Love and Cigarettes
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu o observava fumar na varanda naquela noite de sexta-feira. Odiava aquele maldito cigarro e ele sabia disso, fazia só para me irritar.
- Vai ficar ai me vigiando? – Dizia ele roucamente, fazendo-me sair de meus devaneios e voltar a encará-lo.
-Não gosto que fume e sabe disso, idiota. – Dizia já me aproximando e arrancando-lhe o bendito de sua boca.
Que ódio que me dá quando ele se faz de cínico. Dell é meu professor de inglês particular, e por causa disso estou aqui, tendo de aturá-lo.
Nossa... .- Parece que o surpreendi – que aluno bom que eu tenho, se preocupando comigo... – Ele agarrava meu braço repentinamente, fazendo com que eu deixe o bendito cigarro cair no chão.
-De-Dell...-Realmente, essa me pegou de surpresa – I-Idiota, já disse para não fumar! Vai acabar com alguma doença – Respondia ríspido, levando o cachecol listrado ao rosto para tentar esconder a vermelhidão que se formava em meu rosto, mas logo fui interrompido.
-Não esconda esse seu rostinho... você fica tão fofo com vergonha... – Arregalei os olhos com tal comentário, senti meu rosto ferver.
- Olha aqui seu... – Não consegui terminar a frase, meus lábios foram tomados por algo quente e macio, com um leve sabor de nicotina. Mesmo relutante no inicio, acabo cedendo, por quê? Dell era bem mais forte que eu, mesmo se eu tentasse, não conseguiria fugir de seus braços. Vendo que eu cedia, me liberava de suas grandes e ágeis mãos, que agora se esgueiravam pelo meu corpo. Aos poucos, meus braços envolviam seu pescoço involuntariamente, a cada toque gélido de suam mãos, uma descarga elétrica me corria à espinha. O que mais me enjoava, era o cheiro de cigarro impregnado em seus cabelos prateados e em suas vestes.
- Só assim para você calar essa boca, não é? – Debochava-o, fazendo-me arder de raiva.
- Ao menos, ela não tem um gosto horrível de cigarros – Bufava de raiva só de vê-lo rir de minha cara – Pare de rir!
- Não, hahaha’ – Só piorou, agora gargalhava alto, mais um pouco e os vizinhos viriam reclamar.
- Não grite, velho! Vai incomodar os vizinhos!
- Que importa os vizinhos, e quem é velho aqui, pirralho? – Ralhava ele, um ponto fraco!
- Você, oras! Está vendo outro por aqui? – Virava para os lados fingindo procurar algo e por fim voltava a fita-lo rindo – É , acho que só tem você mesmo. Hahaha’
-Ah, então você vai ver o velho... – Antes que eu pudesse fazer algo, ele já tinha me agarrado e me colocado em seu ombro e carregado para algum lugar.
-Me solta, chato! Não sabe brincar, não brinca! – Exclamava me debatendo em seus braços.
-Brincadeira? Está com medo? – Quando eu ia responder, fui jogado em algo macio, uma... cama?
Assustava-me ao ver que onde estava se tratava de quarto de meu professor.
- O que vai fazer velho pervertido? – Fitava-o com certa desconfiança, suas mãos se aproximavam de meu rosto, removendo meus grandes óculos, colocando-os sobre o criado mudo, juntamente com suas armações medianas.
-Vou lhe ensinar a respeitar os mais velhos – Removia de uma vez a gravata lilás que sempre estava frouxa e a jogava longe.
Aproximava-se ainda mais, agora com um olhar ainda desconhecido por mim. Seus lábios tomavam os meus com voracidade, sua língua explorava cada canto da minha boca, impregnando ainda mais o gosto amargo que tanto detesto.
Suas mãos gélidas adentravam novamente por de baixo de minha blusa de mangas compridas, fazendo-me soltar gemidos abafados entre o beijo, que logo teve fim e recomeço mais que ligeiro. Mesmo rápido, dera tempo de pegar uma Halls no bolço da calça e coloca-la na boca.
- Hn..., está comendo balas durante a aula? Que coisa feia... será punido – Na mesma hora, sentia sua mão subir.
- O que você...? – Não consegui terminar a frase, suas mãos apertaram meus mamilos com certa força, fazendo-me soltar sons mais “altos”.
-Isso...assim está melhor.. – Seus beijos desciam para meu pescoço, e agora se misturavam com chupões e mordidas, isso vai deixar marca! Arg, eu mato ele!!
