Love is Love, Death is Death
2 Olhares Inexplicáveis
Lauren pov.
Todos já não estavam mais olhando para nós duas, e a professora já começara toda aquela baboseira de primeiro dia de aula. Mas eu não me importava, havia algo á minha frente que tinha toda minha atenção para si. Algo extremamente extraordinário.
–Você não devia ter respondido aquilo.- A garota quebrou o silêncio pertubador.
Agora, seus cabelos morenos e ondulados escondiam seu olho direito.
–Eu devia era ter estapeado o rosto daquela vadia.- Sorri.
Por um impulso jamais vivenciado por mim antes, afastei os fios de cabelos de seu rosto delicado. Pude perceber um olhar assustado lançado de sua face, mas ela não se afastou.
–Meu nome é Camila Cabello. — Ela sussurou.- E o seu?
–Lauren Jauregui ao seu dispor.
Não ouvi nada que saiu da boca daquela maldita professora. E nem dos professores seguintes. Apenas fiquei desenhando no meu antigo caderno. Camila não me olhou mais.
***
Já na hora de finalmente sair daquele colégio idiota, senti uma mão quente e macia sobre meu ombro. Aquele toque trazia algo diferente, uma sensação estremamente diferente.
Era Camila.
–Eu...eu estava pensando que você poderia ir para minha casa hoje á tarde. Sei lá. — Ela abaixou a cabeça.
Agora, já não usava mais sua jaqueta, como no começo da aula. Estava com uma blusa branca decotada. Não que eu tenha percebido muito, mas enfim...
E ali estava eu, em casa, tentando escolher uma boa roupa para visitar aquela tal casa.
Camila pov.
Ouvi algumas batidas na porta. Estava há alguns metros dela, por isso, nem demorei muito para abri-la.
Ela estava tão linda, com um short rasgado, e uma regata preta.
Já havia me relacionado com algumas garotas anteriormente, mas olhar aqueles olhos verdes viciantes, era algo realmente bom
–Dizem que decorações legais, são aquelas bem coloridas. Mas sua casa traz uma sensação boa, me lembra funerais. — Ela riu. — Desculpe-me, não perco oportunidades de falar besteiras. Mas, casas escuras são realmente melhores.
Eu apertei sua mão bem forte, e a guiei até meu quarto.
Minha mãe estava trabalhando. Para detalhar, seu nome é Jodie, e é uma daquelas médicas viciadas em trabalho, ou simplesmente não parava em casa, porque esse é um dos benefícios de ter um cargo tão importante. Ficar longe de casa. Bom, uma casa sem mãe, é claramente uma casa melhor.
Meu pai é filho da puta que nos deixou quando nasci. E meu irmão mais velho devia estar na casa da sua namorada insuportável, comendo ela.
***
Após horas conversando sobre o que gostávamos, finalmente veio a pergunta que eu estava rezando para não ser lançada.
–Porque você não tem amigos?- Ela me olhou seriamente. -Você é linda, divertida, e tem os melhores gostos que uma pessoa poderia ter. Enfim, você é perfeita.
Nunca simulei uma resposta certa e completa na minha mente. Eu sabia, claro. Mas era algo difícil de ser explicado em palavras, ou de alguém entender.
Lauren era uma boa pessoa, e sentia que com ela, poderia dar a resposta correta.
–Eu não gosto de pessoas. No fim, são apenas seres humanos inúteis, como eu. E já basta ter que me aceitar. Então, evito ter amizades. Evito sofrer, me magoar.-Respondi.
Ela estava deitada na minha cama, com a cabeça para fora de sua beirada. Eu estava sentada ao seu lado, então acabamos de mãos dadas. Ela levantou seu olhar, e me fitou.
Lauren levantou, e aproximou seu corpo ao meu. Por um momento, pude sentir um surto surgindo dentro de mim. Naquele momento em que ela me defendeu, mais cedo, senti que iria estar próxima à ela por todo um para sempre. Ninguém nunca havia me defendido antes, e eu sentia que me aproximar dela não traria sofrimento, mágoa ou ódio. Valia à pena correr todos alguns riscos prováveis por ela.
Estava ficando louca, sim eu estava.
E então, aconteceu algo que temia, mas esperei por todo um dia...
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