Love You, Miss You, Mean It
1 S2E1: Overdrive
A noite no Tennessee era quente, carregada com o cheiro da grama recém-cortada e a poeira das estradas de terra que serpenteavam entre os campos. Ethan Carter se recostou contra o capô de sua velha Ford F-150 2004, os faróis lançando um brilho amarelado na estrada vazia. O céu, sem nuvens, exibia um mar infinito de estrelas. Ele passava os dedos pelo couro do volante, ansioso para acelerar pelas estradas escuras rumo à festa que seus amigos já estavam invadindo.
Seu telefone vibrou no bolso do jeans. Ele puxou o aparelho e franziu a testa ao ver o nome na tela. Hannah Lawson. O coração deu um salto involuntário. Atendeu no segundo toque.
— Carter? — A voz dela tinha aquele tom suave e provocante que sempre o fazia sorrir. — Pode me buscar?
Ele nem pensou duas vezes.
— Tô indo.
Com um giro rápido da chave, o motor roncou alto, e Ethan jogou a caminhonete para a estrada. O rádio tocava alguma música animada, mas ele mal prestava atenção. O som das JBL vibrava contra os vidros enquanto ele pisava fundo no acelerador, os faróis altos cortando a escuridão. A poeira se erguia atrás dos pneus enquanto ele serpenteava pelas curvas estreitas, o coração batendo mais rápido do que a velocidade permitida.
Ao chegar, viu Hannah de pé sob a luz fraca da varanda, a silhueta pequena contrastando contra o fundo da casa. Ela usava um vestido claro e os cabelos soltos balançavam na brisa da noite. Quando ele desceu da caminhonete, ela riu e apontou para os próprios pés.
— Meu salto ficou preso na lama. — O tom era divertido, mas Ethan notou o brilho nos olhos dela quando ele se aproximou.
Sem pensar muito, ele se abaixou e passou um braço por trás das pernas dela, levantando-a sem esforço.
— Você tá me carregando de verdade? — ela perguntou, rindo.
— Quer passar a noite toda tentando sair dessa lama ou prefere pegar a estrada comigo? — Ele arqueou a sobrancelha.
— Boa escolha. — Ela deslizou os braços ao redor do pescoço dele enquanto ele a levava até a caminhonete.
Minutos depois, eles estavam na festa. O cheiro de fumaça de fogueira se misturava com o aroma doce de bebida barata. Grupos de adolescentes riam alto, alguns dançavam perto dos carros com os porta-malas abertos e o som no volume máximo. Ethan encostou no caminhão, observando Hannah interagir com todos. Ela tinha aquele jeito de iluminar qualquer ambiente em que estivesse, fazendo até a fogueira parecer menos brilhante.
Quando o olhar dela encontrou o dele, algo silencioso foi trocado entre eles. Então, uma música começou a tocar, uma melodia animada que parecia ser uma das favoritas de Hannah. Seus olhos verdes brilharam e, antes que Ethan pudesse reagir, ela puxou sua mão.
— Essa é minha música! Vem dançar comigo! — ela disse, rindo.
Ele tentou argumentar, mas já era tarde. Hannah girava ao redor dele, os pés descalços na grama, o vestido rodando no ritmo da batida. Ethan não resistiu e entrou na brincadeira, segurando-a pela cintura enquanto ela se inclinava para trás em uma risada despreocupada. O mundo parecia menor ali, naquele instante, como se só existissem eles dois e a música ecoando na noite.
Quando a canção terminou, Hannah se aproximou, ainda ofegante, e sorriu.
— Eu adorei isso… Acha que consegue repetir? — ela provocou.
Ethan sorriu de lado, sentindo o coração bater acelerado.
— Sempre que você quiser.
Hannah inclinou o rosto e roçou os lábios contra sua bochecha. Mas antes que ele pudesse dizer algo, ela sussurrou:
— Se a gente sair daqui agora, talvez eu mude de ideia sobre o lugar do próximo beijo.
Sem perder tempo, Ethan pegou a chave no bolso e, com um brilho no olhar, levou-a de volta para o caminhão. Ele girou a ignição, o motor rugindo como um animal selvagem. Os pneus gritaram contra a estrada de terra enquanto ele colocava a F-150 em overdrive, os faróis iluminando a escuridão da noite. O vento quente da noite entrava pela janela aberta, misturando o cheiro da fumaça da fogueira com o perfume doce de Hannah ao lado dele.
O coração de Ethan batia acelerado. Não era só a velocidade. Era o momento. A estrada era deles. A noite era deles. E, naquela sexta-feira, tudo ainda estava longe de acabar.
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