Love Story

151 Visita Antecipada


Notas iniciais
Hey pandinhas! Especial de natal sem ser natal kkkk Capítulo dedicado ao Leo click2, o novo pandinha ^^ Vai demorar pra ele chegar aqui, mas obrigada por ler, lindeza ♥ Boa Leitura! :3

Sara já estava à caminho do caixa quando dois garotos deram voz de assalto e com suas armas empunhadas.

A morena já havia lidado com essas situações antes, já foi uma oficial da lei, então manteve todos calmos, incluindo uma senhora que ficou desesperada e disse que tinha problema de coração. Sara ficou do lado dela o tempo todo dizendo que aquilo acabaria logo enquanto os ladrões esvaziavam os caixas e recolhiam todos os celulares. Ao todo haviam 16 pessoas incluindo os funcionários, e todos foram feitos de reféns quando a polícia chegou cerca de dez minutos depois. Isso aconteceu, pois testemunhas viram os garotos entrarem armados e pediram ajuda imediata.

Quando a polícia chegou, os garotos ficaram apavorados e disseram que se não os deixassem ir embora, matariam todo mundo.

Com muito esforço e muita conversa, depois de uma hora conseguiram fazê-los se entregarem e devolverem tudo o que tinham pegado. Felizmente ninguém saiu ferido, exceto um cara que tentou bancar o machão mesmo com vidas em risco e partiu pra cima do assaltante que lhe deu uma coronhada ameaçando atirar nele. Só não atirou porque a polícia entraria com tudo se ouvissem o tiro.

Quando os garotos foram detidos, todas as pessoas puderam sair e irem embora.

Assim que Sara saiu, viu Grissom perto das viaturas e correu até ele. Ele estava com uma expressão de preocupação e ao mesmo tempo alívio por vê-la bem depois dos meninos serem levados.

— Sara!- ele a abraçou. — Você está bem?

— Estou bem.- ela sorriu de lado retribuindo ao abraço. — Só garotos fazendo bobagem, já vimos isso antes.- desfez o abraço. — Aconteceu uma coisa engraçada.

— O que?- ele estava ali morrendo de preocupação e Sara de boas, sem medo nenhum, e até achando graça nas coisas.

— Eu vi que um deles estava distraído e coloquei a mão no coldre pra puxar a arma. Aí eu olhei e lembrei que não tinha coldre... nem arma.- fez aquele barulhinho na garganta de quem vai rir. — Eu não tenho mais arma.- começou a dar risada e Gil não aguentou, riu também.

— Meu Deus, Sara.

— Imagina se eu realmente abordo ele sem ter arma nenhuma.- riu mais um pouquinho.

— Você é doida.

Sara deu um tapinha no braço do marido que já estava mais aliviado e comentou:

— Quase mataram uma senhora do coração.

— Coitada.

— Eu fiquei com ela por precaução. Nos mantiveram lá por mais de uma hora.

— Eu fiquei preocupado, você estava demorando demais e não me atendia. Vi no noticiário e vim correndo.

— Eles pegaram todos os celulares. Inclusive, tenho que pegar de volta.- comentou se virando e vendo um policial devolvê-los para as pessoas. Foi até ele que pediu desculpas pelo ocorrido. — Não foi sua culpa.- Sara respondeu. — Esses garotos não sabem o que fazem. Já vi muitos assim em casos que trabalhei.

— É oficial da lei?- surpreendeu-se.

— Eu era.- sorriu. — Criminalista de Las Vegas.

— Ah, que bacana! Não tem cara de aposentada.- ele brincou e Gil se aproximou, interessado na conversa.

— Eu dei um tempo na polícia, aliás, meu marido também.- o citou quando o viu parar atrás dela, ele então cumprimentou o policial.

— Como vai?- ele respondeu. — Legal ter dois criminalistas de Las Vegas por aqui.

Conversaram mais um pouquinho com o simpático policial e depois voltaram pra casa.

