficava ao lado da janela central.–Você já veio aqui antes?-Perguntei.–Meus pais me traziam aqui, quando pequena. Era um ótimo lugar, cheio de brinquedos e alegria. Bom, parece que as coisas mudam.-Sua expressão mudou. Estava triste.-Porque meu tio fez aquilo?O pedido chegou. Agradecemos.Bebi um gole de coca. Ela percebeu que eu sabia, mas preferiu o silêncio. Ela ainda não estava preparada para saber, e sabia disso também.–Já notou o quão estranho é? Nos conhecemos há pouco tempo, e agora estamos fugindo juntas, apenas para ficarmos juntas.-Ela forçou um sorriso.Há segundos atrás, queria acreditar que só estávamos fugindo por segurança, para sobreviver. Mas sabia que era por aquela causa. Ela também.Senti um sorriso se formar, movendo meus lábios sem poder controlá-los.Ouvi a porta da frente ranger. Entraram dois homens encapuzados, procurando algo. Finalmente, seus olhos encontraram os meus.Meu celular. Estremeci. Seria possível que meu tio tivesse nos rastreado?
Notas finais
Espero que tenham gostado.
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