Love is Infinite One-Shot

1 O amor é infinito


Notas iniciais
Minha primeira one-shot. Sei que ficou meio pequena, pra não dizer muito. Mas espero que gostem!

O sol brilhava intensamente. Há tempos não o vira brilhar assim tão majestosamente. Fazia exatamente três anos desde que recebera a notícia: não teria mais a amada a seu lado. Letty não estava mais entre eles e parecia que o sol tinha ido junto com ela.

Dom tinha a sensação que uma nuvem negra tinha estacionado em sua janela desde que Letty se fora.

Ele que sempre teve a pose de durão, tinha perdido seu rumo. Sentia como se um buraco tivesse se aberto embaixo de si e o engolido. Não importa o quanto procurasse abrigo em outros abraços, sentia sua alma congelar de tanta solidão nas noites frias.

Ele manteve sua máscara. E só quem o conhecia de perto, poderia ter alguma ideia do que se passava ali. Ninguém comentava nada, o que ele agradecia. Não podia suportar que sentissem pena dele. Já bastava ter que lidar com seus sentimentos conflitivos. Ele só queria lembrar dos momentos felizes que tiveram juntos, sem a culpa. Ele não estava lá, quando ela mais tinha precisado. Ele sentia que tinha falhado. Com a sua família. Sua amada.

Ele sabia que não poderia impedi-la de aceitar a proposta de O' Conner, uma vez que ela estivesse decidida. Mas não podia deixar de pensar, e se.. E se ele não tivesse a deixado sozinha na Republica Dominicana? E se ele a tivesse levado consigo para o Panamá? Ao invés de deixá-la sozinha?! Ele não conseguia evitar de pensar que ela havia morrido por ele. Para vê-lo livre.

Era uma pena que esse acontecimento tão triste o levasse para uma lembrança tão boa.

Flashback on

— Temos a eternidade nesse momento. — ele tinha lhe dito, na noite do casamento deles.

— Você nunca mais vai ficar sozinho. Eu prometo que aonde você for, eu vou. Você corre, eu corro. Você luta, eu luto. E se você morrer antes de mim, Dominic Toretto, eu morro por você. — ela jurou.

Flashback off

Tinha caçado o responsável pela morte de Letty e lhe dado o fim que merecia. Mas isso não o fazia se sentir melhor. Ele não era um assassino. Pelo menos não com a mentalidade de um. Não era tão frio a ponto de se sentir feliz com a desgraça dos outros, por mais ruim que eles fossem. Não se alegrava em matar. Também não preencheria a falta dela, como sua irmã mais nova, Mia havia lhe dito. Mas sentia que lhe devia isso, de alguma forma.

Sentia seu coração afundar cada vez que pensava, "poderia ter sido diferente"... Ansiava pelo dia que se sentiria em paz novamente. Mas sabia que sem ela era impossível. Fechar os olhos e não ser alvejado por aqueles olhos castanhos que um dia tinha sido tão quente e brilhante, agora frios e sem vida suplicando por ajuda em seus pesadelos.

Ele a amava tanto. Um amor daqueles pra se eternizar na memória. Que não tinha como (nem precisava) se dizer, só demonstrar. Dar. Se doar. E ela sabia. Ela sempre soube.

— Eu nunca vou te esquecer, eu te amo. Sempre vou te amar Letty... — ele sussurrou, o vento levando suas palavras.

E por um momento ele imaginou que ela estava ali presente. As ondas esverdeadas batiam furiosamente contra as rochas, onde estava sentado observando o mar.

Ele levantou, indo em direção ao seu charger 70. Correndo na estrada vazia permitiu-se ser livre por pelo menos 10 segundos. Livre de todos os medos, de toda a culpa. Nada mais existia. Sempre foi assim.

O brilho do sol trazia consigo um fio de esperança. Ele não sabia o que, mas era uma sensação boa e acolhedora. Novamente aquela sensação de que Letty estava presente apoderou-se dele, como que aquecendo seu coração. Ele então decidiu que ela estava sim, com ele. Ela sempre estaria presente em seu coração.

Ela tinha lhe dito que morreria por ele. E ele? Ele viveria por ela.

Notas finais
Me deixem saber o que acharam! Comentem :) Críticas são bem-vindas. Curtiu? Favorite e/ou recomende. Façam uma escritora feliz e motivada ;) Até a próxima! XOXO
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!