Love in Danger
11 Capítulo 11
Notas iniciais
– Flashback On -
Damon: Vamos, Elena, agora.
Elena: Mas e as malas?
Damon: Já tenho o dinheiro, depois compramos roupas.
Elena: Mas...
Damon: Agora. — Ela me deu a mão e corremos escada a baixo. — Mãe, pai, estamos de saída, ligo para vocês assim que possível, amo-vos.
Miranda: Querido!
Giuseppe: Damon!
Entramos no meu carro que estava na frente da casa, um mustang 1987 azul acelerei pela rua cantando pneu e logo estávamos longe da casa, a mão da Elena estava sobre a minha e eu estava mais confiante desse jeito, íamos ficar bem.
– Flashback Off -
Entramos na casinha e ela atirou-se para o sofá exausta, era 00:00 e nós tínhamos passado o dia todo dentro do carro, coloquei a bolsa em cima do balcão da cozinha, era uma casinha bem agradável, mas não ficaríamos para aproveita-la, ainda podíamos ser rasteados até aqui, a deixaria dormir por umas horas e depois voltaríamos a estrada.
Coloquei a arma e o silenciador ao lado da bolsa e olhei a Elena, ela não falava nada a alguns minutos, fui até o sofá e olhei para ela, ela estava a dormir, os seus cabelos pareciam embaraçados, eu ri baixo e a peguei no colo, levei-a para o quarto, a cama era boa, de molas, mas não se comparava a minha cama, tirei o casaco que ela tinha colocado e a acomodei na almofada, voltei para a cozinha, peguei a arma e fui para o quarto, tirei a camisa e sentei-me ao lado dela na cama pra olhá-la dormir, só para ter a garantia de que aquilo era real, que ela era real, como a Katherina tinha sido.
– Flashback On -
Damon: Vem cá. — Eu tentei segura-la pela cintura mas ela correu, a risada dela estava alta e harmoniosa, seus cabelos loiros balançando no vento e os olhos azuis brilhando como nunca. — Katherina!
Katherina: Sim? — Ela falou como a mãe dela, uma rica e egocêntrica mulher irritante, ela me odiava.
Damon: Eu amo-te. – Disse-lhe e ela parou, ela olhou para mim, os seus olhos estavam ardendo de paixão e felicidade.
Katherina: Eu também te amo garotão. – Os seus passos eram firmes mesmo nos saltos, ela era menor que eu não importava o tamanho do salto que usasse. – Tu vais ser meu marido um dia.
Damon: Por que não hoje? Por que não agora? — Ela gargalhou e abraçou-me forte, o seu cheiro me inebriando, deixando-me completamente louco. — Vamos casar agora, vamos chamar a Isobel e o Finn, eles serão as nossas testemunhas, podemos fugir para longe da Irlanda, o que achas da Califórnia?
Katherina: O que? — Ela ria de novo, os seus olhos marejavam de tanto rir. — Não sejas ridículo Damon, os nossos pais nunca vão deixar, e precisamos da permissão deles.
Damon: Quem disse isso? Temos as identidades falsas.
Katherina: Não posso casar escondida da minha família, mesmo que seja com o amor da minha vida Dam...
Damon: Mas a tua mãe já te arranjou um noivo, tu pareces até aquelas raparigas da aula de história.
Katherina: É isso que dá ter uma família como a minha, eles são antiquados e minha mãe casou com meu pai assim, a minha avó também, a minha tia avó também, e comigo não será diferente.
Damon: Será se tu quiseres Kitty Kat.
Katherina: Eu não vou discutir isso contigo, Damon. — Ela afastou-se e eu tentei segura-la mas ela bateu no meu rosto, me olhou arrependida e correu sem falar mais nada.
– Flashback Off -
Damon: Tu não és ela. — Falei olhando para a Elena, acariciei o seu rosto e ela mexeu-se e sorriu. — Não te vou perder como perdi a Katherina, tu retribuis o meu sentimento, eu sei que sim e apesar de toda esta merda que está a acontecer teremos um tempo para nós, tu serás feliz, vou te dar a felicidade Elena. Levantei-me e fui para a casa de banho, tinha que tomar um banho, relaxar..
