Love and Hate | Dramione
15 Chapter 15: Snakes also fall in love
Notas iniciais
Ela andava depressa pelos corredores em direção ao seu dormitório, embora tenha descido até o salão para comer, ela não via a hora de voltar para seu aconchego e evitar contato com o seu companheiro de quarto.
Ao entrar no salão comunal, ela o viu sentado no sofá lendo um livro com as pernas esticadas na mesinha de centro. Ao sentir a presença de Hermione ele se levantou rapidamente, cambaleando um pouco, ele tentava se aproximar, mas ela o afastava momentaneamente.
Suspirando cansado, ele passou a mão pelos cabelos e a olhou nos olhos uma última vez. Ela cruzava os braços irritada enquanto lutava para uma lágrima não cair.
“Hermione, você pode me dizer o que está acontecendo?” Ele perguntou com a voz um pouco alterada por conta do nervosismo.
“Você diz como se não fosse óbvio né Malfoy?” Ela cuspiu as palavras, dando ênfase ao seu sobrenome. Ela subia as escadas com passos firmes, o loiro vinha logo atrás na tentativa de entender o que estava acontecendo.
“O que é óbvio? O que aconteceu?”
“Não se faça de idiota. Nunca mais me dirija a palavra.” E trancou a porta de seu dormitório deixando o sonserino com a cabeça encostada na porta. Sua respiração firme e descompassada denunciava seu nervosismo.
“Por favor, eu não estou entendendo.” Ele batia na porta na tentativa de que a mesma se abrisse para ele entrar. Depois de não ouvir resposta, bateu mais uma vez na madeira branca que o impedia de vê-la. “Hermione.” Ele respirou fundo e deslizou as costas pela parede gelada. Estava decidido, não iria sair dali enquanto não resolvesse aquela situação.
Ele não iria mais negar, o ódio que sentia pela grifinória não existia mais, no lugar, algo estranho e confortável tomava conta do que fora anos atrás distinguido como raiva. Toda vez que a via, era como se mil borboletas estivessem voando desesperadamente pelo seu estômago. Já ouvira falar sobre essas sensações antes, sua mãe havia comentado com ele uma vez quando ainda era pequeno como era a sensação de se apaixonar. Era isso, estava apaixonado. Apaixonado por Hermione Granger.
Nenhuma de suas relações foram tão complicadas assim, por mais que estivesse com garotas chamativas ao seu lado, nunca passaram de uma ou duas noites. Pansy sempre o seguia pra cima e pra baixo, mas nunca tiveram um relacionamento sério.
Pansy.
Flashback On
“Pansy, por favor, me deixe em paz.” Ele gritava pela milésima vez para a garota enquanto se desvencilhava das suas mãos pegajosas.
“Mas draquinho, você não vê? A sangue ruim não é pra você.” Ela dizia enquanto umedecia os lábios e roçava uma de suas coxas no membro do garoto o fazendo bufar.
“Nunca mais a chame assim.” Sua voz era fria e impaciente. Não suportava mais aquela conversa. “O que tanto sabe de mim e da Granger?”
“Sei que estavam se pegando durante a ronda outro dia. Minerva McGonagall não iria gostar nada nada de saber que dois dos seus monitores estavam transando dentro de um armário.” Ela levantava sua saia sensualmente na tentativa de atrair a atenção do loiro.
Pansy sabia como chantagear alguém para conseguir o que queria. Obviamente, para conseguir a atenção do aluno mais desejado de Hogwarts não seria diferente.
Sua família era bem vista entre os bruxos das trevas por tal condição, seus pais à mando de Voldemort eram os mais bem requisitados para conseguir o que queriam à favor do lorde.
