Love and Hate | Dramione

10 Chapter 10: The stroll through Hogsmeade


Notas iniciais
Oláaaaaaa galerinha do Nyah! Primeiramente venho lhes informar que as postagens que antes eram feitas todas segundas e quartas feiras às 13h foram redefinidas as todas as segundas com horário indefinido. Isso para quê não haja nenhum contratempo na atualização da história e ficaria mais fácil acompanhar minhas duas fanfics com uma atualização por semana em cada. Peço-lhes desculpas por isso mas realmente isso me ajudará a ter mais tempo para organizar minhas ideias e entregar algo verdadeiramente a altura para vocês. Infelizmente amanhã não atualizarei [Let me Love You] pois estou tendo um bloqueio de criatividade enorme que está me prejudicando a semanas. Mais uma vez peço desculpas pelo meu erro e espero que vocês me perdoem por isso. ❤ Só para lembrar que ajudas e sugestões para a história são sempre bem vindas e vocês ajudarão uma escritora a retornar do fundo do poço. Agora falando de coisa boa... Finalmente chegamos ao passeio à Hogsmeade... Esse capítulo trará grandes emoções para vocês... Assim como trouxe grandes sensações boas para mim durante a produção. Chega de ladainha e boa leitura! ❤ Nos vemos lá embaixo.

Como fora combinado, o professor Slughorn havia os encontrado depois do almoço de sexta feira para acertar os últimos avisos sobre a recompensa dos dois alunos. A carruagem com testrálios iria sair da escola às 8h e iriam trazê-los de volta às 17h. Um tempo consideravelmente adequado para conseguirem caminhar pelo vilarejo e visitarem todas as lojas tranquilamente, sobrando tempo para passearem no três vassouras e dar uma olhada na casa dos gritos.

Hermione acordou disposta no dia que havia ansiado a chegar assim que soube da visita antecipada. Poderia contar a Ginny sobre as novidades que haviam chegado na Dervixes e Bangues, onde a ruiva sempre gostou de visitar com os amigos durante os passeios à Hogsmeade.

Pegou uma calça jeans surrada, uma blusa de manga e um sobretudo – já que o frio havia chegado na Grã-Bretanha – e foi em direção ao banheiro para tomar uma ducha demorada com a intenção de aliviar a tensão sob os ombros.

Andava com a cabeça baixa pelo corredor afim de se concentrar nas anotações que precisava fazer para as aulas seguintes, com a intenção de fazer assim que chegasse. Trombou em algo que deduziu ser Malfoy. – aliás, ninguém mais tinha acesso a entrada do quarto – Suas pernas vacilaram por um breve segundo, mas as mãos grandes e firmes do garoto à sua frente fora mais rápida e a segurou contra seu corpo.

Os dois permaneceram calados um de frente com o outro, ele estava com uma toalha enrolada na cintura deixando seu peitoral definido a mostra, que de tempos em tempos uma gota de água escorria vinda dos cabelos molhados. Hermione não pudera deixar de notar o quanto aquele homem estava diferente, ele não se parecia mais com aquele menino magricela e arrogante de 11 anos. Ele realmente estava mudando. Pelo menos, ela queria acreditar que estava.

“Toma mais cuidado Granger. A propósito, não precisa babar.” Ele disse finalmente a soltando quando teve plena certeza de que ela estava em segurança. Ela ainda o fitava sem entender o que estava acontecendo. Seu cérebro mandava impulsos nervosos para que seu corpo reagisse e dissesse algo à altura.

Ela assentiu e entrou no banheiro. Era só essa a reação que seu corpo correspondia, ficar em silêncio.

Respirou fundo uma, duas, três vezes, seu cérebro só repetia a imagem do sonserino há alguns segundos atrás. Sua lógica dizia que ela estava ficando louca, que ela não deveria olhar assim para alguém, ainda mais um Malfoy, mas seu coração compassava em um ritmo acelerado cada vez que sua mente se voltava para o loiro, a advertindo que ele mexia tanto com ela quanto com a sua cabeça.

Ligou o chuveiro e regulou a temperatura para que ficasse confortável, mergulhou a cabeça pela corrente abaixo e fechou os olhos tentando manter seus pensamentos em ordem. Muitas perguntas precisavam ser respondidas, mas no momento ela não poderia dar as respostas, pois nem mesmo ela sabia onde as encontrava.

Tomou um banho vagaroso e calmo. Ela precisava de tempo, espaço. Queria ter a certeza de que quando saísse dali, Malfoy já estaria longe para evitar olhares e constrangimentos. Ela tinha convicção de que seu rosto iria corar assim que o visse da próxima vez.