— Uma simples passadinha no mercado e acontece isso, estou rindo de nervoso.

— A parte da arma foi a melhor.- Grissom deu risada e levou um empurrão.

— Eu podia ter me machucado, seu besta.- riu também.

— Vira essa boca pra lá. Ainda bem que saiu ilesa.- a abraçou pela cintura e lhe deu um beijão na bochecha.

— Ufa, agora é que eu preciso mesmo do meu pudim...

~ ♥ ~

O verão chegou e com ele veio julho. Era uma tarde de quarta-feira, primeiro de julho, tarde essa super agradável e o casal estava em casa. Estavam sentados no tapete macio da sala jogando xadrez. Cada um tomava um copo de suco de laranja quando...

— Haha!- levantou os dois braços pro alto. — Xeque Mate!

— O quê??- Gil, não conseguia acreditar que havia perdido para sua esposa.

— Eu ganhei! Eu ganhei! Você perdeu! — ela ria enquanto comemorava.

— Ah não, Sara! Você trapaceou.

— Não trapaceei coisa nenhuma, senhor Grissom!

— Mas eu perdi. Não faz sentido.

Sara riu.

— Pra tudo tem uma primeira vez, até você perder no xadrez. E se falar que sou trapaceira de novo, te dou um cascudo!

— Essa última frase não rimou com as outras. — fez careta pra ela.

— Besta! — devolveu a careta e resolveu provocá-lo. — Olha só, Griss. Seu preciosos bispos. Foram uns dos primeiros que eu tirei do tabuleiro. — dizia balançando as peças favoritas de Gil em suas mãos.

— Foi sacanagem, Sara. Devolva meus bispos brancos!

— Não. — levantou e saiu correndo.

Gil a seguiu e correram subindo as escadas. Sara ria o tempo todo.

— Sara!

— Vem pegar, Griss!

Ele estava quase a alcançando, então ela correu mais rápido entrando no quarto onde Gil a pegou e juntos caíram na cama.

— Ah!- Sara gritou ainda rindo.

— Meu Deus...- disse ofegante. — Não tenho mais idade pra correr desse jeito.

Sara se virou ficando sob ele. Seus olhos brilharam.

— Ah, esses olhos castanhos! — acariciou a bochecha dela.

— Ah, esses olhos azuis! — ela fez o mesmo e lhe deu um beijo.

— Adoro ouvir seu riso.

Ela sorriu.

— E eu o seu.- tocou a ponta de seu nariz com o indicador. — Aqui, seus bispos.- os devolveu sorrindo.

— Obrigado.- sorriu de volta.

Ficaram se olhando por mais alguns segundos e Sara se sentou.

— Ai.

— O que foi?

— Eu quero fazer alguma coisa, sei lá.

— Você está elétrica hoje!

— É verdade. Colocou alguma coisa no meu suco de laranja?

Riram.

— O que quer fazer?

Ela pensou um pouco.

— Já sei! Vamos sair?

— Sair pra onde?

— Pra sorveteria.

— Hm, não sei não.- ele resolveu brincar um pouco com ela.

— Ah, Griss...- fez cara de tristeza. — Por quê?- fez bico.

— Oh meu Deus... Fica tão fofa quando faz isso. Nós vamos sim, minha manhosa.- riu de seu próprio jeito de falar.

Sara comemorou dando um monte de beijos em seu rosto enquanto ele ria.

Trocaram de roupa e saíram. Foram a pé para aproveitarem mais o clima maravilhoso daquela tarde.

Entraram na sorveteria e foram recepcionados por Melanie, que já havia se tornado amiga deles.

— Oi Sara! Oi Grissom! Como estão?

— Oi Melanie! — a cumprimentaram. — Bem, e você?

— Ótima.- sorriu. — Vão quer o de sempre?

— Não.- Sara respondeu. — Hoje vou provar algo diferente.

— Nossa! Ela não vai pedir cookies and cream?- surpreendeu-se assim como Grissom.

