Notas iniciais
Nas notas finais, tenho uma surpresa para vocês. Boa leitura.

00:36 AM. (Mais cedo, naquele mesmo dia)

Lauren pov.

Meu corpo todo tremia, implorando por ar. Olhei ao meu redor, e só então percebi que havia algo em meu rosto, tampando meu nariz e meus olhos.

Tranquilamente, uma mão segurou firme em uma faixa preta, tirando-a de meu rosto.

Pisquei meus olhos rapidamente, querendo ter uma visão certa do que estava acontecendo. Só então percebi que Camila não estava por perto.

A visão de uma figura escura se formou. Logo após, tudo foi ficando claro. Jules.

–Cadê...-respirei fundo-...a Camila?

Ouvi uma risada irônica sem humor sair de sua boca.

–E minha pergunta é: o que você vai fazer por mim?-Ele agarrou meu rosto, obrigando-me a olhar em seus olhos.-Tic tac tic tac...está ouvindo? Daqui á dois minutos ela pode estar morta.

Era uma sala escura e vazia, só havia a cadeira sobre a qual eu estava sentada.

A porta se abriu. Meus olhos se encheram de lágrimas, era Derick.

–A garota está presa. Cadê meu dinheiro?-Perguntou.

–DESGRAÇADO!-Gritei-Eu confiei em você, era meu irmão.

Balancei minha cabeça, afastando as lágrimas e esperando que eu estive errada. Derick não me trairia.

Derick não conseguiu olhar em meus olhos.

–Calma, garoto. Tudo tem sua hora, e sua hora de receber não é agora. Ainda preciso de seus serviços.-Disse Jules, se referindo á Derick.-Preciso que você mate sua irmã, a Camila.

Então, tudo ficou claro em minha mente. Camila era filha de Jules, assim como Derick. Tudo estava interligado desde o início.

–Você precisa dela para te substituir, não faria isso.-Falei, esperando uma explicação.

–Anjinho,-Começou Jules.-Camila é fraca. Aquele ataque que simulei na lanchonete foi para testá-la. Ela não tem força física e nem psicológica. Você foi a única que restou. Dominick te usava, e eu sabia do que você era capaz. E então pensei, por que não ela? Eu seria burro em não querer você como substituta.

Ele estaria brincando comigo? Querendo ou não, faz sentido.

–Eu nunca comandaria o que você deixará quando morrer.-Sorri, ironicamente, e também para afastar o medo que se acumulou dentro de mim.

–Camila entra nessa parte do plano. Desde o começo, espionei vocês na praça. Vocês são importantes uma para a outra. Naquele dia na casa dela, eu sabia que você viria atrás dela. Havia uma rastreador em você, juntamente como uma câmera bem escondida. Seu tio deixou o celular, então mandei a mensagem para você visualizar.-Agora, ele olhava para mim.-Quando prendi ela e seus pais "adotivos", pretendia que você viesse. Você demorou um pouco, então tive de começar meu teatro. Enfim, você faria tudo se eu tivesse Camila em minhas mãos, e pense só, eu tenho.-Ele gargalhou.

Camila não seria usada por ele se não me conhecesse. Eu não a livrei antes, mas posso livrá-la agora desse mal.

–Eu aceito, se você prometer que a manterá viva.-Falei, soluçando.

–Como teremos certeza que você não irá nos deixar depois que eu morrer?-Perguntou.

–Eu prometo que cuidarei de tudo depois que você morrer, apenas se deixá-la viva e longe disso.

1:02 AM. (Naquele mesmo dia)

Fazia um bom tempo que Jules e Derick haviam me deixado sozinha, novamente.

A porta rangeu, se abrindo.

–Tenho um serviço para você. Agora, poderá comprovar sua lealdade e força.-Jules bateu na parede, repitindo com a voz baixa, "tic tac tic tac".

Se aproximou de mim, agarrando as cordas e me libertando.

–Derick irá ser seu motorista, acompanhado de mais dois seguranças meus. Não tente nenhuma gracinha, lembre-se que Camila ainda está comigo.-Finalizou sua fala.

Segui Derick até a saída do prédio em que me encontrava. Sua aparência não era tão antiga, mas era composto de tijolos.

Não reconhecia aonde estavamos.

Entrei no banco do meio do carro, com dois seguranças altos e fortes ocupando os espaços ao meu lado.

Seguimos por 10 minutos em uma estrada completamente desconhecida por mim.

Ao descermos do carro, descobri que precisavamos cometer um assalto. Pior ainda, assaltar um Banco.

–Esse Banco percente ao seu tio. Precisamos de um milhão, apenas para comprovar sua lealdade. -Derick riu.

Todos os locais pertecentes ao Tio Dominick são completamente seguros, com programas que nem mesmo ninjas poderiam vencer.

Mas eu era a única pessoa confiável para saber alguns códigos.

Segui pela escada central, seguindo até a entrada. Era uma porta larga e alta.

–O segurança que está ao seu lado esquerdo irá derrubar essa porta, você tem dois minutos até o alarme se ativar. Com sorte, três minutos para, se nenhum segurança de seu tio aparecer, o Banco se auto-destruir.-Derick sorriu, ignorante.

O segurança ao meu lado se moveu rapidamente, acertando a porta com muita força. Depois de mais dois chutes, ela caiu.

–Tic Tac Tic Tac!-Gritou Derick.