Voltou para o quarto e se trocou, quando finalmente ouviu a porta da frente bater e passos soarem ao longe ela respirou fundo e desceu. Havia poucos alunos no salão principal que tomavam café aquela hora, os olhares dirigidos a ela eram intercalados em entusiasmo por parte dos meninos por ela ir a Hogsmeade e inveja por parte das meninas por ela ter um dia inteiro com Draco Malfoy. O príncipe das serpentes. O garoto mais desejado da escola.

Seu estômago não denunciava sua fome, o que era bom. Poderia comer algo em Hogsmeade, sentia falta dos quitutes oferecidos por madame Rosmerta. Seguiu pelos grandes corredores, sendo zombada por pirraça que a insultava o mais alto que podia e encontrou seu companheiro de quarto escorado na parede com uma das pernas para se apoiar.

“Vamos?” Assim que ele a viu se endireitou e colocou as mãos no casaco para proteger as mesmas do frio.

Ela sorriu timidamente e assentiu. As grandes portas foram abertas por Filch que os xingavam odiosamente, desceram as escadas que estavam relativamente escorregadias por conta da chuva que caíra durante a noite e entraram na carruagem.

O percurso não fora nada agradável, algumas trocas de faíscas e xingamentos eram presentes pelo caminho. Os dois odiavam a presença um do outro, o cheiro um do outro, a voz um do outro. Mas um brilho insistente permaneciam nos olhos de ambos. Ah, o velho e conhecido amor.

[...]

Eles andavam lado a lado no meio da multidão que se espalhava pelas ruas, algumas palavras eram trocadas mas nada se comparava aos olhares por verem a garota de ouro com Draco Malfoy. O famoso comensal. Olhares de ódio, pena, terror eram facilmente perceptíveis entre eles.

“Você não se sente desconfortável com isso?” Ela perguntou enquanto apressava os passos para acompanhar o loiro que estava à alguns metros a sua frente na tentativa de ouvir melhor. Ele respirou fundo e com um tom de voz triste respondeu envergonhado.

“Eu já sabia que isso iria acontecer Granger, me admira não ter sido motivo de repulsa em Hogwarts. Mas isso não me surpreende.” Ele ia seguindo mas foi impedido por um par de mãos pequenas que seguravam seu braço o fazendo virar-se de frente para a garota.

“Você tem que mostrar que é melhor que isso, que está mudado. Você foi inocentado e não pode deixar que os outros te julguem por algo que você não teve escolha.”

“Granger por favor, eu não preciso da sua piedade.” Ele revirou os olhos com a atitude da mesma, mas não pode deixar de notar o brilho que seus olhos obtinham ao olhá-lo.

“Eu acredito em você Draco. Você precisa fazer com que todos acreditem.” Ela disse e o soltou indo em direção a Zonko’s, deixando Draco imobilizado para trás com suas palavras. Ela tinha o chamado pelo nome. Ela havia o perdoado.

Andaram por cerca de uma hora até pararem para tomar Uísque de fogo no três vassouras, para um dia frio uma bebida quente caía muito bem. Os olhares regressaram novamente com mais força e ódio, deixando Hermione constrangida.

“É isso que dá estar em minha companhia grifinória.” Draco disse em tom de desdém assim que percebeu a reação da garota diante dos olhares.

“Do que está falando?” Ela colocou sua melhor máscara de desentendida e o encarou.

“Isso aqui.” Ele fez um círculo com o copo demostrando o lugar e a situação que se encontravam. “É demais para a famosa Hermione Granger, não é?” Ele disse em tom de desprezo e a raiva em sua voz era visível. Ele já estava alterado depois de alguns copos de bebida.

Ela ficou em silêncio e apenas abaixou a cabeça para não criar escândalos.

“Patético.” Ele murmurou e voltou o copo para boca desviando o olhar.

Passearam por mais algumas horas enquanto visitavam algumas lojas onde os olhares para a dupla já haviam se normalizado, não os incomodando. Os risos que emitiam com a presença um do outro tomavam lugar para os espectadores curiosos.

Quando Hermione finalmente percebeu que a sobriedade do garoto estava de volta, sugeriu para que dessem uma volta pela casa dos gritos. De imediato ele aceitou, o que a surpreendeu, ela realmente achava que levaria um não bem grande – já que o lugar não trazia boas recordações para o loiro.