— Deve ser o jeito elétrico dela hoje, Melanie.

Sara riu.

— Quero um triplo, Mel.

— Quais sabores?- ela riu quando Sara disse quais eram. Parecia uma criança contando nos dedos.

— Uma bola de baunilha, uma de morango, e uma de...- colocou o indicador na bochecha e fez biquinho.

Grissom riu.

— Coisa fofa!- apertou de leve a cintura dela fazendo-a rir.

Em seguida ela pediu o último sabor.

— Menta com chocolate.

O favorito de Grissom.

— Hmm, meu favorito. Muito boa escolha.

— E você, Grissom? Menta com chocolate?- perguntou a moça.

— Não, não. Hoje é um dia diferente. Me vê um duplo. Uma de amêndoas e a outra de...- fez mesma coisa que Sara fazendo-a rir acompanhada de Melanie. —... cookies and cream.

O favorito de Sara.

— Ok, podem sentar que já vou servir.

Agradeceram e se sentaram na mesa de sempre. Seus pedidos logo chegaram, cada um em uma grande taça de vidro.

— Cobertura de morango pra você, Sara. E de chocolate pra você, Grissom.

Agradeceram novamente e Melanie se retirou.

— Finge que nunca comeu e prova o de cookies primeiro.

— Ok.- ele riu ao concordar, pegou um pouco na colher e provou. — Hmm... Muito bom!

— Não é à toa que é meu favorito.- fez cara de convencida.

— Ah é? Agora prova o de menta primeiro. Esse eu sei que você nunca comeu.

— É verdade.- levou uma colherada até a boca e saboreou. — Nossa! Que delícia!

— Viu só? Não é à toa que é meu favorito.- a imitou e piscou, rindo junto com ela.

— Bobo!

~ ♥ ~

No dia seguinte, Sara resolveu antecipar a visita de Abby já que havia chegado as férias de verão e seria mais fácil dela viajar do que em setembro. Assim, aproveitava que ia buscá-la e já pegava Hank também. Gil achou uma excelente ideia. Ele estaria de folga do trabalho também então teriam bastante tempo todos juntos. Combinaram tudo nos dias que se seguiram, no máximo em uma semana já estava tudo planejadinho, compradinho, certinho.

— Vão ser nossas melhores férias de verão.- a morena comentou com um sorriso.

— É verdade, estou ansioso. Já comprou a passagem dela?

— Já, está tudo certinho, já falei com a dona Martha, combinei tudo, ela disse que Abby está muito animada.

— Eu imagino. E você não está diferente, não é?- sorriu lhe dando um beijo na bochecha.

Sara também sorriu e assentiu.

— Ansiosa pra ver minhas crianças.

— Falando em crianças... as minhas vão ficar chateadas se você não passar lá.

— Eu sei, mas eu tenho pouco tempo pra pegar Abby e Hank e voltar pro aeroporto. Quando eu for levá-la de volta, eu passo lá.

E assim uns dois dias se passaram. Gil levou Sara até o aeroporto e disse que as esperariam lá também quando ela voltasse. Se despediram com um beijo e Sara partiu pra Las Vegas.

Coisa rápida, uma hora e meia depois já estava desembarcando, não levou bagagem nenhuma, só sua bolsa de ombro. Pegou um táxi e foi direto para o lar adotivo buscar Abby. Assim que entrou no veículo, telefonou para Martha informando já estar na cidade.

Abby já estava pronta antes mesmo de Sara ligar, estava numa ansiedade que só com sua mala do lado.

— Abby, tem certeza que isso vai dar? Eu devia ter comprado mais roupas pra você, as outras estão todas perdidas.

— Vai dar sim, não preciso de mais roupas não dona Martha.- a menina sorriu. — Se faltar, eu uso as da Sara.- brincou fazendo a guardiã rir.

— Falando nela… olha quem chegou.- a mesma anunciou quando viu o táxi parar em frente sua casa e a morena sair de dentro dele.