Saí correndo pela entrada. Então percebi algumas linhas vermelhas se formarem de um canto da parede até o outro. Eu poderia passar por elas e ativar o alarme, tendo mais pouco tempo, ou simplesmente desativar.

Ao meu lado, se encontrava um tablet digital.

"Insira a senha

****"

Ano passado meu tio havia me contado essa senha, para que, por emergência, eu pudesse conseguir me defender.

5637, digitei.

Torci para dar certo. Depois de 5 segundos, a passagem se tornou livre do perigo.

–Um minuto e vinte segundos!-Gritou um dos seguranças, logo atrás de mim.

Corri até o final do corredor, virando á direita. Segui, e logo me lembrei que todos os acessos ao dinheiro ficavam no andar de cima.

O elevador ativaria o alarme, então optei pelas escadas.

Chegando ao segundo andar, havia uma porta, que por mais que eu tentasse derrubar, não se abriria. Eu apenas acabaria machucada.

Outro tablet se encontrava á minha direita.

"Digite a palavra chave",- se encontrava em sua tela.

Meu tio não colocaria algo importante para si, mas sim, algo que ninguém pensaria em colocar. Deviam restar apenas mais 45 segundos. Pense, pense!- Gritei em minha própria mente.

Uma vez ele me disse que a primeira palavra que pronunciei corretamente foi, "felicidade", tentando imitar minha mãe. Ele afirmava ser o que sempre procurou, mas apenas conseguiu de maneira errada.

Digitei a palavra. Nada aconteceu, fechei os olhos esperando o alarme, mas a porta se abriu lentamente. Minha boca estava boquiaberta.

Corri até mesa central, logo ali estava uma bolsa cheia de dinheiro. Não tinha tempo para contar quanto.

Refiz o trajeto, chegando até a entrada. Logo após colocar todo meu corpo para fora do edifício, o alarme começou, em uma altura absurda.

Entrei no carro e logo saímos dali.

Paramos no meio da estrada, esperando tudo se resolver.

Todos permanecemos em silêncio.

–Já são 2:43, precisamos voltar.-Gritou o segurança.

Chegando ao local onde Jules havia me prendido.

Derick entrou em disparada, deixando-me com os seguranças.

Havia uma arma debaixo do banco do passageiro. Agachei-me, fingindo que iria amarrar meu tênis, mas avancei sobre a arma, agarrando-a e mirando contra os dois. Atirei em cada um.

Abri a porta e segui os passos de Derick. Ele acabara de entrar em uma sala, e pude ouvir a voz de Camila.

Agi por impulso e entrei ali. Todos me olharam.

Jules correu em minha direção, prendendo meus dois braços atrás de minhas costas. Tentei gritar, mas algo dentro de mim me impediu. Gritar não adiantaria.

–Temos um acordo.-Deu um tapa em meu rosto.

–E você prometeu deixá-la bem longe de tudo isso.-Respondi, chorando.

E então me lembrei da conversa. Todo o nervoso que me atingiu...eu não havia me lembrado de mandá-lo prometer. Estremeci.

–Não, não prometi.-Sorriu.

–Eu não vou seguir o plano se ela estiver presa.-Olhei em seus olhos, ameaçando-o.

Ele fez algum sinal desconhecido por mim, se dialogando com Derick. Este mesmo desamarrou Camila, obrigando-a a andar. Só então percebi que estava apontando um revólver em sua cabeça.

–Parem! Eu juro seguir seus comandos, mas só se a deixarem viva!-Gritei, tentando acertar meus chutes em Jules.

–Já era, anjinho. Não acredito mais em sua lealdade.-Disse ele, acertando-me na cabeça.

5:16 AM. (Naquele mesmo dia)

Acordei ao sentir chutes atingirem-me na barriga.

–Finalmente, donzela adormecida!-Gritou Derick.

Camila estava ao meu lado, com um segurança a segurando. Seu rosto estava vermelho e sangrando. Uma das mãos do segurança tampavam-lhe a boca. Os olhos dela me observavam, com medo e pedindo por socorro.

Me desculpe, pensei.

Fomos levadas, lado a lado, para o centro do salão, onde haviam dois revólveres. Eles irão nos matar.

–Desculpe-me, Camila! Eu não queria que acabasse assim, eu não queria te envolver nisso!-Gritei, olhando em seus olhos.

–Lauren, está tudo bem. Acabou assim porque deveria acabar assim. E...-Ela falou lentamente.-Eu te amo...desde que te conheci.

–Eu também te amo.-Sorri.-Eu sei que iremos nos encontrar em uma nova vida. No colégio, deixarei algum objeto cair, e você certamente irá me ajudar. Viveremos tudo novamente, nos apaixonando pela segunda de muitas vezes.

Fechei meus olhos, segurando sua mão. Ouvi dois barulhos, e senti algo penetrar minha pele.

Não havia mais gritos, pedidos por socorro, tristeza ou insegurança. Se fosse para morrer, morrer com ela e por nós duas, era algo que valia á pena. Sorri, aceitando a morte.

Logo, não havia mais razão e nem arrependimento. A escuridão da morte me atingiu, não deixando a luz dentro de mim.

Notas finais
Minha surpresa: A história não acaba aqui. O próximo capítulo se passará em um mundo futuralista, onde as almas das duas se reencontrarão e apaixonarão novamente. Espero que tenham gostado dessa parte da história. Obrigado á todos que me acompanham, isso é muito importante para mim. ♥