Love Without Limits

4 Capítulo 3 - Nothing could be worse


Notas iniciais
Mais um cap, eeehhhhh!!!!! Rapidinho, não? rsrsrs É justo, afinal vocês merecem :) os reviews do cap passado me deixaram bem feliz, eu adorei :D Espero que gostem do cap ;) Tradução do título: Nada poderia ser pior.

Capítulo 3 – Nothing could be worse

Em ritmo lento, percorro o corredor da base, ao lado de um brutamonte que insistia em me segurar pelo braço e me empurrar para que eu andasse mais rápido.

De acordo com o que me disseram, estava sendo levada para as celas que tinham no subterrâneo, o que pra mim não seria nada agradável. Após o meu “papinho” com o Coronel Phillips, esse mesmo brutamonte que está ao meu lado me tirou da sala de interrogatório com as mãos algemadas, como se eu fosse algum tipo de criminosa... Mas ao ver deles, eu era quase isso.

Assim que chegamos em frente a cela, sinto o cara soltar meu braço para poder abri-la, e assim que ele o faz, vejo a oportunidade perfeita para me livrar daquela situação.

Levanto meus braços passando a corrente das algemas por seu pescoço, as puxando fortemente, quase enforcando o pobre coitado, que se debatia tentando soltar-se do aperto.

Percebo ele perder o ar aos poucos e logo desmaiar, e então o solto, observando seu corpo inconsciente despencar sobre o chão.

Sem perder tempo, procuro a chave em seu bolso e assim que a encontro, abro as algemas, me livrando delas.

Pego também a pistola que estava com ele, e a passos apressados começo a andar pra longe dali, sempre cautelosa, atenta a qualquer movimento ou presença que pudesse frustrar meus planos de escapar.

[...]

Abro a porta do vestiário lentamente, e coloco apenas minha cabeça pra fora, correndo os olhos pelo corredor para ver se estava vazio. Felizmente estava.

Saio de dentro da sala e com passos firmes e confiantes, ando pelo corredor em direção a saída, sentindo-me desconfortável por ter que me disfarçar de soldado, ainda por cima homem, essas fardas além de quentes são bem desconfortáveis. Bom, tudo em nome da minha liberdade.

Não demoro a avistar a porta de saída da base, e sinto um frio me percorrer na espinha ao avistar também dois soldados parados perto dela. Respiro fundo, era hora de fazer jus ao meu disfarce.

Aproximo-me deles, que não evitam em me olhar. Com uma expressão séria e olhar frio, passo por eles os olhando de soslaio, e os mesmos abaixam a cabeça demonstrando respeito.

Sorrio internamente com isso, enquanto me dirijo a um dos carros antigos que estavam estacionados próximo aos portões. Fazer o que? Não existiam carros modernos em 1945, mesmo que eu procurasse jamais encontraria uma Ferrari aqui.

Embarco no automóvel, percebendo que ninguém ali prestava atenção m mim, talvez pelo fato de eu estar vestida como um soldado de cargo importante ou coisa do gênero, e isso era algo muito bom, assim minha fuga ficava mais fácil.

Como estava sem as chaves do automóvel, fui obrigada a fazer ligação direta, algo que sei fazer muito bem devido às várias vezes que tive que sair às pressas durante as missões em um carro roubado.

Na primeira tentativa o carro ligou. Um sorriso satisfeito toma conta de meus lábios e então começo a dirigir, aproximando o veículo do portão, que logo é aberto por um dos soldados. Passo por ele cumprimentando o jovem rapaz que era na verdade o porteiro com um aceno de cabeça, e ele devolve o cumprimento da mesma forma.

Minha satisfação era grande... Tudo foi bem mais fácil do que eu esperava.

[...]

Entro em uma lanchonete qualquer no centro de Manhattan, e como eu já esperava, todas as pessoas presentes no lugar direcionaram seus olhares a mim, até porque uma mulher ruiva com roupas pretas e super coladas não chama a atenção de ninguém.

Tento ignorar todos os olhares e sigo até o balcão aos fundos, onde uma senhora de no máximo cinqüenta anos de idade me olhava da mesma forma que os outros... Um misto de curiosidade e espanto.

– Olá. – cumprimento com um sorriso forçado, para tentar transparecer a simpatia inexistente.

– Posso ajudá-la, senhorita? – ela questiona com um sorriso que eu percebi ser forçado também.

Respiro fundo.

– Onde fica o banheiro? – pergunto agora séria.

– Bem ali. – a senhora então aponta para uma porta na parede ao lado do balcão.

Agradeço com um aceno de cabeça, logo depois caminhando até a porta, entrando no banheiro não muito grande. Uma pia com um espelho ocupava a parede do lado esquerdo, e ao meu lado direito, duas cabines onde certamente estavam os vasos sanitários.

Dirijo-me ao espelho, abrindo a torneira e observando a água escorrer, e no momento em que colocaria minhas mãos debaixo dela, percebo um brilho azul emanar de meus pulsos.