Abby abriu um sorriso de orelha a orelha.

— Sara!- a menina correu até ela largando a mala e pulando em seu colo.

Sara abriu os braços para recebê-la, também com um sorriso enorme no rosto. Já tinha mais de um ano que não a via, já que foi antes dela sair de Vegas pela primeira vez. Iam compensar todo esse tempo com Abby ficando dois meses inteiros com ela em Paris.

— Oi meu amor! Que saudade!

A menina não largou Sara por longos segundos, a morena a colocou no chão em seguida, pois ela não era mais uma bebê, estava pesada.

— Por pouco eu não consigo te segurar no colo. Você cresceu!- comentou chocada com como o tempo passa rápido. Abby estava com quase dez anos.

— Sou quase uma adulta.- fez cara de convencida jogando o cabelo recém cortado em chanel pra trás. — Gostou do meu cabelo?

— Tá a coisa mais linda!- a abraçou novamente e a encheu de beijinhos enquanto ela ria. — Amei.

Sara então foi cumprimentar Martha que sorria enquanto as observava. Não houve problema em Sara levar Abby pra outro país sem ser guardiã legal, a morena provou ser responsável por ela e foi tudo aprovado pelo juiz. Martha autorizou confiando fielmente nela, pois acreditava que nada de ruim aconteceria com Abby enquanto estivesse com a ex perita. E quem sabe Gil e ela poderiam adotá-la depois dessa temporada de férias, já que gostavam tanto dela.

— Tudo certinho?

— Certinho.- respondeu a menina.

— Obrigada por me deixar levá-la, Martha.

— Imagina, vai ser bom pra ela passar um tempo com você, Sara. Mas me liguem, ouviram mocinhas?!- sorriu.

— Sim.- responderam rindo.

Sara levou a mala de Abby pro táxi que as aguardava, esperou que a menina se despedisse de Martha, despediu-se também e disse que a manteria a par de tudo. Assim, partiram rumo à casa de Vicky.

— O Hank tá aqui?

— Uhum. Vicky que cuidou dele quando não podíamos. Está na hora de levá-lo pra casa.- Sara sorriu e bateu na porta. Logo ela foi aberta por uma Victoria sorridente.

— Sara!- a abraçou calorosamente. — Como você está?

— Estou ótima, e você?- perguntou ao desfazer o abraço.

Nem deu tempo de Vicky responder, pois Hank as interrompeu latindo e correndo rapidamente até "sua mãe".

— Cadê meu bebê?!!- Sara o chamou sorrindo e o segurou quando o mesmo pulou nela. — Oi meu amor!- agachou-se com dificuldade enquanto Hank pulava nela desesperadamente, lambendo seu rosto, uivando e latindo, tamanha era sua felicidade e saudade. — Ai, eu também estava com saudade, meu deus...- Sara sorria o tempo todo e fazia carinho nele.

— Fazia tempo que eu não o via feliz assim.- comentou a jovem.

— Já estava na hora, né neném?!- Sara deu um beijo nele e levantou. — Obrigada por cuidar dele, Vicky, Gil já depositou seu pagamento, tá? Sério, te devemos uma.

— Imagina Sara, foi um prazer. Vou sentir falta dele.

— Dá tchau pra Vicky, Hank?!

Como uma "criança obediente", Hank pulou em Vicky lambendo seu rosto. A garota riu.

— Tchau anjinho.- coçou a cabeça dele e lhe deu um beijinho. — Aquela "gaiola enorme" tá lá na casa de vocês, Sara. Eu dei uma limpada nela e também separei as coisas que você pediu.

— Você é um anjo, Vicky.- Sara a abraçou e agradeceu mais uma vez.

Abby observava tudo de cantinho. Vicky então a notou ali quando Hank foi cheirá-la.

— Essa é a Abby?- Sara assentiu. — Oi lindinha!- cumprimentou-a sorrindo.

— Oi!- Abby retribuiu da mesma forma.

