Notas iniciais
Boa Leitura!!!

Hoje não era dia de encontrar com Chat Noir, mas Marinette queria desesperadamente que ele aparecesse para perguntar sobre a rosa. No entanto, suas expectativas não foram totalmente frustradas, ao entrar no quarto e se deparar com uma rosa vermelha – dessa vez, sem bilhete – em cima do seu divã. Ao que parece, o herói tinha dado uma passada na casa de Marinette mais cedo.

— Isso só prova que foi o Chat Noir quem deixou a rosa no meu armário. – disse para a kwami, que assentiu e cheirou a rosa com um sorrisinho – O que acha que isso significa?

— Que ele está presenteando a namorada?

— Não sei bem, parece algo a mais. Geralmente, o Chat Noir gosta de presentear pessoalmente. – tanto com Marinette, quanto como Ladybug, a garota tinha recebido inúmeras rosas do parceiro e sempre direto das mãos dele – Essa coisa de admirador secreto, não combina muito com ele.

— Tecnicamente, ele presenteou pessoalmente. Só que não nas suas mãos.

— É, tem razão. – até porque era bem possível que ele mesmo tivesse deixado as rosas, embora não para Marinette em pessoa. Só que isso fez pensar que, ao menos na escola, o herói tinha ido até o armário de Marinette com a identidade civil, porque seria muito estranho que herói passasse lá sem razão aparente e também, alguém certamente teria comentado.

Talvez, Chat Noir quisesse que Marinette soubesse que ele estava por perto, mesmo em sua identidade civil, como sugeria o bilhete. O que não queria dizer que ele revelaria sua identidade, já que sabia a importância de a informação permanecer sigilosa.

Marinette sorriu ao pensar nessa possibilidade.

***

Dessa vez, Marinette não tinha esquecido o telefone no armário, mas decidiu ir até ele depois da aula, na esperança de ter outra rosa ali dentro. No entanto, ao invés de encontrar uma flor com bilhete, ela encontrou um cartão usado da biblioteca da escola. Nele estavam títulos de livros de ficção, com a data de empréstimo e devolução. No topo do cartão, onde teria o nome de quem ele pertencia, estava riscado com uma caneta preta.

Marinette virou o cartão, confusa com o objetivo de terem deixado aquilo no seu armário e se deparou com uma nota escrita.

Querida Marinette, ao contrário do que você possa pensar, não indico todos esses livros pra você. Os dois últimos são bem ruins, na verdade. Mas mesmo assim, gostaria de compartilhar minhas leituras, caso você esteja interessada em discuti-las comigo. Ou talvez você só queira julgar as minhas preferências. De qualquer modo, eu aceito”.

Aquilo era mais uma prova do que Marinette pensava. Chat Noir estava dando pistas sobre a sua identidade e ele não era burro por isso, na verdade, era muito inteligente, porque ele tinha feito isso de propósito.

Com esse cartão, a garota poderia facilmente ir até a biblioteca, conseguir a informação de quem tinha pego cada um daqueles livros e com um pouco de pesquisa, poderia acabar conseguindo um nome. Só que, Chat Noir sabia que Marinette não faria isso. Assim como sabia que ela não espiava quando desfazia a transformação em sua frente.

Ao mesmo tempo que ele queria dizer que estava perto e que Marinette poderia descobrir a identidade dele há qualquer momento, ele também queria dizer que a escolha era dela, porém, que confiava nela o suficiente para saber que ela não faria isso.

Os pensamentos dela foram interrompidos quando mais alguém entrou no vestiário. Era Adrien, que sorriu e foi até o seu armário.

— Oi, Marinette. Como está?

— Bem e você? – ela fechou o armário, meio nervosa.

— Estou bem também. Ainda mais depois da nossa conversa. Aquilo me ajudou, obrigado. – Marinette sorriu, enquanto ele vinha na direção dela – Isso é um cartão da biblioteca? Não sabia que você gostava de ler. – apontou para o cartão na mão dela, fazendo com que ela quase derrubasse.

— A-Ah não é… – estava prestes a dizer que não pertencia a ela, mas isso levaria a perguntas às quais ela não poderia responder. – Sim, eu gosto. – disse e virou a parte com os títulos dos livros para ele, a fim de esconder o recado do namorado atrás.

