Love Strong
7 Capitulo 7: Por um novo ponto de vista...
Notas iniciais
No capitulo anterior...
– Eu conheço um.– Exclamou meu pai.– Seu nome é Laurent Cellier, ele é muito bom pelo que eu ouvi falar, um ótimo detetive... tenho o telefone dele na minha agenda lá em cima... Esme querida, onde está a minha agenda mesmo?
– Ela está no seu escritório, na segunda gaveta da esquerda.– Respondeu automaticamente.
– Esperem aí que eu vou buscar. – Disse meu pai subindo as escadas rapidamente.
Meu pai voltou pouco tempo depois com a agenda antiga em mãos, liguei na mesma hora para o tal detetive particular e marquei uma hora com ele no dia seguinte, aí era só esperar até que o detetive Laurent encontrasse meu filho e Isabella, só esperava que o mesmo não demorasse muito depois que eu desse os dados, não queria esperar muito tempo para estar com meu Antony e minha Isabella em meus braços.
***
Pov. Edward
A manhã do dia seguinte se passou arrastando, finalmente quando chegou o meu horário de almoço que consegui conter um pouco da minha ansiedade, cheguei ao restaurante em cima da hora, ele já estava lá me esperando.
– Detetive Cellier.– Cumprimentei.
– Senhor Cullen.
– O que os senhores irão pedir?– Perguntou o garçom assim que me sentei de frente para Laurent Cellier e logo após fazermos nossos pedidos o mesmo se retirou.
– Bem... vamos direto ao assunto sim?– Comecei e o mesmo apenas assentiu. – Quero que encontre uma pessoa para mim. – Ele retirou um bloco de papel de dentro de sua pasta e uma caneta.
– Qual o nome desta pessoa?
– Isabella Swan...
– Swan?– Questionou e eu assenti.– Filha de Charlie Swan o Magnata e Renee Swan a grande pintora e musicista? A única herdeira deles? – Arregalei os olhos.
– Não sei.– Duvidava muito, afinal o que uma filha de um CEO faria num fim de mundo como esta cidade e ainda por cima moraria naquele prédio. – Mas creio que não.
– Hun... claro...– Ele anotou mais algumas coisas.– Sabe mais alguma coisa sobre ela?
– Ela dava aulas na escola particular Sweet Children's, era professora do primário, morava num prédio do centro... – E dei absolutamente todas as informações necessárias, inclusive que meu filho estava com ela e que eu havia dado a guarda do mesmo para ela.
No final eu fiz questão de pagar a conta e ele prometeu tentar ser o mais rápido possível, porém se ela tivesse saído do país seria bem mais difícil encontra-los, mas eu torcia para que isso não tivesse acontecido, afinal creio que ela não teria dinheiro pra tanto... ou teria?
~~~# 1 mês depois #~~~
Já tinha se passado um mês, e ainda não tínhamos nenhuma notícia de Antony e Isabella, Laurent afirmou que eles provavelmente tinham saído do país e isso deixava tudo ainda mais complicado, porém ele já tinha algumas pistas que ela teria ido para a Europa e mais algumas coisas, mas nada que fosse realmente revelador e de grande ajuda.
Eu passava a maior parte do tempo trabalhando, a outra dormindo e outra tentando descobrir mais coisas sobre o paradeiro dos dois com a ajuda da minha família, eu apenas existia, e não vivia mais...
Pov. Bella
Hoje era sábado e eu, James e Tony iríamos passear no parque e com isso James ensinaria meu menino a andar de bicicleta, mas antes iríamos no médico pois eu tinha uma consulta marcada, nada demais. Eu já estava com cerca de quatro meses de gravidez e minha barriga já estava bem saliente, um pouco maior do que deveria ser realmente, James dizia que já sabia o que era mas que não iria me contar, o que me deixava muito puta com ele para logo em seguida gritar e assim chorar descontrolavelmente... Malditos hormônios da gravidez, que coisa mais chata isso sim...
