Notas iniciais
Olá, sejam todos bem-vindos e espero que gostem da fanfic. Espero que todos tenham olhado o trailer antes de começar a ler, boa leitura.

“Quando você menos espera a vida causa uma reviravolta, apenas esteja pronta”

— Papai, você vai contar uma historinha para eu dormir hoje? — perguntei.

— Hoje não meu amor, mas amanha prometo que contarei. — sorriu

Como uma criança inocente e feliz, eu terminei o jantar que estava uma delícia. Minha babá, Dianna, não demorou a chegar e me levar para o meu banho real. Ela não falara nada enquanto me dera banho, ela esfregava minhas costas delicadamente enquanto eu brincava com as espumas da banheira, depois ela me enxugou e coloquei meu pijama, fui para a cama e a observei.

— Boa noite, princesa Kyara. — me deu um beijo na testa.

— Dianna.

— Diga, princesa.

— Qual o significado do meu nome? — perguntei, inocentemente.

— Kyara significa clara, brilhante, entende?

— Sim. — sorri

— Agora durma, você precisa descansar para amanha. — disse enquanto me cobria com o cobertor, me olhou uma última vez e saiu do meu quarto.

Virei de lado, coloquei minha mão em baixo do meu rosto, fiquei olhando as estrelas pela janela por um tempo até cair no sono profundo.

Barulhos estranhos me acordaram, abri meus olhos lentamente e olhei para o lado. Tudo estava em seu devido canto, virei-me a tentativa de voltar a dormir até que ouvi minha porta sendo derrubada. Por impulso, levantei-me.

— Levante, agora. — um homem me pegara pelo braço com força, não pude evitar um gemido de dor mas ele me arrastava até o grande salão daquele castelo enorme.

— Solte minha filha, por favor – meu pai se encontrava ajoelhado à frente de um homem que sorria, vitorioso e poderoso.

Finalmente, o homem forte e alto me soltara e aquele homem pose de poderoso se aproximara de mim.

— Olha só, se não é a linda princesa Kyara.

— Me deixa em paz, seu feio. — retruquei.

Ele soltou uma risada pelo nariz e foi até meu pai, pegou uma espada que um companheiro lhe dera e eu não pude evitar o grito.

— PAPAI – gritei

Ele olhou para mim, com seu rosto suado e com lágrimas em seus olhos. Meus olhos se enxeram de lágrimas naquele momento.

— Levem ela daqui. — o homem ordenou.

O homem alto e forte me pegou pela cintura e me pôs sobre seu ombro direito e me carregava para fora. A última cena que vi foi aquele homem enfiando a espada no peito do meu pai. Eu chorava, gritava e batia com os meus braços, ainda sem forças, nas costas daquele brutamonte. Ele me levou para fora do castelo onde haviam outros soldados.

— Mandem ela para o lugar combinado.

— Para onde vão me mandar? — eu falava, com medo e chorando muito.

— Para a sua morte. — foi a única coisa que ouvi.

Vendaram-me, prenderam minhas mãos e me colocaram em algum lugar que eu não sabia mas poderia imaginar uma carroça, pelo balanço que fazia e os rinchados de cavalos. Depois, me deram alguma coisa que me fez dormir profundamente.

Acordei com a sensação de água batendo nos meus pés. Minha cabeça doía e eu estava com fome. Meus olhos foram abertos vagarosamente por conta da intensa luz do sol, e quando me acostumei com o ambiente pude perceber onde eu estava... Numa praia. Levantei-me, fraca e cansada, e olhei ao redor, só havia mar, areia e floresta. Onde eu estou?

Andei lentamente pela beira do mar, meu coração batia a mil, eu estava com medo e a única coisa que eu queria naquele momento, era o meu pai. Encontrei algumas frutas que teriam caído das árvores e peguei uma para comer, sentei perto de uma árvore e fiquei ali por algum tempo. Eu não sabia o que estava acontecendo, eu era apenas uma garota de seis anos que nunca tinha visto a vida fora do palácio, sempre protegida e mimada pelo pai. Decidi continuar procurando para tentar encontrar alguém, até que vi uma mulher... Ela era morena, de cabelos longos e pretos, carregava um objeto feito de palha, onde colocava frutas dentro, corri até ela.

— Socorro, me ajude. — disse a ela.

Ela sorriu para mim, ela pegou em minha mão e sentou-se na areia, fiz o mesmo. Ficamos conversando e depois ela me levou aos outros, era como se fosse uma pequena vila no meio da floresta. Todos me olharam estranho, ela me levou até um homem, acho que era o dono da vila, eles conversaram em uma língua totalmente desconhecida por mim. No final de tudo, ela me olhou e disse:

— Vai ficar tudo bem. De hoje em diante, sua casa é aqui, conosco. — sorriu.

Com o tempo eu aprendi a língua deles, as crianças eram ensinadas a falar minha língua aos 10 anos. Antes disso, era a língua oficial da vila, que eu aprendi a falar. Acostumei-me com os hábitos deles, comia como eles, caçava como eles, trabalhava como eles e me vestia como eles. Eles me chamavam de Sky, por causa dos meus olhos azuis que os lembravam o céu. Aquela linda morena que me trouxera para a vila, seu nome era Aisha. Ela me tratara como filha, com ela eu aprendi tarefas domésticas. Havia um jovem que gostara de mim, era como se fosse um irmão que eu sempre quisera, seu nome era Menson. Ele era uns nove anos mais velho do que eu, ele me ensinou a caçar, a fazer flechas e outros tipos de armas feitos com pedras. Um dia enquanto andávamos pela floresta, encontrei um filhote de dragão, o levei para o vilarejo e foi quase um sacrifício para que aceitassem aquele animal ali. Com o passar do tempo, esse dragão já entendia que eu era sua dona e que deveria proteger nosso vilarejo, somente assim as pessoas finalmente aceitaram a presença dele.Aos quinze anos eu já ganhava de Menson quando lutávamos com espadas ou qualquer objeto, outros homens também me desafiavam e eu sempre ganhava de todos... A cada dia que passava eu ficava melhor no que eu fazia. Eu sentia que havia algo sendo escondido naquele vilarejo, tinha algo que ninguém me contara mas eu descobriria. As noites, antes de dormir, eu ainda pensava numa possibilidade de recuperar meu reino, aquele reino era meu e aquele maldito matou meu pai e, por causa disso, tenho pesadelos quase todas as noites com o momento em que o vi morrer.

E esse foi só o começo.

Notas finais
Então, o que acharam? Essa fanfic está sendo muito bem elaborada e eu ficaria muito feliz em saber o que estão achando dela.