Love The Dark
4 Sonho
Já era tarde quando meu despertador anunciava 7 horas:
- Droga vou me atrasar de novo! – falei irritada comigo mesma. O despertador marcava 7 horas mais o céu indicava estar mais cedo, me levantei meio cambaleante e me sentindo completamente fraca, me direcionei para o banheiro escovei os dentes
- Mais que droga é essa? – Gritei assustada. Meus olhos estavam fundos, minha pele estava pálida sem qualquer expressão de vida, minhas bochechas? Minhas bochechas que sempre julgava ter em excesso desapareceram. Não havia carne em mim, tudo o que havia era algo contornando meus ossos. Aquela imagem no espelho concerteza não era eu, não podia ser eu. Eu morri?
Do nada me vi rodeada por Joe, Keronline e Logan, em um espaço completamente destruído.
- Eu te falei Alice, mandei você não se envolver com ele! – exclamava Joe com um olhar morto, e uma expressão totalmente acabada.
- Todos te avisamos Alice. – Falou Logan com a expressão cansada
- O que você fez amiga? –dizia Keronline com os olhos cheios de lagrimas. Eu já não estava entendendo mais nada, meus amigos, meu irmão, todos perderam o brilho, perderam a “vida”. Apenas o que se podia notar em suas expressões era a dor, a angustia.
- Mais o que? O que aconteceu com vocês? – Perguntei completamente assustada. E então num tom sonoro, todos eles disseram a mesma palavra, a que eu mais temia.
-VOCÊ – Esta palavra me acertou como uma facada, como assim? O que eu fiz? O que Damon poderia ter haver com isso tudo? Senti meu mundo desabar, não havia mais chão, não havia onde me apoiar, não havia em quem me apoiar, todos se foram. Não, talvez nem todos, pude ouvir uma Voz me chamando, comecei a correr para alcançá-la, mas o corredor em que estava era escuro, não podia ver o começo, muito menos o final, mas a Voz ainda sim me chamava:
- Alice... Alice...
- VAMOS ALICE ACORDE! – gritava Joe enquanto me sacudia.
- Han?!? – Ufa, tudo não passou de um terrível pesadelo, e eu estava contente por estar acordada agora.
- To falando grego ou o que? Acorda monstrenga assim você vai acabar me atrasando. – Murmurou Joe enquanto saia do quarto. – 5 minutos! – Gritou ele.
Meu Deus, mas que dor de cabeça miserável. Não me lembrava muito da ultima noite, somente de estar na festa e ai ... ai... Aii! Minha cabeça, deixa isso quieto, depois eu me lembro. O foco agora era tentar parecer bem, meu irmão sabia que eu saíra na noite passada e se por algum motivo do universo ele descobri-se de que bebi qualquer tipo de bebida alcoólica por lá, ele surtaria.
Peguei uma calça jeans preta meio rasgada, uma blusa branca, meu coturno e um capuz preto para ver se escondia o cheiro de cigarro que se empregará em meus cabelos. Fui até o banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto. Passei na cozinha, peguei umas torradas que meu irmão deixará para mim e fui para o carro. Como já era de se imaginar Joe já estava impaciente me esperando.
- Como é que eles te deixam entrar na escola vestida desse jeito? – Indagou enquanto retirava o carro da garagem.
- De que jeito? Ta maluco é? – Falei enquanto comia minhas torradas
- Ta parecendo favelada guria.
- Ok, ok. Amanha prometo que vou colocar uma saia curtíssima, e uma blusa que mostre até meu útero, e ainda por cima com salto alto, é claro. – Ironizei – No mesmo instante meu irmão fechou a expressão e arqueou uma sobrancelha me encarando severamente, e então, sem que ele precisa-se dizer, notei que ele me mataria antes que esta minha sugestão torna-se realidade. Graças a Deus.
- Como foi à festa ontem? – disse ele rapidamente tentando mudar o assunto.
- Legal, não teve nada de mais.. – falei sem dar muita importância.
- Que bom, estou ficando contente em perceber que posso confiar em você. Você chegou no horário em casa, e até antes do que eu imaginava. Tive uns problemas ontem na empresa por isso me atrasei, mais fiquei muito contente em ver que quando cheguei você já estava dormindo em sua cama. – disse Joe completamente orgulhoso. Não sabia bem o que dizer numa situação dessas, então somente sorri e fingi ver algo no celular.
Quando cheguei à escola dei logo de cara com Damon. Damon, agora tudo se esclarecia, foi ele quem me levou para casa ontem à noite. Eu concerteza deveria agradecê-lo por isso, mais quando o vi, e pensei que ele estava vindo em minha direção, ele simplesmente passou reto. Como se nem ao menos tivesse me visto.
Entrei na sala e logo pude observar Karonline e Logan a minha espera:
- Hey amiga, você sumiu ontem! – Disse Logan com cara de “o que você estava fazendo?” Ele era completamente pervertido quando se tratava dessas situações. Sabe aquele papo de o que os olhos não vêem, a cabeça imagina três vezes pior? Então, esse era Logan.
- É amiga, aonde você foi? – perguntou Karonline curiosa
- Shiu Karonline! Se não fosse eu comentar do sumiço de Alice você nem notaria, afinal você também sumiu e ainda por cima levou o Barman da festa. – toda essa falação só estava me deixando com mais dor de cabeça, então pela primeira vez agradeci quando o professor entrou na sala e mandou todos ficarem quietos.
Estranho, Damon não entrou em sala aquele dia, e se eu não o tivesse visto quando cheguei acharia mesmo que algo tivesse acontecido, mas não, ele simplesmente não quis entrar. Passei a manhã toda revirando o colégio com os olhos, para ver se o encontrava em algum lugar por ali, sem sucesso.
Aquela manhã foi absolutamente longa, quando não estava procurando Damon, aquele sonho, ou melhor, pesadelo invadia todos os meus pensamentos. É estranho como Você conhece milhares de pessoas todos os dias, mas nenhuma delas te toca realmente, e ai você conhece uma pessoa, que muda sua vida completamente.
A aula já havia acabado e eu estava dando mais um volta para ver se o encontrava. BINGO! Achei. Estranho, ele estava no pátio escondido atrás de uma árvore a conversar com um outro garoto, pude ver quando ele entregou algo ao tal menino e os dois então seguiram caminhos opostos. Fui até a árvore onde ele estava antes a procura de algum vestígio deixado. EURECA! Um papel caído no chão anunciava
“Casa noturna La Boon”
Rua Alves nº 804, o melhor lugar para se encontrar
- Droga! – murmurei, o papel estava rasgado e não pude ler o resto das informações. Mas e daí? O mais importante estava lá, o endereço, e algo me dizia que era lá que eu teria mais informações sobre ele.
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