Já tinha trocado de roupa, e colocado um leve vestido floral, com uma sapatilha, além de prender meus num rabo de cavalo, peguei meus óculos de sol, minha bolsa e estava pronta, fresca e confortável na roupa. Fui ver se meu pequeno já estava pronto e o encontrei na sala arrumado olhando sério para Rose, que o olhava também muito séria...
– O que aconteceu?– Perguntei e ambos me olharam ainda sério.
– Estalmos blincando de selinho mamãe.– Respondeu e voltou a encarar Rose, me fazendo rir... Sempre fui muito boa nesta brincadeira, mas sempre perdia para a Rose, ela jamais ria e por ser muito competitiva não aceitava perder então sempre se esforçava para ganhar.
Alguns minutos se passaram e a campainha tocou, fui atender já que os dois continuavam sérios e praticamente imóveis, abri a porta pro James que nem esperou o convite e já entrou em casa, não me importei nenhum pouco afinal ele já era de casa mesmo...
– O que eles estão fazendo?– Perguntou baixinho.
– Brincando de serinho.– Respondi no mesmo tom.
– Ah...– Exclamou e voltamos a fita-los.
Tony se distraiu e quando fez isso Rose nos olhou e piscou, quando Tony voltou a olha-la a mesma riu fazendo meu filho pular feliz por ter ganhado a brincadeira.
– TITIO JAMES.– Gritou o mesmo correndo para abraçar o loiro ao meu lado que ria da empolgação de Tony.
– Eaê meu campeão, como você está?
Neste tempo eles ficaram muito próximos e Tony já tinha me perguntado se poderia chamar James de pai, eu não achei uma boa ideia afinal eu estava ajudando James a investir na Victória e isso não seria bom, além do que não saberia o que James iria achar... Nos despedimos de Rose que estava indo para Paris hoje fazer umas fotografias da marca Victória Secret's em frente a torre eifel.
Jasper tinha viajado para a Itália para assinar um contrato com os Volturis tinha dois dias e voltaria amanhã á noite apenas. Chegamos rapidamente ao parque, James tirou a bicicleta de Tony do porta malas do seu Jepp e eu ajudei meu pequeno a sair da cadeirinha.
O dia passou tranquilamente e muito alegre, no meio da tarde fiz James achar um sorvete de abacate pra mim e comi três bolas do mesmo com banana, leite condensado e calda de morango, estava com tanto desejo que nem ofereci direito para James e Tony que me olhavam de olhos arregalados, acabei com o sorvete em menos de cinco minutos, Tony ainda nem tinha começado a tomar seu sorvete de morango com chocolate ainda e James tinha dado umas três colheradas no seu sorvete de pistache.
Tony caiu apenas duas vezes e se ralou de leve, mas logo ele estava correndo de bicicleta sem rodinhas pelo parque enquanto gritava feliz que tinha conseguido, fiquei muito emocionada e acabei chorando pela alegria que meu pequeno estava sentindo, nunca havia o visto tão feliz assim...
Voltamos para casa depois de escurecer, eu estava muito cansada, meus pés estavam doendo e eu estava com sono e com a bexiga extremamente apertada. Tony estava quase dormindo em sua cadeirinha e mantinha um sorriso no rosto enquanto olhava minimamente através da janela do carro, James estava com um sorriso de rasgar o rosto, mas eu o conhecia bem demais para saber que tinha algo errado acontecendo, e daqui á pouco eu iria descobrir, depois de chegar em casa e ir no banheiro eu descobriria.
Assim que ele parou o carro eu saltei rapidamente dizendo 'banheiro' só escutei James gargalhando, nem dei oi pro porteiro nem nada, iria pela a escada mas não queria perder o controle da minha bexiga então esperei o elevador, que não demorou mas parecia uma eternidade para mim. Quase não consegui abrir a porta do apartamento direito, assim que abri deixei-a aberta e corri para o banheiro.
Depois de me aliviar voltei para a sala, mas estava vazia e a porta estava fechada, ouvi risadas vindas do banheiro de Tony e fui lá ver, parei na porta com um sorriso brincando em meus lábios, James estava ajudando Tony no banho e ambos pareciam se divertir muito com isso, perdi a hora os observando, eles realmente pareciam muito entrosados tanto que nem perceberam minha presença ali.