Quando chegaram as cercas que interditavam a casa, uma neve fina e gelada começará a cair predominando-se a cor branca em tudo que havia em volta. Hermione fechou os olhos para apreciar a sensação de paz que aquele momento trazia. Sua mente era mergulhada em uma calmaria interior que nem ela mesmo conseguia explicar.

“Hermione.” A voz fria do seu companheiro a tirou de sua tranquilidade passageira. Não se incomodará com seu nome ser dito por ele, aliás, seu nome soava tão bem entre seus lábios que mal podia acreditar que o dono daquela voz era Draco Malfoy.

“Hum?” Disse simplesmente quando voltou a olhar para frente aproveitando a sensação da neve molhada cair por seu rosto.

“Obrigado.” Ele disse em baixo tom, sendo quase inaudível se não fosse pela aproximação dos dois. “Obrigado por acreditar em mim quando ninguém mais acredita.” Ele terminou. Pela primeira vez ela podia distinguir a sinceridade na sua voz. Seu rosto estava tão próximo do seu que era possível sentir o hálito fresco misturado com álcool que predominava sua boca.

“Não precisa agradecer.” Ela disse tímida e olhou para o chão na tentativa de esconder seu rosto corado.

“Eu queria te dar isso.” Ele tirou algo do bolso a fazendo se virar para ele, seus olhos se voltaram para suas mãos onde a rosa de pelúcia que ele havia conjurado estava estendida. Suas pétalas vermelhas e fofas eram salpicadas de branco por conta da nevasca que agora diminuirá de intensidade.

Ela estendeu a mão e a observava delicadamente, abriu um sorriso gentil enquanto acariciava uma das pétalas falsas e quando voltou-se para agradecer seus lábios eram invadidos por um toque suave e delicado de um beijo.

Sua boca tinha o mesmo gosto do cheiro que invadia suas narinas quando ele estava próximo demais, sua língua explorava cada canto que podia enquanto o mesmo passava uma de suas mãos pela sua cintura, a fazendo chegar mais perto. Seus braços o abraçaram pelo pescoço enquanto suas mãos buscavam seus cabelos para aprofundar o beijo. Ela não queria parar, o toque sutil de seus lábios a fazia se sentir bem e vulnerável na presença dele. Ela finalmente perceberá que o beijo era sincero, a vontade era mútua, o desejo era correspondido e o sentimento era recíproco.

“Desculpe.” Ele disse quando finalmente buscaram oxigênio para os pulmões. “Eu não deveria ter feito isso.”

“Está tudo bem.” Ela desviou o olhar para esconder a vergonha que a tomava conta.

Um silêncio constrangedor se seguiu no meio dos dois, ele olhava para baixo enquanto seus pés brincavam com a neve e ela olhava para frente em busca de algo que pudesse fazer para quebrar a quietação.

“Malfoy...” Ela o chamou mas ele a cortou negando com a cabeça.

“Me chame de Draco.” Ele sorria de canto enquanto a olhava. Um sorriso verdadeiro que há anos suas expressões faciais não o permitiam dar.

“Tudo bem Malf... Draco.” Ela riu com sua tentativa quase falha fazendo o mesmo rir consigo. “Posso lhe fazer uma pergunta?”

“Claro.”

“Por que você me salvou do duelo que eu enfrentava com Bellatriz durante a guerra?” Ela perguntou cautelosamente na tentativa de obter uma resposta. Os músculos do loiro se enrijeceram e seu maxilar trincou assim que a última palavra foi ouvida.

“Vamos Granger, está na hora de ir.” Ele a puxava pelo braço com uma certa força que não queria usar. Sua voz soava fria e trêmula. Ele não estava pronto para falar sobre isso. Não agora.

O regresso a escola fora mais desconfortável que a ida, o loiro permanecia com o maxilar trincado e assim que a carruagem parou de frente com as portas, ele se adiantou em descer e desapareceu pelos corredores.

Hermione suspirou derrotada e foi para seu quarto, tentaria deixar esse assunto de lado e se concentraria nos deveres de casa que tinha para entregar durante a semana. Porém sua mente era invadida pela sensação dos lábios do sonserino nos seus, pelo toque suave que suas mãos transmitiam sob sua pele quente contrastando com o frio de seus dedos. Ela estava se apaixonando por um Malfoy, mas seu lado racional negava tão rápido quanto seu coração o contrariava.

Notas finais
o que acharam? Esse capítulo ganhou meu coração por completo, adorei escrevê-lo e amei o resultado. Achei ele simplesmente incrível. Desculpe qualquer erro ortográfico. Não se esqueçam de comentar ❤❤❤ adoro saber a opinião de vocês referente aos capítulos. Até semana que vem meus xuxus.