Enrugo o cenho ao ver que o brilho vinha das pulseiras que Tony havia me entregado antes de me mandar pra cá. Observo-as e logo avisto um botão pequeno, sem saber o que ele fazia, simplesmente aperto.

Para a minha surpresa, a luz azul se transformou na imagem do rosto de Tony em forma de holograma, logo acima da pulseira.

– Até que enfim ruivinha. – a voz debochada e irritante dele adentra meus ouvidos despertando a minha irritação – Você está bem?

Lanço-lhe um olhar incrédulo. Como é que é? Ele me mandou para o passado sem a minha permissão e ainda tem a audácia de me perguntar se estou bem? Ah, mas ele está definitivamente morto.

– Anthony Edward Stark, eu vou matar você. – ameaço olhando fixamente para a imagem do playboy, sentindo uma enorme vontade de estrangulá-lo.

– Antes que você me xingue, ou faça qualquer outra coisa, deixe eu me explicar. – ele pede rapidamente.

Bufo, inconformada com a cara de pau dele.

– Pois então comece. – respondo o olhando autoritária.

Ele suspira.

– Eu trabalhei na criação da Jocasta durante meses, e quando terminei vi que precisava de uma cobaia para saber se iria funcionar, como os outros estão viajando, restou-me apenas você e o picolé. – ele começa a explicação, e a cada palavra que ele dizia, minha vontade de matá-lo aumentava – Já que eu havia programado a viajem para 1945, decidi que era melhor ter você como cobaia, pois seria estranho mandar o Rogers para uma época que ele já viveu...

– Mas por que não me disse isso antes de me jogar no passado? – indago inconformada com tudo que ele me dissera – Você não tem a menor idéia do sufoco que eu passei quando cheguei aqui.

– Foi mal, mas eu não podia dizer nada. – ele tenta se defender – Eu tinha certeza de que você não iria concordar.

– Não mesmo. – respondo.

– Ta vendo? – ele diz fazendo-me revirar os olhos, e o observo enrugar o cenho – O que aconteceu com você Natasha? Sua aparência está horrível.

Franzo a testa.

– Como sabe disso? – pergunto não entendendo.

Ele sorri irônico.

– Porque o seu rostinho lindo e sujo está aparecendo no meu monitor. – e responde, fazendo-me bufar irritada.

– Será que dá pra você me levar de volta agora? – pergunto desesperada pra sair daqui e voltar, afinal o Fury está me esperando na SHIELD e eu com certeza vou levar uma bronca pelo meu atraso.

Estranho a reação de Tony ao me ouvir, o mesmo sorri nervoso enquanto coça a nuca desconfortável, até o suor frio escorrer por sua testa eu consegui ver. E pra ser sincera, tudo aquilo estava me dando um mau pressentimento.

– Ér... Sobre isso... Infelizmente eu não posso te trazer de volta ainda. – ele responde, e era evidente o seu nervosismo.

Franzo a testa, e o olho desconfiada.

– Como assim? – indago confusa – O que isso quer dizer Tony?
Stark respira fundo, suspirando profundamente.

– Tente não surtar, por favor. – ele implora e eu assinto em concordância – Significa que eu não sei como te trazer de volta.
Arregalo os olhos, sentindo o desespero me dominar.

– O quê? – minha voz sai mais alta do que o esperado.

Até que ouço o barulho da porta do banheiro sendo aberta, e por ela entra uma mulher com uma criança no colo que me fitam como se eu fosse louca.

Sorrio amarelo e me direciono a uma das cabines, entrando e fechando a porta.

– Eu pedi pra não sustar. – Tony lembra me deixando mais irritada.

– E como você quer que eu não surte? – pergunto alterada – Eu estou presa aqui por sua causa e você ainda me fala que não sabe como me tirar daqui?! Foi você quem criou a porcaria da máquina, é impossível que não saiba como me levar de volta.

– Eu vou dar um jeito Natasha, fique tranqüila. – ele garante depois de um suspiro – Jarvis e eu já estamos estudando um meio de te trazer de volta. – e avisa me deixando um pouco mais aliviada – Até lá, tente se adaptar a época que você está vivendo agora, quem sabe você não mata alguns nazistas.

Eu acho impressionante como esse playboy metido a besta consegue ser cínico em uma situação como essa.

– Você me paga Stark. – praguejo liberando toda a minha raiva – Eu juro que quando voltar eu vou fazer picadinho de você e...

– Divirta-se! – ele me corta pronunciando rapidamente e logo sua imagem some da pulseira.

– Mas que filho da mãe! – grito, enfurecida, acertando um soco na porta para descontar toda a raiva que estava sentindo daquele desgraçado.

Era só o que faltava. Agora eu estou presa nesse passado conturbado e dependo da pessoa mais detestável desse planeta para sair dessa.

Nada mais poderia ser pior do que isso.

Notas finais
Gostaram?? Amaram? Odiaram? Tem algo que eu precise melhorar? Bom, espero as opiniões de cada um de vocês... e fantasminhas, apareceram, eu sei que vocês estão aí.... Até mais galera ;) COMENTEM, ACOMPANHEM E FAVORITEM, POR FAVOR!!!!! Mil beijos :****