Sai de lá e fui tomar meu banho de uma vez, não demorei muito, vesti uma short de malha, uma camiseta e calcei meus chinelos, quando estava a ponto de sair do quarto Tony entrou muito vermelho com uma roupinha fresca.
– O que foi meu amor?
– Mamãe, ocê tem alguma loupinha pala emplestar plo titio James?
– O que aconteceu com as dele?
– Eu puxei ele pla debaxo do xuvelo aí molou tudinho, tudinho sabe... – Ele corou ainda mais.
– Espera um pouquinho que vou pegar uma que seu tio Jasper deixou aqui.
Depois de dar uma muda de roupas para Tony levar para James desci e fui preparar um lanche para nós, fiz sanduíche de queijo e presunto, de salada de alface com de ovo, de bacon com queijo, de pasta de amendoim, de geleia ,de salame e de peito de peru estava quase devorando todos eles, mas tinha que esperar Tony e James para comer.
Pov. James *Especial
Eu e Bella nos conhecíamos desde jovens, sempre fui apaixonadinho por ela e tal, mas jamais pensei em me declarar ou dar um passo adiante, sempre tive medo de que ela não correspondesse e isso acabasse com a nossa amizade, então sempre fiquei na minha. Quando estava com 14 e ela com 13 demos nosso primeiro beijo juntos, foi um momento especial para ambos, porém eu viajei logo em seguida e fiquei alguns meses fora, quando voltei ela ainda estava com 13 anos, e para meu desespero total estava namorando um antigo amigo meu, que sempre soube da minha paixão por ela, Riley.
Eu fiquei muito triste e arrasado por semanas, até que decidi tentar fazer ciumes nela para ver se ela gostava de mim, para que eu pudesse ter esperanças com um 'nós'... Fiquei com uma amiga dela na época, Jéssica, e para minha alegria ela demonstrou ciumes.
No aniversário de 14 anos eu fui seu acompanhante já que era um baile a fantasia, já tinha umas duas semanas que ela tinha terminado com Riley, no meio da festa eu parei e me ajoelhei a pedindo em namoro e a mesma aceitou prontamente me fazendo muito feliz.
Pouco tempo depois nós já estávamos noivos e esperando nosso primeiro filho, seu nome seria Scott, já estava tudo pronto, o enxoval, o quarto do bebê no nosso apartamento e eu estava feliz como nunca me senti antes... E então aquele maldito acidente de carro aconteceu, Bella estava de 6 meses e se encontrava no lado do carona e eu ao volante, estávamos voltando de um jantar com os pais dela quando um infeliz atravessou o sinal fechado e acertou em cheio nosso carro.
Acordei quase que quatro meses depois e logo tive a pior notícia da minha vida, meu filho não sobreviveu ao parto de emergência e veio á falecer naquele mesmo dia, Bella estava em depressão devido á morte de nosso filho e á também por eu ter entrado em coma.
Quando voltamos a nossa vida normal, nada era igual, Bella passava o dia no quarto que seria do nosso Scott, eu não estava aguentando mais nossas brigas e então terminamos tudo, foi algo pacífico sem nenhum tumulto ou briga descomunal. Logo Bella se mudou para estudar longe e eu continuei no mesmo lugar, reencontrei Victória, uma amiga nossa da faculdade... Ela estava tão linda e exultante que me encantei, nos aproximamos e nos tornarmos amigos... Não demorou muito para eu descobrir que estava apaixonado.
3 anos se passaram, eu já trabalhava no hospital como sempre foi meu sonho e jamais consegui ter uma chance com Victória, jamais deixei de pensar que se meu filho estivesse vivo hoje ele estaria com seus 4 anos e uma onda de nostalgia e tristeza se abate sobre mim.