— Bom, vamos?

— Vamos.- respondeu Abby.

Despediram-se de Vicky, pegaram o que tinham que pegar em casa e foram embora rumo ao aeroporto. Hank não deu trabalho, se comportou direitinho.

Incrível como cobram caro pra um cachorro viajar, quase uma passagem de adulto, Sara achou um absurdo, mas já tinha comprado mesmo.

— Sara, eu vou poder sentar na janela?

— Não está com medo de voar?

— Não, estou ansiosa, na verdade. Deve ser bem legal. Vai, deixa eu ir na janela?

— Hm, deixa eu pensar...- Sara olhou pra cima fingindo pensar no assunto. — Não sei não...

— Por favor…

Sara sorriu.

— Claro que pode. Só não vale dormir e perder a vista.

Abby riu.

— Não vou dormir, estou sem sono. E eu tenho que te contar tudo o que aconteceu enquanto a gente não se viu né.

— É verdade, temos que colocar o papo em dia.

O voo todo foi no maior bate papo, dividiram todas as lembranças e acontecimentos dos últimos meses. Logo estavam em Paris e Abby amou a vista da janela do avião.

— É linda, não é?- a morena sorriu ao perguntar.

— É maravilhosa!- a menina respondeu com os olhinhos brilhando.

Desembarcaram e assim que pegaram Hank e a mala de Abby, Sara soltou Hank, o colocou na coleira e foram até o lado de fora onde Gil já as esperava.

Assim que viu Grissom, Hank saiu correndo tão rápido que Sara não conseguiu segurá-lo. O então professor sorriu vendo o cão correr até ele. Também estava morrendo de saudade dele. Abriu os braços e o recebeu numa saudação tão calorosa quanto a de Sara.

— Oi amigão!

Foi um reencontro tão emocionante que foi por pouco que Grissom não chorou.

Sara e Abby sorriram com a cena que viram e logo chegaram perto deles.

— As minhas meninas chegaram!- disse ele ao vê-las.

— Gil!- Abby também correu para abraçá-lo como fez com Sara. Gil correspondeu com um sorriso e a morena também sorriu.

— Oi princesa! Como você cresceu!

— A Sara também disse isso.- comentou desfazendo o abraço.

— Está enorme.

— E olha só, cortou o cabelo!

— Gostou?

— Está uma graça.- sorriu acariciando o cabelo dela.

— E comigo? Não vai falar não?- Sara brincou.

— Ah é, esqueci que também faz tempo que não te vejo. Só umas quatro ou cinco horas.

Elas deram risada e Sara lhe deu um beijo.

— Sentiu saudade?

— O tempo todo.- sorriu. — Vamos pra casa?

Concordaram e seguiram em direção ao carro. Abby não viu problema em ir atrás com Hank, foi até divertido, pois o cachorro não se continha de tanta felicidade em ver “seus pais” de novo e não parava sentado. Abby se divertiu muito o caminho todo, além de ficar encantada com a vista.

— Vamos em casa guardar suas coisas e depois vamos dar uma volta pela cidade, tá Abby?

— Tabom!- respondeu animada.

Por incrível que pareça estava um friozinho, fazia vinte graus, mas estava um clima agradável pra passear.

Chegaram rapidinho em casa e Hank correu ela toda, estava elétrico igual Sara no outro dia. Subiram pro segundo andar e foram até um dos quartos de hóspedes.

— Esse é seu quarto.

— É meu mesmo?

— Aham, pode decorar como quiser. Sempre que vier pra cá, é aqui que vai ficar.- sorriu acariciando o cabelo dela.

— Obrigada.- deu um abraço em Sara que retribuiu.

— Quer guardar tudo agora ou quer sair?

— Não sei.- respondeu tímida.

— Ah, vamos sair.- disse Gil. — Aproveitar que não está calor. Na volta a gente arruma.

— Então vamos.- disse a morena com o sorriso ainda estampado no rosto.

