Love and Hate | Dramione
7 Chapter 7: Fights between a Slytherin and a Gryffindor
Notas iniciais
“Ele o quê?” A ruiva a olhava espantada mas seu sorriso era travesso. Ela era sua melhor amiga, não ficaria brava se Hermione começasse um relacionamento com Draco Malfoy, mas gostaria de se certificar de que ele realmente tinha boas intenções com a amiga.
“Isso mesmo que você ouviu Ginny, ele me beijou e eu retribui. Merlin, o que eu estou fazendo? Eu não deveria ter cedido.” Hermione colocava as mãos no rosto para esconder a vergonha ao dizer tais palavras. Ela tinha beijado Malfoy. E gostou.
“Ora Hermione, por quê?” Ginny se sentou ao seu lado e com uma expressão suave pegou a mão da morena para reconfortá-la.
“Porque eu prometi a mim mesma que eu nunca mais amaria alguém se não fosse o Rony, Ginny. Eu não quero me envolver com alguém, além disso, ele é Draco Malfoy, lembra? O ex comensal da morte. Que quase matou Dumbledore.”
“E o que tem demais Mi? Olha, eu entendo que você amava... Ama meu irmão mas você tem que seguir em frente. E eu sei que onde o Rony estiver ele quer te ver feliz. Não importa com quem seja.” Ela o olhava com uma expressão calma. O mesmo olhar que Molly os olhava frequentemente.
“Ginny, eu não vou me envolver com Draco Malfoy. Isso foi um erro, que não vai mais se repetir.” Hermione obtinha o tom de voz firme, como sempre tinha quando decidia algo importante.
“Bom, pelo brilho dos seus olhos, não creio muito nisso Mione. Pode até não se envolver, mas que você gostou do beijo, você gostou.” A ruiva ria enquanto levava leves empurrões da amiga levando vários olhares para a mesa que ambas estavam sentadas. Inclusive de um certo loiro do outro lado.
[...]
“Eu não acredito.” Blaise falava perplexo com tal atitude de Draco na noite passada. Embora estivesse chocado, ele segurava o riso com tal confissão do loiro.
“Draco, conte essa história direito sim?” Theodore o olhava atento para qualquer sinal do amigo dizendo que aquilo fosse mentira.
“Eu já disse Theo, eu a beijei.” Ele suspirou pesado, passando a mão pelos cabelos numa tentativa inútil de se manter calmo. “Eu nunca tinha ouvido aquelas palavras de alguém. E daí na surpresa, eu a beijei. Foi por impulso, só isso.”
“Draco.” Zabini o chamou fazendo a atenção do sonserino voltar-se para si. “Você gosta da Granger?”
“O que? Não! Está louco Zabini?” Suas mãos estavam em pleno suor pela pergunta. Não sabia o que sentia pela sangue ruim. Tinha a salvado há um ano atrás mas aquilo era apenas adrenalina e uma tentativa de se redimir por ter feito tanta coisa errada. Pelo menos, ele achava que era.
“Você tem ronda com ela hoje, vai que vocês conversam sobre o assunto e tiram as coisas à limpo.” Nott disse da boca pra fora enquanto brincava com um anel em seu dedo.
“Nott está certo.” Blaise concordou com o amigo fazendo o loiro assentir. Precisava conversar com ela.
[...]
O horário do jantar havia chegado e Hermione mal tinha fome, mas precisava descer para o companheiro de quarto não desconfiar de nada. Malfoy não poderia saber que ela tinha ficado desconcertada por conta de um beijo. Um beijo dado por ele.
Deu uma olhada no espelho para verificar se estava com boa aparência. As olheiras a denunciava por conta das noites mal dormidas mas isso não a incomodava. Não agora. Colocou a varinha no bolso da calça para realizar a ronda mais tarde e desceu.
Encontrou pela segunda vez ao dia, Draco sentado no sofá da pequena sala que pertencia aos dois. Dessa vez ele a olhava atentamente à cada passo que a castanha dava. Suspirando fundo ele teve coragem o suficiente para começar a falar o que deveria ter falado à bastante tempo.
“Granger, precisamos conversar.” Ele disse ao se levantar e cerrou os punhos. Por um momento, Hermione achou que ele estava nervoso mas depois de analisá-lo concluiu ser nervosismo.
Ela suspirou numa tentativa de controlar a inquietação que tomava conta do seu corpo.
“Sim Malfoy?” Colocou sua melhor máscara de frieza em seu rosto e se sentou ao seu lado.
“Queria esclarecer as coisas que aconteceram ontem. E te deixar claro que isso não irá se repetir.” Seu olhar estava intenso. Suas mãos suavam e ele não conseguia a olhar diretamente.
“Como quiser.” Disse simplesmente e caminhou rumo ao salão.
Hermione não parava quieta durante o jantar, suas pernas balançavam numa tentativa de controlar a irritação que lhe causaram mais cedo. Malfoy a alertou de algo que ela já sabia que não iria mais acontecer. Afinal, ela não deixaria isso se repetir.