Quando revi Bella naquela sala de hospital foi como se tudo voltasse a ser como foi quando começamos a namorar, algo incontestavelmente bom. Mas quando peguei seu exame de beta HCG eu fiquei mortalmente triste, quando vi o resultado positivo tudo piorou, ela estava grávida... mas era de outro.
Depois dela me contar toda a história por de trás daquela gravidez E, por de trás da adoção eu me senti mal por te-la julgado, e resolvi fazer parte da vida dele e do Antony e também do filho que Bella carrega em seu ventre, seria uma honra para mim registra-lo e cria-lo como meu, ele era como um filho para mim e faria de tudo para conseguir isso, ainda mais agora que Victória está noiva e grávida de outro.
Depois de ensinar Tony a andar de bicicleta nós voltamos para casa, Bella saiu correndo dizendo apenas banheiro, sorri com a lembrança que me veio a mente naquele instante, subi com Tony e fui dar um banho nele, mas o menino é sapeca e me puxou para debaixo do chuveiro me fazendo ficar encharcado, não briguei com ele nem nada, na verdade achei isso muito engraçado e depois de ajuda-lo a se vestir pedi para ele ir até a Bella e ver se ela tinha alguma roupa masculina aqui para mim enquanto eu tomava banho.
Quando saí do banho Tony estava me esperando ao lado de uma calça de moletom e uma camiseta, de Jasper provavelmente. Me troquei rapidamente e o pequeno estava sentado na cama fitando a janela com as bochechas rosadas.
– O que houve campeão?– Perguntei me sentando ao seu lado.
– Titio James... você que namolá a minha mamãe?– Arregalei os olhos.
– De onde tirou essa ideia Tony?
– Lesponde.
– Sim pequeno, eu quero voltar a namorar sua mãe, e futuramente até me casar com ela.
– Eu dexo, tá tio James.
– Fico muito feliz em saber disso campeão.
– Titio James?– Olhei novamente para ele.
– Fale.
– Se... se você vai namola a minha mamãe... e e-eu num tenho um papai... você vai se o meu?
– O seu papai?– Perguntei ainda sem reação concreta...
– Xim...
– Se você quiser eu me sentiria honrado em ser seu pai.
– Posso chama você de papai?– Perguntou corando.
– Claro que pode. – Ele sorriu e eu o puxei prum abraço.
Ele então me abraçou e um grande passo já tinha sido tomado, agora só restava Bella aceitar isso e principalmente aceitar a voltar ser minha.
Pov. Bella
Como James e Tony estavam demorando demais para descer eu subi, mas parei na porta do quarto do meu filho ao escuta-los conversando...
– Sim pequeno, eu quero voltar a namorar sua mãe, e futuramente até me casar com ela. – Abri a boca em 'o' perfeito, se James estava apaixonado por Victória por que diria isso ao meu filho?
– Eu dexo, tá tio James. – Falou meu pequeno.
– Fico muito feliz em saber disso campeão.
– Titio James? – Recomeçou Tony.
– Fale.
– Se... se você vai namola a minha mamãe... e e-eu num tenho um papai, você vai se o meu?
– O seu papai?– Perguntou James e pude notar a surpresa e incredulidade em sua voz, tive medo por meu pequeno, medo de que James dissesse algo, mesmo que sem querer, que pudesse machuca-lo ainda mais do que o desgraçado do pai biológico dele já tinha feito.
– Xim...
– Se você quiser eu me sentiria honrado em ser seu pai. – Soltei um soluço baixo, James sempre superando minhas espectativas e sempre fazendo tudo mais do que certo.
– Posso chama você de papai?– Perguntou e antes mesmo de James responder eu já tinha certeza da resposta, e isso me fez sorrir, apesar de não achar certo ele chamar outro de pai eu não podia priva-lo disso.
– Claro que pode. – Logo os dois estavam se abraçando, o que fez meu coração se aquecer por saber que agora meu pequeno teria uma família completa e esperava do fundo da minha alma que fosse o bastante para ele ser feliz, mas tinha certeza de que Edward jamais seria apagado das lembranças dele, e tinha certeza de que eles voltariam a se encontrar.
Fale com o autor