Elena: Damon? Damon? Damon! Damon! Por favor, Damon! Nãããããão! Damon! Damon! – Corri para o quarto ao ouvir os gritos da Elena, ela estava a transpirar, estava quente, estava a alucinar com a febre e não parava de gritar.. Por mim..
Damon: Ei, ei, ei, Elena! Calma!
Elena: Larga-me! Damon! Deixa-me ir ter com ele, não, não, não podias ter feito isso, eu nunca te irei perdoar, NUNCA! Damon! LARGA-ME! Por favor.. Por favor.. Damon..
Damon: Elena! Acorda! Eu estou aqui! – Gritei preocupado a acordando
Elena: Damon.. – Ela disse a chorar e abraçou-me
Damon: Sim.. Eu estou aqui, estou aqui..
Elena: Não vás embora, por favor, nunca mais vás embora – Ela dizia ainda a chorar baba e ranho
Damon: Ei, ei, eu não vou, Elena, eu não vou a lado nenhum sem ti..
Elena: Promete-me.. – Ela dizia enquanto se acalmava, mas como estava a arder em febre, estava a apagar – Pro.. mete..me Dam.. – E voltou a adormecer
Damon: Elena? Elena! Elena, acorda! Eu prometo! – Deitei-a melhor na cama e fui a cozinha, ver se haviam Brufens e fui buscar um pano com água, quando cheguei ao quarto, ela dormia calmamente, como se nada tivesse acontecido, mas continuava a ferver, pus-lhe o pano molhado na cabeça e fui vestir o pijama, já que estava só de boxers, que com os gritos, foi tudo o que consegui vestir.. Já se haviam passado 4 horas e ela continuava a dormir, e isso preocupava-me, a febre estava longe de baixar, ela transpirava por todo o lado, tirei-lhe os sapatos, as calças e a camisa e vesti-lhe a única coisa que tinha trazido dos dois, a ela trouxe um vestido e o pijama dela do panda e meu trouxe umas calças e uma camisola, mais um smoking, vesti-lhe a minha camisola que lhe tapava até metade das coxas e tapei-a com o lençol, não teria intenções de dormir, com ela assim, então teria que fazer montes de café..
Já eram 7h da manhã ela já estava menos quente, mas ainda tinha 38ºC, passei a noite toda sentado no chão e com a cabeça apoiada na cama, aos poucos ela começa a mexer-se e a abrir os olhos..
Elena: Damon?
Damon: Elena! – Suspirei aliviado, por ela estar bem
Elena: Que se passa? Porque estás no chão? Atirei-te outra vez para o chão? Espera como é que eu cheguei ao quarto? E como é que eu não tenho a minha roupa e sim a tua camisola? – Ela gritou a última pergunta e começou a corar – Seu pervertido!
Damon: Ei, ei! – Comecei a rir, eu não fiz nada contigo, amorzinho, tu estavas a arder em febre e até chegas-te a alucinar, então tirei-te a roupa e vesti-te a minha camisola, e fiquei a noite toda aqui no chão a trocar-te a toalha na cabeça..
Elena: Estás a dizer a verdade?
Damon: Juro que estou!
Elena: Tu ficas-te mesmo aí a noite toda? Acordado?
Damon: Fiquei sim senhor!
Elena: Obrigada..! Espera aí, tu despiste-me, tu viste-me de roupa interior! Seu pervertido! – Ela voltou a gritar as últimas frases, mas desta vez estava a rir
Damon: Eu? Eu nunca era capaz disso! Eu? Alguma vez? Tomas-me assim por tão pouco Lena?
Elena: Deixa de ser parvo e vem cá! – Ela disse sorrindo e levantando o lençol para eu me deitar ao pé dela – Mas nada de mãozinhas e nada de espreitar, ouviste bem?
Damon: Prometo – Disse levantando os braços em rendição e me deitando na cama ao lado dela e ela esperou que me deitasse e deitou-se com a cabeça em cima do meu peito e assim adormecemos mais uma vez..
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