“O que a Hermione tem?” Dino sussurrou para Neville que a olhava confuso. Ele apenas deu de ombros e voltou para sua comida.
“O que aconteceu?” Ginny perguntou em um tom mais elevado que o normal. Ela nunca falava nessa altura, e quando falava era porque realmente estava nervosa.
“O Malfoy, disse que aquilo que te contei nunca mais iria se repetir.” Soltou tudo de uma vez tentando se aliviar do estresse.
“Ué, não era isso o que você queria?” Ginny disse em um tom mais baixo voltando-se para seu prato de sopa.
“Era, mas eu por si só já sabia disso. Se depender de mim isso não vai mais acontecer.” Hermione rendida pela fome, agora cortava um pedaço da costela e começava a comer.
“Melhor assim Hermione.” A ruiva disse dando fim ao assunto. “Depois me diz como foi a ronda.” Hermione assentiu e se voltou para o prato.
[...]
Hermione olhava para o quadro de passagem para o salão da Sonserina de 5 em 5 segundos tentando conter a ansiedade. Seus pés batiam no chão inquietos e ela só podia imaginar o que iria acontecer dali para frente.
Draco apareceu minutos depois, acompanhado de Pansy Parkinson em seu encalço, pela sua expressão a morena estava o perturbando desde mais cedo. A garota era louca por ele e fazia de tudo para conseguir sua atenção.
“Vamos Granger? Quero acabar com isso logo.” Disse a pegando pelo braço com uma certa brutalidade só para sair de perto da sonserina. “E você Parkinson, se não entrar agora no salão comunal pagará detenção e perderá 50 pontos da Sonserina.” Disse apontando para o rosto da garota se dirigindo à ela.
E com um extremo sinal de irritação ela entrou pisando firme. Deixando uma Hermione encabulada e um Draco irritado para trás.
“Me solta Malfoy. Você está me machucando.” Hermione tentava puxar seu braço das mãos do loiro mas sua força não permitia, deixando seu braço vermelho.
“Desculpe, essa menina me dá nos nervos.” Ele olhava para o quadro onde ficara o salão e exalava uma expressão de nojo. Por fim, soltou seu braço e caminhou à frente. “Vamos acabar logo com isso, tenho alguns trabalhos para fazer.”
E assim caminharam por todo o castelo, o silêncio era em certo modo confortável entre os dois. Algum barulho ou outro os chamava atenção mas subitamente entenderam que era só a Madame Nor-r-ra no meio dos corredores.
Revistaram todas as salas vazias, colunas, armários, banheiros e tudo que davam indício de alunos que poderiam estar escondidos na tentativa de não levarem detenção. Felizmente, nada em um primeiro momento foi encontrado, nenhum aluno e nem algo estranho. O que era muito bom para a primeira ronda dos dois. Ambos não queriam se dirigir à palavra por tamanho constrangimento.
A voz de pirraça podia ser ouvida pelos corredores do segundo andar, sabiam muito bem do atrevimento do Poltergeist, e para evitar confusão e gritaria podendo acordar todos do castelo a dupla se escondeu no primeiro lugar que viram para despistar o baderneiro. O armário de vassouras.
O lugar era apertado e quente, antes de Hermione falar alguma coisa para o loiro em reprovação, o mesmo colocou a mão em sua boca abafando o som enquanto o Poltergeist andava pelo corredor à procura de vítimas.
“Você fala demais Granger.” Sussurrou ainda com a mão sob a boca da garota, se não estivesse tão escuro a mesma poderia jurar que ele estava sorrindo.
“Ele já foi. Não vai me soltar?” Ela perguntou assim que ele tirou a mão que a impedia de falar ou retrucar qualquer coisa para o loiro. Sentiu sua outra mão apertando sua cintura e tremeu minimamente com o toque estranho.
“Não quero mais.” Draco ia se aproximando devagar. Não sabia o que passava pela sua cabeça em beijá-la de novo. Ele só sabia que queria. Colocou a única mão livre no seu pescoço e a aproximou mais do seu corpo.
Sua respiração estava acelerada com o que viria a seguir, ela sentia a respiração do sonserino sobre sua bochecha, a fazendo ficar extasiada. Seu cheiro amadeirado e cítrico já invadia suas narinas, tornando seu raciocínio lento. Ele disse que não iria se repetir e ela mesma disse que não iria deixar acontecer.
Lembrando do que haveria prometido para si mesma, Hermione buscou pela maçaneta da porta à girando na mesma hora que o loiro se aproximava da morena para começar um novo beijo. Ela sentiu o ar voltando aos poucos assim que sentiu o amplo espaço do corredor, viu que ele tinha caído no chão por conta da abertura da porta repentina e em passos acelerados se dirigiu para o seu dormitório – deixando um garoto extremamente abobado e com um sorriso nos lábios para trás – o trancando com um feitiço para que o mesmo não pudesse a procurar mais tarde.
“Oh Merlin, o que está acontecendo comigo?” Ela se perguntou enquanto abraçava uma de suas almofadas.
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