“Parkinson, se você se atrever a manchar a minha reputação como monitor ou fazer algo contra ela, eu acabo com a sua vida e você sabe que não tenho medo disso. Até porque ela é muito mais pura que você que não se importa com nada além da beleza exterior. Ela é pura e inteligente, muito boa no que faz e de algum modo me prende atenção, tudo o que você não é e nunca fez” Ele pausou sua fala na esperança de um fio de paciência o invadir naquele momento. Ele apontava o dedo indicador na altura da face da garota, seus nervos tremiam involuntariamente pela raiva que o consumia. “Me deixe em paz.” Ele finalizou.
Ele já estava cheio de seus joguinhos. Ela faria qualquer coisa para tê-lo, mas há muito tempo ele deixou claro que o que tinham não passou de um caso adolescente.
“Você gosta dela.” A morena esbravejou levantando-se do sofá do salão comunal da Sonserina.
“E se eu gostar. O que você tem a ver com isso?” Ele levantou-se junto com a voz extremamente alterada fazendo a garota se estremecer.
“Você irá se arrepender.” Ela disse com os olhos cerrados e raiva na voz.
“Não se atreva a encostar num fio de cabelo dela.” Ele disse irritado e saiu.
“Não vou precisar.” Ela disse com um sorriso maldoso no rosto, olhando em direção a porta que há pouco o garoto havia passado.
Flashback Off
Ele nunca havia imaginado que ela poderia fazer alguma coisa, mas agora, lembrando-se dessa conversa, a única explicação seria essa. Levantou-se bruscamente, o que se arrependeu na mesma hora já que no mesmo instante seu pé havia latejado de dor pelo tanto de tempo que permaneceu sentado.
Bateu na porta mais uma vez, agora com um pouco mais de força e desespero.
“Granger, abra essa porta agora.” Ele gritou irritado pela teimosia da castanha. Alguns segundos se passaram até o trinco da porta ser desfeito. Ela abriu a porta com violência, seus braços cruzados e sua raiva ainda permanecia intacta.
“O que quer?”
“Por favor, me diga o que aconteceu.” Ele quase suplicou para a moça a sua frente.
“Ora Malfoy, já não basta você ter me feito passar pela humilhação de ter visto você com Astória, agora tenho que contar os detalhes para você?” Ela disse rudemente e fechou a porta mais uma vez.
Agora tudo fazia sentido, seu rosto estava pálido – mais do que o normal – seus dedos estavam gelados e sua respiração frenética.
O que ela tinha feito?
Correu apressadamente em direção as masmorras, seus olhos fixavam apenas nos corredores vazios por conta do horário. Mal se lembrava que era o dia da ronda da Weasley e de Blaise, levando um susto quando o mesmo o puxou pelo ombro.
“Hey cara, o que foi?”
“Eu vou matar a Pansy.” Seus olhos transmitiam a raiva que não sentia a bastante tempo. Desde a época da guerra. De sua missão. Não sentia mais essa angústia permanente.
“O que? Por quê?” Ele perguntou espantado com o olhar virado para Ginny que o olhava da mesma maneira.
“Foi ela...” Draco dizia afobado com os punhos cerrados. “Ela se passou por mim e beijou Astória enquanto a Granger estava próxima.” Dito isso ele se virou incomodado para a grifinória presente e voltou a olhar para o amigo.
“Não se preocupe Malfoy, eu já sei de tudo.” Ela disse travessa dando uma piscadela. O garoto a olhou confuso tentando raciocinar as palavras que acabará de ouvir.
“O que eu faço?” O loiro disse se rendendo e se sentando no chão do corredor.
“Olha cara, nós já estamos resolvendo tudo. Dê um tempo a ela, explicamos tudo pra você enquanto voltamos para o dormitório. Enquanto a Pansy, deixe para conversá-la com ela amanhã. Eu vou com você, aliás, eu também fiquei puto quando soube.” Draco o olhou desentendido e furioso mas logo se acalmou quando percebeu que aquilo não importava naquele momento.
Ele precisava reconquistar, ou melhor, correr atrás da atenção de Hermione Granger.
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