Abby colocou sua boina vermelha, então Gil e Sara fizeram o mesmo pra combinarem, saiu todo mundo de boina.

— Só falta o Hank.- disse Abby dando risada depois, isso fez os mais velhos rirem também.

Todo o tour que fizeram em Paris quando chegaram, eles fizeram com Abby e Hank. A levaram pra conhecer o Parque du Trocadéro, o Arco do Triunfo — onde eles subiram no topo pra admirar a vista, coisa que Gil e Sara ainda não tinham feito —, o Jardim das Tulherias, o Museu do Louvre, a Catedral de Notre Dame, comeram no Café Constant e pra finalizarem o passeio, subiram na Torre Eiffel, coisa que Gil e Sara também ainda não tinham feito.

Subiram até quase o topo e amaram a vista lá de cima. Abby ficou com medo da altura, mas com a segurança que Sara e Gil lhe passaram ela ficou mais tranquila. Tiraram muitas fotos juntos, pareciam uma família de verdade. Abby quis tirar uma sozinha assim que desceram, com os braços abertos e a torre de fundo, ficou uma graça.

O dia terminou perfeitamente bem, jantaram fora depois de deixarem Hank em casa. E assim que voltaram, colocaram o cão pra dormir do quintal e subiram pro quarto de Abby para ajudá-la a arrumar as coisas.

Sara tinha comprado algumas coisinhas pra ela já começar a decorar o quarto e Abby usou tudinho. Ficou um tempinho decorando o quarto com Sara e foi tomar banho enquanto a morena guardava suas roupas na cômoda.

Assim que saiu, já vestida com seu pijama e dentes escovados, comentou com ela:

— Nem acredito que vou ficar dois meses inteiros com você, Sara. Eu sempre quis isso.

Sara sorriu.

— Eu sei bem disso. Esses dois meses vão compensar todos os outros.

— Agora que você não é mais policial, casou com o Gil e está morando aqui… vai poder me adotar?

— Oh meu amor…- Sara se sentiu mal com essa pergunta. — Você já foi adotada…

— Eu sei, mas…- ela ficou um pouquinho triste, mas não quis transparecer.

— Não gosta da dona Martha e das outras crianças?

— Gosto, é que… você prometeu que ia me adotar se pudesse.

— Agora eu de fato posso, mas você já tem um lar. Martha teria que te devolver pro orfanato pra isso acontecer.

— Sério?- ficou mais triste ainda. Não queria que Martha a abandonasse, a mandasse de volta como se não a quisesse mais. Mesmo que fosse para poder ficar com Sara.

— Além de que você teria que se mudar pra cá, e a documentação demora meses, é muita burocracia. Teria que deixar seus amigos e aprender uma nova língua. Não estou querendo te fazer esquecer da ideia de morar comigo, só estou expondo a realidade pra você.- Abby abaixou a cabeça. — Olha... — segurou as mãozinhas dela. — Vamos ver como vai funcionar. Esses dois meses vão ser como um teste pra nós duas. Se der certo e você quiser mesmo ficar comigo, a gente conversa com a dona Martha, prepara as documentações e autorizações, faz tudo direitinho. Aí você conclui o ano na escola e eu pego sua transferência.- Abby sorriu. — Mas não vamos nos apressar nem precipitar, tabom?- acariciou o rostinho dela ao perguntar e ganhou um abraço forte em resposta. — Pronta pra dormir?

— Pronta.- Abby desfez o abraço e deitou, Sara então a cobriu.

— Boa noite, princesa.

— Boa noite, Sa. Te amo.

Sara sorriu e lhe deu um beijo na testa.

— Também te amo.

Notas finais
Enfim, acabou tudo bem, eu só queria encaixar a parte da arma mesmo kkkkkkk af Abby passando as férias com a Sara e o Gil, imaginavam isso? ^^ Me digam o que acharam do capítulo, tabom? :3 Feliz Natal pra todo mundo ♥ Abraço de urso e até o próximo :3