— Legal. Esses aí são interessantes. Exceto os últimos. – sorriu – Preciso ir. Até amanhã.

— Até.

Marinette olhou novamente para o cartão e o guardou na mochila, antes que outra pessoa aparecesse e fizesse perguntas. Ela realmente gostava de ler, só que não tinha lido nenhum daqueles títulos e esperava que Adrien também não, porque se ele fizesse algum comentário a respeito, Marinette precisaria pensar em um jeito de encobrir a mentira.

***

Quando Chat Noir foi visitar Marinette naquela noite, ele não mencionou as rosas ou o cartão da biblioteca. No entanto, Marinette imaginou que ele possivelmente não tivesse o feito, pois estava ocupado demais pensando em surpreender a namorada e preparar uma noite romântica na varanda dela, parecido com que tinha feito para Ladybug – e que, na época, Marinette acabou aproveitando, no final das contas.

— Desculpe por usar a sua varanda escondido de você, mas não tem muitos lugares pra gente… – ele foi interrompido por um beijo de Marinette, que assim que se deparou com o local todo enfeitado com velas e rosas, não pensou em outra coisa a não ser que tinha o melhor namorado do mundo.

— Eu amei. – ela abraçou o herói, que sorriu com o aperto.

— Que bom. Porque eu estava com medo de você achar isso tudo muito exagerado.

— Está perfeito, Chat. – ele segurou a mão da namorada e a conduziu até algumas almofadas para sentarem um de frente para o outro.

— Lembra que você prometeu me contar alguma coisa sobre você? – Marinette assentiu – Já sabe o que vai me contar? – quando viu que ela tinha ficado em silêncio, se apressou para tranquilizá-la – Não precisa contar nada hoje, se não quiser. Podemos só aproveitar e... – o herói a guiava para sentar sobre as almofadas.

— Eu já sei o que contar. – os dois se acomodaram um de frente para o outro. Marinette respirou fundo. – Eu tenho muitas inseguranças, como você já deve saber. Uma delas é a de perder o controle.

— Como assim? – questionou ele, prestando total atenção na garota em sua frente. Marinette sentia-se estranha com isso, parecia exposta demais sob o olhar dele. O que não era, necessariamente, ruim.

— Lembra que conversamos sobre nossas paixões fracassadas e de como nossos amores eram muito pesados para carregar? – Chat Noir assentiu e um lampejo de angústia estampou seu rosto por alguns segundos. Ela imaginou que fosse por ter lembrado o loiro do seu amor por Ladybug, o que não era mentira. No entanto, a primeira coisa que ele lembrou foi da revelação de Marinette sobre seus sentimentos por Adrien. – Bem, a história é longa demais para contar, mas o resumo é que eu percebi que não sou eu mesma quando gosto... Quando amo alguém. Eu me comporto de um jeito totalmente estranho e isso é frustrante, porque ao mesmo tempo que eu não consigo expressar os meus sentimentos, as pessoas acham que eu sou maluca, já que eu ajo como uma. – ela começou a falar rápido, daquele jeito que fazia quando ficava nervosa, o que era um hábito adorável na visão de Adrien. – E então eu estou fazendo coisas impossíveis pela pessoa e ela nem sabe disso. Aí eu viro tudo de cabeça pra baixo e cometo erros imperdoáveis! – os olhos dela se encheram de água, apesar disso, o loiro não interrompeu o falatório. Ele sentia que Marinette precisava disso – Tipo quando nos beijamos e eu quase fui akumatizada. – ela virou para o lado, sem encará-lo – Eu tenho medo que amar você me faça cometer outro erro imperdoável. Só que eu não quero parar de te amar e acho que nem consigo. Por isso, estou aterrorizada.

Notas finais
DESCULPEM PELA DEMORA!!! FALTAM DOIS CAPÍTULOS PRA ACABAR, AAAAAH! Primeiramente, meu sumiço não tem nada de especial. Eu apenas fiquei ocupada com algumas coisas na minha vida, como mencionei no meu instagram de fanfics. Vicious foi abandonada? Não. Inclusive, estou escrevendo o próximo capítulo (tá praticamente pronto). A demora é porque estou fazendo alguns ajustes, porque não fiquei muito satisfeita com o resultado. Mas em breve vem aí. Muito obrigada por terem lido! Espero que tenham gostado ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.