Ao chegar a meu cachecol, removia-o cuidadosamente, acho que para não me machucar, porém, quando foi à vez de minha blusa, arrancou-a sem nenhum pudor e a sua regata de meia manga teve o mesmo destino. Parou para fitar meu corpo esguio e alvo com uma expressão que me dava certos arrepios, e me fazia queimar, mas que raios são isso? Logo me atacava com ferocidade, cada parte do meu corpo era tocada ou por suas grandes mãos, ou por sua língua, que maltratava os pequenos pontinhos escuros em meu peito. Como podiam ser tão sensíveis? Mais sons saiam aleatoriamente de minha boca, por mais que eu tentasse contê-los com as mãos, logo vinham outras ainda maiores e as removiam do lugar, para prenderem-nas a cama.
-Nem pense nisso... – Me encarava com aquele mesmo olhar de antes e novamente o frio me percorria.
Sentia sua língua novamente, agora por meu abdômen, um rastro de salíva era deixado por onde passava, e a onda de frio desaparecia, para dar lugar a um calor desesperador, ainda mais... naquele certo lugar...
Meus devaneios foram cortados, quando senti um calafrio, Dell já estava na borda de minha calça e agora a observava com malícia, voltava olhares para mim, que ofegava com seus toques, que se intensificavam. Agora em uma área não muito “confortável” , estava me sentindo “apertado” alí, e mais ainda quando meu professor começou a me estimular por cima da Jeans escura.
- Dell... po-por favor... – Que sentimentos estranhos eram esses? Não sabia ao certo... Sua mão subia para agarrar a borda de minha calça, e arrancá-la de uma vez, para agora me restar apenas uma peça de roupa. Aquela situação me deixava cada vez mais ardente, eu devia estar com uns 39ºC de febre para poder estar assim.
- Ué, cadê aquela valentia toda agora? – Pronunciava lentamente para depois “me apertar” com mais intensidade.
-Po-por favor... Ah...! Por... Por que está fazendo isso?... – Ponunciei pouco mas foi o suficiente para que aquela “tortura” tivesse fim em poucos minutos, o que me deixou um tanto aliviado.
- Você ainda pergunta por que?... – De repente, sua voz sumiu. Aquela face de desejo desapareceu... Por quê? Várias perguntas vinham a minha mente, mas ele não respondia!
-Realmente...você não faz ideia? Mentiu pra mim? Eu já devia saber...você é uma criança ainda... – Lamentava-se. Mas como assim? Ele não falava coisa com coisa!
-Como assim eu menti?! – Eu queria uma resposta concreta.
- Como pode ser tão cínico?! – Esbravejava, poucas lágrimas corriam por seu rosto. – A meses eu estou nessa angústia...hoje eu fui tirar a prova, achei que você correspondia o que eu sentia ou...sinto, mas...vejo que errei...
-Como assim? Eu não estou entendendo... – Não entendia mais nada nesse momento, só o via estender a mão para mim.
- Give me your hand...touch my chest...- Sua voz saiu rouca e suave, mas superior. Relutante, eu estendi minha mão a ele, que a posicionou sobre deu peito, onde se situava o coração de Dell.
- W-What is it?? — As batidas descompassadas me surpreenderam.
-My heart...my heart cries out for you... – Sua voz saia como um sussurro.
-How so?! I don’t understand!! – Não suporto mais… — Meu corpo queima quando você o toca, minha mete viaja quando estou perto de você...Meu coração se aperta neste momento em que te vejo chorar... – Desabei meu corpo sobre o dele e o abracei, aos prantos. – What is it??
Suas mão pousavam sobre meus fios castanhos e os acariciava. Seu rosto se aproximava de meu ouvido .
- I love you...Yuki... – Um sussurro baixo, mais audível.Meu rosto fora erguido para que meus láios fossem unidos aos dele, em um leve selinho.
- D-Dell... – Gaguejava entre soluços, mas logo fui impedido de continuar.
-Sh...Sh...Não chore... – Secara meu rosto com o polegar, para logo abrir um sorriso.
- ....I love you too, Dell... – Foram minhas ultimas palavras antes de me entrecar por inteiro as carícias de meu professor.
Não sabia se aquilo era certo ou errado, mas ao lado dele, nada mais importava.
Algum tempo depois eu já não aguentava mais, após o ápice eu me jogava na cama ofegante, e ele ao meu lado. Com o tempo, fui me acalmando e me aconchegando e seu colo, tendo novamente minhas pequenas tranças, e poucas tranças serem afagadas. Estava tão relaxado, que parecia que estava dormindo, só parecia, mas acho que ele achou que realmente estivesse, pois tentou alcançar seu maço de cigarros que estava no criado mudo ao lado da grande cama de casal. Coitado, quando finalmente conseguiu pegar, estiquei meu braço, arranquei-os de sua mão e os joguei longe. Para rapidamente voltar a posição em que estava segundos atrás. Tenho quase certeza de ouvir um leve suspiro e sentir meu corpo ser mais unido ao dele antes de dormir... Mas o importante é que eu estava feliz, ao lado de meu maldito professor fumante de inglês...
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